Sexta-feira, 6 de Julho de 2012
Buzzer Beater

Sem lockout, há animação para o mês todo

 

Bem verdade. A época dos 'free agents' está em altas, e muitas são as novidades, que prometem abanar as classificações na próxima temporada, ou pelo menos tentar. A grande notícia da edição de 2012 é o reforço em peso dos Brooklyn Nets (ex-New Jersey), com a confirmação do regresso de Deron Williams e Gerald Wallace, ambos em contratos milionários, e a troca por Joe Johnson, marcador de serviço dos Atlanta Hawks, que, apesar de possuir um contrato que roça o absurdo, será uma peça importante na demanda dos Nets. E depois a equipa parece não desistir do desejo de obter o mais desejado de todos: Dwight Howard. O poste vencedor de três prémios de Melhor Defesa da NBA já mostrou o seu desejo em ir para os Nets, embora Orlando ainda esteja a ponderar hipóteses de troca, pelo que de Brooklyn os Magic teriam um retorno de Brook Lopez, Marshon Brooks, Kris Humpfries e escolhas de draft. Se alguma outra equipa conseguir o consentimento de Howard em prolongar contrato, há melhores ofertas por aí (leia-se, Andrew Bynum e Pau Gasol dos Lakers ou até Ibaka e Harden de Oklahoma, sendo que este último é apenas uma ideia minha e de outras pessoas, não é uma negociação pensada). Seria, em teoria, um quarteto fantástico de Williams, Johnson, Wallace e Howard, que desafiaria a supremacia no Este dos Miami Heat.

Mas mais aconteceu! Steve Nash, eterno base dos Phoenix Suns e já por duas vezes MVP da época regular, foi finalmente trocado para um local onde poderá perseguir o último galardão que lhe falta: o campeonato. Nos Lakers, a equipa, se não sofrer mais alterações, tem um 5 inicial capaz de destronar Oklahoma no Oeste, e desafiar até os campeões em título Miami Heat. Já lá vai o tempo em que os Lakers têm um base realmente bom e à altura do trabalho, sendo que Derek Fisher não foi a escolha ideal nas últimas épocas, e Ramon Sessions desapareceu um pouco durante os playoffs da época transacta. Nesta negociação ficaram para trás os Raptors, que lançaram dinheiro para cima da mesa de forma a convencer Nash a jogar no seu país natal, e os Knicks, que esperavam reuni-lo com Amare Stoudemire e desafiá-lo a ganhar jogos por uma equipa que tanto precisa das vitórias. Terão que se contentar com Jason Kiddc, que já tem acordo com os nova-iorquinos.

De resto mais equipas têm feito movimentos significativos, com Eric Gordon a aceitar acordo com os Phoenix Suns (embora os Hornets tenham o direito de reter o jogador se igualarem a oferta feita), Brandon Roy a voltar da reforma com os Timberwolves, juntando-se a ele Nicolas Batum, também ex-Trailblazer, e mesmo Jeremy Lin, que fez um acordo semelhante ao de Gordon com os Suns (mas por menos dinheiro) com os Rockets, podendo os Knicks igualar, o que se espera que aconteça numa equipa que precisa desesperadamente de gente para a organizar do caos que a eterna Gotham City Batmaniana necessita.

Para finalizar vou apenas destacar aqueles que parecem os grandes derrotados destes processos até aqui: os Dallas Mavericks. Tendo Nowitzki assinado por menos dinheiro do que seria de esperar no final da época 2010/2011, de forma a conseguir flexibilidade para as contratações desta época, todos parecem fugir do barco de Mark Cuban: Deron Williams não foi convencido pelos texanos e ficou em Brooklyn, Jason Terry tem acordo com os Celtics, Kidd foi para Nova Iorque, e Lamar Odom para os Clippers. De notar que da equipa que ganhou o título frente aos Miami Heat também já sairam Caron Butler e Tyson Chandler. Nisto, Nowitzki fica realmente sozinho. Mas conhecendo a sagacidade de Mark Cuban, talvez não seja boa ideia decretar a derrota para os Mavericks, pelo que o ambicioso dono não se ficará pelas soluções de recurso.



publicado por Óscar Morgado às 11:14
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Sexta-feira, 22 de Junho de 2012
Buzzer Beater

Temos Rei

 

Lebron James já tem um anel. A primeira parte da profecia dos mais de seis títulos pelos Superfriends de Miami está finalmente cumprida. Não digo finalmente de forma inocente, pois era apologista de que não queria ver um jogador tão fabuloso como James ser privado de títulos colectivos. E os Thunder têm tempo para chegar ao topo da montanha nos próximos anos.

Agora, aquilo que eu não esperava era ver a eliminatória ser resolvida apenas em 5 jogos, e ver Miami ganhar os 4 últimos que dariam a vitória de forma consecutiva. O que se viu - e bem - foi uma equipa que, apesar de dificilmenteconseguir algum dia  chegar ao equilíbrio e quiçá perfeição patentes no modelo de Oklahoma, porque o seu modelo salarial ancorado quase na totalidade em James, Wade e Bosh é proibitivo a contratações de grandes jogadores, foi uma equipa de campeonato. Além do trio, nestes playoffs (e na época regular) liderado por James que tem tido performances possantes (até nos seus malogrados quartos períodos da época passada), o banco de Miami fez aquilo que é suposto se esta equipa quer colmatar as suas deficiências. Com uns quase históricos 7 em 8 triplos convertidos de Mike Miller, um jogo sólido (durante todas as rondas) de Shane Battier, Mario Chalmers também a assumir responsabilidades de atirador e Norris Cole que, juntamente com Udonis Haslem, têm um espírito indomável (ontem à noite os comentadores da ESPN apelidavam Cole de um Udonis Haslem em ponto pequeno), Miami conseguiu juntar as peças do puzzle.

Isto deve chegar para silenciar alguns, mas viu-se este ano que Miami, especialmente James, já não joga para silenciar críticas. Alías, confessou-o nos últimos dias, e que isso naturalmente o fez ganhar de novo o MVP, e finalmente o título. Quem sabe se essa mentalidade tem existido na época passada se não estávamos a falar de algo inédito na NBA, 4 MVPs consecutivos.

E portanto, deixá-los serem reis por uns tempos, que bem merecem. Mas quanto ao futuro? Oklahoma vai voltar com a experiência que não teve nestas finais, de outra forma não se entende porque carga de água foram perder quatro jogos seguidos contra uma equipa que alguns nem achavam que ganhasse esta série, após terem mostrado compostura invulgar para a tenra idade nas séries anteriores, especialmente contra os veteranos San Antonio Spurs. E será precisa boa gestão de cima para manter esta equipa competitiva nos próximos anos: viu-se este ano que os anos vão começar a pesar em Wade, há que saber que James não é seguro de ficar em Miami caso o sucesso seja grande no final do contrato, portanto rodear o mais possível, e com os recursos autorizados, as estrelas do talento certo para jogar é fulcral. A próxima época, inteira, com uma pré-época completa e uma 'offseason' também longa que permita aos escritórios das equipas ponderar os planos para as suas formações. E o futuro promete, tanto para os Heat como para os Thunder. Mas cuidado, os Lakers vão-se reparar, os Spurs vão novamente reinventar-se, os Bulls vão-se segurar, e os Clippers vão crescer, portanto a competição estará lá. Neste momento, só não consigo apostar nos Knicks, disfuncionais que dói. Agora, vem o draft dia 28, e as esperanças das equipas mais pequenas (vamos Detroit...) jogam-se neste palco, e também promete, depois da primeira escolha que se espera ser Anthony Davis, nada é certo nos 15 primeiros.



publicado por Óscar Morgado às 20:09
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Sexta-feira, 15 de Junho de 2012
Buzzer Beater

Algo para inspirar

 

Perdoem-me se esta semana misturo o basquetebol com o futebol, mas parece-me oportuno para cada um dos lados. Não sendo um conhecedor do desporto rei, há aqui um foco de inspiração que penso ser interessante de referir. Todo o português amante de bola viu os dois falhanços de Cristiano Ronaldo frente à Dinamarca, de um jogador que marcou 60 golos esta época ao serviço do Real Madrid, mas que parece nunca traduzir por completo o seu talento ao serviço da selecção nacional. O que se passará?

A resposta parece estar na própria cabeça do jogador. Pressão do país? Da equipa? Dos media? Dele próprio? Só podemos especular, mas aqui deixo um caso de superação de debilidades de um outro astro desportivo. Lebron James, que esta época se sagrou pela terceira vez MVP da NBA ao serviço dos Miami Heat, já foi noutra ocasião comparado neste blogue a Ronaldo: discutivelmente (muito até, embora seja compreensível), ambos são vistos como os melhores nas suas modalidades, tremendamente dotados do ponto de vista físico e atlético, e, acima de tudo, extremamente trabalhadores pelas suas capacidades (neste ponto até darei alguma vantagem a Ronaldo). E sim, um pouco prima-donas em dados momentos.

Como a maioria que acompanha esta coluna deverá por esta altura já saber, James vai no seu segundo ano a jogar em Miami, após a sua saída controversa de Cleveland. Apesar de ser desprezível o programa de uma hora feito de banalidades que culminaram no final com a revelação da decisão de Lebron (que concordou com o circo mediático possivelmente deliciado com o pacote avançado por uma das marcas que o patrocina), o então também MVP teve uma posição legítima em deixar o clube onde estava, que não teve capacidade para o rodear com os jogadores certos para este alcançar o título, apesar de ter estado sete anos no clube (chegou a haver Carlos Boozer, mas alguém se lembrou que não valia a pena pagar-lhe).

E depois escolheu jogar com Dwayne Wade e Chris Bosh, mas já toda a gente devia saber o contexto por esta altura. O ponto-chave: James, alvo de tanta crítica, bem como o resto da equipa, passou a época enfurecido e usando esse combustível para jogar, e chegar até às Finais, onde a sua equipa tombou perante os Dallas Mavericks. Só que essa fúria culminava com o ponto-chave da crítica do ano anterior: nos jogos grandes, James encolhia-se, e não era MVP para ninguém. Isto fez com que um novo buraco no seu jogo fosse constantemente escrutinado, a falta de eficácia nos 4ºs períodos decisivos de cada jogo.

Este ano, de volta às Finais, empatados a um jogo com os Thunder, James já é mais que completo: faz tudo muitíssimo bem em campo, joga em todas as posições se necessário, e já resolve nos momentos decisivos. E porquê? O próprio já o confessou: a fúria e frustração foram embora e deram lugar à fluidez e capacidade natural para o basquetebol, e, acima de tudo, a paixão pelo jogo que sempre caracterizou James enquanto esteve ao serviço dos Cavaliers. Por isso voltou o prémio de MVP, e se os Heat não ganharem o título este ano não será por causa dos 4ºs períodos de James, que tem dominado estes playoffs como mais ninguém. Só é pena a sua equipa ser tão desfalcada em tanto sítio.

A inspiração fica: não sei até que ponto Ronaldo terá algum problema com a fúria ou críticas, nem me parece que seja o caso, mas interessa que com todas as estrelas vem controvérsia e adversidade. É só uma questão de tempo até essa adversidade assolar os Thunder, cujas expectativas acabaram de chegar ao máximo com o final desta época que se aproxima, e de o público geral se aperceber que Durant também não é nem será perfeito, tão pouco que seja sequer melhor que James. Assim as estrelas, porque o são, acabam por ultrapassar estes períodos, e normalmente, como aconteceu a James, voltam melhor que nunca. Terá sido doloroso ver vezes sem conta os vídeos dos seus piores momentos nos playoffs do ano passado, mas isso parece ter-lhe limpo a alma. E acredito que um jogador como Ronaldo não deixará de fazer algo que lhe surta o mesmo resultado.

                                                          

                         



publicado por Óscar Morgado às 09:28
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Quinta-feira, 7 de Junho de 2012
Buzzer Beater

Nota: por motivos logísticos, a crónica desta semana é escrita à quarta-feira de manhã, embora seja apenas publicada no dia seguinte.

 

Conspiração

 

Sim, o título é sugestivo e arrojado. Isto porque se tem falado algo nisto no seio da NBA, à margem de conversa de playoff. A lotaria para as escolhas de draft já aconteceu e os grandes vencedores foram Nova Orleães, cuja 4ª melhor chance de obterem a primeira escolha no draft os levou a ultrapassar aquelas dos Bobcats, Wizards e Cavaliers. Num draft em que o número 1 consensual é o extremo-poste Anthony Davis, isto vem mesmo a calhar para uma equipa que perdeu Chris Paul, e precisa de jogadores para rodear Eric Gordon.

E agora a conspiração: como os Hornets, no papel, ainda são propriedade da NBA, embora já tenha sido formalizada a venda a Tom Benson, os conspiradores dizem que a lotaria foi arranjada, pela suposta razão de a liga ter prometido a primeira escolha do draft a Benson quando vendeu a equipa.

Podem ler aqui uma data de hipóteses neste artigo muito bem escrito. Resta-me dizer que é um bocado ridículo, visto que há sempre algo onde se pode colar uma decisão pouco esperada: com os Bobcats podia ser um favor a Michael Jordan, com os Cavaliers podia ser uma tentativa de fazer justiça à cidade por ter pedido Lebron James, enfim, há uma infinidade de razões. Mas uma salta-me à vista: os Bobcats, equipa que tinha a melhor chance de obter a primeira escolha, 25%, ficou em segundo. Dos mais de 20 anos em que a lotaria se realiza nestes moldes, a equipa com mais chances ganhou a primeira escolha apenas 3 vezes. A última foi em 2004, ano em que Orlando escolheu Dwight Howard. Porque, verdade seja dita, embora a segunda melhor chance seja metade de 25, os Bobcats estavam a competir contra outros 75%, três vezes mais prováveis de suceder, ainda que distribuídos por outras equipas. E Nova Orleães, inserida nesses 75%, ganhou.

Acabe-se lá com as brincadeiras: apenas duas equipas, a meu ver, caso tivessem ganho, teriam uma vitória injusta porque passaram a fase final da época numa desprezível táctica denominada tanking (não se esforçar por vitórias para obter melhores chances no draft), para obter mais escolhas de draft favoráveis e construir uma equipa com peças valiosas, que foram os Golden State Warriors e os Portland Trailblazers. De resto, as outras equipas foram simplesmente más. E a sorte calha a todos. Não concordo com o artigo acima em que se possa colocar este tipo de conspiração ao mesmo nível das do 11 de Setembro ou do assassinato de Kennedy, mas esta simplesmente tem muito pouco fundamento e circunstância para ser plausível. Jogue-se basket.

 



publicado por Óscar Morgado às 11:00
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Sexta-feira, 1 de Junho de 2012
Buzzer Beater

Velhos e novos

 

Antes de mais peço perdão aos leitores que acompanham esta crónica a ausência, por excesso de carga académica em dias de fins de curso. Para quem tem acompanhado os playoffs até agora, nas finais de conferência, a história tem um ângulo bastante interessante: dos conjuntos que se enfrentam de cada lado, novas dinastias e velhas resistentes do passado mantêm confronto.

A terminologia é dúbia admito - de entre Oklahoma e Miami, só os primeiros se podem dizer que são um talento novo, tendo em conta que Wade já tem 30 anos, e James e Bosh têm 27 e 28, respectivamente. E ainda para mais que nas reservas os veteranos são aos molhes, com Haslem, Joel Anthony, Mike Miller ou Shane Battier sendo já veteranos mais que testados. Os miúdos mais promissores são Chalmers e Cole, os bases da equipa. Mas o núcleo é novo sim - e não, já não vão a tempo de ganhar mais do que sete títulos, como prometeram há quase dois anos - e promete ser uma das forças a considerar durante a década já iniciada, tendo em conta que em três super-estrelas, um já foi campeão da NBA e outro MVP em três ocasiões.

Oklahoma parecem muito bem artilhados para a década - embora com o final dos pequenos contratos de Ibaka e Harden se preveja que um deles vá à procura de riquezas noutras paragens, já que com dois grandes contratos garantidos às estrelas Durant e Westbrook, só mais um novo contrato chorudo parece possível nas contas dos Thunder, ainda que ambos os mereçam.

E depois temos os velhos. Mais ou menos, digo novamente. Do lado de Boston, é uma velha guarda liderada por um jovem base que ainda esta semana fez o jogo da sua carreira, e que ainda assim perdeu. Rondo apontou 47 pontos (com muitos lançamentos exteriores que normalmente lhe são atribuídos como calcanhar de aquiles), 10 assistências e 8 ressaltos, e tem envolvido um algo-que-rejuvenescido Kevin Garnett, um sempre consistente Paul Pierce, e um muito apagado Ray Allen, devido a joelhos eventualmente. Mas daqui não parece haver muita pedalada para Miami. E há a questão de os árbitros não lhes estarem de feição...

E ainda há os Spurs. Oh, os Spurs! São uma equipa frustrante devo admitir: todo o santo ano parecem fora da corrida à partida para o título, e acabam por estar sempre nos lugares cimeiros dos playoffs. Na edição do ano passado parecia que o reinado tinha finalmente chegado ao fim, com a derrota na primeira ronda com o 8º classificado Memphis, mas este ano estão novamente a rebentar. É que quando não é Duncan a dominar, domina Ginobli (o ano passado), e quando este não o faz, domina Parker (este ano). Só não se mantêm invictos nos playoffs (feito que terminou ontem à noite face à derrota em Oklahoma) porque estão perante uma equipa muito consistente e bem montada para vencer, porque varreram as últimas duas rondas sem falhar. E não tenham dúvidas, a fórmula que este ano resultou em ter um banco fortíssimo, que descansa sem precalços Duncan (que agora tem jogado mais, fresquinho da época) e Ginobli (que esteve muito tempo lesionado este ano), está a colocar os Spurs na melhor posição para ganhar o título neste momento, embora Oklahoma vá continuar a ser dura de roer. E parece que o campeão vai sair da final do Oeste...

Mas a com todo o atleticismo da NBA de hoje, que já quase só reside nos jovens, os velhos lobos parecem aguentar-se à bronca, até dar umas aulinhas à criançada. E tem imensa piada ver isto tudo.



publicado por Óscar Morgado às 22:20
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Sexta-feira, 4 de Maio de 2012
Buzzer Beater

Só em Miami se ouve o relógio

 

Começados os playoffs da NBA, ainda não há grandes surpresas. Oklahoma e Miami dominam os seus confrontos com Dallas e Nova Iorque, vencendo por 3-0. Os Lakers voltaram à sua mentalidade campeã e vencem Denver por 2-0. Memphis e Clippers discutem a passagem taco-a-taco. Boston e Atlanta também. Indiana com algum trabalho mas lá ganha a Orlando 2-1. A maior surpresa talvez esteja no empate a 1 entre Chicago e Philadelphia, não pelo resultado, mas porque Derrick Rose está lesionado para o resto dos playoffs.

E contudo não vejo muitas equipas com muito a perder. Utah e Denver são equipas jovens, com talentos por desenvolver, e já é uma vitória terem chegado aos playoffs. É pouco provável que causem estragos, a perder por 2-0. Orlando, sem Howard, já só com um milagre. Em Boston, a idade há um par de anos que já vai avançada nas estrelas, excepção feita a Rondo. Já Atlanta, que passou há uns anos de burro a cavalo, hoje não passa de cavalo a unicórnio, e já não será com esta equipa.

O que me leva a falar daqueles que estão a disputar hipóteses de título este ano, ou num futuro muito próximo. Começando pelos Pacers, tenho pena que provavelmente Danny Granger já não estará no topo quando essa atitude surgir, mas Hibbert e George estarão. Mas se perderem este ano ninguém os irá martirizar. O mesmo não se pode dizer dos Knicks, nos quais muito tenho cascado durante meses, porque com um plano consistente degolado pelo dono da equipa, Jim Dolan, não é assim tão estranho que tenham acabado em 7º lugar, e que saiam novamente da primeira ronda dos playoffs, com um eventual 4-0 às mãos dos Heat. E tão cedo não conseguem uma equipa à altura, com uma organização semelhante.

Em Philadelphia, a equipa está sólida, com talento jovem, mas a âncora defensiva, Iguodala, parece melhor adequado numa equipa mais forte, e já caminha para os 30. Também ninguém os vai importunar. E em Memphis? Fazem-me lembrar os Detroit Pistons de meados da década passada, que ganharam um título em 2004. Aguerridos, com talento mas sem estrelas. Ficam sempre bem na fotografia, mesmo que percam. Já os Clippers, passaram de burro a unicórnio, mas têm a desculpa de Billups se ter lesionado para a equipa não estar na forma máxima este ano. Este ano, primeiro desta equipa renovada, ainda vai passar ao lado das críticas.

Quem já está blindado às críticas são os San Antonio Spurs. Com Tim Duncan nos 36 anos, Ginobli nos 35 e Parker nos 30, só o facto de terem terminado a época regular em 1º lugar, aparentemente sem grande peso das estrelas (salvo Parker), faz com que uma passagem da primeira ronda pareça fazer-lhes justiça, embora seja Memphis ou Clippers a seguir, e possam muito bem chegar à final. Chicago teve o desaire de Rose se lesionar, e então ninguém espera mais do que uma segunda ronda, ou uma eventual final de conferência. Os Lakers, apesar de rejuvenescidos, já ganharam dois títulos com esta equipa, e Bynum ainda tem muitos anos pela frente. Kobe Bryant já construiu o seu legado histórico como um dos melhores de sempre. E Oklahoma nem se fala. Ridiculamente jovens, ridiculamente bons. Têm uma década inteira pela frente.

E então chegamos a Miami. Dwayne Wade tem 30 anos. Lebron James e Chris Bosh têm 28. Parecem distante dos mais de 6 títulos que prometeram há dois Verões atrás. Parecem bem posicionados para ganhar este ano. Mas se perderem começa-se a questionar esta equipa. Até porque os contratos das 3 estrelas continuam a aumentar, e o espaço para um bom grupo complementar de jogadores torna-se mais apertado com cada ano que passa. E é aí que eles poderão vacilar nos próximos anos. Portanto, o relógio ouve-se em Miami, os segundos a passar, e uma oportunidade de título já lá vai. E se passar esta, será outra. E os críticos eventualmente devoram esta equipa. Claro que se ganharem, tudo está bem. Mas é a única equipa nestes playoffs que não pode perder.



publicado por Óscar Morgado às 08:01
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Sexta-feira, 27 de Abril de 2012
Buzzer Beater

Os Playoffs estão aí

 

Agora sim, está tudo definido. Ontem à noite terminou a fase regular da NBA, que apenas confirmou os confrontos já previstos para a derradeira fase do campeonato. Aqui fica a antevisão de toda a acção, que começa Sábado à noite:

 

Conferência de Este

 

1º - Chicago Bulls vs. 8º - Philadelphia 76ers

 

     Antes da época começar, não me iria surpreender com os sixers aqui. Mas depois de esta equipa dominar nos lugares cimeiros da conferência até meio da época, é pena o seu rendimento ter descido, e terem apanhado um confronto que dificilmente vão vencer. A equipa aguerrida, comandada pelo ala Andre Iguodala e liderada pelo treinador Doug Collins, não fará uma prestação que os embarace, mas garra Chicago também tem, simplesmente com uma dose muito maior de talento. Fica a dúvida da condição física de Derrick Rose, que segura toda esta equipa junta, mas mesmo sem ele, pelo menos a primeira ronda parece acessível a Chicago. Previsão: vencem os Bulls em 5 jogos.

 

2º - Miami Heat vs. 7º - New York Knicks

 

    Este fará correr tinta nos jornais, e irá disparar as audiências, mais altas que qualquer outro jogo da primeira ronda. Lebron James, Dwayne Wade, Carmelo Anthony, Amare Stoudemire, Chris Bosh, e até o lesionado Jeremy Lin. As estrelas não acabam. Do lado de Nova Iorque, uma época decepcionante, em que todos esperavam que esta fosse a 3ª melhor equipa da conferência, levou ao 7º lugar. Anthony e Stoudemire não funcionam juntos, o treinador não sabia o que fazer com esta equipa, e o talento é algo desperdiçado. E depois apareceu Lin, e deu esperança de grandes coisas. Mas Miami é mais competente, apesar de menos profunda em termos de banco e de jogadores que suportam as estrelas, pode aproveitar o facto de Lin estar lesionado para esta ronda e não ter a fraqueza do confronto entre bases. O perigo vai estar em Tyson Chandler, sem igual debaixo das tabelas, pois James sabe bem o que fazer com o seu amigo de longa data, Carmelo Anthony. Ainda assim, equilibrado em muitos aspectos. Previsão: Miami em 6, eventualmente 7.

 

3º - Indiana Pacers vs. 6º - Orlando Magic

 

     Os Pacers continuaram a evoluir esta época, e o 3º lugar é perfeitamente justificado, com uma equipa perfeitamente equilibrada em todas as posições, e com banco à altura de qualquer outra equipa. Orlando...não. Dwight Howard enfrenta uma cirurgia brevemente, e está fora para todos os playoffs, portanto os Magic não parecem ter qualquer hipótese. E mesmo que lá estivesse, o seu rendimento baixou brutalmente na segunda metade da época, depois de toda a novela sobre a sua eventual saída,  e a equipa parece muito desfigurada a jogar, nada a ver com a equipa que foi às finais há uns anos atrás. Teria que acordar Turkoglu, Nelson fazer os jogos da sua vida, e Ryan Anderson jogar como All-Star todas as noites. Salvo alguma surpresa, Orlando não tem hipótese, e a previsão é arrojada: Pacers vencem em 4 jogos.

 

4º - Boston Celtics vs. 5º - Atlanta Hawks

 

     O velho trio de Boston não desiste. Os Hawks, sem surpresa, surpreendem mais um ano, mesmo depois de Al Horford ter sido perdido por lesão, Josh Smith justificava a sua presença no All-Star, talvez até como membro do 5 inicial, e Joe Johnson tem estado à altura, só não à altura do seu contrato, bem como Jeff Teague, que se vem a afirmar como o base aceitável que os Hawks não têm conseguido encontrar. Em Boston, Garnett e Allen estão no final dos seus contratos milionários, e tinham que jogar esta época para que Boston se reestruture em seguida, mas toda a coesão está lá. Talvez não tenham as pernas para uma campanha longa, embora Rajon Rondo ajude nesse departamento, com a sua constante ameaça de triplo duplo todas as noites. Previsão: não consigo decidir, mas vai a 6 ou 7 jogos.

 

Conferência de Oeste

 

1º - San Antonio Spurs vs. 8º - Utah Jazz

 

     Sim, parece que eles nunca mais deixam de jogar bem. San Antonio é uma equipa que quase que chateia. Se não joga bem Duncan, Ginobli carrega a equipa. Este ano, ambos estiveram mais de fora, por lesão ou condição física. Não há problema: Tony Parker joga á la MVP. E Utah? O lugar, conquistado à última da hora, motiva uma equipa cheia de promessa para o futuro, que mostra que sem Deron Williams também se ganha. Jefferson e Millsap ancoram o agora, Favors, Hayward e Kanter o futuro. É afinal, é sempre bom ver os Spurs jogar. Previsão: Spurs em 6 jogos.

 

2º - Oklahoma City Thunder vs. 7º - Dallas Mavericks

 

    Oh doce vingança! Os Thunder devem estar a pensar porque é que não conseguiram manter o primeiro lugar. Tiveram problemas de confrontos directos este ano (especialmente com os Clippers), e alguns jogos ficaram por ganhar. Mas continuaram a crescer, como esperado, e são finalmente uma equipa que está a lutar pelo título. Durant é a mega estrela, Westbrook a super estrela, Harden e Ibaka, as estrelas. Brilham, são jovens, e continuarão a brilhar. Melhoraram a defesa, o ataque mantém-se de alta qualidade. E há a motivação extra de jogarem contra os Mavericks, sombra da equipa que ganhou um título na época passada. Não vejo este ano (e ainda assim, não via o ano passado) Dirk Nowitzki carregar o fardo contra os 5 do outro lado, ainda por cima, sedentos de vigança da derrota do ano passado. Sem Chandler no meio, um Terry e um Kidd envelhecidos, já não é a mesma coisa, e a época regular correu pior que no ano passado. É altura de Oklahoma ter uma verdadeira chance ao título. Previsão: OKC em 6 jogos.

 

3º - Los Angeles Lakers vs. 6º - Denver Nuggets

 

     Os Lakers são uma equipa interessante. Pagos a peso de ouro, não se sabe bem se jogam bem ou se é Kobe Bryant. Tentaram atrair Chris Paul e Dwight Howard, mas Bynum já joga ao ponto de fazer pessoas este ano dizerem que pode ser melhor que o último. Com a brincadeira, perderam a âncora de Lamar Odom ao tentar aliviar tecto salarial,  e o seu banco desmoronou-se. Mas Gasol voltou a ser um jogador do mais fiável que há (mas não estrela indiscutível) e Bynum uma legítima estrela. E Bryant...escusado será dizer, só Durant fez médias pontuais mais altas este ano. Estão lá para o título. E as trocas correram bem antes do deadline: Jordan Hill dá força ao banco e Ramon Sessions é finalmente um base aceitável para esta equipa, que despachou Fisher para os Thunder. Quanto aos Nuggets, mais um ano eles são o grupo coeso, ainda jovem, e ainda mais promissor que o ano passado. O rookie Kenneth Faried é uma máquina de ressaltos, tanto que até valeu a troca de Nenê por McGee, dos Wizards, apostando na juventude. O treinador, George Karl, nunca mais se reforma, mantém o ataque como um dos melhores da NBA. Só se o star power de Los Angeles falhar, aí podemos estar perante um upset. Previsão: Lakers em 7.

 

4º - Memphis Grizzlies vs. 5º - Los Angeles Clippers

 

    Ver os Clippers ganhar esta dificilmente será considerado um upset. Renascidos da ridicularidade com Chris Paul, prometem ser relevantes e candidatos ao título para os próximos anos. Foi custoso perder Billups, a espinha veterana que dava excelência ao duo exterior com Paul, mas Nick Young, pelo menos, dá pontos aos molhes. Memphis é novamente a equipa do esforço e trabalho, mas com Rudy Gay a jogar como deve, sem lesões. Isto tanto dá para um lado ou para outro, e não será o star power de Los Angeles que fará uma desvantagem. Previsão: qualquer um, 7 jogos.



publicado por Óscar Morgado às 08:19
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2012
Buzzer - Beater

O fantasma das lesões está zangado

 

Esta curta campanha da NBA está quase no final. Parece mentira, embora por esta altura já seja costume falar-se em playoffs. Mas, por ter começado no dia de Natal, dá a sensação de que falta muito para trás.

Blá blá blá…e onde é que eu quero chegar? É que para muitos a época acabou ainda mais cedo, como se não bastasse ela já ser curta. Podia falar de muitos jogadores que sofreram lesões que lhes hipotecaram o resto da temporada, mas há dois que se destacam – falo de Ricky Rubio e Kyrie Irving.

Rubio lesionou-se no início de Março. Uma rotura nos ligamentos do joelho deitou por terra as esperanças de playoff dos Timberwolves, que finalmente encontraram o mago que iria guiar uma das maiores estrelas em ascensão (mas já lá bem alto) em Kevin Love, e mais algumas jovens promessas ao sucesso nas Cidades Gémeas. O base espanhol, rookie na NBA, mas provavelmente o mais experiente profissionalmente de todos os jogadores de 1º ano (porque joga profissionalmente desde os 14 anos), liderava todos os jogadores desde grupo em média de assistências, e estava lá no topo desse valor com todos os restantes bases da liga.

Irving parecia o favorito para o prémio de Rookie do Ano, sendo o melhor marcador entre os seus pares de estreantes, e estava a manter os Cleveland Cavaliers á tona da qualificação para os playoffs. Impensável seria no ano passado, quando a equipa, após um ano com o melhor record da NBA liderada por Lebron James, passa de cavalo a burro e sofre a pior sequência de derrotas da história, e acaba a época com o segundo pior record da liga (atrás de Minnesota aliás). Não se adivinha um novo James em Irving é certo, mas o jovem base faz esquecer esporadicamente que o melhor jogador da NBA foi embora sem ficar nada em troca. E nos últimos dias lesionou-se.

Ok, então alguma entidade divina muito mesquinha, provavelmente zangada com a novela do lockout da NBA, decidiu acabar com o entusiasmo dos dois favoritos ao título de melhor rookie? Provavelmente. Apesar de Isiah Thomas, o pequeno base dos Sacramento Kings, ter ficado com maior destaque após estas duas lesões, não creio que ainda seja relevante para alterar o veredicto do painel de votantes: Irving vence, Rubio fica em segundo.

É pena não se ver já nenhum dos dois em acção nos playoffs, mas mais espectáculo nos espera, com mais jogadores de topo, e muitos confrontos de resultado imprevisível. Game on!




publicado por Óscar Morgado às 10:36
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Sexta-feira, 6 de Abril de 2012
Buzzer Beater

Kentucky Wildcats - mais do mesmo

 

Na passada segunda-feira os Wildcats, equipa que antes do torneio final deste ano da 1ª divisão da NCAA estavam em 1º no ranking, ganharam a edição 2012 do torneio, batendo a Universidade de Kansas, na final. E porquê mais do mesmo? Não sendo a equipa com mais títulos universitários (com este último somam 8, UCLA é a grande totalista com 11, salvo erro), são os que nos últimos anos têm formado a maior quantidade de jogadores de qualidade para os profissionais, especialmente na NBA. Isto vem com alguma tradição na credibilidade que o programa de basquetebol daquela universidade tem em formar jogadores.

São facilmente reconhecíveis: Pat Riley, estrela dos anos 60, actual presidente dos Miami Heat, Jamal Mashburn, Tayshaun Prince, Keith Bogans, DeMarcus Cousins, John Wall, Rajon Rondo, Antoine Walker, Patrick Patterson, Brandon Knight, e, duas estrelas deste ano que seguramente irão entrar na NBA nas próximas temporadas (dependendo se decidem declarar-se para o draft ou não), Michael Kidd-Gilchrist e Anthony Davis.

E estes são só os mais reconhecíveis, muitos mais há em número que acabam por entrar na NBA. A equipa deste ano teve uma particularidade interessante: Davis e Kidd-Gilchrist, os melhores jogadores, estão no seu primeiro ano de universidade. Isto vem das bases sólidas de recrutamento que esta escola tem. Uma das grandes dificuldades, na minha opinião, da NCAA, é o refazer constante das equipas, pelo que os jogadores não jogam mais do que 3 ou 4 anos, e aqueles que se destacam cedo pela sua qualidade, saem para a NBA 1 ou 2 anos depois da sua experiência universitária. Portanto a base de continuidade tem que ser em dois aspectos: no recrutamento e na equipa técnica, pois dificilmente se constroem estas equipas à volta de alguns jogadores, pelo menos a longo prazo.

Com este plano de recrutamento a resultar bem nos últimos anos, espera-se que a Universidade de Kentucky continue a formar jogadores de grande qualidade, sendo que este ano não será excepção. Num draft que se advém prolífero em jogadores de grande estatura (uma deficiência gritante da NBA neste momento é a quantidade de postes de qualidade, ao passo que em extremos-poste já se afirmam muitos jogadores de renome), muitas equipas com menos sucesso este ano irão abastecer-se de juventude e capacidade física, mas também técnica, para voltar à relevância, ou chegar lá pela primeira vez. Anthony Davis parece ser a escolha consensual para nº1 (embora ainda não se tenha declarado elegível para o draft), mas daí até aos 9 seguintes, a corrida parece estar muito dividida, e ninguém sabe exactamente quem é melhor, logo a seguir. Com a chegada dos playoffs da NBA, nas próximas semanas, as equipas que lá não estiverem vão começar a virar-se para esta via. Uma das maiores silly seasons da temporada, em que toda a gente se arma em adivinho para ver quem acaba por ser escolhido e em que lugar, onde agentes batalham pelo 'stock' dos seus clientes, e, dependendo do número onde são escolhidos, da dimensão dos seus contratos, e ainda, comissões.



publicado por Óscar Morgado às 12:07
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Quinta-feira, 22 de Março de 2012
Buzzer Beater

The Broadway Story - Capítulo II

 

Quem segue as minhas entradas semanais por estas bandas sabe que eu não gramo os New York Knicks. Sempre sob as luzes da ribalta da Big Apple, com uma organização que há mais de uma década só parece querer fazer dinheiro e não ganhar campeonatos, e sempre a estragar planos maiores, sem qualquer tipo de estabilidade, funcionado por luas. Enfim, por alguma razão sou adepto dos Detroit Pistons, sempre consistentes com os seus valores de defesa e trabalho duro primeiro, recompensa depois. Estão numa má posição há meia dúzia de anos, tendo atingido o fundo na última época em termos de coesão. Mas há um projecto consistente, ainda que lento, de reconstrução do plantel. Os Bulls são outra equipa que admiro nos dias que correm, por funcionarem numa filosofia de trabalho de equipa, algo semelhante, só que com muito mais talento.

Mas para quê a declaração de interesses? Há uns dias Mike D'Antoni despediu-se da direcção técnica da equipa, após 4 anos algo turbulentos. Na época passada, com aquilo que parecia ser uma boa restruturação da equipa, com boas escolhas de draft e uma forte contratação de Amar'e Stoudemire e Raymond Felton no Verão de 2010, o dono, Jim Dolan, voltou a estragar tudo dando demasiado desse talento construído para trazer Carmelo Anthony e Chauncey Billups de Denver (o último que acabou por ser dispensado para haver tecto salarial para contratar o poste Tyson Chandler). E a novela dos Knicks continuaria, a química nunca apareceu. Mas apareceu Jeremy Lin, base vindo do nada, e deu 7 vitórias seguidas à equipa, ainda sob o comando de D'Antoni, pondo todo aquele talento a render e a funcionar. Porém viu-se que foi sol de pouca dura. Considero que Lin não é um one-hit wonder, e será um base muito competente para liderar o ataque dos Knicks nos próximos anos (e seria um bom base noutras equipas), mas não roça ainda a elite da posição na NBA. Resta saber se, apenas no seu segundo ano como profissional, qual será o seu tecto, como poderá evoluir como jogador. Eu se estivesse à frente dos Knicks aproveitava enquanto não tinha que lhe pagar um salário chorudo. Mesmo assim, poderá nunca ser um dos melhores na posição. Adiante.

Então há aqui peças para funcionar, muitos pagariam caro (os Knicks inclusive pagam) para ter tanto talento num só plantel: Anthony, Stoudemire, Chandler, Fields, Lin, Smith, Davis, Shumpert, etc. E agora eles voltaram a jogar bastante bem, ganhando 5 jogos consecutivos sob a tutela do treinador que sucedeu a D'Antoni, Mike Woodson. Estão mais concentrados na defesa, e parecem mais satisfeitos com o sistema do novo treinador, em detrimento do antigo sistema orientado quase só para acções ofensivas, executadas rapidamente.

Mas! Jeremy Lin também causou um sucesso tremendo (que fica sempre exponencializado pelos exageros Nova Iorquinos) e viu-se que, para já, é 'apenas' um jogador com talento e relativamente sólido, não um All-Star da noite para o dia. E Nova Iorque não será uma equipa da noite para o dia, mas precisam de alguma continuidade e consistência para lá chegar. Poderão escalar alguns lugares de playoff, pois o potencial também lá estava da última vez que tiveram um bom momento, mas é sempre a 'same old Broadway Story'. Precisam de acalmar os egos e construir uma equipa a sério para ser tomados também a sério, e só assim voltarão às formulas de campeonatos, o último dos famosos Walt Frazier, Willis Reed, Dave DeBuschere e Jerry Lucas.

Qual será o próximo capítulo dos Knicks?



publicado por Óscar Morgado às 15:13
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