Sexta-feira, 24 de Junho de 2011
Voleibol à Sexta

Época áurea do voleibol amador?

 

               Mais do que falar do fim-de-semana da seleção nacional, valerá a pena falar um bocadinho do que é o voleibol nesta altura do ano. Já aqui referi o voleibol de praia, mas o verão é mais do que o voleibol de praia profissional ou federado.

               Começa o calor e as praias enchem-se de bolas - de futebol, sim, mas também de voleibol. Qualquer um começa, na brincadeira e com o grupo de amigos, a «dar uns toques», sem grande preocupação com resultados ou com espetáculo. É a altura do ano em que mais pessoas não ligadas, normalmente, ao voleibol têm contacto com a modalidade. E os clubes e organizações apostam nesse caráter lúdico para «chamar» possíveis atletas ou adeptos: proliferam os torneios amadores, paralelamente aos oficiais do Circuito Nacional de Vólei de Praia (CNVP), para quem quiser divertir-se, ao mesmo tempo que compete.

http://www.acrvaledecambra.com/csm/bm~pix/voleibol-praia-aguda~s600x600.jpg

               É certo que são muitas as duplas (ou quadras, muitas vezes chamadas a jogar na vertente «voleibol ar-livre») federadas em voleibol, que participam durante o ano no campeonato nacional indoor, que se inscrevem - e conquistam os primeiros prémios que, em muitos casos, dão direito a prize money. Mas, na verdade, e para quem quer participar sem fazer um grande drama por perder vários - ou todos - os jogos, estes torneios são uma boa opção.

               Mais importante do que o voleibol em si - esse, fulcral para as duplas que fazem destes torneios uma espécie de preparação para o CNVP - é o espírito de camaradagem, de amizade e de entreajuda que se forma durante estes eventos. Para quem está ligeiramente à margem do «mundo» do voleibol, é uma boa opção para ir sabendo umas coisas.

              Em suma, aconselho. Mesmo que não queira ir jogar, vale a pena dar uma voltinha e assistir a meia-dúzia de jogos de voleibol: que tal pelo prazer de assistir a um joguinho enquanto se bronzeia, intercalando o voleibol com uns mergulhos no mar?

 

by Sarah Saint-Maxent

Esta crónica foi escrita ao abrigo do novo Acordo Ortográfico



publicado por Sarah Saint-Maxent às 12:28
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Sexta-feira, 13 de Maio de 2011
Voleibol à Sexta

Como passar o verão

 

               A maioria dos campeonatos nacionais já acabou. Começa o verão, o calor, o descalçar das meias e dos ténis, a troca de equipamentos pelos calções de banho: começa a época mais dura do voleibol.

               Esqueçamos por momentos as competições internacionais de voleibol indoor; trata-se aqui de dedicar umas palavras a esse desporto que é dos mais exigentes que já tive oportunidade de observar. O voleibol de praia é um desporto intensíssimo: é o reino do suprassumo dos atletas. Só os jogadores inteligentes, tecnicamente fortes e fisicamente resistentes conseguem vingar por aqui.

               Sabemos bem que qualquer desporto praticado na areia se torna muito mais duro que o seu congénere de pavilhão. Aqui, é mais do que isso: o voleibol indoor é um desporto do ataque, da eficiência. O voleibol de praia é o desporto da defesa.

 

 

vagueando.forumeiros.com

 

 

               Não se trata de ter um grande ataque. Para vingar no voleibol de praia, é necessário conseguir contrariar o side-out e fazer aqueles dois ou três pontos, que ditam o resultado do set, com uma defesa impossível ou um bloco esmagador. A defesa baixa complementa a defesa alta para criar um desporto em que a química da dupla dita o resultado.

               Deixemos para trás a equipa formada por seis elementos que se entrusam e se ajudam. Aquela equipa em que se um dos jogadores está menos bem, os outros cinco apoiam, protegem, contornam a questão. Este é o desporto da perfeição: apesar da dureza extrema, ambos os jogadores têm que estar no seu melhor. Não há forma de disfarçar um jogador claramente em baixo de forma. Será para ele que servimos, porque pode falhar a receção e porque, ainda que não falhe, o ataque será provavelmente mais acessível do que o do seu companheiro. Não pode haver «em baixo de forma».

               O voleibol de praia é uma cereja em cima do bolo - a oportunidade de ver em pormenor a capacidade dos jogadores individuais. E os torneios estão aí ao virar da esquina.

               E é também, claro, a única altura em que até é bem agradável ver voleibol feminino.

 

by Sarah Saint-Maxent

Esta crónica foi escrita ao abrigo do novo acordo ortográfico



publicado por Sarah Saint-Maxent às 06:00
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