Domingo, 11 de Março de 2012
Área de Ensaio

A Primeira Vitória dos Lobos

 

 

 

    Regressou esta semana o rugby internacional de alto nível, e numa altura em que o Torneio das 6 Nações se aproxima do fim, muita coisa está ainda em disputa, e apesar das apostas recaírem sobre Gales, nada está ainda decidido.

 

    Mas vamos por partes. No Sábado, Portugal recebeu a Espanha em Coimbra, em jogo a contar para o Torneio Europeu das Nações. Depois de 3 derrotas, Portugal ameaçava entrar numa espiral negativa que poderia trazer efeitos psicológicos graves. Por seu lado a Espanha vinha de uma moralizadora serie de óptimos resultados, tendo como ponto alto a vitória sobre a Geórgia. Na verdade ambas as equipas tinham muito a perder, sobretudo a Espanha que ainda ambicionava vencer o Torneio deste ano.

    Na equipa portuguesa destacavam-se as ausências de Bardy e Gardener, sendo a linha defensiva composta quase em exclusivo por homens do CDUL. Já a Espanha perante tão importante partida, trouxe as principais armas de França e Inglaterra, de facto o rugby espanhol tem evoluído bastante e hoje em dia individualmente podemos considerar que são uma equipa superior a Portugal.

    A primeira parte foi disputada em ritmo lento, com Portugal a acumular erros (desaproveitados pelos espanhóis) e sem grande capacidade de construir, salvando-se os pontapés de Pedro Leal.

    A segunda parte trouxe maior organização ofensiva e como tal não foi de estranhar os dois ensaios, primeiro por David dos Reis e depois por Mike Tadjer Barbosa, ambos magistralmente assistidos por Pedro Leal.

    No final o resultado fixou-se em 23-17 a favor de Portugal.

De positivo destaca-se a continuidade do poderio das formações ordenadas, o maul dinâmico que parece uma aposta desta equipa técnica (e durante tantos anos tivemos tantas dificuldades em defender maul’s), a exibição de homens como David dos Reis, Pedro Leal (é defesa, perde-se como formação), Francisco Pinto Magalhães e Lourenço Kadosh.

De negativo, os alinhamentos continuam a ser descoordenados, em certos momentos parece que a equipa está “ao sabor da maré” sem uma estratégia coordenada de ataque, e a exibição de Yannick Ricardo, que não tendo jogado mal, e sendo um jogador de qualidade, não parece ao nível da titularidade nesta selecção, principalmente para quem vê regularmente Duarte Cardoso Pinto jogar na Agronomia.

    Enfim, é uma vitória positiva, fruto do trabalho colectivo e que deve servir de base para Torneio Europeu das Nações do próximo ano, quando se começará a definir os lugares no RWC.

 

    O Torneio das 6 Nações arrancou no sábado com o País de Gales a receber a Itália. Os transalpinos procuravam a primeira vitória neste certame, onde apesar das boas exibições não têm logrado vencer, tendo neste momento zero pontos. Já Gales, apenas pretendia a vitória, pois são a única equipa que ainda pode chegar ao Grand Slam (torneio apenas com vitórias).

    A primeira parte foi algo amorfa, sem ensaios e com a defesa italiana a evidenciar-se, embora cometendo algumas penalidades que Halfpenny tratou de converter.

No segundo tempo, a Itália não aguentou o ritmo e os ensaios de Jamie Roberts e Alex Cuthbert dilataram o resultado que acabou em uns expressivos 24-3. Destaque (mais uma vez) para Leigh Halfpenny com 10 pontos e uma bela exibição, e a possibilidade de se tornar no melhor jogador do torneio.

    De seguida a Irlanda recebeu e bateu a Escócia num excelente jogou de rugby. Emotividade, boas jogadas e sobretudo um jogo agradável de ver.

A partida iniciou com a Escócia a meter um ritmo fortíssimo e nos primeiros dez minutos apenas a equipa escocesa teve bola, tendo a Irlanda defendido muito bem. Contudo a Escócia apenas conseguiu 6 pontos, e a partir daí a Irlanda tomou conta do jogo. A Escócia tanto acusou a pressão e a ansiedade, os jogadores queriam fazer tudo e tão rápido que acabavam por cometer erros, salvando-se o excelente ensaio de Richie Gray.

    O último jogo desta jornada opôs a França e a Inglaterra, num dos duelos mais interessantes do rugby europeu. A França tentava a vitória para decidir tudo no último jogo em Gales, já a Inglaterra tentava continuar os bons resultados mostrando que uma equipa jovem pode mostrar serviço.

Contudo os ingleses dominaram a posse da bola e do território, e apesar de alguns erros estiveram melhor que a França que não mereceu a vitória. O ensaio francês de Wesley Fofana (uma agradável surpresa neste certame) não foi suficiente para igualar os de Tom Croft, Ben Foden e do poderoso Manu Tuilagi.

    Na próxima jornada Gales recebe a França e vencendo o jogo vence também o torneio, apenas com vitórias. A França está arredada do título. A Inglaterra necessita de vencer a Irlanda em casa e esperar que a França vença Gales para poder vencer o Torneio. Itália e Escócia encontram-se para decidir que será último e levará para casa a Colher de Pau.

 

By Pedro Santos



publicado por Pedro Santos às 20:30
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Domingo, 12 de Fevereiro de 2012
Área de Ensaio

Amarga Derrota

 

 

    A selecção nacional de rugby perdeu ontem com a Rússia por 33-32. O resultado final acaba por ser um pouco injusto, mas Portugal apenas se pode culpar a si próprio.

    Sabíamos de antemão que a Rússia se iria apresentar em Lisboa algo desfalcada, sobretudo nos seus avançados, e com menos ritmo competitivo, pois não tinha jogado a semana passada.

    Por seu turno, Portugal apresentava no XV inicial um pack avançado de "sonho", com o regresso de Christian Spachuck à 1ª linha, onde estava Mike Barbosa e o pilar de Direito Jorge Segurado. Na segunda linha notava-se também um regresso, David Penalva regressava à selecção vários anos depois para substituir David dos Reis. A 3ª linha era provavelmente uma das melhores que já apresentámos, com destaque óbvio para Julien Bardy (fantástico jogador). Nas linhas atrasadas Francisco Pinto Magalhães (uma das revelações do CDUL) substituia Pedro Leal, que foi forçado a regressar a Nice. Gonçalo Foro substituiu Adérito Esteves em relação a Bucareste. No banco destacavam-se Joe Gardener (vindo do Japão) e José Pinto. Parecia a equipa perfeita para vencer os russos.

    A entrada em jogo foi mais uma vez a meio gás, com os russos rapidamente a tomarem conta da partida. A vantagem russa chegou naturalmente devido a erros lusos, em três foras-de-jogo, demos 6 pontos aos russos sem grande esforço por parte destes.

Contudo, a meio da primeira parte, Yannick Ricardo e os seus pontapés deram restabeleceram a igualdade. Nesse altura também houve uma alteração, Joe Gardener substituiu Bernardo Silveira, o que se revelou decisivo.

E Joe, como é habitual não demorou muito a mostrar-se, numa excelente jogada individual enganou os russos e fez o ensaio para Portugal.

Já antes, um alinhamento português seguido de um excelente maul dinâmico permitiu a Christian Spachuck fazer o seu 2º ensaio com a camisola portuguesa. A 2 minutos do intervalo, a Rússia também fez um ensaio, e com isto o resultado ao intervalo era de 20-16 a favor de Portugal.

    O inicio da 2ª parte revelou-se decisivo para o resultado final, porque Portugal voltou a entrar muito mal na partida, e em 7 minutos permitimos 10 pontos russos. A partir daí foi sempre a correr atrás do marcador, e nem os ensaios de Joe Gardener e Gonçalo Foro foram suficientes.

    A derrota é sobretudo fruto de erros individuais e colectivos, como faltas de concentração, que se traduziram em faltas (os fora de jogo são ridiculos a este nível) e falhas de placagem, que os russos obviamente aproveitaram para fazer pontos. Além disso houve imensos erros de handling, como passes para a frente, más recepções e perdas de bola nas formações espontâneas no solo.

    Em termos colectivos, destaca-se a falta de capacidade de criar fases de jogo, ou seja de encadear várias sequências, os lances de perigo surgiram sobretudo de rasgos individuais, e não de um jogo colectivo.

    Felizmente houve aspectos positivos, como a capacidade do pack avançado, quer seja na formação ordenada, no maul, ou nos alinhamentos onde evoluímos bastante. O regresso de Joe Gardener traz também um aumento na capacidade de rasgar a defesa contrária e José Pinto vem acrescentar inteligência ao jogo e ritmo.

    Corrigindo estes erros (o que só se consegue com trabalho) é perfeitamente possível vencer esta Rússia. Temos sobretudo que pensar no próximo Campeonato Europeu das Nações, pois é aí que começa o apuramento para o RWC 2015.

 

    O Torneio das 6 Nações apenas trouxe dois jogos esta semana, isto porque a partida entre a França e a Irlanda foi cancelada devido ao mau tempo. O relvado do Stade de France congelou, impossibilitando assim a realização da partida. A re-marcação do jogo realizar-se-á amanhã, e deverá ser jogado no fim de semana de 18-19 de Fevereiro ou 3-4 de Março.

    Em Itália, no Olimpico de Roma, a selecção da casa recebeu a "jovem" Inglaterra, recheada de jogadores com pouca experiência internacional.

Contudo a selecção italiana não conseguiu contrariar a história, e perdeu por 15-19, apesar de ter chegado ao intervalo a vencer por 12-6.

A Itália dispôs de periodos em que pressionou muito a defesa inglesa, tal como tinha feito a semana passada à defesa francesa, mas a lesão do pilar Martin Castrogiovanni quebrou a Itália animicamente, o que levou a um crescimento da Inglaterra, que venceu mas voltou a não convencer. Poucos deverão ser os que apostarão numa vitória final inglesa.

Apesar da derrota, a Itália demonstrou um enorme progresso (como a semana passada), o seu rugby hoje em dia está praticamente ao nível de qualquer uma das outras 5 equipas, e provavelmente este ano não levará a "colher de pau" que premeia o último classificado do torneio.

    No outro jogo que se realizou, Gales recebeu e venceu a Escócia por expressivos 27-13. Neste momente Gales parece ser o principal candidato à vitória final, a par da França, e a partida entre ambas deverá ser uma autentica final.

Em relação ao jogo, este teve duas partes distintas, na primeira parte as duas equipas anularam-se num jogo morno e com poucos motivos de atracção, ao intervalo registava-se um desinteressante 3-3.

Na segunda parte, Gales fez valer a sua superioridade, e mesmo sem o jovem capitão Sam Warburton conseguiu 3 ensaios, fruto do bom trabalho colectivo e sobretudo da capacidade dos 3/4's galeses. É aqui que reside em grande parte a força galesa, os seus defesas são jogadores de enorme capacidade fisica, mas que se sentem confortáveis com a bola e conseguem quase sempre resolver, quer seja no 1X1, quer seja nas movimentações colectivas.

O destaque vai para Leigh Halfpenny, que marcou 22 pontos (2 ensaios, 3 conversões e 2 penalidades), na Escócia merece destaque Greig Laidlaw que marcou os 13 pontos da Escócia.

    Na próxima jornada (25 e 26 de Fevereiro) a Irlanda recebe a Itália (excelente oportunidade para a Itália conseguir a primeira vitória), a Inglaterra recebe Gales, num jogo que promete ser de alto nível, e onde o favoritismo vai para Gales, e a Escócia recebe a França numa boa oportunidade para aferir o real momento dos franceses e onde a Escócia tentará evitar a 3ª derrota.

 

    Para finalizar, surgiu este domingo uma noticia triste para o mundo da oval. Jonah Lomu, um dos jogadores mais marcantes de sempre da modalidade e que podemos considerar a primeira "superstar" do rugby necessita de um segundo transplante renal. O ex-All Black debate-se com problemas de rins desde 1995, e já foi submetido a um transplante em 2004, mas desde de Setembro que se debate com mais problemas. Espermos um desfecho positivo para o "Homem-Montanha".

 

By Pedro Santos



publicado por Pedro Santos às 18:41
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Domingo, 5 de Fevereiro de 2012
Área de Ensaio

Competições Internacionais

 

 

     Portugal perdeu na Roménia. Sabia-se que era dificil repetir o jogo de Fevereiro de 2011, quando conseguimos uma vitória histórica no Estádio Universitário.O resultado desta vez saldou-se numa derrota por 15-7.

    O jogo disputou-se sob condições climatérica extremamente desfavoráveis, o relvado coberto de neve foi a primeira dificuldade que Portugal enfrentou. Ao contrário de outros jogos que foram cancelados devido ao mau tempo, a FIRA decidiu avançar com este de forma inexplicável. Ainda se veiculou a hipótese de disputar o jogo num relvado sintético, mas os romenos fugiram ao máximo dessa ideia, pois isso iria favorecer o jogo português. No meio da neve que preenchia o relvado, os romenos estiveram sempre mais à vontade.

    Portugal apresentou-se com várias incertezas e algumas dúvidas, desde logo a forma como iria reagir a primeira linha frente aos poderesos avançados romenos, ainda para mais faltando o capitão João Correia, e estreando-se o talonador luso-francês Mike Barbosa. Outra questão era a forma como iria reagir o médio de abertura luso-francês Yannick Ricardo, que fazia também a sua estreia.

    Na primeira parte, o jogo foi bastante equilibrado, com a avançada portuguesa a conseguir equilibrar a contenda. Os romenos bem tentaram forçar o jogo nos avançados, sabendo que era dificil ter vantagem nos defesas. A Roménia chegou ao ensaio de forma muito consentido pela defesa portuguesa, pontapé alto e o jogador romeno a captar bem alto perante a passividade portuguesa.

    A reacção foi boa, e numa jogada onde ficou patente a má condição do terreno, António Aguilar (a meias com o defesa romeno) fez o 5-5, Pedro Leal converteu e deu vantagem a Portugal. Vantagem essa com que se chegou ao intervalo.

Na segunda parte, com a quebra fisica dos avançados portugueses, a Roménia chegou ao segundo ensaio, e mesmo ao cair do pano, uma penalidade romena, roubou a hipótese de Portugal conseguir o ponto bónus defensivo.

    De positivo vale a pena referir o comportamento positivo do pack avançado, especialmente enquanto houve "gás" para aguentar as constantes investidas romenas. De destacar a boa estreia de Mike Barbosa (a experiência do Top 14 traduz-se em grande capacidade de colocação nos alinhamentos), de Julien Bardy (grande capacidade de placagem) e de Gonçalo Uva (e os seus importantes cêntimetros nos alinhamentos).

Infelizmente os três quartos não poderam exibir-se ao seu nivel, pois o terreno não o proporcionou, o que favoreceu largamente a Roménia. Os defesas portugueses têm maior velocidade, mobilidade e capacidade de manusear a bola, o que em condições normais dificulta muito a tarefa dos Romenos, mais pesados e menos móveis.

    Yannick Ricardo foi uma decepção, mal no handling, no passe e no jogo ao pé, contudo as más condições atmosféricas podem desculpar em parte a exibição de um jogador técnico, e que poderá ser importante no futuro. Também Pedro Leal não esteve ao seu nivel, ainda para mais quando a expectativa era tão grande, depois de alguns meses a jogar nos franceses do Nice.

Resta agora preparar a recepção à Rússia no próximo sábado, esperando uma vitória, que parece possível.

 

    Arrancou também este fim de semana o Torneio das 6 Nações 2012.

    No primeiro jogo desta edição, a França recebeu a Itália, sendo o favoritismo todo para o lado francês. O resultado acabou em 30-12 favorável aos franceses, embora este resultado seja enganador. Na verdade, a Itália dominou territorialmente a partida, e em certos momentos a pressão que exerceu sobre a defesa francesa foi sufocante, mas essa pressão nunca resultou em ensaios. Os franceses aproveitaram as boas oportunidades que tiveram e alcançaram 4 ensaios (ponto bónus), fruto também da boa exibição dos avançados, sobretudo nas formações ordenadas.

    A Inglaterra foi até Murrayfield vencer a Escócia por 13-6. A Inglaterra, depois do péssimo Mundial que realizou na Nova Zelândia, e da troca de treinador, apresentou-se com uma equipa bastante remodelada, e onde primava a inexperiência de alguns elementos. De qualquer forma o ensaio solitário de Charlie Hodgson e os 8 pontos de Owen Farrel foram suficientes para vencer uma equipa escocesa que mostra mais uma vez estar num processo de remodelação e a preparar-se para atravessar um periodo de poucas vitórias. A Escócia necessita rapidamente de arranjar alternativas para posições chave como o par de médios, pois o que apresentou ontem estiveram francamente mal. De positivo destaca-se a exibição do "gigante" Richie Gray, um jovem de enorme valor que será o esteio da nova equipa escocesa.

    O melhor jogo da jornada veio de Gales, onde a equipa da casa e a Irlanda proporcionaram um jogo de altíssimo nível. Incerteza no resultado, boas jogadas, ensaios e penalidades, este jogo teve de tudo. No final o País de Gales venceu por 23-21, resultado alcançado mesmo em cima da hora.

Apesar do dominio permanente de Gales, a Irlanda foi aproveitando alguns espaços para construir boas jogadas, chegando ao ensaio quando o dominio do País de Gales era evidente. Os bons pontapés de Jonathan Sexton foram dilatando os pontos irlandeses, enquanto o País de Gales tinha dificuldade em transformar o dominio em pontos. Na segunda parte e quando a Irlanda jogava contra 14 (cartão amarelo mostrado a Bradley Davies) alcançou o segundo ensaio. Contudo a resposta galesa foi excelente e nos minuto finais chegou ao terceiro ensaio. Na última jogado do encontro, Leigh Halfpenny chutou literalmente para a vitória, dando os 4 pontos a Gales.

    O País de Gales poderia ter conseguido uma vitória mais dilatada, mas os maus pontapés de Rhys Priestland (alguns falhanços foram ridículos a este nível) impediram que tal sucedesse.

    Na próxima semana, a Inglaterra desloca-se ao Olimpico de Roma para defrontar a Itália, a França recebe a Irlanda e o País de Gales recebe a Escócia.

 

By Pedro Santos



publicado por Pedro Santos às 16:56
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Domingo, 29 de Janeiro de 2012
Área de Ensaio

Curtas do Mundo do Rugby

 

 

    Numa altura em que os principais campeonatos nacionais estão parados, destacam-se alguns jogos da fase de grupos da Taça de Portugal. Se em alguns jogos o equilibrio entre equipas da Divisão de Honra e da 1ª Divisão tem sido notório, em outros percebe-se que ainda existe um fosso competitivo enorme entre estas duas divisões.

    Neste fim de semana os resultados mostraram isso mesmo. O CRAV (1º classificado da 1ª Divisão) foi até Coimbra perder com a Académica por 22-10. O resultado acaba por mostrar algum equilibrio, ainda para mais quando percebemos que a Académica está na final four da Divisão de Honra.

Também a Lousã demonstrou que não está longe do nível da Divisão de Honra, pelo menos dos lugares de baixo da classificação. A derrota por 2 pontos com o Técnico (20-18), bem que poderia ter tido um final diferente.

    Já o Santarém e Évora mostraram enormes dificuldades contra equipas do escalão maior. Os escalabitanos foram derrotados por 139-0 pelo Belenenses, o que em parte se justifica pela falta de experiência da equipa de Santarém, frente a uma equipa que quer vencer este troféu e assim salvar a época. Já o Évora foi também copiosamente derrotado pelo CDUL por 89-3, o que vem demonstrar ainda mais a quebra que o Évora apresenta em relação a anos anteriores.

 

    A selecção portuguesa jogou este sábado frente aos England Students (uma selecção não oficial da Inglaterra), e venceu por 31-28. Esta vitória representa um regresso aos triunfos depois da derrota com o Uruguai em Novembro, e vale sobretudo pelo valor anímico natural de uma vitória e pelo regresso à competição internacional de alguns jogadores.

    No próximo sábado regressa o Campeonato Europeu das Nações, e Portugal que ocupa o 3º lugar tem uma deslocação dificil à Roménia, uma equipa que fez um bom mundial e que ocupa neste momento o 2º lugar com mais 2 pontos que Portugal.

Na primeira volta (Fevereiro de 2011) Portugal arrancou uma brilhante vitória em Lisboa por 24-17.

 

    No próximo sábado começa também o Torneio das 6 Nações de 2012. Mais uma edição desta prova mítica, a maior entre selecções do Hemisfério Norte, e onde se espera muita emoção.

    Entre as 6 selecções, o favoritismo vai para Inglaterra e França embora não seja de menosprezar a hipótese de Pais de Gales e Irlanda chegarem ao título. A Escócia não parece capaz de disputar o troféu, estando neste momento num processo de renovação pós-mundial, enquanto que a Itália ficará feliz se conseguir alguma vitória (embora o rugby italiano esteja em evolução).

    Na primeira jornada a França recebe a Itália, a Inglaterra viaja até Murrayfield para defrontar a Escócia e Irlanda e País de Gales repetem o jogo dos quartos de final do RWC 2011.

 

    A África do Sul foi a última das grandes selecções a trocar de treinador a seguir ao Mundial. Peter de Villiers não resistiu à não revalidação do título mundial. Heineke Meyer é o senhor que se segue, um treinador com vasto curriculo no país e uma vasta experiência na Currie Cup.

    Também a Inglaterra efectou uma troca de treinadores saindo Martin Johnson e entrando Stuart Lancaster, na França Phillipe Saint-Andre substituiu Marc Lièvremont e na Nova Zelândia Steve Hansen é o sucessor de Graham Henry.

Apenas os resultados mostrarão se as trocas foram de facto proveitosas.

 

By Pedro Santos



publicado por Pedro Santos às 19:52
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