Sexta-feira, 15 de Junho de 2012
Buzzer Beater

Algo para inspirar

 

Perdoem-me se esta semana misturo o basquetebol com o futebol, mas parece-me oportuno para cada um dos lados. Não sendo um conhecedor do desporto rei, há aqui um foco de inspiração que penso ser interessante de referir. Todo o português amante de bola viu os dois falhanços de Cristiano Ronaldo frente à Dinamarca, de um jogador que marcou 60 golos esta época ao serviço do Real Madrid, mas que parece nunca traduzir por completo o seu talento ao serviço da selecção nacional. O que se passará?

A resposta parece estar na própria cabeça do jogador. Pressão do país? Da equipa? Dos media? Dele próprio? Só podemos especular, mas aqui deixo um caso de superação de debilidades de um outro astro desportivo. Lebron James, que esta época se sagrou pela terceira vez MVP da NBA ao serviço dos Miami Heat, já foi noutra ocasião comparado neste blogue a Ronaldo: discutivelmente (muito até, embora seja compreensível), ambos são vistos como os melhores nas suas modalidades, tremendamente dotados do ponto de vista físico e atlético, e, acima de tudo, extremamente trabalhadores pelas suas capacidades (neste ponto até darei alguma vantagem a Ronaldo). E sim, um pouco prima-donas em dados momentos.

Como a maioria que acompanha esta coluna deverá por esta altura já saber, James vai no seu segundo ano a jogar em Miami, após a sua saída controversa de Cleveland. Apesar de ser desprezível o programa de uma hora feito de banalidades que culminaram no final com a revelação da decisão de Lebron (que concordou com o circo mediático possivelmente deliciado com o pacote avançado por uma das marcas que o patrocina), o então também MVP teve uma posição legítima em deixar o clube onde estava, que não teve capacidade para o rodear com os jogadores certos para este alcançar o título, apesar de ter estado sete anos no clube (chegou a haver Carlos Boozer, mas alguém se lembrou que não valia a pena pagar-lhe).

E depois escolheu jogar com Dwayne Wade e Chris Bosh, mas já toda a gente devia saber o contexto por esta altura. O ponto-chave: James, alvo de tanta crítica, bem como o resto da equipa, passou a época enfurecido e usando esse combustível para jogar, e chegar até às Finais, onde a sua equipa tombou perante os Dallas Mavericks. Só que essa fúria culminava com o ponto-chave da crítica do ano anterior: nos jogos grandes, James encolhia-se, e não era MVP para ninguém. Isto fez com que um novo buraco no seu jogo fosse constantemente escrutinado, a falta de eficácia nos 4ºs períodos decisivos de cada jogo.

Este ano, de volta às Finais, empatados a um jogo com os Thunder, James já é mais que completo: faz tudo muitíssimo bem em campo, joga em todas as posições se necessário, e já resolve nos momentos decisivos. E porquê? O próprio já o confessou: a fúria e frustração foram embora e deram lugar à fluidez e capacidade natural para o basquetebol, e, acima de tudo, a paixão pelo jogo que sempre caracterizou James enquanto esteve ao serviço dos Cavaliers. Por isso voltou o prémio de MVP, e se os Heat não ganharem o título este ano não será por causa dos 4ºs períodos de James, que tem dominado estes playoffs como mais ninguém. Só é pena a sua equipa ser tão desfalcada em tanto sítio.

A inspiração fica: não sei até que ponto Ronaldo terá algum problema com a fúria ou críticas, nem me parece que seja o caso, mas interessa que com todas as estrelas vem controvérsia e adversidade. É só uma questão de tempo até essa adversidade assolar os Thunder, cujas expectativas acabaram de chegar ao máximo com o final desta época que se aproxima, e de o público geral se aperceber que Durant também não é nem será perfeito, tão pouco que seja sequer melhor que James. Assim as estrelas, porque o são, acabam por ultrapassar estes períodos, e normalmente, como aconteceu a James, voltam melhor que nunca. Terá sido doloroso ver vezes sem conta os vídeos dos seus piores momentos nos playoffs do ano passado, mas isso parece ter-lhe limpo a alma. E acredito que um jogador como Ronaldo não deixará de fazer algo que lhe surta o mesmo resultado.

                                                          

                         



publicado por Óscar Morgado às 09:28
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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

Estreia auspiciosa

 

A selecção Portuguesa venceu a sua congénere azeri, por 4-1 no primeiro jogo do grupo D do 8º campeonato da Europa de Futsal.

Começou com o pé direito a participação lusa na maior competição de futsal do velho continente.

Depois do vice-título de há dois anos, apenas batidos pela sempre favorita Espanha, Portugal ambiciona finalmente trazer o ceptro europeu para solo nacional…

No arranque da competição pode-se dizer que as esperanças nacionais têm todos os motivos para se consolidarem com o desenrolar da prova.

No plano geral a equipa orientada por Jorge Braz parece mais madura do que em competições anteriores. A movimentação sem bola e o pouco tempo dos jogadores com a bola no pé são as características mais importantes desta equipa lusa.

Com o mágico Ricardinho o perfume desta equipa está sempre garantido. Por outro lado, os sempre consistentes Gonçalo Alves e Arnaldo asseguram boa posse de bola e dinâmica de movimentos. Marinho, Joel Queirós e Cardinal com bons movimentos de desmarcação dão completude a esta equipa. Bem organizada a equipa privilegia as triangulações em profundidade, jogando no campo de todo, de forma curta, com amplos movimentos de aproximação do jogador sem bola.

Mas nem por uma qualidade organizacional acima da média se fica esta equipa Nacional. Com um bom pressing na diagonal, tapa a saída do adversário. Fecha bem no quadrado defensivo e raramente permite a bola entrar entre linhas.  A solidariedade é também uma premissa desta equipa, que com a sua entreajuda e encurtar de espaços não permite remates fora-de-área em movimentos típicos pivot-ala do adversário.

O Azerbeijão é uma equipa extremamente táctica, impulsionado por brasileiros nacionalizados a equipa é uma imagem do melhor clube do país- o Araz, potência clubística da Europa do futsal.

No banco a equipa é treinada por Alesio Da Silva, ex-treinador do todo o poderoso Karat Almaty e uma das pedras basilares para o crescimento do FC Barcelona futsal na sua fase embrionária. Com um padrão de jogadas bem definidas intersectando a qualidade de recepção e segurança de jogo do seu pivot Serjão, que apesar dos 110 quilos tem uma movimentação interessante, com a criatividade de jogadores como Thiago ou Felipe, consegue construir bem o jogo, soltando a bola e raramente a perdendo em zonas proibidas mesmo com o pressing. Contudo a falta da sua maior pérola dos últimos anos Biro Jade tem-se notado na equipa. A falta de profundidade e verticalidade de movimentos tornam o jogo desta equipa previsível e face à inteligência dos portugueses defensivamente todo o espectro colectivo de jogadas de ataque é sintomaticamente quebrado. Esta equipa precisa de ideias e de um pouco mais de abertura ao seu esquema de jogo.

No plano geral um bom jogo onde se baterem duas boas equipas no plano táctico, mas a velocidade dos portugueses fez a diferença final.



publicado por João Perfeito às 23:26
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