Quarta-feira, 11 de Abril de 2012
Lado B

FC Porto embala para o título


 

A 26ª jornada da Liga Portuguesa de futebol foi claramente a jornada do título e o FC Porto foi o grande vencedor. A vitória do FC Porto aliada às derrotas de Benfica e Sp. Braga permitiu aos “dragões” ganharem uma embalagem de 4 pontos de avanço sobre o segundo classificado (o Benfica).

Após esta jornada, o FC Porto necessita de conquistar oito dos doze pontos que faltam disputar nesta liga portuguesa para poder conquistar o campeonato de futebol e passa a ser a única equipa que depende apenas de si própria para conseguir esse objetivo.

No jogo entre o Braga e o FC Porto, destaco a exibição de Hulk que provou mais uma vez o porquê de, no meu ponto de vista, ser o melhor jogador do campeonato português. Quanto ao Braga, ficou provado que ainda não tem pedalada para se impor e para vencer os desafios contra o FC Porto e contra o Benfica. Na minha opinião, resta agora ao Braga lutar pelo segundo lugar.

Há algumas semanas atrás era impensável para muitas pessoas que o FC Porto conseguisse conquistar o título de campeão nacional dada a desvantagem de cinco pontos que chegou a ter para o Benfica, mas o facto de a equipa das “águias” ter desperdiçado 13 pontos nos últimos oito jogos (3 derrotas, 2 empates e 3 vitórias) fez com que a situação se invertesse e agora é o FC Porto que tem tudo para ser campeão, no momento em que era necessário isso acontecer.

Ao contrário do Benfica, que falhou nos jogos decisivos frente ao FC Porto e ao Sporting, o FC Porto não falhou nos jogos decisivos e ganhou ao Benfica e ao Braga. É este o facto que, na minha opinião, pode ser determinante para a atribuição do título.

Mesmo não reunindo a simpatia dos adeptos portistas, a verdade é que Vítor Pereira consegue colocar a equipa do FC Porto no topo do campeonato, com algum conforto, no momento em que tudo se decide.

Já Jorge Jesus parece estar a mostrar que o seu ciclo no Benfica está a chegar ao fim, depois de em três temporadas tudo indicar que apenas conquistou um campeonato nacional de futebol, isto partindo do pressuposto de que o FC Porto será campeão. Aliás, o fraco futebol que a equipa do Benfica demonstrou nos jogos frente ao Olhanense e ao Sporting deixam evidente que a equipa do Benfica já não galvaniza os seus adeptos como galvanizava antes, quando conseguia grandes goleadas. Também me parece que fica mal a Jorge Jesus encontrar nos erros de arbitragem a boia de salvação para justificar as suas derrotas, no sentido em que os erros de arbitragem não justificam tudo e o treinador do Benfica deveria assumir os seus próprios erros.

Como já aqui referi, todas as equipas do nosso campeonato já foram beneficiadas e prejudicadas pela arbitragem e os árbitros não erram intencionalmente. Sobre este tema estou perfeitamente de acordo com Leonardo Jardim, treinador do Sp. Braga, que prefere não se pronunciar sobre arbitragem e não ser hipócrita como outros, que se queixam quando perdem e se calam quando ganham.

Também quero deixar aqui uma palavra de apreço a Ricardo Sá Pinto, treinador do Sporting, que consegue pôr a jogar uma equipa de futebol com a garra e a atitude leonina que faltou no tempo em que Domingos Paciência era o treinador, conseguindo resultados positivos.

Concluindo, penso que o FC Porto deverá ser novamente o campeão nacional de futebol, apesar de ainda haver tempo para que tudo se altere. Até porque no futebol já vi de tudo. Veja-se o caso do Real Madrid que tinha dez pontos de vantagem sobre o Barcelona e agora já só tem quatro, ou o caso do Benfica que desperdiçou 13 pontos em oito jornadas.    

 



publicado por Bruno Carvalho às 10:52
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Quarta-feira, 4 de Abril de 2012
Steve Field

O novo Sporting

 

Com a saída de Domingos Paciência, para mim um dos melhores treinadores portugueses e será, provavelmente, futuro campeão no Dragão, e com a entrada de Ricardo Sá Pinto, o Sporting pouco ou nada alterou em termos de resultados: continua no quinto posto, mas desta feita a um ponto do Marítimo, ao passo que com Domingos a equipa estava em igualdade pontual; na Liga Europa, o clube está à beira de se qualificar para as meias-finais, tendo o feito de eliminar o todo poderoso Manchester City. Não digo que Sá Pinto não tenha mérito, porque tem, mas reafirmo que o Sporting, em termos de resultados, pouco ou nada mudou.

Após a derrota em Setúbal na 21ª jornada, José Mota, técnico do Setúbal, afirmou que o novo Sporting era inferior ao de Domingos. Apesar de fã do ex-técnico bracarense, não estou totalmente de acordo com José Mota. Acredito que Sá Pinto não vá ter uma grande carreira de treinador, mas este novo Sporting é, no geral, superior, não só nos tão banalizados termos vontade, raça, crer (a equipa tem, de facto, mais alegria a jogar), mas sobretudo nos princípios de jogo. Enquanto o Sporting de Domingos, bem ao estilo do seu técnico, privilegiava a organização defensiva, com transições rápidas para o ataque, o Sporting de Sá Pinto privilegia o contacto com a bola, a transição mais lenta e apoiada, tal como o fazia nos juniores, como já o referi neste espaço.

Apesar desta diferença de princípios, vemos que o onze base é quase o mesmo. O que mudou então? Matias Fernandez. Com Sá Pinto, a equipa cresce em redor do chileno, ele é essencial para a organização ofensiva da equipa, sempre apoiada e em posse, e é essencial para o jogo entre-linhas, que é muito importante nas transições mais lentas e organizadas. Com Domingos, Matias tinha pouco espaço, pois numa equipa essencialmente de transições rapidas, com um meio-campo mais coeso e menos criativo, os tradicionais "nº10" tendem a desaparecer, já que o objectivo é chegar à baliza contrária o mais rápido possível para apanhar o adversário descompensado, com pouca posse de bola, pelo que o fundamental são as bolas em profundidade colocadas pelos médios e não o jogo apoiado.

Assim, Matias Fernandez tem revelado todo o seu (enorme) potencial com Sá Pinto. Pelo contrário, num onze base tipo, Elias ou Schaars serão relegados para o banco neste novo Sporting. Filosofias diferentes, por norma, pedem jogadores diferentes, como prova esta mudança de técnicos em Alvalade.



publicado por Steve Grácio às 13:37
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Quarta-feira, 7 de Março de 2012
Lado B

A primeira derrota de Sá Pinto

 

 

Sá Pinto sofreu a primeira derrota enquanto treinador principal do Sporting, frente ao Vitória de Setúbal, por 1-0. É de sublinhar este resultado (1-0), que parece ser a imagem de marca do novo treinador do Sporting. As três vitórias deste “novo Sporting” foram todas elas por 1-0 frente ao Paços de Ferreira, Rio Ave e Légia de Varsóvia e a única derrota também foi pelo mesmo resultado. Apenas o empate a duas bolas, na Polónia, com o Légia foge a esta regra.

É ainda curioso o facto de todos estes golos terem sido peculiares. Senão vejamos: um autogolo frente ao Paços de Ferreira, um golão frente ao Rio Ave e um cruzamento-remate frente ao Légia. Já o golo sofrido contra o Vitória de Setúbal também foi peculiar, no sentido em que a bola transpôs por muito pouco a linha de golo.

Para além de todas estas curiosidades, apraz-me registar o fraco futebol que a equipa de Sá Pinto mostra. São escassos os remates à baliza e o futebol ofensivo praticado pela equipa de Alvalade é muito pouco atraente, mostrando apenas como fator positivo uma aparente maior coesão defensiva (com Sá Pinto ao leme, em 5 jogos, o Sporting sofreu apenas 3 golos). Em suma, o Sporting tem feito más exibições, excetuando um pouco o jogo contra o Rio Ave onde o Sporting teve uma exibição melhor.

Em termos individuais, Anderson Polga tem mostrado aqui e ali alguma intranquilidade, o que é de estranhar para um jogador já com alguma experiência e que foi campeão do Mundo em 2002, pelo Brasil.

Não entendo como é que Daniel Carriço continua a ser utilizado como trinco, quando todos nós sabemos que Carriço é um defesa-central de raiz, e ainda para mais tendo André Santos disponível. André Santos, sim, já demonstrou ter qualidade suficiente para desempenhar o papel de trinco com qualidade.

Também é de notar a má forma de Elias, um jogador que já mostrou no início da época que pode fazer mais e melhor.

A ausência de Matías Fernández na equipa titular do Sporting, em jogos internos, é uma situação que não compreendo, pois Matías parece estar num momento de forma superior ao de Elias.

A seca de golos de Ricky van Wolfswinkel é algo que não deve ser esquecido e que deve preocupar os adeptos e o técnico do Sporting.

Seba Ribas tem-se revelado até aqui como o maior flop da época do Sporting, na medida em que passa sempre ao lado do jogo. Agora percebo porque é que este jogador nunca jogou no Génova.

E por fim, as lesões que têm assolado o plantel sportinguista são algo que têm contribuído e muito para os maus resultados desportivos desta temporada. Principalmente a ausência de Rinaudo é a que mais se faz notar, visto que o jogador argentino é um elemento fundamental para as transições da equipa. Mas também, Alberto Rodríguez e Jeffrén, que estiveram a maior parte da época parados.

Concluindo e com o campeonato praticamente perdido, o Sporting está a 14 pontos do líder FC Porto (com 27 em disputa) e já foi eliminado da Taça da Liga, restando a final da Taça de Portugal (com a Académica) e uma Liga Europa em que é claramente “outsider”.

 



publicado por Bruno Carvalho às 10:55
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