Quinta-feira, 21 de Abril de 2011
Steve Field

Venceram os melhores

 

          Como benfiquista, preferia não escrever o que irei escrever. Só que, acima de tudo, gosto de futebol, bem mais do que gosto do Benfica. Portanto, o que é verdade é para ser dito.

          O jogo de hoje, uma vez mais, mostrou quem é a melhor equipa. Uma equipa que todos consideravam não ter hipóteses de vencer. Uma equipa que parecia confirmar a maioria das previsões com o nulo ao intervalo.

          Só que os campeões vêem-se nas alturas mais difíceis. E assim foi. Com o nulo ao intervalo e uma desvantagem de 2-0 na eliminatória, só uma grande equipa vira tudo a seu favor. Só uma equipa forte táctica e emocionalmente consegue contrariar as adversidades e vencer na casa do maior rival.

         

           Acima de tudo, tal feito tem um nome: André Villas Boas. Já aqui o referi na crónica anterior e reforço o que foi dito. André Villas Boas é, claramente, um génio. E pouco mais há a dizer. Se fosse o Benfica a ter que virar uma desvantagem no Dragão, jamais conseguiria.

Por um lado, fico contente. A vitória foi mais que justa. Pode ser que desta vez os mais fervorosos adeptos do Benfica desçam à terra e vejam que este Benfica é inferior ao do passado, que este Benfica é inferior ao Porto, que este Benfica não consegue gerir vantagens confortáveis (veja-se o jogo na Holanda contra o PSV) pois vai contra o seu habitual estilo de jogo. Um Benfica que toda a época treinou para um certo tipo de futebol, um futebol ofensivo com transições rápidas, obviamente a necessitar de gerir uma vantagem vê-se obrigado a abdicar dos seus princípios e torna-se vulnerável.

Aqui atribuo culpas a Jorge Jesus. Tal como lhe atribuo culpas por depender de certos jogadores e não ter alternativas. O Porto tem 15/16 jogadores de alto nível, o Benfica perde 2 e ressente-se de imediato.

          Além disso, este jogo transmitiu que nunca se deve festejar antes de tempo. O futebol é rico em imprevisibilidade, sobretudo quando o adversário é de elevada qualidade.

Resta a Liga Europa onde, caso o adversário seja o Porto, “não há duas sem três”. Será o desfecho perfeito para uma época de sonho do “Special Two”. Uma época inteiramente justa que premeia todo o grande trabalho realizado. Parabéns Futebol Clube do Porto, a melhor equipa de futebol em Portugal!

 

ps: Adoro Ronaldo quando tem espaços. Adoro Ronaldo quando joga em contra-ataque. Porém, apenas nestas situações o considero um jogador de top. Hoje foi um jogador de top.

Quanto a Mourinho, mais uma vez provou que não é preciso ter melhor equipa para ganhar e mais uma vez provou que não é preciso ter sempre a bola para ganhar. Mais uma vez calou todas as (injustas) críticas que lhe têm proferido. Mourinho provou, de novo, que é melhor. A maneira como os jogadores festejaram com ele no final do jogo revela a força de todo o seu trabalho, revela o poder que um treinador tem num balneário, revela que é mesmo Special. Parabéns, rei Mourinho!

 

by Steve Grácio



publicado por Steve Grácio às 00:41
editado por Jorge Sousa às 16:07
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