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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

Minuto Zero

09
Jan12

Steve Field

Steve Grácio

          City 2-3 Manchester

Quem assistiu, no passado Domingo, ao derby de Manchester para a taça de Inglaterra certamente que ficou deliciado. Frente-a-frente as duas melhores equipas inglesas e duas das melhores equipas do mundo, além de serem clubes rivais. Que mais se pode desejar?

Contrariando a expectativa inicial de domínio dos blues, o Manchester pressionou os rivais desde sempre, com um bloco muito alto que sufocou a saída de bola dos pupilos de Mancini. Assim, o City não conseguiu sair a jogar na sua linha defensiva, como bem gosta e necessita, devido à pressão alta de Rooney, Welbeck, Nani e Valencia, sobretudo. Foi, então, com naturalidade que o Manchester se colocou em vantagem com um grande golo de Rooney, depois de uma jogada do mesmo, que fez o que bem sabe: recuar e pegar no jogo.

Com a expulsão 2 minutos depois do 1-0, a vida complicou-se ainda mais para o City. Ao intervalo, 3-0 para o United, e muitos mais podiam ter sido. Os blues de Manchester estavam não se encontravam. Foi, então, que entrou em cena a genialidade de Mancini: leu o jogo, modificou as peças e entrou uma equipa bem diferente no segundo tempo. Mesmo a jogar com 10, o City soube organizar-se na perfeição. As entradas de Zabaleta e Zavic resultaram em cheio e, a partir de então, a equipa nunca mais tremeu. A filosofia passou a ser defender num bloco muito baixo, encurtando espaços em relação à bola para depois lançar em profundidade o talento de Aguero que, sozinho, destruiu a defensiva do Manchester.

Mancini provou que a escola dos treinadores latinos é a melhor do mundo. A noção táctica que teve do encontro foi ao nível dos melhores, e nunca fui seu grande fã. A escola Anglo-Saxónica, pelo contrário, ainda tem uma percepção táctica do jogo insuficiente, sobretudo para encontros deste grau de importância. Mancini perdeu, é certo, mas ganhou um plantel e ganhou definitivamente a confiança dos adeptos. Fazer o que o City fez no segundo tempo, com 10 e a perder 3-0 com o grande rival, está ao nível dos melhores.

No final, vitória do Manchester United mas o City provou que já não é só bons jogadores. O City já é uma grande equipa. Se Tem capacidade para ser melhor? tem, é tudo uma questão de tempo.

19
Dez11

Livre Directo

Cláudio Guerreiro

O novo "tuburão" do futebol europeu

 

 

 

a) É na Premier League que milita uma das equipas mais perigosas da actualidade: o Manchester City.

Quando, em Setembro de 2008, o grupo United Abu Dhabi investiu no clube, os adeptos do Manchester City começaram a sonhar com um futuro cheio de sucessos. No entanto, após muitos milhões gastos em jogadores que não renderam o esperado, como o caso de Adebayor, os adeptos do clube começaram a desconfiar se alguma vez iriam chegar ao sucesso que tanto almejavam.

Foi com a entrada de Roberto Mancini para treinador do clube que os jogadores começaram a demonstrar que afinal o investimento feito até aí não tinha sido em vão.

Actualmente, o Manchester City é uma equipa que mete medo a qualquer adversário e muito o pode agradecer ao técnico italiano. Mancini conseguiu potenciar o talento individual dos jogadores que tinha à sua disposição e formar uma equipa muito equilibrada a meio-campo e com uma extraordinária capacidade de finalização.

Apesar de já estar fora da Liga dos Campeões, apresenta-se agora como um dos principais candidatos a vencer a Liga Europa, nem que para isso tenha que eliminar o FC Porto, o actual campeão em título. Já a nível interno, tudo aponta para que no final da época o Manchester City volte a ser o vencedor do campeonato inglês 44 anos depois.

 

b) Destaco também o segundo lugar de Ana Dulce Félix e da selecção feminina no Europeu de Corta-Mato realizado no passado dia 11, na Eslovénia.

Mais uma vez o atletismo português está de parabéns e mostra que vale a pena acreditar nesta modalidade. 

 

 

by Cláudio Guerreiro