Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

A qualidade não tem idade... (Scholes-Henry)

 

 

                          Na semana passada regressaram aos relvados ingleses dois, dos maiores extraordinários futebolísticas da pretérita década. Cada vez que um grande jogador se retira dos relvados a saudade invade a alma de todos os amantes mesmo antes do término do jogo. Estamos perante uma peça onde o actor principal vai deixar-nos, deixando o elenco e a história mais pobres, sem tanta razão de existir. Uma nostalgia que transcende qualquer clubite ou preferência. Porque independente dos estilos de jogo, um adepto de futebol quer é ver os melhores executantes em campo. Aqueles que se destacam, aqueles que nos surpreendem, aqueles que são diferentes... Aqueles em que um leigo vê jogar e diz que é diferente, mesmo sem explicar porquê... Porque no toque, criatividade, movimento, posicionamento, coordenação são mais rápidos e inteligentes que os outros, dão uma dinâmica ao jogo acelerada, mas fundamentalmente dão critério e razoabilidade ao jogo, transportando-o para uma tónica lógica proporcionando aos colegas um maior enraizamento táctico. Em situações diferentes, em contextos diferentes, em especificidades técnicas diferentes Scholes e Henry deixaram um enorme vazio nos relvados do Mundo do futebol. O primeiro porque pendurou as chuteiras aos 36 anos o segundo porque trocou o protagonismo dos relvados pelo hollywoodesco futebol americano, numa nova concepção de estrela...

                      Ambos deixaram um enorme legado... Ambos possuem a tal transcendência que motoriza toda a esquematização duma equipa, ambos mesmo querendo descer a passadeira de glória imortalizada ao longo de anos e anos a fio de mediatismo Mundial, mesmo querendo descansar da pressão a que estão sujeitos, veem-se obrigados a regressar ao seu palácio de conquistas...

                        Num futebol cada vez mais exigente e competitivo, onde a técnica e a capacidade física se intersectam de forma permanente, dando uma velocidade e agilidade ao jogo nunca antes problematizada, enraizando-a ainda num novo complexo e rigoroso esquema táctico parece que não à espaço para aqueles que estão fora da idade padrão futebolística. A completude que se exige pretende aliar um conjunto de características físicas, técnicas e psicológicas que devido a toda esta imperativa aglutinação tende a encurtar a carreira dum jogador...

Contudo a genialidade, a inteligência, a imprevisibilidade, a frieza são características inatas, que mesmo que desaliadas num protótipo físico de outrora conseguem face ao catapultar da experiência superir todas as fragilidades enunciadas.

Por isso talvez com um pouco mais de esforço físico, com um pouco mais de suor e cansaço Henry e Scholes regressem agora ao climáx das suas carreiras...

                      Mas a qualidade, essa se associada a uma mentalidade ganhadora não se perde com a imediatez que o futebol moderno pretende, essa continua lá por isso Henry me deu a analepse dos meus 12/13 anos em que o via no Highbury Park fazer aqueles remates em desvio... Por isso o controlo, gestão e organização de Scholes contribuiram de forma decisiva para a desforra duma batalha citadina que ainda está longe de terminar... Os génios não envelhecem... Mas mais importante é perceber que a sua mentalidade rejuvenescida ainda nos vai dar novos actos de peças que julgávamos já encerradas...

 

 



publicado por João Perfeito às 23:59
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Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012
Steve Field

          City 2-3 Manchester

Quem assistiu, no passado Domingo, ao derby de Manchester para a taça de Inglaterra certamente que ficou deliciado. Frente-a-frente as duas melhores equipas inglesas e duas das melhores equipas do mundo, além de serem clubes rivais. Que mais se pode desejar?

Contrariando a expectativa inicial de domínio dos blues, o Manchester pressionou os rivais desde sempre, com um bloco muito alto que sufocou a saída de bola dos pupilos de Mancini. Assim, o City não conseguiu sair a jogar na sua linha defensiva, como bem gosta e necessita, devido à pressão alta de Rooney, Welbeck, Nani e Valencia, sobretudo. Foi, então, com naturalidade que o Manchester se colocou em vantagem com um grande golo de Rooney, depois de uma jogada do mesmo, que fez o que bem sabe: recuar e pegar no jogo.

Com a expulsão 2 minutos depois do 1-0, a vida complicou-se ainda mais para o City. Ao intervalo, 3-0 para o United, e muitos mais podiam ter sido. Os blues de Manchester estavam não se encontravam. Foi, então, que entrou em cena a genialidade de Mancini: leu o jogo, modificou as peças e entrou uma equipa bem diferente no segundo tempo. Mesmo a jogar com 10, o City soube organizar-se na perfeição. As entradas de Zabaleta e Zavic resultaram em cheio e, a partir de então, a equipa nunca mais tremeu. A filosofia passou a ser defender num bloco muito baixo, encurtando espaços em relação à bola para depois lançar em profundidade o talento de Aguero que, sozinho, destruiu a defensiva do Manchester.

Mancini provou que a escola dos treinadores latinos é a melhor do mundo. A noção táctica que teve do encontro foi ao nível dos melhores, e nunca fui seu grande fã. A escola Anglo-Saxónica, pelo contrário, ainda tem uma percepção táctica do jogo insuficiente, sobretudo para encontros deste grau de importância. Mancini perdeu, é certo, mas ganhou um plantel e ganhou definitivamente a confiança dos adeptos. Fazer o que o City fez no segundo tempo, com 10 e a perder 3-0 com o grande rival, está ao nível dos melhores.

No final, vitória do Manchester United mas o City provou que já não é só bons jogadores. O City já é uma grande equipa. Se Tem capacidade para ser melhor? tem, é tudo uma questão de tempo.



publicado por Steve Grácio às 23:37
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