Quarta-feira, 2 de Maio de 2012
Lado B

Ao que o futebol português chegou…

 

 

Foi com grande tristeza que no passado domingo assisti a um dos espetáculos mais deprimentes do futebol português nos últimos anos.

Foi a primeira vez que vi uma equipa de futebol profissional a entrar em campo com 8 jogadores de início e sem nenhum jogador suplente. Refiro-me, claro, ao União de Leiria.

Oblak, Pedro Almeida, Alhafith, Shaffer, John Ogu, Filipe Oliveira, Nicklas Barkroth e Djaniny vão ficar para a história do futebol português, quer queiramos quer não, como os jogadores que entraram em campo numa equipa com apenas oito jogadores disponíveis. Para mim, estes jogadores foram uns autênticos heróis, na medida em que conseguiram evitar o golo da equipa adversária, o Feirense, durante 44 minutos de jogo.

Mas não é só por isso que são uns heróis. É também porque, pelo menos para já, conseguiram evitar uma grande confusão na tabela classificativa da Liga Portuguesa de futebol, fazendo com que o União de Leiria não fosse desclassificado deste campeonato e que os pontos conquistados pelas outras equipas contra o Leiria não lhes fossem retirados. Porém, a verdade desportiva deste campeonato fica afetada porque tenho muitas dúvidas que o Feirense vencesse facilmente este jogo se o Leiria jogasse com 11 jogadores de início e 7 suplentes.

Contudo, o mais importante de tudo isto é a existência de salários em atraso no futebol português. Na minha opinião, o principal problema do futebol português não é o alargamento ou não dos campeonatos profissionais, mas a questão dos ordenados em atraso. Como é possível que uma equipa profissional de futebol deva 3 ou 4 meses de salários aos seus jogadores, sem ser punida, por exemplo, com a subtração de pontos? Ao que o futebol português chegou. De facto, os clubes podem dever meses e meses de salários aos seus profissionais sem serem verdadeiramente punidos por isso, a não ser, como aconteceu com o Leiria, ficar sem a maior parte dos seus jogadores.

Esta situação acontece com o União de Leiria, porque este é o clube que está mais isolado no nosso campeonato, no sentido em que não tem o apoio do seu município sendo obrigado a “andar com a casa às costas” e a transferir-se para a Marinha Grande. Mas todos nós sabemos que há mais clubes a viverem esta situação, como o Vitória de Guimarães. Será a situação do União de Leiria a abertura de um precedente para que os jogadores dos outros clubes, que têm ordenados em atraso, façam o mesmo e rescindam coletivamente os seus contratos? Não sei, teremos de aguardar para ver o que irá acontecer nos próximos tempos.

No meu ponto de vista, o futebol português não merece situações destas por várias razões: temos três bolas de ouro (Eusébio, Luís Figo e Cristiano Ronaldo), um treinador que já foi considerado o melhor do mundo (José Mourinho), duas equipas que foram à final da Liga Europa na época passada (FC Porto e Braga), uma equipa que foi à meia-final da Liga Europa desta época (Sporting), duas equipas que já venceram a Liga dos Campeões (FC Porto e Benfica), etc. Por estas e mais razões, o futebol português não merece que haja clubes que envergonhem o nome do nosso país com situações destas. Para além de que é preciso não esquecer que a Liga Portuguesa é considerada a quinta melhor liga da Europa, atrás de Espanha, Inglaterra, Itália e Alemanha e à frente da França. Mas se o problema dos salários em atraso persistir em Portugal, a imagem e a reputação do nosso futebol ficará com toda a certeza manchada.

Concluindo, o União de Leiria escreveu um momento negro na história do futebol português, mas ainda assim, evitou uma confusão na tabela classificativa.

 



publicado por Bruno Carvalho às 10:48
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2012
Lado B

FC Porto embala para o título


 

A 26ª jornada da Liga Portuguesa de futebol foi claramente a jornada do título e o FC Porto foi o grande vencedor. A vitória do FC Porto aliada às derrotas de Benfica e Sp. Braga permitiu aos “dragões” ganharem uma embalagem de 4 pontos de avanço sobre o segundo classificado (o Benfica).

Após esta jornada, o FC Porto necessita de conquistar oito dos doze pontos que faltam disputar nesta liga portuguesa para poder conquistar o campeonato de futebol e passa a ser a única equipa que depende apenas de si própria para conseguir esse objetivo.

No jogo entre o Braga e o FC Porto, destaco a exibição de Hulk que provou mais uma vez o porquê de, no meu ponto de vista, ser o melhor jogador do campeonato português. Quanto ao Braga, ficou provado que ainda não tem pedalada para se impor e para vencer os desafios contra o FC Porto e contra o Benfica. Na minha opinião, resta agora ao Braga lutar pelo segundo lugar.

Há algumas semanas atrás era impensável para muitas pessoas que o FC Porto conseguisse conquistar o título de campeão nacional dada a desvantagem de cinco pontos que chegou a ter para o Benfica, mas o facto de a equipa das “águias” ter desperdiçado 13 pontos nos últimos oito jogos (3 derrotas, 2 empates e 3 vitórias) fez com que a situação se invertesse e agora é o FC Porto que tem tudo para ser campeão, no momento em que era necessário isso acontecer.

Ao contrário do Benfica, que falhou nos jogos decisivos frente ao FC Porto e ao Sporting, o FC Porto não falhou nos jogos decisivos e ganhou ao Benfica e ao Braga. É este o facto que, na minha opinião, pode ser determinante para a atribuição do título.

Mesmo não reunindo a simpatia dos adeptos portistas, a verdade é que Vítor Pereira consegue colocar a equipa do FC Porto no topo do campeonato, com algum conforto, no momento em que tudo se decide.

Já Jorge Jesus parece estar a mostrar que o seu ciclo no Benfica está a chegar ao fim, depois de em três temporadas tudo indicar que apenas conquistou um campeonato nacional de futebol, isto partindo do pressuposto de que o FC Porto será campeão. Aliás, o fraco futebol que a equipa do Benfica demonstrou nos jogos frente ao Olhanense e ao Sporting deixam evidente que a equipa do Benfica já não galvaniza os seus adeptos como galvanizava antes, quando conseguia grandes goleadas. Também me parece que fica mal a Jorge Jesus encontrar nos erros de arbitragem a boia de salvação para justificar as suas derrotas, no sentido em que os erros de arbitragem não justificam tudo e o treinador do Benfica deveria assumir os seus próprios erros.

Como já aqui referi, todas as equipas do nosso campeonato já foram beneficiadas e prejudicadas pela arbitragem e os árbitros não erram intencionalmente. Sobre este tema estou perfeitamente de acordo com Leonardo Jardim, treinador do Sp. Braga, que prefere não se pronunciar sobre arbitragem e não ser hipócrita como outros, que se queixam quando perdem e se calam quando ganham.

Também quero deixar aqui uma palavra de apreço a Ricardo Sá Pinto, treinador do Sporting, que consegue pôr a jogar uma equipa de futebol com a garra e a atitude leonina que faltou no tempo em que Domingos Paciência era o treinador, conseguindo resultados positivos.

Concluindo, penso que o FC Porto deverá ser novamente o campeão nacional de futebol, apesar de ainda haver tempo para que tudo se altere. Até porque no futebol já vi de tudo. Veja-se o caso do Real Madrid que tinha dez pontos de vantagem sobre o Barcelona e agora já só tem quatro, ou o caso do Benfica que desperdiçou 13 pontos em oito jornadas.    

 



publicado por Bruno Carvalho às 10:52
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Quarta-feira, 21 de Março de 2012
Lado B

Alargamento ensombra Liga

 

O alargamento dos campeonatos profissionais de futebol tem sido discutido nos últimos dias pelos clubes da Liga e da Liga de Honra, tendo recebido o apoio de 8 clubes da Liga principal e de 9 clubes da Liga Orangina.

Na minha opinião, se o alargamento for feito esta época será o descalabro da batota. No meu ponto de vista, não é concebível que se mudem as regras a meio do jogo. Se querem alargar o campeonato, então que o façam no fim da próxima época e com critérios mais rigorosos, isto é, com descidas de divisão. Recordo que, em 2006, a redução do campeonato principal foi feita com quatro descidas de divisão e duas subidas, logo, o mais óbvio e sensato é que agora se faça o caminho inverso, ou seja, que desçam duas equipas da primeira para a segunda liga e que subam quatro equipas da segunda para a primeira liga.

Porém, quero deixar aqui bem claro que não estou a favor do alargamento, pois não consigo encontrar nenhuma vantagem em se alargar o campeonato. No fundo, é uma patetice que esta questão seja discutida quando estamos a caminhar para o fim dos campeonatos, onde tudo se decide.

Para além disso, penso que o prestígio dos clubes portugueses que participam nas competições europeias e da seleção nacional merece mais do que isto.   

Também não vejo com bons olhos o discurso populista do presidente da Liga de Clubes, Mário Figueiredo, ao afirmar que isto é uma democracia, os clubes são soberanos e unânimes, etc. Com este tipo de discurso, a credibilidade do presidente da Liga fica ferida de morte, o que se deve sobretudo a um dirigismo saloio e a um provincianismo bacoco do futebol português.

A meu ver, os chamados “clubes grandes” têm de pôr esta gente na ordem e no seu devido lugar e tomar medidas em defesa do futebol português (por exemplo, demitir o presidente da Liga).

Por outro lado, a decisão do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, em assumir e pagar as dívidas dos clubes relativas ao totonegócio também não é positiva. Como é que é possível que os clubes portugueses, que continuam com salários em atraso e a contratar jogadores desmedidamente, fiquem impunes ao pagamento das suas dívidas vivendo numa espécie de paraíso fiscal?

Em resumo, o alargamento dos campeonatos profissionais de futebol não passa de um circo onde os clubes representam os palhaços pobres e os dirigentes da Liga de Clubes representam os palhaços ricos. Tudo isto acaba por constituir o delírio de alguns clubes pequenos e médios da Liga contra a revolta dos clubes grandes.

Concluindo, penso que a concordância em torno de um nefasto alargamento deve ter efeitos na próxima época e não nesta temporada.

   



publicado por Bruno Carvalho às 10:36
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Sábado, 3 de Março de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

A lógica Invertida

 

 

O Futebol Clube do Porto venceu o Sport Lisboa e Benfica por 3-2 e ascendeu ao topo da Liga Portuguesa de Futebol. Três jornadas depois as águias perderam oito pontos e permitiram ao seu grande rival FC Porto uma recuperação que muitos julgam impossível em tão pouco espaço de tempo. Foi pois, um clássico de lógica invertida.

Um bom espectáculo de futebol com duas equipas táctica e sobretudo tecnicamente evoluídas a demonstrarem que o futebol português está vivo e recomenda-se… Os jogos fechados, os clássicos com poucos golos ficaram arquivados nos registos históricos, o presente trouxe-nos um jogo fluído, bem jogado, bem disputado e com duas das equipas que melhor trocam a bola no futebol europeu. Foi por isso um jogo emocionante, um jogo incrível! Que começou a construir a sua beleza com o talento de Hulk. O mago azul e branco voltou a ser incrível e com uma bomba de pé esquerdo colocou a bola no fundo da baliza de Artur.

Óscar “Tacuara” Cardozo não quis ficar atrás e voltou a molhar a sopa frente aos azuis brancos através dum potente remate de pé esquerdo sem hipóteses para o desamparado Hélton.

No início da segunda parte Cardozo bisou e provocou a cambalhota no marcador. Jogo aberto, 2 golos de pé esquerdo, uma reviravolta, este era o jogo da supremacia da inversão da lógica. Um jogo onde os heróis se inverteram, as surpresas incendiaram o clássico a cada instante e os mal-amados fizeram a festa.

Vítor Pereira tão injustamente criticado pela comunicação social e pelo exigente tribunal das Antas foi o grande vencedor da noite, ao mudar o jogo com a mestria que muitos julgavam ser submersa. Tirando um Rolando, claramente fora de forma, dando a Maicón o seu habitat natural e puxando Djalma para o lado direito da defesa, permitiu uma maior consistência defensiva e uma maior saída para o ataque. O endiabrado James voltou a provar ser uma das maiores promessas do futebol Mundial e através da sua magia pintou o resultado de azul e branco quando o quadrado parecia encharcado de vermelho. Mais uma vez a surpresa, o novo figurino de Vitór Pereira deu uma lógica à vitória Portista, mesmo que duma forma pouco esperada.

Aclamado por milhões de Benfiquistas, protegido como poucos pela comunicação social e com o seu passe claramente inflacionado Artur voltou a demonstrar que está longe de ser um guarda-redes de top Mundial.

Com 3 golos encaixados, tendo no 1º e sobretudo no terceiro amplas responsabilidades o antigo guarda-redes bracarense voltou a aproximar a sua média de golos sofridos para perto de um por jogo. Sofrendo 19 tentos em 21 jogos. Por tanto findas as primeiras 21 jornadas do presente campeonato Artur soma mais 2 golos sofridos que o odiado e repudiado Roberto Gimenéz.

Com uma das melhores duplas do futebol Mundial da actualidade, com um dos melhores 5 laterais direitos do Mundo do pretérito ano e com um dos médios que melhorar completam a sua qualidade ofensiva/defensiva do futebol Mundial o endeusado guarda-redes brasileiro consegue contra todas as expectativas ter a sua folha mais pesada que o seu tão criticado antecessor.

Perante uma equipa que tem mais posse de bola que a pretérita época e permite menos contra-ataques aos adversários e oportunidades é ilógico que o conjunto encarnado sofra mais golos relativamente à pretérita época.

Por seu turno, Roberto Gimenéz continua a espalhar na mais valorizada Liga do Mundo toda a sua qualidade, lutando praticamente só para que o Saragoça ainda alente a esperança de figurar na próxima época no mágico grupo das 20 melhores equipas espanholas.

Mas o futebol é feito de feelings, de opiniões formatadas e de interesses com um rigor muito pouco plausível.

Maicón, um dos melhores centrais do Mundo no jogo aéreo fez o último tento da noite, em fora-de-jogo, num lance de bola parada.

Um golo que deu lógica ao resultado face à expulsão invulgar de Emérson.

Escreveu-se direito por linhas tortas, construi-se um dos mais belos espectáculos do futebol europeu com o perfume de toda a imprevisibilidade que nutre o desporto rei, dando a lógica (Porto dominante) de forma invertida (heróis trocados, golos estranhos e cambalhotas no marcador).

Se só assim o futebol português pode ser belo então que se inverta a lógica, porque jogos como este com ou sem sentido queremos invariavelmente que se repitam…



publicado por João Perfeito às 00:49
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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012
Lado B

“Hulkodependência”

 

 

Incompreensivelmente, o FC Porto foi derrotado pelo Gil Vicente por 3-1 no passado domingo, no Estádio Cidade de Barcelos, em jogo a contar para a jornada 17 da Liga Zon Sagres. A meu ver, esta derrota tem uma explicação possível: “Hulkodependência”.

No jogo contra o Gil Vicente ficou bem patente que o FC Porto está muito dependente da presença de Hulk na equipa, na medida em que Hulk é, de longe, o melhor jogador do FC Porto e da Liga Portuguesa. Os números falam por si: na época passada, Hulk foi o melhor goleador do campeonato português com 23 golos marcados, e, nesta época Hulk tem 7 golos marcados jogando fora da sua posição natural (extremo direito), actuando na maioria dos jogos como ponta-de-lança.

Mas não foi só a ausência de Hulk que justificou esta incompreensível exibição do FC Porto, já que Vítor Pereira cometeu imensos erros na escolha do onze inicial, durante e após o encontro.

Quanto ao onze inicial, continuo sem perceber como é que Vítor Pereira mantém a aposta em Maicon para defesa direito, tendo Danilo disponível. Maicon é um bom defesa central, mas já mostrou que não é um bom defesa lateral, no sentido em que não tem rotinas nesta posição. Já Danilo é um lateral direito por excelência, tendo sido eleito o melhor lateral direito do Campeonato do Mundo de Sub-20, que se disputou no ano passado na Colômbia.

Durante o encontro, Vítor Pereira cometeu um enorme erro ao apostar numa defesa constituída por apenas 3 jogadores (Maicon, Rolando e Álvaro Pereira), amarrando Álvaro Pereira à defesa, não o deixando subir tanto no terreno, e deixando o espaço central apenas com Rolando. Esta opção revelou-se fatal pois permitiu ao Gil Vicente chegar ao 3-0 e acabar com o jogo.

James Rodríguez foi outro dos jogadores prejudicados, no desafio frente ao Gil Vicente, com as opções de Vítor Pereira. James Rodríguez passou os 90 minutos encostado à linha, quando todos nós sabemos que James rende muito mais quando lhe é dada mais mobilidade, deixando-o flectir para o meio.

A ausência de um ponta-de-lança de créditos firmados também foi um dos problemas do FC Porto neste desafio. Kléber é um bom ponta-de-lança, mas está ainda em fase de crescimento e de evolução não tendo ainda firmado todos os seus créditos. A ver vamos se Marc Janko (ex-Twente) é esse ponta-de-lança que o FC Porto precisa.

Já após o encontro, Vítor Pereira cometeu outro grande erro ao achincalhar a arbitragem. Penso que Vítor Pereira teria feito melhor se assumisse apenas as suas próprias responsabilidades, em vez de atirar as culpas para cima da arbitragem. Todos nós sabemos que Bruno Paixão é um péssimo árbitro, mas isso não chega para explicar a fraca exibição do FC Porto. Com isto quero dizer que mesmo que o árbitro não tivesse cometido nenhum erro, talvez o FC Porto também acabasse por perder este jogo, porque a sua exibição foi muito má.

Para além de que quando o FC Porto é beneficiado pelas arbitragens, Vítor Pereira não vem dizer que foi beneficiado. Mas isto acontece com todos os treinadores. Todos se queixam quando são prejudicados, e, assobiam para o lado quando são beneficiados.

E se formos a ver bem as coisas, todos os clubes são beneficiados e prejudicados durante toda a época.

Concluindo, esta derrota do FC Porto permitiu ao Benfica ampliar a vantagem na liderança do campeonato para 5 pontos, mas penso que ainda é cedo para dizer que o Benfica vai ser campeão, na medida em que ainda faltam 13 jornadas para o fim do campeonato.



publicado por Bruno Carvalho às 12:47
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Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012
Lado B

                        Renato Neto, o mais recente produto da Academia

 

Foi no passado sábado que Renato Neto se estreou como titular na equipa sénior de futebol do Sporting Clube de Portugal, no Estádio José de Alvalade, e logo contra o Futebol Clube do Porto. Estreou-se como titular, porque já tinha jogado alguns minutos na última jornada da época 2009/2010 contra o Leixões, quando Carlos Carvalhal era o treinador do Sporting.
Depois de Luís Figo, Simão Sabrosa, Ricardo Quaresma, Cristiano Ronaldo, Nani, Miguel Veloso, Rui Patrício e muitos outros, Renato Neto é o mais recente jogador formado na Academia do Sporting Clube de Portugal a entrar na equipa principal do clube de Alvalade.
Renato Neto tem a particularidade de ser brasileiro, facto que o diferencia de todos os outros que mencionei, no sentido em que os restantes jogadores formados pelo Sporting são na sua maioria portugueses. Este facto acaba por ir um pouco ao encontro do que disse Jorge Jesus há uns dias atrás, quando afirmou que os clubes portugueses são formadores de jogadores portugueses e… de jogadores estrangeiros.
Renato Neto ainda é um jovem, com apenas 20 anos, mas que ganhou muita experiência no campeonato belga ao serviço do Cercle Brugge, actuando em 16 jogos pela equipa belga em 18 possíveis.
As características fundamentais de Renato Neto são sobretudo a sua compleição física (mede cerca de 1,90 metros), a sua capacidade de passe e é um jogador que guarda muito bem a bola.
No jogo contra o FC Porto, Renato Neto denotou ainda algum nervosismo nos minutos iniciais, o que é normal para um jovem que se estreia como titular e logo num clássico da Liga Portuguesa, mas, com o desenrolar do encontro, acusou menos o nervosismo e envolveu-se mais no jogo.
Apesar de não ter jogado todo o encontro (foi substituído por volta dos 60 minutos de jogo), Renato Neto mostrou que pode ser um jogador a ter em conta e em atenção para o resto da presente temporada.
A aposta em Renato Neto só mostra que o Sporting continua a formar jogadores de grande qualidade, garantindo a sustentabilidade da Academia e do plantel principal sportinguista.
Na minha opinião, em todo o mundo, apenas o Barcelona e o Ajax conseguem formar jogadores de um nível de qualidade superior à do Sporting. Com isto quero dizer que, em Portugal, o Sporting é claramente o clube que forma mais jogadores tanto em quantidade como em qualidade.
Termino com a ideia de que Renato Neto tem tudo para ser um dos melhores jogadores do Sporting num período a médio/longo prazo.



publicado por Bruno Carvalho às 11:31
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