Sexta-feira, 8 de Julho de 2011
Voleibol à Sexta

Liga Mundial sem surpresas

 

          É uma seca, mas é verdade verdadinha: estou de férias e não posso assistir ao raio dos jogos da última fase da Liga Mundial de Voleibol, que se vai realizando nestes dias na Polónia. Isso não me impede, no entanto, de mandar uns bitaites sobre o que se vai passando, quando sei os resultados.

http://www.fivb.org/Vis2009/Images/GetImage.asmx?No=201112662&maxsize=500

          O Brasil, a Rússia e a Argentina já asseguraram três dos lugares de semi-finalistas e, na minha opinião, sem surpresas. Não creio que o Brasil esteja tão forte como já esteve: começou esta última fase, no jogo contra Cuba, alguns furos abaixo do que pode - Cuba chegou a ter bola de jogo no 4º set - e isso tem sido recorrente nos últimos tempo. Aliás, não é normal que, do primeiro para o segundo jogo, o selecionador brasileiro altere o seis inicial quase inteiramente: só a entrada como titular de Giba (que, apesar de ser um jogador que adoro e continua a ser brilhante, já não está no pico da forma) demonstra algumas inconsistências da turma canarinha.

          As duas vitórias alcançadas pela Rússia não espantam, sobretudo pela consistência que a equipa tem demonstrado. duas vitórias relativamente fáceis, contra Cuba e Estados Unidos, são disso prova. A seleção russa falha pouco e é, sobretudo muito eficaz no ataque - pudera!, já viram aquelas impulsões? -, ao mesmo tempo que continua a ser das poucas que consegue, recorrentemente, causar dificuldades no serviço.

          A Argentina, apesar da sua equipa jovem, tem feito um bom torneio e não é de estranhar que consiga chegar a esta fase. A juventude dos atletas não se tem refletido em grandes falhas de concentração - na verdade, e embora para já o título esteja, na minha opinião, um pouco longe, a seleção sul-americana tem tudo para ser um peso-pesado do voleibol internacional nos próximos anos.

          Resta um lugar, que pode ser alcançado por qualquer uma das equipas que constituem o grupo E, embora a seleção italiana leve, para já, vantagem sobre as congéneres búlgara e polaca - vantagem que, dado que vai jogar hoje contra a Bulgária, pode garantir um lugar pouco surpreendente nas meias-finais.

          Em suma, não se pode dizer que as semi-finais constituam uma surpresa: pela prestação que têm tido, este «alinhamento» não surpreende. O que é uma pena para, por exemplo, a equipa cubana: a não-convocatória de três dos habituais titulares, incluindo o capitão Simon - dizem as más-línguas que para impedir uma fuga dos atletas durante a estadia na Polónia - pode ter tido uma forte influência nisso. Também os Estados Unidos saíram de expectativas goradas, no último lugar do grupo F - verdade seja dita que o sorteio dos grupos não ajudou muito, mas ainda assim...

 

by Sarah Saint-Maxent

Esta crónica foi escrita ao abrigo do novo Acordo Ortográfico



publicado por Sarah Saint-Maxent às 11:57
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Sexta-feira, 1 de Julho de 2011
Voleibol à Sexta

Quando a cabeça não tem juízo

 

               A seleção de seniores perdeu ontem, em Tampere, o primeiro jogo da última jornada da fase de grupos da Liga Mundial, pelo que não ultrapassará - mesmo em caso de vitória esta tarde - a Finlândia na classificação do grupo, ficando-se pelo quarto e último lugar.

http://www.fivb.org/Vis2009/Images/GetImage.asmx?No=201110827&maxsize=500

               Naquele que é o grupo mais equilibrado dos quatro, não se pode dizer que seja um resultado bom, sobretudo se pensarmos que a vitória por 3 pontos esteve ao alcance da turma das quinas (que entrou no terceiro set a vencer 22-25 e 16-25), e muita culpa terá «a cabeça» dos jogadores.

               Uma equipa que tem nomes experientes - apesar de não estarem presentes João José e André Lopes - não pode dar-se ao luxo de se ir abaixo e permitir uma vitória na negra, quando tem qualidade e - supostamente - vontade para conquistar a partida em 3 sets. Dir-me-ão que este jogo era a feijões. É certo que nunca teria como resultado uma passagem à fase final da Liga Mundial, mas não deixava de ser importante: os pontos somados no fim desta fase ditam a passagem automática, ou não, à Liga Mundial 2012 - que fica um bocadinho mais difícil.

               A Finlândia, não deixemos de lhe dar crédito, aproveitou de forma inteligente a quebra de rendimento dos portugueses: entrou no 3º set «a matar» e assim se manteve, fazendo com que os adversários acusassem a pressão e, em última análise, conquistando o seu objectivo, a manutenção na próxima Liga.

               Não me parece que, como já por aí li, a falta de João José ou André Lopes tenha feito uma diferença significativa - pelo que vi, os jogadores presentes poderiam ter tratado do assunto e nem para «dar força» estes dois atletas seriam, digo eu, fulcrais (vejam-se os primeiros jogos desta Liga e note-se que, muitas vezes, foi a entrada e incentivo de Hugo Gaspar que permitiu um elevar da confiança de jogadores). Não, em última análise, esta derrota foi culpa da cabeça de cada um dos jogadores: não acreditaram o suficiente e começaram a falhar - mas de forma idiota. Assim não vamos lá.

 

by Sarah Saint-Maxent

Esta crónica foi escrita ao abrigo do novo Acordo Ortográfico



publicado por Sarah Saint-Maxent às 10:00
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