Sábado, 29 de Janeiro de 2011
Porque ao Sábado se Destaca...
O nosso maior orgulho

Eusébio, Livramento, Carlos Lopes, Fernando Mamede, Rosa Mota, Fernanda Ribeiro, mais recentemente Nélson Évora, Cristiano Ronaldo, Figo, Naide Gomes todos mostraram nos quatro cantos do mundo que só somos pequenos no tamanho. Somos grandes no talento e na glória. Todos eles através de cassetes de vídeos ou através de directos me fizeram orgulhar de ser português, nalguns casos soltar lágrimas dos olhos e viver momentos intensamente gloriosos. Uma lufada de ar fresco, uma inspiração para o nosso dia-a-dia num país que por muitos não queiram admitir tem uma outra face a mostrar ao mundo, o reverso da nossa crise. Mas neste reverso existe um nome que consegue chegar mais além que os outros. Existe um nome que é firme na fé e forte na esperança desde o início da sua carreira até certamente ao seu término. Existe um nome que espalha este nosso reverso. Um reverso patenteado pelos mais altos valores morais. O trabalho, o sacrifício, a determinação mas sobretudo a regularidade, a continuidade e a eterna glória.
Esse nome é Telma Monteiro. Ninguém mais do que ela aos 25 anos conseguiu permanentemente estar no top da modalidade que representa. Com apenas 19 anos lutou para ser campeã olímpica. Cristiano Ronaldo com 19 anos era uma sombra de Ronaldinho.
A grande diferença entre Telma e os demais gloriosos portugueses é que esta será eternamente gloriosa na sua carreira. Não só pelo talento, não só pelo trabalho, mas sim por uma força exterior de querer fazer história. Uma força mental inabalável. Uma força que nem “um escravo do trablaho” como Ronaldo consegue igualar. Uma força mental, onde é uma animal de competição, onde luta por aquilo que quer até às últimas consequências. Onde entra no tapete com a mesma postura seja contra quem for. Seja contra a pior europeia seja perante 5000 pessoas no Japão frente a Kaori Matsumoto. Uma persistência e uma fé que nunca descolam. Mesmo quando a sua própria equipa não acredita, mesmo quando um pavilhão inteiro a leva abaixo ele ergue-se como se fosse a coisa mais natural do mundo. Luta com armas desiguais mas acaba sempre na frente. Não à cansaço físico que a perturbe porque o seu psicológico é inquebrável. Para desistir tem que cair no tapete completamente sem forças.
No fundo Telma é diferente dos outros. Telma consegue manter uma força mental exterior à competição. Encara os desafios como provas para ganhar independente do prestígio. Por isso a sua força mental é regular e vemos a Telma com a mesma qualidade num simples meeting do que num campeonato do Mundo.
A mudança de regras, obrigou-a a reiniciar no judo, a mudar a sua postura e um ano depois apenas caiu a 21 segundos frente à numero um do Mundo, japonesa, no Japão, perante 5000 pessoas e com um desgaste físico tão grande que se fosse traduzido para o psicológico se recusava a entrar em campo. O mesmo que Cristiano Ronaldo jogar uma final do Campeonato do Mundo contra Messi no Camp Nou e Messi ser espanhol e Cristiano ter jogado os 6 jogos sem falhar um minuto, cheio de mazelas, sendo o jogador que percorreu mais quilómetros na prova, que sofreu mais faltas e marcar dois golos e Messi que jogou 4 jogos, apenas tocava na bola nos últimos 30 metros e fazia menos 15 passes e sofria menos 5 faltas por jogo marcava 3, numa equipa muito melhor e apenas marcava o último a 21 segundos do fim.
É inglório. São armas desiguais. Talentos semelhantes. Capacidade de trabalho idem. Mas força mental diferente. Porque Telma vê sempre a vitória seja em que circunstância for, é uma competidora nata e só caí quando os seus pés se imobilizam. Este é o exemplo do que é ser competitivo, do que é encarar os desafios por igual e ter a força mental inabalável perante as circunstâncias.
Esta é a força de Telma, que ao contrário de Ronaldo não se desmotiva (quando este morreu em campo nos 5-0 contra o Barça), ao contrário de Nélson Évora que por vezes fala em fim de carreira, ao contrário de Naide que fala na palavra desistir, mesmo nunca o fazendo, ao contrário de Figo que aos 34 anos teve medo de ser ultrapassado. Telma não responde que quer ser campeã olímpica como todos os outros, ela diz que quer ser pelo menos bi-campeã olímpica senão tri. Uma exigência que não tem limites. Porque ela não tem mais talento que os outros, não trabalha mais que os outros, mas tem uma força mental que a focaliza no momento, que a faz dela uma vencedora e lhe permite construir uma carreira ímpar no desporto Nacional. Tri-vi-campeã Mundial, medalha de bronze no Mundial, tri-campeã europeia, três medalhas de bronze em europeus. Isto é 10 em 10, nem uma única falha. Tem apenas 25 anos, pelo menos mais 10 anos ao mais alto nível. Se não for a maior desportista portuguesa de sempre, quem será? Tirem o fanatismo do futebol e as medalhas olímpicas do atletismo e respondam.
Mas se dúvidas ainda prexisitirem em 2012 em Londres e em 2016 no Rio de Janeiro espero estar lá no pavilhão e festejar as vitórias olímpicas de Telma e entoar com o maior orgulho se sempre “A Portuguesa”. Porque tu, és a nossa verdadeira campeã.

 



Fonte: mais-benfica.blogspot.com

 

By João Perfeito



publicado por João Perfeito às 14:26
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