Quarta-feira, 4 de Julho de 2012
Lado B

Mais um português no Chipre

 

 

Depois de na última temporada Paulo Jorge, Nuno Morais e Hélio Pinto terem brilhado na Liga dos Campeões ao serviço do APOEL de Nicósia, do Chipre, agora é a vez de Nuno Assis ingressar no Omonia, clube do mesmo país.

O Omonia terminou em segundo lugar no campeonato cipriota da época passada, a apenas três pontos do campeão AEL de Limassol.

Mais uma vez, parece que o Chipre é um mercado apetecível para os jogadores portugueses que não se conseguem afirmar no futebol nacional. Na minha opinião, este fenómeno também se deve um pouco ao facto de os clubes apostarem mais no jogador estrangeiro do que no jogador português.

Por outro lado, a proibição de empréstimos a clubes do mesmo escalão poderá levar ainda mais jogadores portugueses a emigrarem para outros países.

A meu ver, parece que a brilhante prestação da seleção portuguesa no Euro 2012 não será suficiente para que os clubes portugueses apostem mais nos jogadores nacionais, o que é, no meu ponto de vista, de lamentar.

Também me parece que a emigração de jogadores portugueses para países como o Chipre poderá prejudicar a seleção portuguesa num futuro a longo prazo, na medida em que o campeonato cipriota é muito menos competitivo do que o campeonato português.

Como espectador de futebol, apenas consigo aceitar que um jogador português emigre para um campeonato menos competitivo do que o nosso, quando esse jogador está a chegar ao fim da carreira, como é o caso de Nuno Assis que neste momento já tem 34 anos. Ver jovens como Hélio Pinto e Vieirinha a emigrarem para campeonatos mais fracos do que o nosso não é, na minha opinião, aceitável.

Concluindo, parece que estamos “condenados” a assistir à emigração de muitos mais jogadores portugueses para campeonatos estrangeiros como o cipriota, caso venha a ser aprovada a lei da proibição de empréstimos a clubes do mesmo escalão.



publicado por Bruno Carvalho às 13:12
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Quarta-feira, 27 de Junho de 2012
Lado B

Mercado pouco agitado

 


A uma semana de os principais clubes do futebol português iniciarem os trabalhos de pré-época, o mercado de transferências encontra-se pouco agitado quer em termos de entradas quer em termos de saídas de jogadores, no que diz respeito a FC Porto, Benfica, Braga e Sporting.

 

No FC Porto não está garantido qualquer reforço, apesar de a imprensa portuguesa falar insistentemente na hipótese do avançado colombiano Jackson Martínez reforçar os “dragões”. No entanto e mesmo não tendo feito nenhuma contratação, espera-se que alguns jovens que estiveram emprestados a outros clubes na última época, como Kelvin, Christian Atsu e David Addy, integrem os trabalhos de pré-época do FC Porto. Já no que diz respeito a saídas, tem-se falado na hipótese de Hulk ingressar no Chelsea mas, na minha opinião, não me parece que Hulk saia do FC Porto uma vez que o presidente Pinto da Costa já veio garantir publicamente que Hulk não sai do FC Porto por um valor abaixo da sua cláusula da rescisão, e, não estou a ver que haja algum clube que pague 100 milhões de euros por Hulk.

 

No Benfica já estão garantidos alguns reforços, como Paulo Lopes, Luisinho, Hugo Vieira, Ola John e Michel, além dos prováveis regressos de Sidnei, Melgarejo e Alan Kardec após terem cumprido os seus empréstimos. Deste conjunto de jogadores, creio que Ola John será o único que irá pegar de estaca no onze inicial do Benfica, isto se for concretizada a saída de Gaitán para o futebol inglês. Quanto a saídas do clube encarnado e tal como no FC Porto, não está oficializada nenhuma saída apesar da possibilidade de jogadores como Javi García, Witsel ou Cardozo poderem partir para outras paragens.

 

No Braga estão asseguradas as contratações de Ismaily (defesa esquerdo, ex-Olhanense), Florent (defesa esquerdo, ex-Leixões), Maximilian Haas (defesa central, ex-Leiria), Éder (avançado, ex-Académica) e Manoel (avançado, ex-Penafiel), prevendo-se também o regresso dos “emprestados” Henrique, Rodrigo Galo, Zé Luís e Yazalde. Além destas novidades para os lados de Braga, creio que a grande contratação para a nova temporada da equipa bracarense é José Peseiro, o novo treinador. Penso que José Peseiro é um treinador que irá dar uma nova imagem à equipa do Braga, colocando-a a jogar um futebol mais ofensivo e atraente para os adeptos.

 

Por fim, o Sporting parece ser, dos “quatro grandes” do futebol português, aquele que se encontra menos ativo neste momento, ao contrário do que acontecia na época passada em que era o mais ativo. Para já, Zakaria Labyad é o único reforço garantido e João Pereira e Anderson Polga são as duas únicas saídas asseguradas.

 

Concluindo e no meu ponto de vista, este está a ser um mercado de transferências muito pouco agitado, talvez pelo facto de todas as atenções estarem viradas para o Euro 2012.  

 



publicado por Bruno Carvalho às 12:49
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Quarta-feira, 16 de Maio de 2012
Lado B

Um campeonato para esquecer…ou para recordar


 

A Liga Portuguesa de futebol 2011/2012 terminou. Esta é, portanto, a altura certa para fazer o balanço deste campeonato que findou. Quando fazemos o balanço de algo é suposto haver aspetos positivos e aspetos negativos, mas neste campeonato, apenas consigo encontrar aspetos negativos que, desde já, passo a enumerar:

 

1 – O boicote dos árbitros aos jogos do Sporting: Logo na 2ª jornada do campeonato português, João Ferreira recusou-se a apitar os jogos do Sporting por alegadas declarações de dirigentes do clube de Alvalade que visavam este árbitro. Como forma de solidariedade, os restantes árbitros da 1ª categoria seguiram a mesma linha de pensamento de João Ferreira e recusaram-se a arbitrar o jogo entre Beira-Mar e Sporting, tendo que ser um árbitro da 2ª categoria (Idalécio Martins) a apitar este jogo. Na minha opinião, esta situação foi lamentável e um dos momentos negativos mais marcantes do campeonato, no sentido em que dirigentes e funcionários do Benfica criticaram fortemente a arbitragem portuguesa durante o campeonato e os árbitros não tomaram a mesma posição que tiveram relativamente ao Sporting, isto é, não fizeram boicote aos jogos do Benfica. Parece-me que aqui houve claramente uma diferença de tratamento, que não se compreende.

 

2 – A teimosia em querer alargar o campeonato de 16 para 18 clubes: Esta foi uma questão a que dediquei especial atenção num dos artigos da minha crónica, para dizer que o possível alargamento dos campeonatos profissionais de futebol ensombrou a verdade desportiva deste campeonato, na medida em que a certa altura da prova alguns clubes possivelmente pensaram que não teriam de fazer muito para ganharem os seus jogos, uma vez que em princípio ninguém desceria de divisão. Quem pensou isso enganou-se, pois a Federação Portuguesa de Futebol chumbou e bem o alargamento da I Liga. Se os clubes não têm dinheiro para pagar as suas obrigações salariais nem sequer para se pré-inscreverem nas competições europeias, como é que iam ter dinheiro para pagar mais duas deslocações, com o acréscimo de mais duas equipas ao campeonato português?

 

3 – A não divulgação dos árbitros nas últimas jornadas do campeonato: Este foi mais um fenómeno que abalou o decorrer normal do campeonato português. Nas épocas anteriores, sempre se soube com cerca de três dias de antecedência quem eram os árbitros que iam apitar os jogos de cada equipa. Porque é que na reta final do campeonato se decide “alterar as regras do jogo” e não divulgar o nome dos juízes para cada partida? Eu sei que houve pressões, nomeadamente de ordem pessoal, para com os árbitros. E nas épocas anteriores, não houve pressões? 

 

4 – 8 contra 11: No meu ponto de vista, a situação do União de Leiria foi o momento mais negativo deste campeonato. Afinal, o futebol já não precisa de ser 11 para cada lado, como estamos habituados a ver. Uma equipa já pode começar o jogo com menos jogadores do que o seu adversário.

 

5 – 10 contra 11: Como se já não bastasse o União de Leiria ter iniciado o jogo frente ao Feirense com 8 jogadores, agora foi a vez do Sporting Clube de Portugal iniciar a sua partida frente ao Braga com 10 jogadores. Como é que é possível um clube com a grandeza do Sporting começar uma partida de futebol sem os seus 11 jogadores titulares? Neste caso, era a tala que João Pereira tinha no braço que não estava de acordo com os regulamentos, mas esta era uma situação que devia ter sido vista antes do jogo começar.

 

Concluindo e por todas estas razões, esta I Liga Portuguesa de futebol que agora terminou é um campeonato para esquecer… ou para recordar, para que não se voltem a repetir tantos casos negativos no decorrer das próximas épocas.     

 



publicado por Bruno Carvalho às 17:35
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

                                 

Cristiano Ronaldo- Uma máquina solucionadora de Problemas

            

 

                     O  Real Madrid venceu o Atlético de Madrid por 4-1 e deu um passo de gigante rumo à recuperação do ceptro espanhol que lhe tem fugido nas pretéritas 3 temporadas.

               Apesar do avolumar do resultado, a diferença entre as duas equipas no jogo de hoje não coincide com o placar final.

               O Atlético de Madrid demonstrou ser uma equipa pressionante e com boa qualidade ofensiva. Já o Real Madrid, sem brilhar, voltou a demonstrar um naipe de jogadas e movimentações colectivas interessantes, mas com pouca incisão finalizadora.

Sendo forte no processo a equipa foi fraca na finalização do mesmo. Com toda a pressão que estava sujeito face aos escassos 4 pontos de vantagem sobre o seu eterno rival, o Real Madrid parecia que ia deixar fugir mais 2 pontos e acender a luta pelo título, a um patamar que muitos já consideravam impossível.

                Mais uma vez o Real Madrid ofuscou as suas debilidades colectivas pela individualidade do futuro melhor jogador da História do futebol (quiçá dos desportos colectivos).

               O Real Madrid voltou a ser Real Ronaldo, com mais 3 golos do internacional português. Os dois primeiros com execuções perfeitas e um efeito histórico que deve ser atualizado nos futuros manuais de futebol.

               Sem precisar de grandes rasgos individuais nem colectivos, Ronaldo desferiu 3 pontapés fulminantes sem hipótese de defesa deixando o prodígio Curtuouis numa posição injustamente ingrata.

               Se toda a individualidade de Messi nasce numa tabela ou numa correria onde apanha a bola já em velocidade, Ronaldo depende 0 da organização colectiva. Recebe a bola, para, corre e golo… Tão simples que até parece fácil.

               Dum lado a genialidade pura do futebol no seu estado de maior transcendência do outro lado um ser humano capaz de solucionar todas as adversidades que lhe colocam pela frente.

                Dum lado um artista e toda a falta de completude que o nutre, do outro lado um ser humano normal que completa todos os parâmetros de jogo…

                  Podemos fugir, mas não podemos ignorar a realidade. Sendo um futebol um jogo, que na sua concepção epistemológica envolve uma luta por uma vitória que se traduz em golos a eficácia é o grande pêndulo criterioso da nossa escolha.

Messi diverte-nos e rualiza o futebol ao patamar mais bonito da história da Humanidade, Ronaldo dá-nos a eficácia no cume da montanha das possibilidades…

                Por isso a rivalidade é a dois mas o destino é só um: Ronaldo melhor jogador da História do futebol Mundial…

 



publicado por João Perfeito às 23:57
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Segunda-feira, 9 de Abril de 2012
Livre Direto

Fim-de-semana de futebol jovem no Torneio Internacional da Pontinha

 


 

Realizou-se neste fim-de-semana de Páscoa o 31º Torneio Internacional de Futebol Infantil da Pontinha que contou com a presença de 8 equipas do escalão de Infantis e que teve Paulo Bento, selecionador nacional, como patrono. A nível nacional, contou-se com a presença do clube da casa, o Clube Atlético e Cultural, e dos chamados “3 grandes”: Benfica, FC Porto e Sporting. De fora de Portugal vieram o Barcelona, de Espanha, o Lyon, de França, o Shandong L.T., da China, e o PFC Academy, dos Estados Unidos.

 

Este torneio que consagrou o Benfica como campeão, numa final em que venceu o Sporting por 1-0, destaca-se por dar a conhecer aqueles que podem vir a ser os jogadores do futuro, não só das equipas nacionais, assim como das estrangeiras.

 

Num escalão em que a principal função é formar jogadores, já dá para ver que estão ali talentos que bem polidos conseguirão tornar-se jogadores de qualidade. Para além disso, este torneio deu para perceber que mesmo nas equipas mais jovens são incrementadas características de jogo específicas do próprio país ou do clube. É o caso do Barcelona que procura já fomentar nos seus jovens jogadores uma preocupação em ter uma grande posse de bola. Foi muito usual ver esta jovem equipa do Barcelona construir os ataques a partir de trás, ou seja, sem o típico pontapé para a frente do guarda-redes. Para além disso, apresentou também um meio campo com boa troca de bola. Nas equipas portuguesas há a destacar, não só a qualidade do meio campo, assim como a presença de guarda-redes bastante seguros.

 

Provavelmente, muitos dos jovens jogadores presentes nos clubes nacionais não chegarão a competir nos mesmos enquanto seniores, como vem sendo habitual nos últimos anos em Portugal. Numa altura em que se avizinham cortes nos orçamentos dos clubes devia-se perceber que é possível contornar a crise com a “prata da casa”. 



publicado por Cláudio Guerreiro às 00:46
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Quinta-feira, 5 de Abril de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

       

A ditadura do poder dominante na suposta era da democratização comunicacional

 

 

 

           O Benfica foi ontem eliminado nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, perdendo 2-1 frente ao Chelsea.

         Depois da derrota na primeira mão as águias necessitavam duma exibição apoteótica para poder acalentar o sonho da reviravolta em Stanford Bridge.

         Perante uma das equipas mais regulares da Champions da pretérita década à partida, jogando em terreno alheio a tarefa seria árdua para os comandados de Jorge Jesus.

         Não virando a cara à luta, jogando um futebol rápido, prático e circular o Benfica conseguiu juntar à habitual vertigem da velocidade uma organização deveras melhorada.

Ao longo do jogo o Clube da Luz dispôs de diversas oportunidades de golo, dominou o jogo, não deixando o Chelsea ter a bola que pretendia e espelhou em toda a Europa toda a sua qualidade e dignificou o nome histórico que construiu nas últimas 5 décadas.

Tudo fizeram os encarnados para poder sonhar com uma reviravolta histórica em solo britânico, mas mais uma vez prevaleceu a lei do mais forte. Mais uma vez não houve critérios iguais e sempre que o Chelsea se sentia apertado a exibição habilidosa da equipa de arbitragem fazia favor de acalmar as hostes londrinas. Foi assim na grande penalidade cometida sobre Cole, foi assim na dualidade de critérios disciplinares ao longo do encontro e da expulsão da Maxi Pereira.

         Mesmo jogando em inferioridade numérica em mais de metade do jogo, sem os 4 centrais de raíz, tendo que recuperar 2 golos o Benfica construí mais uma noite europeia fantástica, tão similar com tantas outras na história do futebol europeu. Empatou o jogo e teve oportunidades para passar para a frente da eliminatória, no último suspiro Meireles pintou a eliminatória com a injustiça total…

         Com todas as condicionantes o Benfica deixou perante todo o universo futebolístico europeu a qualidade do futebol português. Factores externos impediram o Benfica de figurar entre os 4 melhores do futebol Mundial e de ombrear taco-a-taco com o Barcelona um lugar na mágica final de Munique.

         O capitalismo do futebol actual e os interesses dos grandes europeus não ficaram apenas em Stanford Bridge. Na Catalunha, mais uma vez a vergonha continuou a patentear o reinado de Pep Guardiola à frente da equipa blaugrana, num protecionismo onde já não existem mais palavras que o consigam patentear.

         Depois dos 5 penaltys de Ovrebo, depois da expulsão de Thiago Motta, depois da expulsão de Van Persie e do penalty sobre Messi frente ao Arsenal, depois da expulsão habilidosa de Pepe, depois da simulação da década de Mascherano ainda houve tempo para mais um actuação teatral de Messi, um penalty inventado e um golo limpo ao AC Milan invalidado…

Até quando é que isto vai durar? Até quando a protecção à melhor equipa da história do futebol, para alguns dos desportos colectivos, que precisou destes 13 pormenores para construir o seu legado…

         Fora todos estes casos estranhos sob o comando de Guardiola o Barça eliminou em 2008/2009 o Lyon de França e o Bayer de Munique (que teve um campeonato alemão fraco). Em 2009/2010 eliminou o sexto classificado do campeonato alemão Estugarda e o terceiro classificado do campeonato inglês, desde cedo arredado do título- Arsenal. Em 2010/2011 eliminou o campeão da Ucrânia e em 2011/2012 eliminou o 7º classificado germânico Bayer Leverkusen.

         Um legado construído e difundido em mentiras, calúnias, favores e uma ignorância estatística absolutamente assombrosa.

         Pelo meio duas vitórias merecidíssimas frente ao Manchester United… Se só com o United conseguem ganhar sem polémica, como podem ser a melhor equipa da história?

         Guardiola- 6 confrontos frente a pretendes à Champions, 5 vitórias (3 com a ajuda arbitral) e uma derrota (mesmo com favorecimento).

         Mas precisamos de espectáculo e de ser réplicas e veneramo-nos a este Barcelona, construído, consolidado e difundido numa mentira que só o sistema actual de comunicação social pode propagandear… Nós continuamos activamente passivos a subvertemo-nos à logica do poder dominante… Sem questionar, sem problematizar, na era da democratização comunicacional…

         Até quando?



publicado por João Perfeito às 15:19
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Quarta-feira, 4 de Abril de 2012
Lado B

Balanço da Liga de futebol à 25ª jornada

 

 

Quando faltam apenas 5 jornadas para terminar os campeonatos profissionais de futebol em Portugal, ainda está tudo por decidir. Aliás, este é com certeza o campeonato mais equilibrado e competitivo dos últimos anos.

Esta época, a Liga Zon Sagres já teve sete mudanças na liderança do campeonato e já conheceu quatro líderes diferentes (Vitória de Setúbal, FC Porto, Benfica e Sporting de Braga).

Neste momento, o FC Porto está de novo no topo mas ainda não está nada decidido, na medida em que apenas tem um ponto de avanço sobre o Benfica e dois sobre o Sporting de Braga, sendo que com 15 pontos por disputar até ao fim do campeonato, até o Marítimo e o Sporting ainda podem ser matematicamente campeões, embora todos nós reconheçamos que é praticamente impossível que lá cheguem.

Relativamente ao jogo entre FC Porto e Olhanense, que culminou na vitória dos “dragões” por 2-0, destaco novamente a disponibilidade de Hulk para os duelos individuais com os guarda-redes (já tinha acontecido em Paços de Ferreira com Cássio e aconteceu agora com Fabiano Freitas frente ao Olhanense), não conseguindo marcar nenhum golo.

Quanto ao duelo entre Benfica e Braga, destaco o facto de ambas as equipas terem demonstrado muitas cautelas e alguns temores na primeira parte do jogo, mostrando que ambas têm receio de perder pontos neste momento.

Já o Sporting voltou a mostrar que está melhor com Ricardo Sá Pinto do que estava com Domingos Paciência, quebrando finalmente o jejum de cinco meses sem vencer fora de casa para o campeonato, graças ao excelente momento de forma que atravessa Matías Fernández justificando plenamente a sua alcunha de “Matigol”. Aliás, penso que a melhor decisão de José Eduardo Bettencourt enquanto presidente do Sporting foi ter contratado Matías Fernández ao Villarreal.

Na luta pela manutenção, o meu destaque vai para a fuga do Vitória de Setúbal à despromoção, que com os 27 pontos que já tem amealhados, penso que já praticamente assegurou a permanência na Liga principal de futebol, o que se deve sobretudo ao excelente trabalho que José Mota tem desenvolvido desde que chegou a Setúbal. Também o Beira-Mar deu um passo importante rumo à permanência ao vencer um adversário direto fora de casa, na circunstância o Feirense, ficando com cinco pontos de avanço sobre a primeira equipa abaixo da linha de água (o União de Leiria).

Na minha opinião, União de Leiria e Feirense estão praticamente condenados à descida de divisão dada a distância que já têm para a Académica, a primeira equipa acima da zona de despromoção, de cinco e seis pontos respetivamente.

Por fim, quero também salientar a grande recuperação que o Paços de Ferreira conseguiu fazer desde a chegada de Henrique Calisto, mostrando que de facto o campeonato não é como começa mas como acaba. Aliás, Académica e Paços de Ferreira são o espelho disso mesmo, ou seja, a Académica começou muito bem mas ainda não tem a manutenção garantida, enquanto o Paços de Ferreira começou muito mal e já tem a permanência quase assegurada.

 

Na Liga de Honra, também ainda está tudo por decidir. Estoril, Moreirense e Desportivo das Aves estão numa luta acesa pela subida de divisão, sendo que duas destas equipas vão subir à Liga Zon Sagres e a outra continuará na Liga Orangina na próxima época.

Quanto à descida aos escalões não-profissionais de futebol está tudo em aberto, no sentido em que até o 4º classificado (a Naval) ainda não tem a manutenção matematicamente assegurada.

 



publicado por Bruno Carvalho às 13:03
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Segunda-feira, 5 de Março de 2012
Livre Directo

Benfica: problema central

 

 

 

No último Benfica-FC Porto após a lesão do central benquista Ezequiel Garay, Miguel Vítor entrou para o seu lugar. Já nesta temporada quando algo se passava com Luisão ou Garay que os impedisse de continuar em campo, o jovem central era sempre chamado para os substituir. Apesar da dupla Luisão-Garay ser a que mais vezes joga, Miguel Vitor cumpre o seu serviço quando entra em campo. Não foi pela lesão de Garay e pela entrada de Miguel Vítor em campo que o Benfica perdeu o jogo.

 

Contudo, no jogo seguinte à indisponibilidade de um dos centrais habitualmente titulares quem surge entre os titulares é Jardel e não Miguel Vítor. Não coloco em questão as exibições de Jardel e a qualidade do jogador, que até nem compromete a equipa, mas sim a falta de critério de Jorge Jesus. Seguindo a lógica de muitos treinadores o central que levam para o banco de suplentes seria ele o central que substituiria um companheiro aquando da sua indisponibilidade.

 

Isto só passa a ideia de que Jorge Jesus não tem a confiança necessária para colocar o central português entre os 11 titulares. Caso esta situação continue não me admiraria que Miguel Vítor reivindicasse a saída do clube que o formou. Só a jogar com regularidade é que Miguel Vítor poderá se desenvolver enquanto jogador e aspirar a chegar à Seleção Nacional



publicado por Cláudio Guerreiro às 22:03
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Sábado, 3 de Março de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

A lógica Invertida

 

 

O Futebol Clube do Porto venceu o Sport Lisboa e Benfica por 3-2 e ascendeu ao topo da Liga Portuguesa de Futebol. Três jornadas depois as águias perderam oito pontos e permitiram ao seu grande rival FC Porto uma recuperação que muitos julgam impossível em tão pouco espaço de tempo. Foi pois, um clássico de lógica invertida.

Um bom espectáculo de futebol com duas equipas táctica e sobretudo tecnicamente evoluídas a demonstrarem que o futebol português está vivo e recomenda-se… Os jogos fechados, os clássicos com poucos golos ficaram arquivados nos registos históricos, o presente trouxe-nos um jogo fluído, bem jogado, bem disputado e com duas das equipas que melhor trocam a bola no futebol europeu. Foi por isso um jogo emocionante, um jogo incrível! Que começou a construir a sua beleza com o talento de Hulk. O mago azul e branco voltou a ser incrível e com uma bomba de pé esquerdo colocou a bola no fundo da baliza de Artur.

Óscar “Tacuara” Cardozo não quis ficar atrás e voltou a molhar a sopa frente aos azuis brancos através dum potente remate de pé esquerdo sem hipóteses para o desamparado Hélton.

No início da segunda parte Cardozo bisou e provocou a cambalhota no marcador. Jogo aberto, 2 golos de pé esquerdo, uma reviravolta, este era o jogo da supremacia da inversão da lógica. Um jogo onde os heróis se inverteram, as surpresas incendiaram o clássico a cada instante e os mal-amados fizeram a festa.

Vítor Pereira tão injustamente criticado pela comunicação social e pelo exigente tribunal das Antas foi o grande vencedor da noite, ao mudar o jogo com a mestria que muitos julgavam ser submersa. Tirando um Rolando, claramente fora de forma, dando a Maicón o seu habitat natural e puxando Djalma para o lado direito da defesa, permitiu uma maior consistência defensiva e uma maior saída para o ataque. O endiabrado James voltou a provar ser uma das maiores promessas do futebol Mundial e através da sua magia pintou o resultado de azul e branco quando o quadrado parecia encharcado de vermelho. Mais uma vez a surpresa, o novo figurino de Vitór Pereira deu uma lógica à vitória Portista, mesmo que duma forma pouco esperada.

Aclamado por milhões de Benfiquistas, protegido como poucos pela comunicação social e com o seu passe claramente inflacionado Artur voltou a demonstrar que está longe de ser um guarda-redes de top Mundial.

Com 3 golos encaixados, tendo no 1º e sobretudo no terceiro amplas responsabilidades o antigo guarda-redes bracarense voltou a aproximar a sua média de golos sofridos para perto de um por jogo. Sofrendo 19 tentos em 21 jogos. Por tanto findas as primeiras 21 jornadas do presente campeonato Artur soma mais 2 golos sofridos que o odiado e repudiado Roberto Gimenéz.

Com uma das melhores duplas do futebol Mundial da actualidade, com um dos melhores 5 laterais direitos do Mundo do pretérito ano e com um dos médios que melhorar completam a sua qualidade ofensiva/defensiva do futebol Mundial o endeusado guarda-redes brasileiro consegue contra todas as expectativas ter a sua folha mais pesada que o seu tão criticado antecessor.

Perante uma equipa que tem mais posse de bola que a pretérita época e permite menos contra-ataques aos adversários e oportunidades é ilógico que o conjunto encarnado sofra mais golos relativamente à pretérita época.

Por seu turno, Roberto Gimenéz continua a espalhar na mais valorizada Liga do Mundo toda a sua qualidade, lutando praticamente só para que o Saragoça ainda alente a esperança de figurar na próxima época no mágico grupo das 20 melhores equipas espanholas.

Mas o futebol é feito de feelings, de opiniões formatadas e de interesses com um rigor muito pouco plausível.

Maicón, um dos melhores centrais do Mundo no jogo aéreo fez o último tento da noite, em fora-de-jogo, num lance de bola parada.

Um golo que deu lógica ao resultado face à expulsão invulgar de Emérson.

Escreveu-se direito por linhas tortas, construi-se um dos mais belos espectáculos do futebol europeu com o perfume de toda a imprevisibilidade que nutre o desporto rei, dando a lógica (Porto dominante) de forma invertida (heróis trocados, golos estranhos e cambalhotas no marcador).

Se só assim o futebol português pode ser belo então que se inverta a lógica, porque jogos como este com ou sem sentido queremos invariavelmente que se repitam…



publicado por João Perfeito às 00:49
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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
Livre Directo

Sporting muda de treinador

 

 

 

Nove meses passados e Domingos Paciência já não é treinador do Sporting. Foi hoje anunciada a sua demissão, tendo sido logo anunciado o treinador substituto: Sá Pinto. O novo treinador assinou contrato até ao final da próxima época. As razões para a substituição do treinador, segundo o Sporting, prendem-se com o facto de Paciência não ter atingido os objectivos da época.

 

Apesar do Sporting estar em 5º lugar, o despedimento de Domingos parece-me um pouco precipitado. No inicio da época, lembro-me que Domingos não prometeu conquistar troféus e, no meu ponto de pista, fez muito bem em não o fazer.

 

Apesar de grandes sequências de maus resultados, parece-me que era preciso dar mais tempo a Domingos Paciência para conseguir dar bons resultados ao clube, num futuro próximo. A verdade é que em Portugal a tradição nestes casos é sempre a mesma: quando os resultados não aparecem no imediato a opção é despedir o treinador.

 

Quanto ao Domingos Paciência tenho a certeza que continuará a sua carreira com sucesso num outro clube, quanto ao Sporting parece-me que num futuro tão próximo não conseguirá os resultados desejados. Domingos seria um bom treinador para dar um novo rumo, mas com decisões assim será um pouco difícil. Sá Pinto até pode demonstrar qualidade enquanto treinador, mas o que está aqui em questão é destruir um projecto que, mais tarde ou mais cedo, daria resultados.

 

Cabe agora a Sá Pinto tentar melhorar a classificação do campeonato, levar a equipa o mais longe possível na Liga Europa e ganhar a Taça de Portugal.

 

Por Cláudio Guerreiro



publicado por Cláudio Guerreiro às 20:15
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