Quarta-feira, 7 de Março de 2012
Lado B

A primeira derrota de Sá Pinto

 

 

Sá Pinto sofreu a primeira derrota enquanto treinador principal do Sporting, frente ao Vitória de Setúbal, por 1-0. É de sublinhar este resultado (1-0), que parece ser a imagem de marca do novo treinador do Sporting. As três vitórias deste “novo Sporting” foram todas elas por 1-0 frente ao Paços de Ferreira, Rio Ave e Légia de Varsóvia e a única derrota também foi pelo mesmo resultado. Apenas o empate a duas bolas, na Polónia, com o Légia foge a esta regra.

É ainda curioso o facto de todos estes golos terem sido peculiares. Senão vejamos: um autogolo frente ao Paços de Ferreira, um golão frente ao Rio Ave e um cruzamento-remate frente ao Légia. Já o golo sofrido contra o Vitória de Setúbal também foi peculiar, no sentido em que a bola transpôs por muito pouco a linha de golo.

Para além de todas estas curiosidades, apraz-me registar o fraco futebol que a equipa de Sá Pinto mostra. São escassos os remates à baliza e o futebol ofensivo praticado pela equipa de Alvalade é muito pouco atraente, mostrando apenas como fator positivo uma aparente maior coesão defensiva (com Sá Pinto ao leme, em 5 jogos, o Sporting sofreu apenas 3 golos). Em suma, o Sporting tem feito más exibições, excetuando um pouco o jogo contra o Rio Ave onde o Sporting teve uma exibição melhor.

Em termos individuais, Anderson Polga tem mostrado aqui e ali alguma intranquilidade, o que é de estranhar para um jogador já com alguma experiência e que foi campeão do Mundo em 2002, pelo Brasil.

Não entendo como é que Daniel Carriço continua a ser utilizado como trinco, quando todos nós sabemos que Carriço é um defesa-central de raiz, e ainda para mais tendo André Santos disponível. André Santos, sim, já demonstrou ter qualidade suficiente para desempenhar o papel de trinco com qualidade.

Também é de notar a má forma de Elias, um jogador que já mostrou no início da época que pode fazer mais e melhor.

A ausência de Matías Fernández na equipa titular do Sporting, em jogos internos, é uma situação que não compreendo, pois Matías parece estar num momento de forma superior ao de Elias.

A seca de golos de Ricky van Wolfswinkel é algo que não deve ser esquecido e que deve preocupar os adeptos e o técnico do Sporting.

Seba Ribas tem-se revelado até aqui como o maior flop da época do Sporting, na medida em que passa sempre ao lado do jogo. Agora percebo porque é que este jogador nunca jogou no Génova.

E por fim, as lesões que têm assolado o plantel sportinguista são algo que têm contribuído e muito para os maus resultados desportivos desta temporada. Principalmente a ausência de Rinaudo é a que mais se faz notar, visto que o jogador argentino é um elemento fundamental para as transições da equipa. Mas também, Alberto Rodríguez e Jeffrén, que estiveram a maior parte da época parados.

Concluindo e com o campeonato praticamente perdido, o Sporting está a 14 pontos do líder FC Porto (com 27 em disputa) e já foi eliminado da Taça da Liga, restando a final da Taça de Portugal (com a Académica) e uma Liga Europa em que é claramente “outsider”.

 



publicado por Bruno Carvalho às 10:55
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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012
Steve Field

 Sporting, a lacuna intermédia

Com o maior investimento dos últimos anos, a equipa de Alvalade encontra-se, no final da primeira volta, praticamente arredada da luta pelo título. Aconteça o que acontecer nas taças, só a Liga Europa poderá salvar a época. Com um dos melhores treinadores portugueses e um bom plantel, um dos principais problemas da equipa prende-se com a zona de construção.

O Sporting quando inicia o seu jogo a partir da linha defensiva usa, preferencialmente, o passe longo, quando não consegue sair pelas laterais. Assim, construção do jogo do Sporting fica previsível, pois os adversários sabem que a bola quando está nos centrais vai procurar, na maioria das vezes, Wolfswinkel. Ou seja, o Sporting abdica de um dos sectores na sua fase de construção, o meio campo, o cérebro de qualquer equipa. Isto ocorre muito por culpa dos médios da equipa que, embora grandes jogadores, não tem características para o que o Sporting precisa: o Sporting precisa de pelo menos um jogador que recue e pense o jogo. Comparando com os seus rivais, observamos que o Benfica tem em Witsel e, sobretudo, Aimar essa tarefa (o argentino, apesar de ser o médio mais avançado recua muitas vezes para a zona dos centrais e de Javi) e observamos Moutinho ou Defour no Porto a pegar no jogo da equipa.

Deste modo, julgo que a derrota em Braga não se deve só a um meio campo destemido, com Schaars, Elias e Matias, mas também a esta lacuna na equipa. Com uma profundidade nas alas acima da média, o Sporting crescerá quando alguém recuar e organizar o jogo, ao invés de abusar do passe longo.



publicado por Steve Grácio às 21:27
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