Terça-feira, 19 de Abril de 2011
Em Frente

  Silly-Season     

        

                Um adepto desmotivado, uma equipa demolida, uma história já contada. Pensa lá jornalista, como raio vais dar a volta a este problema, vender o jornal, colocar o dinheiro no bolso e fazer sonhar alguém. Pensa, pensa… Não sabe como? Então toca a pegar na velha fórmula mágica da Silly-Season onde todos são grandes, todos são campeões, nada se perde, tudo se ganha e “agora é que é”.

                Sabem do que falo? É Robinho, meus amigos! É Tomasson que chega hoje, é Buffon a interessar a alguns. É o Taiwo no Benfica, é o Pavlyuchenko no Sporting. Enfim, é o momento em que o jornalista, como eu em casa, entra na base de dados do Elifoot, do CM, do FM e, toca a fazer as suas equipas de sonho. Ver quem ficava bem aqui, ali, toquezinho aqui, paus mágicos ali e, pronto, eis que se alcança o novo campeão nacional. O adepto come, o jornal também e na pior das hipóteses (pior, mas igualmente mais recorrente) um simples suspiro pelo jogador que estava certo e que fugiu-nos entre a ponta dos dedos.

                A mim sempre me soube bem ler estas notícias em casa, ainda para mais nas distantes épocas do início do novo século, onde do meu clube se ouvia falar de dois ou três destes quase-quase-nossos-jogadores durante toda a pré-época e do rival da segunda circular uns quantos todas as semanas. E que bem que sabia ler sobre o jogador da gigante Lázio que vinha, para depois vir o Pesaresi, ou do roubo do milénio aos rivais para no final aparecerem o reformado Drulovic e o Quim Berto.

 

               

                Pois, o pior é que o feitiço aos poucos vai mudando de dono. Se para vender aos adeptos do Benfica nessa altura era preciso motivá-los com supostas estrelas vindas de galáxias distantes, o mesmo parece agora suceder-se no Sporting. A Silly-Season, bela e sonhadora, que tinha início lá para os finais de Maio, este ano ainda não parou.

                Não têm notado? A equipa do Sporting já saiu praticamente toda e já foi substituída por meio mundo novo. Artur, Wendt, Rodriguez, Garay, Alex Silva, Zahavi, Jô, Bobô, são já os primeiros que entre confirmações, desmentidos e, mesmo quase a assinar, sempre segundo “fonte segura”, entraram na roda-viva que será este Verão quente em Alvalade. E, atenção, que até ao nível do treinador, a história não terá fim tão próximo quanto isso, que isto de ter Paciência não deve ser assim um dado tão certo. E graças a deus que já lá vai as eleições, ou então entre treinadores, jogadores e olheiros, o Sporting arriscava-se a ter para o ano um departamento capaz de alinhar numa partida de Futebol Americano, com uma equipa ofensiva, outra defensiva e ainda uma especial.

                Suspira Sportinguista que bem precisas, pois isto apesar de não alcançar níveis de outrora em Portugal, leva ao riso natural de quem acompanha esta Silly-Season, que ainda nem a Maio chegou. Nunca mais chega o início da próxima época…

 

Saudações Leoninas,

by Jorge Sousa



publicado por Jorge Sousa às 05:03
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Quarta-feira, 6 de Abril de 2011
Buzzer - Beater

Era uma vez um MVP

 

         Tudo começou num Outubro cheio de esperanças. Os Lakers tinham ganho o segundo título consecutivo, Kevin Durant era a grande sensação para 2010-2011 e Lebron James mudou-se para o pé da praia.

         Tudo foi andando devagarinho, mas algo a adivinhar o final: 5 estrelas destacavam-se do conjunto. Durant confirmava expectativas, James mostrava-se o mau da fita, Bryant afirmava-se como o melhor, Howard dava umas achegas e Nowitzki ia puxando o resto da equipa para o seu nível.

         Mas eis que as coisas mudavam um pouco! New Orleans ganhara 10 seguidos e o pequeno Chris Paul saltava para o meio dos grandes; Monta Ellis fazia múltiplos jogos de 40 pontos; Rondo oferecia cestos aos colegas muito antes do Natal.

         A corrida estava, então, muito pouco usual. Deron Williams levantava a voz e Pau Gasol fazia as médias da sua vida. Os analistas davam em malucos, já não sabiam o que pensar: seria este o ano em que toda a gente se punha a jogar bem?

 


 

 

         E é então que chega alguém para salvar a questão. Ou, melhor dizendo, complicá-la, pelo menos de início. Mas já lá iremos.

         Um felizardo Amare Stoudemire em Nova Iorque fazia furor, empurrando Monta Ellis, cuja equipa deixara de jogar à defesa, lá para baixo. Os Lakers andavam às turras e os Spurs brincavam com o resto (e gozando com esta novela pois não tinham MVP). E no meio disto, Dwight Howard e Kobe Bryant voltavam para fazer as delícias dos analistas.

         Pois bem, continuava difuso, mas a posição quatro reinava no topo: ora Nowitzki (que entretanto perdera Caron Butler e sentia-se sozinho no mundo), ora Stoudemire (que fazia ‘n’ jogos de 30 pontos e descobrira que o seu staff tinha arranjado um base e um base-extremo para ajudar: Felton e Fields).

         Nesta altura, já o alguém de há pouco ia capturando o lugar cimeiro. Mas tinha de se haver com Lebron James que já tinha levantado os Miami Heat, seguido do Dwayne Wade. “Que chatice!”, pensavam os analistas. Como se tal não bastasse, Kobe Bryant voltava a fazer lembrar os tempos em que apenas ele jogava em Los Angeles, excepção feita à sensação dos afundanços Blake Griffin, que na outra equipa mal vista de Los Angeles também ia jogando no seu “top”.

         Joga-se o All Star para acalmar os ânimos, e parece que a poeira assentara. As 5 estrelas de Outubro tinham-se tornado 6, mas eram basicamente as mesmas: Lebron James, Dwight Howard, Kobe Bryant, Dirk Nowitzki, Kevin Durant, e, claro, o alguém de há pouco que a meio da época mal saiu da “pole-position” da corrida: Derrick Rose.

         Sim, o rapaz que ia no terceiro ano como atleta profissional conseguira elevar Chicago ao primeiro lugar da sua conferência, fazendo lembrar aos adeptos os tempos em que basquetebol e Michael Jordan pareciam escrever-se com as mesmas letras.

         No entanto, os analistas pareciam não se decidir. Seria pelos números que se chegaria ao vencedor? Lebron James era o melhor, mas Dwayne Wade estava perto e então não lhe ligavam muito. Mas então seria Dwight Howard, esse sim, sozinho em Orlando? Não conseguiam dizer. E porque seria que Kobe Bryant, discutivelmente um dos 10 melhores de sempre, não parecia ir ganhar mais que um MVP na sua vida? Também não chegavam lá.

         No entanto surgia outro critério, aparentemente mais completo. Derrick Rose tinha um pouco menos de números que os restantes concorrentes, mas os seus amigos tinham-se lesionado numa ou noutra altura e ele tinha prevalecido com a sua equipa. E davam muito valor a isso, especialmente por essa equipa estar acima das outras…

         Mas afinal, quem iria ganhar? Eram os media que decidiam, e parecia que ninguém se ia entender…

           

         E por isso, não percam o próximo episódio, porque nós, também não!

 

by Óscar Morgado



publicado por Minuto Zero às 18:02
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