Terça-feira, 24 de Abril de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

O triunfo da previsibilidade relativa do futebol- Um destroçado Chelsea melhor que o divino Barça

 

             Aquilo que distingue a competitividade do futebol relativamente com outros desportos (individuais ou colectivos) reside na sua ampla relatividade.

               O futebol não pode ser encarado como um fenómeno absoluto, como um ranking quantitativo que ordena a qualidade das equipas. A equipa A é melhor que a equipa B. A equipa B é melhor que a equipa C, mas isso não significa necessariamente que a equipa A é melhor que a C. É necessário perceber que a cada equipa, mais que um estilo de jogo, existe uma identidade própria que é moldada de maneiras diferentes na intersecção com a qualidade do adversário. De forma mais simples “Uma equipa joga aquilo que a outra deixa jogar”.

             Portanto, parece previsível esta eliminação do Barcelona. O tiki-taka blaugrana - órfão de passes aéreos, diagonais/longos, finalizações a primeiro toque não consegue encontrar maneira para desfeitear a baliza blue. O Barça tem no seu estilo de jogo, uma identidade demasiadamente rígida, pouco adaptável a certas vicissitudes do futebol moderno. Não se trata de defender o futebol praticado pelos londrinos. No futebol actual, qualquer equipa tem que ter mecanismos diferentes que resolvam os diferentes contextos inerentes ao jogo.

              Hoje, viu-se um Barça que não soube inovar o seu jogo e morreu com a sua previsibilidade outrora fantástica, hoje sintomaticamente quebrada.

               Do lado do Chelsea um posicionamento excelente, apenas sofre os golos em transições rápidas do Barça (paradoxo). O Barça não soube perceber que a melhor maneira de encontrar espaço seria deixar o Chelsea subir e por isso viu-se impossibilitado de marcar golos perante o avião blue.

             O Chelsea nos 27% de posse de bola, conseguiu ter uma enorme verticalidade no espaço vazio, um Drogba que jogou sozinho contra o Mundo e um Ramires tacticamente perfeito. Por isso apesar de todo o apetrechamento excessivamente defensivo, o golo de Ramires patenteia a qualidade ofensiva dos blues- antagónica dos blaugranas (incisão- passe espaço vazio- finalização primeiro toque).

              Num contexto actual de pressão sobre o portador da bola é preciso executar rápido e não apenas pensá-lo.

            Nota para mais uma péssima exibição de Lionel Messi. A exibição de Messi é mais uma réplica da ideia de relatividade do futebol Moderno.

Messi é um génio e hoje morreu com todas as adversidades patentes dum ser especial.

            A genialidade é limitativa. As suas finalizações, movimentos, remates, passes em certos contextos são belos, únicos, artísticos. Mas noutros, Messi vê-se impossibilitado de conseguir deixar a sua arte. E Messi sem Arte é reduzido a um jogador banal.

Messi será eternamente um jogador que consegue redescobrir a sua arte em 95% dos jogos, mas não consegue adaptar-se aos 5% em que ela é ofuscada na casa táctica do adversário.

           Mais que razões meramente futebolísticas, razões humanas. Messi- a cara dum ser humano completamente desfeito sem capacidade para remar contra a maré, sem capacidade de solucionar problemas em situações extremamente adversas, sem capacidade para pegar no jogo da equipa e impulsioná-la para a vitória.

           Arrostou-se em campo, desistiu do jogo e atirou a eternidade desta equipa para os livros de História.

           Um génio incapaz de acender a lâmpada da vitória com uma magia pessoal. Sem a luz de Xavi e Iniesta a lâmpada de Messi ficará eternamente às escuras.

             Barça- um estilo de jogo, uma identidade, uma atitude, uma filosofia. O futebol construiu-se, moldou-se e melhorou com a marca desta equipa…

             O caminho está no fim e o testemunho está lançado.

            Quem será a próxima equipa a apanhá-lo e a reescrever a História?

              Aceitam-se apostas…



publicado por João Perfeito às 22:50
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2012
Lado B

FC Porto embala para o título


 

A 26ª jornada da Liga Portuguesa de futebol foi claramente a jornada do título e o FC Porto foi o grande vencedor. A vitória do FC Porto aliada às derrotas de Benfica e Sp. Braga permitiu aos “dragões” ganharem uma embalagem de 4 pontos de avanço sobre o segundo classificado (o Benfica).

Após esta jornada, o FC Porto necessita de conquistar oito dos doze pontos que faltam disputar nesta liga portuguesa para poder conquistar o campeonato de futebol e passa a ser a única equipa que depende apenas de si própria para conseguir esse objetivo.

No jogo entre o Braga e o FC Porto, destaco a exibição de Hulk que provou mais uma vez o porquê de, no meu ponto de vista, ser o melhor jogador do campeonato português. Quanto ao Braga, ficou provado que ainda não tem pedalada para se impor e para vencer os desafios contra o FC Porto e contra o Benfica. Na minha opinião, resta agora ao Braga lutar pelo segundo lugar.

Há algumas semanas atrás era impensável para muitas pessoas que o FC Porto conseguisse conquistar o título de campeão nacional dada a desvantagem de cinco pontos que chegou a ter para o Benfica, mas o facto de a equipa das “águias” ter desperdiçado 13 pontos nos últimos oito jogos (3 derrotas, 2 empates e 3 vitórias) fez com que a situação se invertesse e agora é o FC Porto que tem tudo para ser campeão, no momento em que era necessário isso acontecer.

Ao contrário do Benfica, que falhou nos jogos decisivos frente ao FC Porto e ao Sporting, o FC Porto não falhou nos jogos decisivos e ganhou ao Benfica e ao Braga. É este o facto que, na minha opinião, pode ser determinante para a atribuição do título.

Mesmo não reunindo a simpatia dos adeptos portistas, a verdade é que Vítor Pereira consegue colocar a equipa do FC Porto no topo do campeonato, com algum conforto, no momento em que tudo se decide.

Já Jorge Jesus parece estar a mostrar que o seu ciclo no Benfica está a chegar ao fim, depois de em três temporadas tudo indicar que apenas conquistou um campeonato nacional de futebol, isto partindo do pressuposto de que o FC Porto será campeão. Aliás, o fraco futebol que a equipa do Benfica demonstrou nos jogos frente ao Olhanense e ao Sporting deixam evidente que a equipa do Benfica já não galvaniza os seus adeptos como galvanizava antes, quando conseguia grandes goleadas. Também me parece que fica mal a Jorge Jesus encontrar nos erros de arbitragem a boia de salvação para justificar as suas derrotas, no sentido em que os erros de arbitragem não justificam tudo e o treinador do Benfica deveria assumir os seus próprios erros.

Como já aqui referi, todas as equipas do nosso campeonato já foram beneficiadas e prejudicadas pela arbitragem e os árbitros não erram intencionalmente. Sobre este tema estou perfeitamente de acordo com Leonardo Jardim, treinador do Sp. Braga, que prefere não se pronunciar sobre arbitragem e não ser hipócrita como outros, que se queixam quando perdem e se calam quando ganham.

Também quero deixar aqui uma palavra de apreço a Ricardo Sá Pinto, treinador do Sporting, que consegue pôr a jogar uma equipa de futebol com a garra e a atitude leonina que faltou no tempo em que Domingos Paciência era o treinador, conseguindo resultados positivos.

Concluindo, penso que o FC Porto deverá ser novamente o campeão nacional de futebol, apesar de ainda haver tempo para que tudo se altere. Até porque no futebol já vi de tudo. Veja-se o caso do Real Madrid que tinha dez pontos de vantagem sobre o Barcelona e agora já só tem quatro, ou o caso do Benfica que desperdiçou 13 pontos em oito jornadas.    

 



publicado por Bruno Carvalho às 10:52
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Quinta-feira, 5 de Abril de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

       

A ditadura do poder dominante na suposta era da democratização comunicacional

 

 

 

           O Benfica foi ontem eliminado nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, perdendo 2-1 frente ao Chelsea.

         Depois da derrota na primeira mão as águias necessitavam duma exibição apoteótica para poder acalentar o sonho da reviravolta em Stanford Bridge.

         Perante uma das equipas mais regulares da Champions da pretérita década à partida, jogando em terreno alheio a tarefa seria árdua para os comandados de Jorge Jesus.

         Não virando a cara à luta, jogando um futebol rápido, prático e circular o Benfica conseguiu juntar à habitual vertigem da velocidade uma organização deveras melhorada.

Ao longo do jogo o Clube da Luz dispôs de diversas oportunidades de golo, dominou o jogo, não deixando o Chelsea ter a bola que pretendia e espelhou em toda a Europa toda a sua qualidade e dignificou o nome histórico que construiu nas últimas 5 décadas.

Tudo fizeram os encarnados para poder sonhar com uma reviravolta histórica em solo britânico, mas mais uma vez prevaleceu a lei do mais forte. Mais uma vez não houve critérios iguais e sempre que o Chelsea se sentia apertado a exibição habilidosa da equipa de arbitragem fazia favor de acalmar as hostes londrinas. Foi assim na grande penalidade cometida sobre Cole, foi assim na dualidade de critérios disciplinares ao longo do encontro e da expulsão da Maxi Pereira.

         Mesmo jogando em inferioridade numérica em mais de metade do jogo, sem os 4 centrais de raíz, tendo que recuperar 2 golos o Benfica construí mais uma noite europeia fantástica, tão similar com tantas outras na história do futebol europeu. Empatou o jogo e teve oportunidades para passar para a frente da eliminatória, no último suspiro Meireles pintou a eliminatória com a injustiça total…

         Com todas as condicionantes o Benfica deixou perante todo o universo futebolístico europeu a qualidade do futebol português. Factores externos impediram o Benfica de figurar entre os 4 melhores do futebol Mundial e de ombrear taco-a-taco com o Barcelona um lugar na mágica final de Munique.

         O capitalismo do futebol actual e os interesses dos grandes europeus não ficaram apenas em Stanford Bridge. Na Catalunha, mais uma vez a vergonha continuou a patentear o reinado de Pep Guardiola à frente da equipa blaugrana, num protecionismo onde já não existem mais palavras que o consigam patentear.

         Depois dos 5 penaltys de Ovrebo, depois da expulsão de Thiago Motta, depois da expulsão de Van Persie e do penalty sobre Messi frente ao Arsenal, depois da expulsão habilidosa de Pepe, depois da simulação da década de Mascherano ainda houve tempo para mais um actuação teatral de Messi, um penalty inventado e um golo limpo ao AC Milan invalidado…

Até quando é que isto vai durar? Até quando a protecção à melhor equipa da história do futebol, para alguns dos desportos colectivos, que precisou destes 13 pormenores para construir o seu legado…

         Fora todos estes casos estranhos sob o comando de Guardiola o Barça eliminou em 2008/2009 o Lyon de França e o Bayer de Munique (que teve um campeonato alemão fraco). Em 2009/2010 eliminou o sexto classificado do campeonato alemão Estugarda e o terceiro classificado do campeonato inglês, desde cedo arredado do título- Arsenal. Em 2010/2011 eliminou o campeão da Ucrânia e em 2011/2012 eliminou o 7º classificado germânico Bayer Leverkusen.

         Um legado construído e difundido em mentiras, calúnias, favores e uma ignorância estatística absolutamente assombrosa.

         Pelo meio duas vitórias merecidíssimas frente ao Manchester United… Se só com o United conseguem ganhar sem polémica, como podem ser a melhor equipa da história?

         Guardiola- 6 confrontos frente a pretendes à Champions, 5 vitórias (3 com a ajuda arbitral) e uma derrota (mesmo com favorecimento).

         Mas precisamos de espectáculo e de ser réplicas e veneramo-nos a este Barcelona, construído, consolidado e difundido numa mentira que só o sistema actual de comunicação social pode propagandear… Nós continuamos activamente passivos a subvertemo-nos à logica do poder dominante… Sem questionar, sem problematizar, na era da democratização comunicacional…

         Até quando?



publicado por João Perfeito às 15:19
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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

Futebol Actual- Um espaço sem potências a longo prazo (salvo raras excepções)

 

         A presente primeira mão dos oitavos-de-final da Liga milionária trouxe amplas surpresas ao universo futebolístico do Velho Continente.

         Dos vencedores dos grupos só o todo poderoso Barcelona conseguiu vencer em campo alheio. E das restantes equipas forasteiras, só o Real Madrid conseguiu trazer na bagagem um resultado que lhe permite estar na frente no início da segunda mão.

         Num tempo de crise económica cada vez mais se podia pensar, que face ao abrandamento do investimento as potências podiam alargar mais a superioridade face aos outros, perdendo com isso o futebol a imprevisibilidade, emotividade e competitividade que permite mover paixões pelo Mundo inteiro.

         Contudo, a tendência tem sido claramente contrariada. Surpresa, para aqueles que só vem dinheiro, investimento e sucesso rápidos, os “capitalistas modernos adaptados ao futebol”. Constatação e contentamento para todos aqueles que tentam observar no futebol o retrato humano e a maneira como patenteia que todos podemos ser melhores, bastando ter vontade e competência para tal.

         Mais do que escrever posts sobre Barcelona e Real Madrid, penso que é tempo de falar de outras pérolas que vão perfumando a Europa do futebol. Falo de dois países sem passado no futebol, mas com um presente bem trabalhado. Suiça e Chipre, Basileia e Apoel… Duas equipas extraordinariamente orientadas, disciplinadas tacticamente e com uma finalização fácil. Ambas, mais o Basileia tem sérias hipóteses de fazer História e entrar para o mágico grupo dos 8 finalistas da Liga Milionária.

         Zenit ou Benfica, Marselha, Nápoles em princípio vão passar no exame final e englobar este lote restrito. Se olharmos para estas 6, que serão 5 equipas vemos que nenhuma dela é do Campeonato espanhol, inglês ou alemão. O Nápoles, mesmo sendo Italiano é uma nova vaga do futebol transalpino, não é uma potência como Milan, Inter ou Juventus…

         O futebol mais espectacular do Mundo, o inglês tem tudo para ver a sua prestação na liga milionária reduzida a 0 e no Espanhol apenas sobrevivem os incontornáveis Real e Barça.

         Na Alemanha, o Bayer tem amplas dificuldades no campeonato Nacional e na Champions parece mais longe da corrida.

         Uma problemática interessante, que deve ser debatida no actual contexto futebolístico. Afinal a aceleração que patenteia o sistema de hoje em dia tem tanto de bom, como de curto. Bom de construir potências vindas do nada, mas com a velocidade que aparecem, desaparecem e novas ascensões sobem ao primeiro pelotão europeu sem que nada estivesse preparado para tal.

         Os tempos são de mudança e nada é certo, com velocidade se ganha, com velocidade se perde… Tentemos ficar a meio do caminho e talvez possamos fugir  “ao capitalismo do futebol actual”.



publicado por João Perfeito às 16:43
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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012
Lado B

“Bombardeiro” Ronaldo afasta-se de Messi na luta pela Bota de Ouro

 

 

O futebolista português Cristiano Ronaldo aumentou a sua vantagem na liderança da Bota de Ouro graças ao “hat-trick puro” (três golos seguidos) conseguido no domingo na vitória do Real Madrid frente ao Levante (4-2), em jogo da Liga Espanhola.

 

Cristiano Ronaldo, actual vencedor do troféu, encontra-se no primeiro lugar do ranking com 54 pontos, mais oito do que o avançado letão do Trans Narva, Aleksandrs Cekulajevs, que já terminou o campeonato.

 

Já Lionel Messi, terceiro classificado e vencedor do galardão em 2010, não conseguiu marcar qualquer golo na derrota do Barcelona em Pamplona, frente ao Osasuna, por 3-2.

 

Também em branco ficou Robin van Persie, avançado do Arsenal, que não conseguiu alvejar com êxito a baliza do Sunderland. O jogador holandês mantém-se assim na quarta posição da tabela, com 44 pontos, menos dois do que Messi. Quanto aos restantes jogadores do “top-10”, de salientar os golos de Antonio Di Natale (Udinese), Burak Yilmaz (Trabzonspor), Mario Gomez (Bayern de Munique) e Wayne Rooney (Manchester United), que subiu ao nono lugar com um total de 34 pontos.

 

Radamel Falcao, antigo avançado do FC Porto, encontra-se na 18ª posição, com 28 pontos, fruto dos 14 golos já marcados na Liga Espanhola com a camisola do Atlético de Madrid.

 

Com este distanciamento de Cristiano Ronaldo na liderança dos melhores goleadores do mundo, o avançado madeirense de 27 anos do Real Madrid arrisca-se a ser novamente eleito Bota de Ouro e Bola de Ouro, e por conseguinte o melhor jogador de futebol do mundo, no início de 2013, na gala da FIFA.

 

Concluindo, os 27 golos marcados por Cristiano Ronaldo ao serviço do Real Madrid em 22 jornadas da Liga Espanhola têm contribuído e muito para que a equipa de José Mourinho tenha já 10 pontos de avanço sobre o Barcelona, para além da quebra de forma da equipa catalã.

 

Será que alguém ainda tem dúvidas de que o Real Madrid vai ser campeão espanhol no fim desta época? Eu não tenho.



publicado por Bruno Carvalho às 18:11
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Domingo, 29 de Janeiro de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

 

A Morte do Tiki-Taka

 

 

O Futebol Clube Barcelona, após o empate a zero no campo do Villareal afundou-se no submarino amarelo e leva já 7 pontos de atraso sobre o seu eterno rival Real Madrid.

O domínio patenteado pela equipa de Guardiola nos últimos 3 anos é absolutamente assombroso. Com mais de 75% de vitórias no jogos do campeonato e somando goleadas atrás de goleadas efectivadas com jogadas de sincronização absolutamente fantásticas.

Ao longo dos últimos 3 anos, a célebre posse de bola Blaugrana foi-se aperfeiçoando, os espaços no meio-campo para organizar aumentando e as soluções de finalização em movimentos verticais sem bola exponencializaram-se à forma mais artística da história do futebol. Um futebol onde o rigor do passe e da segurança da bola se intersectava com a criatividade e habilidade individual dos seus jogadores.

Contudo, todas as equipas tem telhados de vidro, e todas as epopeias tem um fim… Se por um lado a segurança da posse de bola e a aceleração apenas em situação de finalização permitiram à equipa culé dominar o panorama futebolístico Mundial nos últimos anos, por outro lado, a falta de fluidez de jogo (1º toque), velocidade na construção não permitiu à equipa desenvolver outro tipo de mecanismos de jogo.

Hoje, o Barça tem no enraizamento da sua táctica a cultura do seu jogo e o seu modo de estar no futebol. Mais do que a importância das goleadas o Barca quer deixar-nos a sua filosofia, o seu pensar e agir diferente.

O Barça, equipa de futebol não é mais que o prolongamento da região que representa- a Catalunha. No tiki-taka, a capacidade económica da região, que produz 25% da riqueza espanhola. No extremismo e no ódio ao que é diferente da Catalunha enquanto povo, à falta de adaptabilidade do futebol catalão.

O Barça não sabe jogar doutra forma, porque fundamentalmente não quer perder a sua identidade, e ela é mais importante que qualquer resultado.

Com o advento tecnológico do futebol contemporâneo, a imprevisibilidade do Barcelona vai-se cada vez mais tornando numa previsibilidade, os movimentos são cada vez melhor conhecidos pelos adversários e até o trabalho especifico dos guarda-redes para tapar os remates isolados de Messi- está a dar resultado.

O astro argentino, não consegue mudar a sua forma até então exímia de finalizar, e a sua velocidade e génio escondia a previsibilidade do seu jogo, agora a antecipação do movimento camufla o jogador Argentino.

         Pep Guardiola sabe que não consegue fazer mais desta equipa, expremeu-a até onde pode e sabe que o sumo acabou. Consciente, racional e inteligente como enquanto jogador quer sair pela porta grande e deixar que o seu sucessor fique com a morte dum estilo de jogo.

         A rapidez e combatividade do futebol Moderno apanharam a beleza e a genuidade do futebol do Barcelona. Gostar ou não desta tónica é uma opção, aceitá-la é um destino.

Os grandes líderes e as grandes filosofias resistem a todos os choques vanguardistas, resistem a todos os novos pretendentes ao trono.

Os grandes líderes não apenas criam uma filosofia, deixam um legado para que o trabalho seja continuado.

Guardiola, ao abandonar Camp Nou deixará legado ou quererá deixar o barco antes que ele se afunde?

Todas as grandes equipas do futebol Mundial, tiveram um tempo e morreram, por isso nem a divindade deste Barça o vai fazer eterno.

Num contexto actual de capitalismo e progresso o futebol agradece ao Barcelona o capítulo que deixou nesta incessante história do maior fenómeno de massas dos últimos 100 anos. O caminho está aberto, quem será o próximo a chegar ao trono?



publicado por João Perfeito às 00:09
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Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

 

Ser português é um handicap? Até quando?

 

Na passada quarta-feira, no sempre palpitante Real Madrid – Barça, Pepe pisou a mão a Messi e parece que caíu o Mundo. Várias são as vozes que se fazem ouvir que pedem a irradiação do futebol a Pepe. Os jornais online em Portugal colocam uma imensidão de links para propagandear as imagens. Os próprios portugueses estão interessados em transformar um dos seus melhores jogadores num assassino, num jogador sem qualidade humana, num bárbaro…

Interessante coincidência Pepe é português… E se em Portugal temos tendência para nos rebaixar então os espanhóis fazem de nós o que querem. Custa muito que o melhor Treinador do Mundo seja português, custo muito que o melhor jogador do Mundo seja Português. Custa muito que o melhor clube da história do Futebol utilize no seu onze mais portugueses que espanhóis… Mas agora também custa que o melhor central do Mundo seja português. Não quero com este artigo dizer que Pepe é um santo e que nunca põe em perigo a integridade física dos seus companheiros… Agora nem de perto nem de longe posso seguir nesta onda de crítica feroz ao internacional português. É conotado como animal, como desumano. Até quando é que isto vai acontecer?

Se nos lembrarmos das constantes simulações de Piqué, Busquets, Pedro, Messi e Villa interrogamo-nos de quem é mais desumano. Em que mundo é que vivemos? Num mundo hipócrita? Em que uma pisadela é agredir um colega. Simular e fingir agressões (não estou a dizer que neste caso concreto Messi simulou) não é nada. Por em causa sistematicamente o desportivismo dos colegas. Teatralizar agressões, sem ser tocado (Daniel Alves). Porquê? Se o Barca joga um futebol com a alma, se o Barça quer ser diferente, e não joga para atingir um fim, mas sim pela beleza do jogo. Porque razão existe este constante jogo paralelo desumano? Depois Mourinho é que é especialista em mind games? Messi quando pode chuta sempre a bola contra colegas de profissão e nunca ninguém divulga essas imagens. Porquê? Enquanto nós portugueses continuarmos a rebaixar-nos a Messi e a não a apoiar Ronaldo, a rebaixar-nos a Guardiola e não a apoiar Mourinho, mas agora também endeusar Piqué e rebaixar Pepe. Seremos cada vez mais pequenos que a nossa limitação geográfica… Se nem a nós próprios somos bons, como é que os outros não farão de nós gato sapato…

A mediocridade continua e com esta mentalidade não são milhões de euros que vão acabar com a crise… Porque a crise de auto-estima sempre tivemos e parece que sempre continuaremos a ter. Até quando esta mediocridade acaba? Pode acabar hoje, mas parece que ninguém está para isso…

 



publicado por João Perfeito às 00:00
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Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

 

                    

O advento tecnológico do futebol: da censura dos media à infinidade de dados à nossa espera

 

 

 

                      Nos tempos que correm, o novo e permanente inovador advento tecnológico que caracteriza a sociedade actual tem levado a um conjunto sério de problemáticas também inerentes ao fenómeno futebolístico.

                      O futebol, como maior fenómeno de massas do século XX, está para durar no século XXI e é hoje, mais que um jogo, uma religião, uma crença onde os fiéis semana a semana substituem as igrejas pelo Olimpo dos estádios.

                     Tentar perceber o que é uma religião e fundamente porque razão o ser humano precisa dela é uma questão essencial… Uma vez que explica, mesmo não clarificando, a acção humana e toda a sua complexidade inerente.

                     Numa sociedade onde a mediatização endeusada dum indivíduo e a singularidade de opinião se intersectam de forma permanente, regular ou até instantânea penso que é obrigatório questionarmo-nos se é este o caminho que queremos percorrer…

                      O refeudalismo, chamo-lhe  assim, de toda a comunicação mediática contemporânea leva-nos para uma unidireccionalidade cada vez mais perigosa e ameaçadora.  Ideias feitas e partilhadas por um sistema que joga no lucro a sua continuidade. Por isso é eficaz e previsível que toda a novidade esteja nutrida de emoção, transcendência e divindade.

                       É necessário apelar aos mais baixos instintos do homem, envolvê-lo emocionalmente, numa sociedade onde a rapidez e mutuação parecem emergir e por isso à que prender o público a essas ideias, mas não existe tempo para as aprofundar, questionar e problematizar… Tempo e vontade, porque todo o caminho que cada ser humano possa fazer isoladamente para tentar descobrir o conteúdo dessas ideias é um duro revés na possibilidade de a religião ter mais um crente.

                       Por isso, ouvimos falar “em melhor equipa da história”, “ em melhor jogador do Mundo”, em “melhor futebol”, mas sempre somos tentados a enunciar as respostas e não a responde-las e mais grave reconhecer que elas não têm resposta.

No fundo esta é a emancipação da relatividade absoluta do fenómeno futebolístico contemporâneo. Tudo é relativo, comparado e competitivo, mas muito pouco é questionado, esmiuçado e trabalhado. Porque toda esta comparação, nada é mais que uma forma e não conteúdo de elevar essa tal ideia à sua aceitação total…

                           Por isso, todos discutem e todos percebem de futebol, mas todos falam do mesmo. Todos falam de Barcelona e de Real Madrid, de Ronaldo e de Messi. Como se fala de Deus e de Jesus Cristo, de Alá e Maomé. São estes 4 nomes que agitam o universo futebolístico mundial e são estas 4 nomes que dão lucro, dinheiro e nos colocam ou não como entendedores ou não da matéria.

Por isso toda esta falta de profundidade não é mais do que a constatação da opinião replicada patente no Mundo actual. Não temos opinião, não temos ideias apenas reflectimos e expressamos ideias e ideais manipulados pelo poder dominante, sem nos apercebermos da constante perca de inteligibilidade que estamos a ganhar aos substituir a (nossa) experiência concreta, o nosso olhar, com a experiência mediática, não o nosso olhar, mas o olhar - concreto e indiscutível recusado de problematização.

                           Paradoxalmente, no reverso da medalha, toda a instantaneidade da informação leva-nos, no caso de fazermos esta escolha, a uma infinidade de dados que carecia nas pretéritas décadas.  Hoje, podemos falar de Barcelona e Real sem os ver jogar, replicando a nossa opinião na tal opinião dominante, mas ao mesmo tempo, podemos escolher ser diferente. Podemos escolher ver os jogos destas duas equipas, analisá-las e interpretá-las, compará-las com as equipas de outrora que só com a tecnologia dos DVD’s podemos recuar no tempo e sermos nós próprios construtores da nossa concepção histórica do futebol. Num caminho onde as mensagens de rodapé ou as palavras do teleponto vão sendo substituídas por surpresas, por novidades, mas mais importante revelações… Revelações que mais que nos mostrarem de que não existem deuses, mostram-nos que existem outras personagens que desconhecíamos, ou não queríamos conhecer, que contribuíram ou contribuem para o fenómeno que queremos saber…

                            Porque queremos saber, não queremos mostrar… Não quero ver os highlights só para mostrar que sei… Quero ver o jogo, quero analisá-lo quero enquadrá-lo numa problemática para aprofundar o meu conhecimento. Quero exacerbar-me a mim próprio como entendedor, num caminho onde as respostas apenas orientam e não o crucificam ou mudam a rota. Porque podemos passar da ideia à ideologia, porque podemos observar, anotar, comparar e reflectir… Com milhares de dados estatísticos, com milhares de DVD’S… Podemos descobrir e revelar sem ser réplicas, podemos trazer algo de novo ao nosso discurso sem estar vinculado ao discurso mediático. Porque devemos ouvir com a nossa perspectiva e falar com ela, sem duplicidade, relacionando-a com plataformas até aí inatingíveis ou divulgadas.  

                                  Por tudo isto, a banalidade de Neymar é mascarada por uma transcendência que pode mudar o futebol, sejamos coerentes e paremos para pensar. Não estará o Brasil a perder o seu fulgor futebolístico e precisa de um novo Deus para alimentar a sua crença esfomeada? Não precisa o Brasil, dum talento, dum génio para deixar de ser ofuscado pela inteligibilidade do futebol europeu? Precisa e Neymar é a resposta mais cabal, que mesmo sendo banal tem de ser mediatizada para que o Brasil não perca mais uma batalha, duma guerra que será irremediavelmente perdida para a Europa. Mas enquanto ansiar por deuses, génios e perpetuar mitos continuará no campo da mística, quando perceber o novo paradigma do futebol moderno acolherá Hulk como o seu maior porta-estandarte. A transformação da genialidade na eficácia... Um caminho difícil, mas seremos capazes de deixar de guiarmo-nos pelos instintos? Seremos capazes de produzir uma emocionalidade inteligível? Talvez, mas só se tivermos para isso…



publicado por João Perfeito às 18:49
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Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012
Futmania: Mourinho vs Barcelona

 

 

 Estamos de final de 2011, depois de um ano e meio em Madrid Mourinho comanda a melhor equipa desde que é treinador. É uma miragem ver este Real perder pontos, as goleadas têm-se tornado rotina semanal, e a equipa pratica um excelente futebol. Há no entanto um pequeno senão, para os lados de Barcelona existe um equipa de extraterrestres que atropela qualquer adversário, é daqueles conjuntos que já marcou o seu lugar na história, secundarizando completamente o emblema da capital (tanto em títulos como em confrontos directos).

 O Real Madrid ganha a todos e perde com o Barcelona, não há meio do "special one" inverter a tendência negativa. O último confronto foi um grande exemplo deste "complexo" de Mourinho contra os Blaugrana, depois de uma série imparável de 15 vitórias consecutivas e um golo marcado aos 30 segundos de jogo, o Real saiu vergando do Barnabéu por 1-3. Este jogo foi a confirmação de algo sobre o qual o português terá de reflectir: a táctica a utilizar nos jogos contra o grande rival.

 Exceptuando as partidas da Supertaça (que por serem no inicio da época são partidas diferentes) o técnico efectuou pelos madrilenos 6 encontros contra o rival histórico- 4 derrotas, 1 empate e 1 vitória é este o saldo. Vejamos agora qual forma como Mourinho optou por jogar nestes 6 jogos.


-Nos 5-0 o técnico ainda estava "verde" (era o seu primeiro grande clássico espanhol), decidiu jogar da mesma forma que vinha jogando contra as outras equipas, 4 homens de ataque e 2 centro-campistas a "aguentar" o jogo. Foram os 90 minutos mais penosos da carreira do português.

-Na segunda volta Mourinho reservou uma surpresa, tirou o criativo (Ozil) e subiu Pepe para trinco, com mais um homem de pressão no meio campo os Blancos estiveram mais seguros e realizaram uma boa partida (1-1).

-No encontro seguinte jogava-se a final da Taça do Rei, a estratégia foi a mesma da partida anterior, deu outra vez resultado e o Real ganhou o troféu (1-0).

-4º confronto, 1º mão da meia final da Champions no Barnabéu, o meio campo continuou composto por 3 homens e os madrilenos iam tranquilamente no terceiro clássico sem perder, até que o senhor Wolfgang Stark decidiu expulsar Pepe num lance inexistente. Com mais um os catalães não perdoaram e ganharam por 2 golos na casa do adversário.

-Para a 2º mão com Pepe castigado e a precisar da vitória o técnico voltou a apostar num criativo em vez do trinco, a partida esteve dividida mas o 1-1 final afastou os Merengues da final.

-Há 3 semanas veio o balde de água fria, vindo da série histórica de vitórias consecutivas o Real apresentou-se no Barnabéu como grande favorito, tal como na partida de há um ano a equipa entrou em campo bastante ofensiva com os 4 suspeitos do costume no ataque, não conseguiu controlar o meio campo catalão e acabou derrotada em casa.


 Moral da história, Mourinho tem de perceber que montou uma estratégia que funciona com 99.99% das equipas do globo, mas não funciona contra o Barcelona. Contra os Blaugrana toda a táctica e identidade de jogo têm de ser radicalmente alteradas, para conseguirem um encontro equilibrado os Merengues têm de jogar em contra-ataque (seja em casa ou fora), pois essa é a única maneira de controlar minimamente a posse de bola adversária e diminuir os espaços entre linhas da defesa e do meio campo.

 Os 3 jogos no qual Pepe foi utilizado a trinco, foram de longe os mais conseguidos. Com 3 homens no centro do campo Mourinho dá maior capacidade de pressão a esta zona, o luso-brasileiro preocupa-se exclusivamente em pressionar o portador da bola dando à equipa uma maior capacidade de recuperação da posse- apesar dos níveis de posse do Real continuarem bastante baixos, Pepe torna a posse de bola do Barcelona mais inconsequente. Alonso ganha liberdade para funções um pouco mais atacantes e é responsável por servir os 3 da frente, que com a velocidade e capacidade técnica conseguem decidir a partida de um momento para o outro.

 É feio jogar defensivo, é complicado subordinar-se ao maior rival, e é estranho um clube desta dimensão ter 8 jogadores atrás da linha do meio campo. mas só desta forma é possivel maximizar as possibilidades de sucesso contra uma equipa extratosférica.



publicado por nunotexas às 20:22
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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011
3x4x3: Outros mundos...

Grande expectativa (sobretudo do outro lado do Atlântico) para o choque entre Santos e Barcelona, um jogo que fez todo o restante Mundial de Clubes parecer uma mera formalidade. 

 

Do lado do Santos, os seis meses de preparação tão anunciados pela imprensa brasileira, resultariam num confuso modelo de jogo por parte de Muricy Ramalho, que acabaria por retirar à equipa a capacidade para ter bola com qualidade.

 

Lançando um sistema de três defesas centrais, com Bruno Rodrigo, Durval e Edu Dracena, abdicou de um dos médios-interiores, deixando Arouca e Henrique frente a frente contra Xavi, Inista, Fabregas e Thiago, que à vez passavam pela zona central, no habitual vai e vem dos médios centro catalães.

Do lado direito da defesa, Danilo, grande responsável pela saída em posse da equipa brasileira, sobretudo pela capacidade física aliada à capacidade de passe, acabaria por sair lesionado aos 30's, deixando o Santos de mãos e pés atados, frente a um Barcelona em pressão alta, verdadeira asfixiante.

Arouca e Henrique seriam os grandes sacrificados, aos quais se juntaria um agora bem mais lento Elano, num meio-campo que se limitou a correr atrás do adversário. Sem bola e excessivamente adiantado, P.Henrique Ganso parecia alheio ao jogo, não podendo acrescentar o habitual perfume dos seus passes de ruptura. Na frente, soltos, Neymar, este procurando a faixa, e Borges pelo meio, eram figuras de corpo presente apenas.

 

Do lado do Barcelona, e ao contrário do sucedido na meia-final frente ao Reysol, Guardiola lançaria o cada vez mais habitual sistema de 3 defesas, com Puyol, Pique e Abidal, e Busquets como ponto de equilíbrio à frente do único central, Piqué.

 

Do meio-campo para a frente, Xavi, Iniesta, Fabregas e Thiago, pela primeira vez os quatro juntos na mesma formação inicial, jogavam em trocas constantes, deixando Messi solto, aparecer como sempre entre eles na busca da bola.

Grande novidade, o posicionamento de Daniel Alves, como extremo em posse, médio-ala a fechar o lado direito sem bola, procurando impedir o velhinho  Léo de crescer no jogo.

Nota mais preocupante e sintomática. seria a apatia dos médio brasileiros para pressionar um pouco mais alto, deixando os jogadores do Barcelona promoverem a habitual troca de bola. Quando aparecia pressão, era pura e simplesmente individual, algo que, com o passar do tempo e com o entrar da bola na baliza do Peixe, se viria a agravar.

Com cinco jogadores com grande capacidade de passe, uma posse de bola infindável daria não só para adormecer o jogo na segunda parte, como fazer os jogadores do Santos desejar que a tão ansiada final, chegasse ao fim. 

 

Para Ganso e Neymar, resta agora seguir o caminho de Danilo (agora jogador do F.C.Porto) e procurarem uma aventura europeia que lhe permitia crescer enquanto jogadores enquadrados em grandes equipas. Terá forçosamente de passar por ai o seu futuro, se não querem continuar a viver no mundo de ilusões criadas entre comunicação social, marketing, e guerra de agentes que vão por estes dias adulterando a boa evolução do futebol brasileiro nos últimos anos... pelo menos no nível competitivo.

 

Quanto ao Barcelona, cada vez mais parece obvio que não mais devia jogar o mundial de clubes... afinal estes craques já fazem parte de um outro universo, o mesmo onde habitam as lendas do futebol.

 

 

 

 

 

By Tiago Luís Santos



publicado por Minuto Zero às 00:00
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