Quarta-feira, 4 de Julho de 2012
Lado B

Mais um português no Chipre

 

 

Depois de na última temporada Paulo Jorge, Nuno Morais e Hélio Pinto terem brilhado na Liga dos Campeões ao serviço do APOEL de Nicósia, do Chipre, agora é a vez de Nuno Assis ingressar no Omonia, clube do mesmo país.

O Omonia terminou em segundo lugar no campeonato cipriota da época passada, a apenas três pontos do campeão AEL de Limassol.

Mais uma vez, parece que o Chipre é um mercado apetecível para os jogadores portugueses que não se conseguem afirmar no futebol nacional. Na minha opinião, este fenómeno também se deve um pouco ao facto de os clubes apostarem mais no jogador estrangeiro do que no jogador português.

Por outro lado, a proibição de empréstimos a clubes do mesmo escalão poderá levar ainda mais jogadores portugueses a emigrarem para outros países.

A meu ver, parece que a brilhante prestação da seleção portuguesa no Euro 2012 não será suficiente para que os clubes portugueses apostem mais nos jogadores nacionais, o que é, no meu ponto de vista, de lamentar.

Também me parece que a emigração de jogadores portugueses para países como o Chipre poderá prejudicar a seleção portuguesa num futuro a longo prazo, na medida em que o campeonato cipriota é muito menos competitivo do que o campeonato português.

Como espectador de futebol, apenas consigo aceitar que um jogador português emigre para um campeonato menos competitivo do que o nosso, quando esse jogador está a chegar ao fim da carreira, como é o caso de Nuno Assis que neste momento já tem 34 anos. Ver jovens como Hélio Pinto e Vieirinha a emigrarem para campeonatos mais fracos do que o nosso não é, na minha opinião, aceitável.

Concluindo, parece que estamos “condenados” a assistir à emigração de muitos mais jogadores portugueses para campeonatos estrangeiros como o cipriota, caso venha a ser aprovada a lei da proibição de empréstimos a clubes do mesmo escalão.



publicado por Bruno Carvalho às 13:12
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Terça-feira, 27 de Março de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

APOEL- Um prémio para uma odisseia sem fim à vista

 

 

         Depois de 8 apoteóticas noites que trouxeram a utopia à realidade da liga milionária o Apoel vai defrontar o todo-poderoso Real Madrid nos quartos-de-final da Champions.

         O seu treinador Ivan Jovanovic disse que este era um prémio que coroava a magnífica campanha do conjunto cipriota na presente edição da prova. Na verdade depois de atingir o céu o lote de responsabilidade do Apoel desceu drasticamente para a nualidade.

         Atingir o lote mágico dos 8 melhores clubes do Mundo para a turma de Nicósia é uma proeza sem precedentes na história recente das competições europeias de desportos colectivos.

         A sorte do sorteio ditou o confronto entre o David e o Golias. O Apoel e o Real Madrid.

Dum lado uma equipa sem valores individuais lapidados na montra do futebol europeu, do outro lado a equipa mais avassaladora da história do futebol Mundial com uma média superior a 3 golos por jogo no seu campeonato, encabeçada pelo futuro melhor jogador de todos os tempos Cristiano Ronaldo.

         Defrontar o actual Real Madrid é um justo prélio para qualquer equipa nesta fase da prova. Sê melhor jogando com os melhores, são os jogos com o Real que fazem levar à expoente máxima os índices de confiança de qualquer equipa.

         Por isso mais que o desfecho final o Apoel já se pode considerar vencedor. Atingir os quartos pela primeira vez contra as 29 presenças do Real são números que explicam a diferença histórica entre os dois conjuntos.

         Na verdade a história e a estatística não ganham jogos e o Apoel já provou que consegue através da sua coletivização alcançar todos os sonhos.

         Empatar ou ganhar em Nicósia seria o coroar definitivo duma epopeia justa e digna. Mesmo que na segunda mão seja quase impossível um milagre, pelo menos surpreender o Real jogando perante o seu público está longe de ser um milagre…

         Para o bem e para o mal os jogadores deixaram a pele em campo e honrarão o símbolo que vestem até à morte.

         Força Apoel…



publicado por João Perfeito às 02:46
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Terça-feira, 13 de Março de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

Apoel- Um milagre que a PlayStation (ficção) quis dar à realidade

 

Não caro leitor, não vou falar dos 5 golos do Messi como obra de jogo de PlayStation. Na verdade os 5 golos do astro Argentino perante um destroçado Bayer Leverkusen numa eliminatória já decidida apesar de serem surpreendentes estão longe de ser utópicos.

Neste espaço já manifestei a minha satisfação pela consolidação do projecto do Apoel, contudo face à continuação do seu desenvolvimento, não me canso de continuar a elogiar a equipa cipriota. Fá-lo-ei até que esta incessante odisseia chegue ao seu fim, até a realidade tirar a ficção deste conto de fadas.

Depois de surpreender o universo futebolístico do Velho Continente ao suplantar 3 dos últimos 4 vencedores da Liga Europa o Apoel conseguiu apurar-se para o lote mágico de 8 melhores equipas do futebol Mundial. Deixando pelo caminho o heptacampeão francês Lyon, equipa onde pontificam internacionais das potências com maior gabarito no panorama futebolístico mundial.

No fundo, este Apoel, não é mais que o melhor exemplo de futebol colectivo da actualidade.

Assente numa estrutura de transição e com uma das melhores defesas do Mundo protegida por um sempre-inspirado Chiotis, o Apoel é uma equipa equilibrada, solidária e muito inteligente.

A criatividade, liberdade e fluência de jogo intersectam-se com o calculismo, penetração vertical no espaço vazio e multiplicidade de espaços.

O conjunto cipriota está órfão de estrelas e esta premissa é a grande chave do seu jogo.

Na eliminatória contra o Lyon foi a disponibilidade física inigualável dos seus jogadores que permitiu ao conjunto cipriota ser fortíssimo nas transições.

Ofensivamente, com uma enorme disponibilidade de passe e desmarcação abortando todas as perspectivas de verticalidade individual e fintas; defensivamente com uma recuperação rapidíssima, um encurtamento de espaços criteriosa e uma pressão cautelosa sobre a zona da bola. O adversário tinha apenas espaço para construir o seu jogo, mas na hora de desequilibrar caía no labirinto cipriota, direccionando o seu jogo para tentativas fortuitas de jogo aéreo.

Na baliza Chiotis resolveu todos os problemas derivados das poucas falhas da defesa, demonstrando e transmitindo confiança para a equipa.

Paulo Jorge, mais uma vez demonstrou ser dos melhores centrais da actual Champions, com uma exibição irrepreensível. No meio-campo luso, Hélder Sousa  e Nuno Morais transmitiram tranquilidade suficiente para a equipa respirar no momento defensivo e sair com critério no momento ofensivo.

Na ala, Manduca revelou-se um excelente jogador na equação desequilíbrio atacante/enraizamento colectivo.

Por fim, destaque ainda para o virtuoso Marcinho, que deu imaginação à fluência de jogo da equipa e à incisão, remate fácil e posicionamento exímio de Airton Almeida.

Uma equipa construída rigorosamente num dos sistemas mais enraizados do futebol actual, alicerçada pelos maiores carregadores de piano do futebol europeu que viram a sua qualidade submersa no futebol português e por uma criatividade brasileira também ela com escassez de oportunidades de triunfo.

Este é o triunfo dos revoltados… O triunfo de jogadores desrespeitados e desaproveitados pelo paradigma do futebol contemporâneo: técnica e individualização de acções.

Esta qualificação não é mais que a constatação que o futebol tem ainda muito por evoluir e que estamos longe duma estabilização final conceptual do seu paradigma.

O colectivo, a solidariedade, o enraizamento de jogadas em laboratório cada vez mais vem contrariar a imprevisibilidade da liberdade individual dos jogadores.

Talvez por isso, não seja só na PlayStation em modo de Campeão que um Apoel consegue figurar entre os 8 melhores clubes da Europa.

A realidade é esta e o que ontem estava gravado nas memóricas card da PlaySation hoje preenche os mais emblemáticos estádios do futebol europeu.

Apoel, uma equipa, um sonho, uma realidade, um milagre, ou talvez  não, que a ficção quis dar à realidade, que a final os nossos sonhos utópicos as nossas convicções, os nossos desejos tem todos uma componente realística muito importante que só precisa de ser consolidada, trabalhada e desenvolvida.

Obrigado Apoel, acompanharei cada passo desta incessante odisseia até ao Game Over final.

Apoel o triunfo da entropia da ficção e da realidade, não sabemos onde começa uma e acaba outra, mas para o bem e para o mal guardarei na minha memória card todo este caminho glorioso independente do desfecho final.



publicado por João Perfeito às 19:35
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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

Futebol Actual- Um espaço sem potências a longo prazo (salvo raras excepções)

 

         A presente primeira mão dos oitavos-de-final da Liga milionária trouxe amplas surpresas ao universo futebolístico do Velho Continente.

         Dos vencedores dos grupos só o todo poderoso Barcelona conseguiu vencer em campo alheio. E das restantes equipas forasteiras, só o Real Madrid conseguiu trazer na bagagem um resultado que lhe permite estar na frente no início da segunda mão.

         Num tempo de crise económica cada vez mais se podia pensar, que face ao abrandamento do investimento as potências podiam alargar mais a superioridade face aos outros, perdendo com isso o futebol a imprevisibilidade, emotividade e competitividade que permite mover paixões pelo Mundo inteiro.

         Contudo, a tendência tem sido claramente contrariada. Surpresa, para aqueles que só vem dinheiro, investimento e sucesso rápidos, os “capitalistas modernos adaptados ao futebol”. Constatação e contentamento para todos aqueles que tentam observar no futebol o retrato humano e a maneira como patenteia que todos podemos ser melhores, bastando ter vontade e competência para tal.

         Mais do que escrever posts sobre Barcelona e Real Madrid, penso que é tempo de falar de outras pérolas que vão perfumando a Europa do futebol. Falo de dois países sem passado no futebol, mas com um presente bem trabalhado. Suiça e Chipre, Basileia e Apoel… Duas equipas extraordinariamente orientadas, disciplinadas tacticamente e com uma finalização fácil. Ambas, mais o Basileia tem sérias hipóteses de fazer História e entrar para o mágico grupo dos 8 finalistas da Liga Milionária.

         Zenit ou Benfica, Marselha, Nápoles em princípio vão passar no exame final e englobar este lote restrito. Se olharmos para estas 6, que serão 5 equipas vemos que nenhuma dela é do Campeonato espanhol, inglês ou alemão. O Nápoles, mesmo sendo Italiano é uma nova vaga do futebol transalpino, não é uma potência como Milan, Inter ou Juventus…

         O futebol mais espectacular do Mundo, o inglês tem tudo para ver a sua prestação na liga milionária reduzida a 0 e no Espanhol apenas sobrevivem os incontornáveis Real e Barça.

         Na Alemanha, o Bayer tem amplas dificuldades no campeonato Nacional e na Champions parece mais longe da corrida.

         Uma problemática interessante, que deve ser debatida no actual contexto futebolístico. Afinal a aceleração que patenteia o sistema de hoje em dia tem tanto de bom, como de curto. Bom de construir potências vindas do nada, mas com a velocidade que aparecem, desaparecem e novas ascensões sobem ao primeiro pelotão europeu sem que nada estivesse preparado para tal.

         Os tempos são de mudança e nada é certo, com velocidade se ganha, com velocidade se perde… Tentemos ficar a meio do caminho e talvez possamos fugir  “ao capitalismo do futebol actual”.



publicado por João Perfeito às 16:43
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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012
Porque a vida também é feita a correr...

APOEL- O expoente máximo actual da colectivização do futebol (século XXI)

 

APOEL, equipa sediada em Nicósia, Chipre venceu o grupo G da Liga dos Campeões. No presente grupo figuravam 3 dos últimos 4 vencedores da Liga Europa: Zenit, Schaktar e FC Porto.

Na antecâmara de mais uma edição da liga milionária o conjunto cipriota ao saber que encaixava perante 3 das melhores equipas da segunda linha europeia assumia amplos receios da sua prestação. A humildade e o reconhecimento das suas limitações perspectivavam que o conjunto cipriota assumisse apenas como objectivo principal deixar a marca da evolução do futebol no seu país, visto que superar algum destes gigantes parecia uma utopia. Assim o 4º lugar parecia uma inevitabilidade.

6 jornadas depois, os cipriotas venceram o grupo atirando para a Liga Europa o todo-poderoso Futebol Clube do Porto e deixando os 12º do Ranking europeu, Schaktar Donest a verem as competições europeias pela televisão.

6 jornadas depois mantendo o discurso cauteloso, o reconhecimento das limitações e uma ambição prudente o APOEL continua sem pressão a perfumar a Champions com o seu futebol…

No fundo, o APOEL não é mais que o triunfo da colectivização do futebol actual.

Assente numa forte estrutura directiva e organizacional o APOEL é a principal marca do crescimento do futebol cipriota. Numa espécie de aprendizagem com a sua vizinha Grécia, pode-se dizer que o jogador cipriota tem crescimento de forma vertiginosa nos últimos anos. A cultura táctica que têm, a solidariedade com os companheiros e as rápidas transições atacantes para o espaço vazio são apanágios desta evolução. Ainda sem a técnica e agilidade dos vizinhos soviéticos o jogador cipriota olha sempre mais para o lado do que para si próprio, a progressão com bola é nula, a progressão sem bola é fora-de-série.

Depois aproveita os restos… O resto de jogadores que não figuram no campeonato nacional: Hélio Pinto, Nuno Morais e Paulo Jorge. O resto de brasileiros desconhecidos…

A qualidade individual de cada jogador está longe de ser estratosférica. A capacidade que cada elemento tem para progredir com a bola, rematar e fazer um passe fantástico é muito pouca…

Contudo a eficácia da equipa não prima no mesmo diapasão. Assente numa excelente estrutura defensiva médio-pressionate, o APOEL consegue asfixiar a zona da bola, impedindo passes diagonais para o meio, verticalidades laterais perigosas e uma largura fluente perto da sua área. Obriga o adversário a alargar o seu jogo, mas sempre metendo a bola para trás e recuando, jogando num ritmo baixo. Apesar da pressão não ser individualmente asfixiante, até porque isso provocaria imensos espaços nas suas costas condiciona sempre o jogo do adversário. A elevada capacidade física e o sentido posicional são outras premissas que permitem com que a regularidade seja também um apanágio da prestação defensiva da equipa, não permitindo desequilibrar-se ao longo dos 90 minutos.

Ofensivamente, fruto do seu desenho táctico defensivo é uma equipa talhada para transições rápidas. Não defendendo num bloco amplamente horizontal, consegue facilmente no momento pós recuperação ter simultaneamente linhas de passe curtas e linhas de passe médios para as alas. Isto permite à equipa raramente perder a bola após o ganho e rapidamente soltar a bola em espaços vazios nas alas. Este movimento táctico não acaba aqui à espera da explosão dos alas. Os alas tem sempre tendência para ou flectirem ligeiramente para o meio, ou fazerem o movimento vertical longe da linha lateral, permitindo a um colega comer esse espaço e fazer dois para um na lateral. No fundo apesar de existir pouca progressão individual, a bola está sempre a rolar, a dois/três toques, o espaço lateral e central está sempre a ser privilegiado de forma alternada, conseguindo numa primeira fase incisão/rapidez/cultura de desmarcação e numa segunda largura/jogo interior/superioridade numérica. Fundamentalmente aquilo que distingue o APOEL dos seus adversários é a sua inteligência. A forma como defensivamente se organiza, interpretando o espaço/bola numa equação resolvida com a maior rapidez. A forma como se desmonta para o ataque, interpretando o espaço vazio e a pouca qualidade de transicção do adversário (que se vê obrigado a atacar com muitos homens). A capacidade que tem para soltar a bola no momento exacto, fazendo com que ao adversário falhe sempre o timing de pressão.

A incapacidade individual permite à equipa ter um leque de soluções de passe mais variado, em função da desmarcação e não da qualidade individual. Permite à equipa nunca se agarrar à bola e nunca deixar que um jogador fique desacompanhado.

Seja a defender ou atacar esta equipa pensa primeiro que o adversário. Adivinhando os seus movimentos ofensivos e fazendo um quadrado defensivo que tira duas/três linhas de passe, percebendo o espaço vazio para colocar a bola e posteriormente movimentar-se para ter “uma profundidade colectiva”.

Jogando nas costas do adversário, obrigando-o a perder bolas…

Este APOEL é um dos triunfos do futebol século XXI. Enquanto jogo colectivo, em que o todo é mais que a soma das partes, enquanto reconhecimento das limitações individuais e através disso produzir uma colectânea de jogadas sincronizadas fantásticas, enquanto jogo rápido e solto, fazendo a bola correr em vez dos jogadores, enquanto movimento de aproximação ao portador da bola.

Concluindo a inteligência, perspicácia, táctica, enquadramento das estratégias do adversário, sincronização, movimento sem bola, rapidez de recepção e execução são características do futebol moderno repercutidas da evolução do futebol enquanto jogo. Da forma como a sua complexidade aumenta e obriga as equipas a redimensionarem as suas características e a jogarem como tal produzindo uma identidade colectiva e um pedigree táctico altamente capacitado.

A finta, a técnica, a agilidade, o remate explosivo antes de serem entendidos como momentos individuais precisam de ser encaixados nestes novos conceitos emergentes do futebol actual…

Por isso mais que a organização, a chave do sucesso da APOEL é o seu respeito pela concepção actual de jogo de futebol.

 Fazendo da inteligência, seriedade e compromisso identitário os seus principais ingredientes para toda esta fascinante Odisseia. Mais que respeitar o adversário, o APOEL respeita-se primeiro a si próprio percebendo o que é capaz de fazer ou não no jogo, deixando no jogo a sua identidade e não sabendo jogar doutra forma. Por enquanto continua a dar resultado. Será que esta consistência colectiva tem telhados de vidro…? Não estará a dar o futebol cipriota um passo maior que a perna? Os próximos dois capítulos certamente nos ajudaram a ter uma ideia mais exacta e conclusiva.



publicado por João Perfeito às 22:51
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