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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

Minuto Zero

04
Set11

Área de Ensaio

Pedro Santos

A Caminho do RWC 2011

 

       Está tudo pronto para o arranque do mundial. Na próxima sexta-feira assistiremos ao pontapé de saída entre os anfitriões e os vizinhos de Tonga, o problema é mesmo a hora do jogo, 09.30 da manhã em Portugal. Aliás os horários serão mesmo um problema. Devido à diferença horária iremos ter jogos às 02.00, 03.00 ou 04.00 da manhã, o que não é agradável, mas como só podemos assistir a este torneio de 4 em 4 anos, lá se faz o sacrifício de perder umas horas de sono.

      

 

28
Ago11

Área de Ensaio

Pedro Santos

Análise ao Mundial -  A Eliminar

 

 

       A fase de grupos do RWC 2011 acaba no dia 2 de Outubro, com o jogo entre a Irlanda e a Itália, do grupo C. Nessa altura, já tudo estará decidido e já se saberá quem irá passar aos oitavos de final, e quem irá fazer a viagem até casa.

      

 

      

 

21
Ago11

Área de Ensaio

Pedro Santos

Análise ao Mundial - Grupo D

 

 

       O Grupo D promete ser um dos mais disputados do mundial. As equipas que o compõem são todas elas bastante equilibradas, e prometem bastante espectáculo e equilíbrio na disputa pelos dois lugares que dão vagas nos oitavos de final.

       O grupo é composto pela África do Sul, País de Gales, Ilhas Fiji, Samoa e Namíbia. Todas elas são equipas que se conhecem bem, a titulo de curiosidade, África do Sul e Samoa, já haviam estado juntas no Mundial de 2007, bem como Fiji e País de Gales.

      

 

07
Ago11

Área de Ensaio

Pedro Santos

Análise ao Mundial - Grupo C

 

 

       O inicío do mundial aproxima-se rapidamente. Por esta altura já os jogadores de cada selecção se preparam com afinco para estarem perfeitamente preparados. Por entre treinos, ginásios e jogos treino, poucos serão os que ainda conseguem não pensar nesta grande competição.

       Com o tempo em contagem decrescente, é tambem tempo de continuarmos a fazer a nossa análise, e hoje é dia de analisar o grupo C, ou seja o penúltimo grupo.

       Antes de mais as equipas que compõem o grupo são, a Australia, a Irlanda, a Itália, a Rússia e os Estados Unidos da América.

Rapidamente nos apercebemos quem será primeiro, a Australia. Pela forma que têm mostrado recentemente, os Wallabies são candidatos à final, e portanto neste grupo, se imperar a lógica serão primeiros sem grandes dificuldades. A Irlanda parece destinada a um lugar secundário, uma vez que muito dificilmente se conseguirão impor à Australia e ficar em primeiro. O terceiro lugar será, à partida, da Itália. o rugby italianos evoluiu imenso na última década, ao nponto da equipa italiana ter sido convidada a fazer parte do histórico Torneio das 5 Nações (agora 6), mas neste mundial não deverão ir além do terceiro lugar. Os dois últimos lugares deverão ser de Rússia e EUA. Os russos são neste momento,a par da Geórgia e da Roménia as melhores selecções da "segunda divisão europeia", e os americanos há muito que passaram o seu periodo aúreo, que na decada de 20 lhes deu medalhas nos Jogos Olimpicos. Tanto Rússia como EUA, estarão sobetudo interessandos no jogo de dia 15 de Setembro onde se irão defrontar, uma vez que parece ser o único jogo onde uma deas terá hipoteses de vencer. Os outros jogos serão para tentar fazer boa figura.

       Parece-me um grupo animado, onde poderão existir bons jogos, como o Austrália - Irlanda de dia 17, mas será um grupo que se decidirá cedo, e onde não haverá grandes surpresas, pelos menos na classificação.

      A ordem final deverá ser Australia, Irlanda, Itália, Rússia e EUA.

 

       Continua o Torneio das 3 Nações, e a Nova Zelândia continua a espalhar magia e superioridade. Desta vez a "vitima" foi a Australia, que depois de vencer a Àfrica do Sul, perdeu por uns esclarecedores 30-14 com o vizinho da Oceânia. Os All Blacks em apenas dois jogos marcaram 70 pontos e sofreram apenas 21. Há terceira jornada já lideram com 9 pontos mais 4 que a Australia. A vitória nesta competição está praticamente garantida. Em relação ao mundial, poucos se atrevem a apostar noutro resultado que não a vitória neo zelandesa.

       Começaram também os test-matches de Agosto, e logo com excelentes jogos, a Inglaterra recebeu o País de Gales, em Twicknenham Park, a casa do rugby inglês. A vitória por 23-19 era esperada e peca apenas por escassa, mas há que dar mérito aos galeses que se bareram muito bem. O destaque vai para Jonny Wilkinson, o veterano médio de abertura mostrou que sem lesões ainda é um dos melhores da sua posição, e a sua forma actual garante um mundial de alto nivel. Pessoalmente aprecio mais o estilo de Toby Flood, mas reconheço que nos pontapés "Wilko" é imparável, e em termos de drop's é provavelmente o melhor.

       A Escócia e a Irlanda tambem se defrontaram, e os escoceses levaram a melhor. Um ensaio tardio de Joe Ansbro permitiu aos escoceses uma vitória por 10-6, que certamente irá levantar o moral. Contudo foi um jogo pobre (o resultado espelha isso mesmo) e ambos os treinadores terão muito. a fazer para estas equipas estarem em melhor forma no mundial.

 

By Pedro Santos

31
Jul11

Área de Ensaio

Pedro Santos

Análise ao Mundial - Grupo B

 

 

       Depois de feita a análise ao Grupo A, chega a hora de fazer o mesmo em relação ao grupo seguinte, neste caso o B.
       O Grupo B, é na minha opinião o mais forte dos quatro, e onde a disputa pelo apuramento será mais renhida. Olhando para as 5 equipas que o compõem, não é fácil perceber imediatamente quem ficará em que lugar da classificação.
       Mas vamos por partes. O Grupo é composto pelas selecções da Argentina, Inglaterra, Escócia, Georgia e Roménia. Curioso o facto de termos quatro equipas europeias, e sobretudo a Georgia e a Roménia estarem juntas, equipas que se conhecem tão bem do Campeonato Europeu das Nações.
       Se tudo correr como é normal, a Inglaterra será sempre primeira, e a mais forte candidata a acompanha-la é a Argentina. Mas nada garante que a Escócia não possa intrometer-se na "corrida", especialmente se encontrar os ingleses ou os Argentinos num dia menos bom.
       A Inglaterra venceu recentemente o Torneio das 6 Nações, e isso é suficiente para ser considerada uma favorita à vitória final, logo também o será no seu grupo. Los Pumas, quererão mostrar que a evolução que têm feito já os tornou numa equipa de nivel mundial, e que a sua entrada no Tri Natios Series já no proximo ano apenas se deve a qualidade dos argentinos. Os escoceses são uma equipa experiente e aguerrida com excelentes valores. Geórgia e Roménia são talves neste momento a sétima e oitava selecções europeias, logo a seguir as equipas dos Torneio das Seis Nações, contudo isso não é suficiente para garantirem um lugar nos oitavos.

       Na minha opinião, a classificação final será assim, a Inglaterra em primeiro, a Argentina em segundo, Escócia em terceiro, Geórgia em quarto e a Roménia em quinto. Mas repito este grupo é extremamente forte e equilibrado, é um grupo que dá garantias de grande espectaculo e portanto deverá ser seguido com especial atenção.

 

       Até ao Mundial há competições que continuam a decorrer, contudo por falta de tempo e disponibilidade não me tem sido possível acompanahr tanto quanto queria. De qualquer forma há uma competição que merece destaque. O Torneio das 3 Nações. Realizou-se este fim de semana a segunda ronda que opôs a Nova Zelândia e a Áfica do Sul, e houve uma "meia surpresa". E "meia surpresa" porquê? A surpresa não foi a vitória neo zelandesa, pois essa já era esperada, a surpresa é continuar a ver a fraca figura que os Springbooks estão a fazer. Depois da derrota com a Austrália era de esperar uma reacção dos sul africanos, mas a derrota desta semana por 40-7 voltou a demonstrar as mesmas falhas da semana passada.

       As formações ordenadas sul-africanas que tão famosas são, nestes dois jogos foram ridiculas, os pack's avançados australianos e neo zelandeses venceram praticamente todas as melles sem dificuldade. Também nos alinhamentos a Áfica do Sul está muito mal, e depois uma serie de erros que deram a bola aos neozelandeses e imensas placagens falhadas, que como se sabe contra equipas como a Nova Zelândia são fatais.

       Claro que também houve mérito dos All Blacks (e muito!), quem tem Dan Carter (mesmo a não acertar os pontapés) arrisca-se a vencer sempre.

Neste momento a África do Sul tem muito que melhorar antes do Mundial, terá ainda alguns jogos para provar o que relamente valem os Springboks, já a Nova Zelândia continua a mostrar que são os grandes favoritos para o Mundial.

 

By Pedro Santos

24
Jul11

Área de Ensaio

Pedro Santos

Análise ao Mundial - Grupo A

 

     

       A análise de cada grupo do mundial é obrigatória para perceber como será o proprio Rugby World Cup.

      Já há algum tempo que queria falar deste assunto, mas considero ser este o momento certo para o fazer, e como tal irei começar por analisar o Grupo A do mundial.

      Como todos os outros este grupo é composto por 5 equipas. Destas 5, duas irão apurar-se para os oitavos de final. O terceiro classificado irá automaticamente apurar-se para o Mundial de 2015, e as duas últimas equipas irão para casa mais cedo.

      O grupo A, tem então, a Nova Zelândia, a França, Tonga, Canadá e Japão. E os dois candidatos a passar à proxima fase são mais que óbvios, apenas um "desastre" iria impedir França e Nova Zelândia de passar aos oitavos. E muito provavelmente a Nova Zelândia será primeira classificada (verão mais à frente a importância de ser primeiro). Considero ainda que Tonga poderá ter uma pequena chance. É muito pouco provável, mas temos de o considerar, nem que seja por jogarem praticamente em casa.

      O terceiro classificado, será disputado por Tonga, Japão e Canadá. Tonga é favorito, o Japão depois de vencer o Pacific Nations Cup aparecerá motivado, o Canadá é uma equipa consistente e não sendo uma equipa de primeira linha, é forte e têm evoluido muito, pode tambem ser a surpresa.

      A minha aposta será Nova Zelândia em primeiro, França em segundo, Tonga em terceiro, Japão em quarto e Canadá em último. podem existir mudanças mas em principio será assim. O grupo parece-me acima de tudo competitivo, mas "por baixo" uma vez que a disputa dos dois primeiros não deverá ser acesa, a disputa do 3º lugar será sim uma batalha a seguir com atenção.

 

     Começou o espectáculo do Tri-Nations Series e logo com um grande jogo, a mostrar que esta é uma das melhores competições do mundo.

     Vitória australiana sobre uns Springbooks que forma uma pálida imagem daquilo que costumam ser, e que só nos inutos finais mostraram alguma coisa.

Já se sabia que a África do Sul, iria ter problemas. Jogadores lesionados, indefinições na equipa (os dois pilares fizeram a sua estreia), até problemas no voo para a Austrália houve.

     Já a Austrália, apareceu super motivada com vários jogadores que venceram o Super Rugby a crer agarrar a titularidade.

A vitória por 39-20, só espanta quem não viu o jogo. Os defesas australianos estão num nivel altíssimo, James O'Connor, Quade Cooper ou Adam Ashley-Cooper são jogadores de cariz mundial, e cada vez mais mudo a minha opinião. Os autralianos começam a parecer fortes candidatos para vencer o mundial.

     É preciso ver mais e perceber se esta forma que apresentam é passageira ou se é para ficar.

     Sábado ( 08.30 hora de Lisboa) os neozelandeses vão entrar em campo para defender o titulo frente aos sul-africanos. Veremos se estes (África do Sul) vão acusar o peso da derrota ou se pelo contrario vão mostrar aquilo que realmente são.

 

By Pedro Santos

17
Jul11

Área de Ensaio

Pedro Santos

3ª Parte

 

       Como o tempo é pouco e há muita coisa para dizer, aproveito esta crónica para tratar um assunto que há muito tempo queria abordar. Apesar de não estar directamente relacionado com o Rugby World Cup, assume nesta competição uma dimensão diferente. Vou falar esta semana de uma das mais belas tradições do mundo do rugby. A “terceira parte”.

       Um jogo de rugby é composto por duas partes de 40 minutos. A 3ª parte é tão ou mais importante que as outras duas (dependendo obviamente do nível competitivo de que se está a falar).

Mas o que é então a 3ª parte? A 3ª parte é um período que se segue ao jogoem si. Ambasas equipas reúnem-se, não só os jogadores, mas também os treinadores, presidentes, directores. São feitos elogios à prestação das equipas e relembram-se os momentos altos da partida. No fundo é um momento de confraternização que une homens que passaram os últimos 80 minutos a “lutar” dentro do campo. Por fim faz-se ainda uma menção ao árbitro. Tudo isto, claro está, acompanhado da bebida que para mim, melhor simboliza o rugby. A cerveja, pois claro.

       Quando não é possível reunir as duas equipas, a 3ª parte realiza-se na mesma. Os jogadores da equipa da casa reúnem-se, estreitando assim os laços entre si.

       Esta tradição é quase tão antiga como o próprio jogo, e é religiosamente cumprida, seja num jogo do campeonato inglês de rugby, seja num jogo de um campeonato de juniores em Portugal. É algo que faz parte do jogo.

       No mundial de rugby de 2007, o IRB fez algo que para mim foi um erro tremendo. Deu a escolher às equipas a possibilidade de comparecerem ou não nas “terceiras partes”. Claro que a maioria das equipas (e bem diga-se) não quebrou a tradição e lá esteve a festejar. Até aqui a 3ª parte é levada a sério.

Nesta mesma competição houve um acontecimento no mínimo curioso. Depois do jogo entre Portugal e a Nova Zelândia, alguns jogadores de ambas as equipas subiram novamente ao relvado e disputaram um pequeno jogo de futebol. Quem imaginaria? A melhor selecção de rugby do mundo e a única selecção amadora presente a disputar um jogo de futebol em pleno relvado?  Isto só demonstra uma coisa, até os All-Blacks levam a 3ª parte a sério. Aqui está a sua importância.

       Não conheço mais nenhum desporto que consiga fazer isto. Onde mais se vêm homens a lutar e depois a festejar alegremente, esquecendo o que se passou dentro do campo? Onde mais é possível ver a equipa mais forte e a mais fraca jogarem uma “peladinha” esquecendo que uns ganham milhões e outros estão ali por amor?

       É por isto que tenho tanto prazer em dizer que o rugby é o meu desporto, e que me orgulho por o ter escolhido.

Espero que este mundial volte a mostrar estas belas imagens, e mostre como o rugby é mesmo “um jogo de brutos, jogado por cavalheiros”.

 

      Mas enquanto o mundial não chega, há competições a decorrer.

      E é com enorme felicidade que digo que somos novamente Campeões Europeus de Sevens.

Á entrada para a etapa final do circuito havia possibilidades de Portugal se sagrar campeão, embora fosse muito difícil. Portugal teria de vencer esta etapa e esperar que a Inglaterra não alcançasse sequer as meias-finais da Taça Cup.

      A Inglaterra “fez o seu trabalho” ou seja ficou em 3ª lugar no grupo e apurou-se apenas para as meias-finais da Taça Plate. Cabia então a Portugal fazer a sua parte. E com tranquilidade “Os Lobos” atingiram a final onde encontraram a vizinha Espanha.

      E quem viu a final não pode ter ficado indiferente. Quando tocou a sirene perdíamos por 10-7, e apenas havia uma jogada para vencer a partida. Se perdêssemos a bola, perdíamos também o Europeu. Mas uma concentração fantástica e uma arrancada espectacular de Duarte Moreira deram-nos a 8ª vitória nesta competição. E este ano foi ainda mais difícil. A Inglaterra apostou forte neste Circuito, e a Espanha provou mais uma vez a sua evolução em sevens. Mas o que interessa, é que a taça é nossa.

       O Tri Nations Series começa no próximo sábado. Austrália e África do Sul abrem as hostilidades em Sidney. Em ano de mundial, será um Tri Nations para fazer algumas experiências e perceber se estas equipas estão em forma para levantar a “pequena” Webb Ellis.

       A Pacific Nations Cup chegou ao fim. Na quarta-feira passada, o Japão venceu as Fiji (24-13), enquanto que no “derby” Tonga-Samoa, Tonga venceu por (29-19).

       Apesar de Japão e Fiji terem acabado em igualdade pontual, o Japão tinha vantagem no confronto directo e venceu a prova. Boas indicações japonesas para o mundial. Veremos com será a prestação japonesa e até que ponto evoluiu o rugby japonês desde 2007.

       Por fim, já temos calendários para os campeonatos nacionais. O nosso Campeonato Super Bock (a divisão de Honra, campeonato maior do nosso rugby), arranca no fim-de-semana de 24 e 25 de Setembro. A 1ª jornada irá opor os campeões Agronomia e os recém chegados CDUP, na Tapada, enquanto que em Monsanto haverá um sempre especial Direito – CDUL. Em Setembro cá estaremos para acompanhar estas andanças.

 

By Pedro Santos

10
Jul11

Área de Ensaio

Pedro Santos

Favoritos

 

      

       Tudo o que envolve prever o futuro, é regra geral, de desconfiar. Este é feito de factores tão aleatórios que é quase impossível antecipá-lo.

Contudo, há situações em que é possível saber-se de antemão o que acontecerá, com mais ou menos de certeza.

       E digo isto porque eu próprio vou faze-lo. Vou tornar-me por momentos em vidente, bruxo ou que lhe queiram chamar e vou antecipar quem vencerá o Campeonato do Mundo de Rugby. E faço-o porque não é difícil.

       O vencedor sairá certamente de um grupo de quatro selecções, a Nova Zelândia, crónica candidata que apenas terá a história contra si, a Africa do Sul, que neste momento consegue aliar jogadores veteranos como John Smit ou Victor Matfield, com jovens de imenso valor como Bismarck du Plessis e Morné Stein, a Inglaterra que aparecerá super motivada depois da vitória no Torneio das Seis Nações, e a Austrália. A Austrália é um caso “estranho”. Não vence um Tri Nations Cup desde 2001, no último mundial não passaram dos quartos de final, e os últimos resultados em jogos amigáveis não têm sido nada de surpreendente. Mas não podem nunca ser excluídos deste lote de super -favoritos, ainda para mais sabendo que se irão apresentar no mundial com vários jogadores que venceram o Super 15 ao serviço dos Reds. Motivação não faltará a estes jogadores certamente.

       Apesar de selecções como a Irlanda, a França, a Argentina ou a Escócia serem selecções fortes, ninguém aposta nelas para uma vitória final, e se isso acontecesse seria no mínimo surpreendente. E no rugby, as surpresas raramente acontecem.

 

       Como já referi, o Reds venceram o Super 15. É justo, foram a melhor equipa durante a época. Acabaram a fase regular em primeiro, chegaram á final vencendo os Blues nas meias-finais e na final derrotaram os Crusaders por 18-13. O jogo teve uma primeira parte muito fechada, com as equipas a não quererem cometer erros, com o avançar do relógio, o jogo abriu e os Reds conseguiram superiorizar-se a uns Crusaders muito desgastados, e a acusarem claramente os muitos meses de competição. Os últimos minutos foram um “hino à defesa” com os australianos a defenderam a magra vantagem com placagens espantosas. O troféu do primeiro Super 15 viaja assim até à província de Queensland, casa dos Reds.

       O Circuito Europeu de Sevens regressou este fim-de-semana. Depois de duas vitórias inglesas nas duas primeiras etapas. Portugal voltou a não corresponder às expectativas, até venceu o grupo (a derrota com a Ucrânia é uma surpresa), mas nas meias – finais da Taça Cup perdeu com o Itália e perdeu novamente a hipótese de vencer o Circuito. Este não é mesmo o nosso ano.

       No Pacific Nations Cup, os resultados desta semana foram curiosos, Tonga, depois de ter vencido as Fiji, perdeu com o Japão (27-28), e Samoa que havia vencido o Japão, foi derrotada pelas Fiji (36-18). A disputa deste troféu está ao rubro.

 

       Gostaria de finalizar com um facto curioso. Quem diria que o Japão passaria a ser a nova “Meca” do rugby mundial? A vários anos que o Japão aposta no rugby, mas agora como nunca os japoneses parecem querer investir os seus Yen’s no rugby. São vários os jogadores que a seguir ao Rugby World Cup irão jogar para o país do sol nascente. Jogadores como os Springbooks Fourie du Preez e Danie Rossouw, o inglês James Haskell, o escocês Scott MacLeod ou o Segunda Linha neozelandês Brad Thorn.

       Isto tornará o rugby japonês muito mais competitivo, para além de atrair novos jogadores. Os efeitos na selecção japonesa não serão imediatos, mas daqui a 5/6 anos aparecerão, e serão certamente muito positivos.

 

By Pedro Santos

03
Jul11

Área de Ensaio

Pedro Santos

Os Números do Mundial

 

       Continua a contagem decrescente rumo ao Campeonato do Mundo de Rugby. Aquele que é considerado o 3º maior evento desportivo do mundo, será este ano a grande atracção do mundo do desporto.

       Para se perceber a dimensão desta competição, importa conhecer alguns números.

       91 Equipas disputaram a qualificação para o Mundial um pouco por todo o mundo, dessas, apenas 8 conseguiram juntar-se às 12 que haviam conseguido o apuramento na França em 2007. No total mais de 600 jogadores estarão na Nova Zelândia a disputar o título, se juntarmos o número de treinadores e restante staff, rapidamente percebemos o número de pessoas envolvidas.

      Em termos financeiros, a expectativa é que, da parte da organização se gastem cerca de 310 milhões de dólares Neozelandeses. Em termos de receitas, apenas a venda de bilhetes deve gerar um total 280 milhões de dólares. Se se juntar a este valor o restante das receitas vindas do turismo, da venda de produtos relacionados com o Mundial, entre outros, rapidamente se compreende que as receitas irão superar os gastos.

       Este será também o maior evento desportivo alguma vez realizado na Nova Zelândia. A juntar aos milhares de entusiastas Neozelandeses, espera-se ainda que mais de 80.000 pessoas de todo o mundo se dirijam à Nova Zelândia para assistir ao torneio (o número não impressiona, mas há que compreender que a Nova Zelândia fica longe da Europa, continente onde há mais adeptos da modalidade).

       No total haverá 13 estádios a receber os jogos, de onde se destaca o estádio de Auckland, o Eden Park, onde se jogará a final, que tem uma capacidade para 60.000 pessoas. Os restantes estádios apresentam capacidades entre os 40.000 lugares (Wellington Regional Stadium) e os 15.000 lugares (McLean Park e Arena Manawatu).

       No que se refere às transmissões televisivas, há já confirmados pelo menos três dezenas de canais de todo o mundo que irão transmitir os jogos. Desde a Alemanha a Hong Kong, passando pelo Brasil ou a Colômbia, todos terão a oportunidade de ver os jogos.

       Para garantir que tudo corre como previsto, mais de 5000 voluntários já se inscreveram para ajudar.

       Numa altura em que faltam apenas 67 dias para o início do Mundial, tudo parece estar pronto e agora falta mesmo é ver a bola rodar.

 

       Em termos de actualidade, a Nova Zelândia venceu o Mundial de sub-20, derrotando na final a Inglaterra. Os jovens Neozelandeses não deram hipóteses e mais uma vez levaram o troféu.

       Numa semana em que não há etapas do Circuito Europeu de Sevens, houve sim as meias-finais do Super Rugby, e já há finalistas. Na primeira meia-final os Reds (Austrália) mostraram o porquê de terem sido primeiros na fase regular e derrotaram os Blues (África do Sul) por 30 – 13, num jogo onde a inexperiência de alguns jovens sul-africanos ficou bem evidente. No lado dos Reds, destacaram-se Rod Davies (3 ensaios) e Quade Cooper.

       Na outra meia-final, esperava-se um grande jogo entre duas excelentes equipas. De um lado os Canterbury Crusaders de Dan Carter e do regressado Richie McCaw, do outro os Stormer de Schalk Burguer e Brian Habana, sem falar dos restantes internacionais neozelandeses e sul-africanos que pontificavam em ambos os XV’s. A vitória acabou por sorrir aos Crusaders por 29-10. Depois de uma época complicada com muitas lesões e sempre sem sítio certo para jogar poucos apostariam que esta equipa iria chegar à final. Mas a qualidade dos seus jogadores chegou e bastou para o atingirem. A final é dia 9 de Julho (próximo sábado) e aconselho desde já todos a assistirem, pois de certo será uma grande partida de rugby.

       Esta semana começou também o Pacific Nations Cup. Na primeira jornada, Tonga venceu as Fiji (continuam a não conseguir passar os sucessos de sevens para XV) por 45-21, e Samoa também não teve dificuldades em vencer os japoneses por 34-15. No próximo fim-de-semana há mais.

Gostaria de acabar com uma notícia triste para o rugby português. Depois de 5 anos a jogar numa das melhores equipas francesas, Gonçalo Uva abandonou o Montpellier e irá regressar ao seu GD Direito. È difícil ver como um jogador deste calibre passa do Top 14 para o nosso campeonato. Perdemos assim o nosso representante nos grandes campeonatos europeus de rugby.

 

By Pedro Santos

26
Jun11

Área de Ensaio

Pedro Santos

A Caminho do Rugby World Cup

 

 

        No momento em que esta crónica é publicada, faltam exactamente 74 dias, 17 horas, 19 minutos e 40 segundos para o início do Rugby World Cup 2011, segundo uma contagem da International Rugby Board. Parece pouco, mas acreditem que para os amantes da modalidade, estes 74 dias irão parecer uma eternidade. Valem as competições internacionais que ainda decorrem (o Super Rugby, o Junior World Championship e o Circuito Europeu de Sevens), os jogos internacionais de Julho/ Agosto e claro o 2011 Tri-Nations Series, para atenuar esta espera.

       Portanto, creio que chegou a altura de começar a análise ao Campeonato do Mundo de Rugby.

       Esta será a sétima edição do torneio, que se realiza desde 1987, de quatro em quatro anos. A primeira edição do Campeonato do Mundo de Rugby decorreu na Austrália e na Nova Zelândia, e foi ganha pelos All-Blacks, naquela que é ainda a sua única vitória.

       Quatro anos depois, a competição viajou até à Europa. Esta foi a edição com mais organizadores, 5 no total (as equipas do Torneio das 5 Nações). Mas a Taça Webb Ellis, acabou por voltar à Oceânia, e mais concretamente para a Austrália.

       O Campeonato do Mundo de Rugby de 1995 é certamente o mais famoso. A produção cinematográfica fez questão de imortalizar os feitos de François Piennar e o papel de Nelson Mandela na conquista do título pelos sul-africanos. Contudo poucos sabem que esta foi a última edição não – profissional. Em 1996, as principais selecções profissionalizaram-se e iniciou-se a era do rugby profissional.

       Em 1999, o último Campeonato do milénio, voltou a realizar-se na Europa, no País de Gales, e a Austrália tornou-se a primeira selecção a vencer o Campeonato do Mundo de Rugby por duas vezes. Em 2003 e 2007 os campeonatos realizaram-se respectivamente na Austrália e na França, e viram a Inglaterra e a África do Sul levar os troféus.

       Na edição deste ano, mais uma vez estarão presentes 20 equipa (não há surpresas este ano, em relação a 2007, saí Portugal e entra a Rússia) dividas em 4 grupos de 5 equipas. Destes grupos, as duas primeiras equipas irão avançar para os oitavos-de-final, e o terceiro classificado, apesar de eliminado, irá qualificar-se automaticamente para a edição de 2015 na Inglaterra. Depois seguem-se os habituais jogos a eliminar, até que, duas equipas irão estar presentes no dia 23 de Outubro, no Eden Park, em Auckland.

       Infelizmente este ano não poderemos contar com “Os Lobos”, mas, certamente não irão faltar motivos de interesse para se seguir atentamente o Rugby World Cup.

 

       Num contexto diferente, continuam a decorrer competições internacionais que merecem destaque. O Super Rugby (ou Super 15), a grande competição de clubes do Hemisfério Sul, entrou numa fase final. No dia 2 de Julho, realizam-se as meias-finais com os jogos Reds – Blues e Stormers – Crusaders.

       No IRB Junior World Championship, confirmou-se o que se previa, a Nova Zelândia e a Inglaterra atingiram a final, depois de derrotarem a Austrália por 37-7, e a França por 33-18 respectivamente. A final realiza-se hoje (26 de Junho de 2011). Nestas equipas merecem destaque os dois Médios – de – Abertura, George Ford do lado inglês, e Gareth Anscombe, dois jogadores com um enorme potencial.

       O Circuito Europeu de Sevens viajou esta semana até Moscovo. Depois de seis jogos apenas com vitórias, Portugal não foi capaz de vencer a Inglaterra (como aconteceu no sábado, por 28-21) e acabou em 2º lugar neste torneio. Por um lado, sem dúvida que a selecção portuguesa beneficia bastante da presença de jogadores como Jacques Le Roux, Carl Murray, Gonçalo Foro ou Frederico Oliveira. Por outro lado nota-se claramente que os ingleses finalmente começam a atribuir importância a esta competição.

       E como não só de rugby internacional se vive, o Circuito Nacional de Sevens chegou este fim-de-semana ao fim e teve como vencedor o CF “ Os Belenenses”. Depois de vencer os 4 torneios do circuito, foi com naturalidade que os “Azuis do Restelo” chegaram ao título, superando o CDUL e a Académica de Coimbra, que se classificaram em 2º e 3º lugar.

Espera-se agora que a grave crise que afecta o clube, não signifique o fim desta secção, como chegou a ser equacionado, por exemplo para o futsal. O Belenenses além de ser uma das mais competitivas equipas do nosso campeonato, é um clube histórico e cheio de tradição. O nosso campeonato tem muito a ganhar com a sua continuidade.

       Uma situação ainda mais grave, acontece França. Uma das melhores equipas do campeonato francês, o Stade Français está à beira da falência, se não encontrar investidores rapidamente. Para bem do rugby europeu, espero que se encontre uma solução rápida.

 

By Pedro Santos