Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011
Steve Field

Dream team, parte 2

Qual o melhor Barcelona de sempre? O de Cruyff ou o de Guardiola? Não é uma pergunta fácil de responder e o “vencedor” será, certamente, a melhor equipa da história, que demonstra uma vez mais o poderio da equipa da Catalunha.

O Barcelona de Cruyff, provavelmente, garantia mais espectáculo. Eram goleadas atrás de goleadas. No entanto, sofria muitos golos e até era goleado algumas vezes, como na final da Champions com o Milan de Capello. Aqui reside a principal diferença entre os dois conjuntos, pelo que a minha resposta tende para o lado de Guardiola.

Muitos acusam Guardiola de ter o trabalho facilitado, por ter jogadores fenomenais. “Nem precisam de treinador”, dizem alguns. Puro engano. Guardiola é um génio táctico como há poucos, apesar de falhar em algumas substituições quando mais necessita. Outro treinador, provavelmente, cometeria o erro de Cruyff: só tinha no pensamento a organização ofensiva. Guardiola, pelo contrário e por incrível que pareça, trabalha mais a organização defensiva. Como? Através da recuperação de bola, a chave de todo o futebol do Barcelona. Muitos afirmam que essa chave é a posse
de bola. Mas para ter a bola é necessário recuperá-la e nisso, com um pressing alto fortíssimo, os homens de Guardiola são os melhores, pelo que sofrem muito poucos golos.

Um dos principais responsáveis pela organização defensiva é Busquets, provavelmente o melhor pivô do mundo. É um jogador “invisível” mas de uma utilidade incrível, é o “guarda-costas” de todos os génios do meio-campo, que sem Busquets não brilhariam tão alto. Outro dos pontos fortes defensivos nesta equipa são as bolas paradas. Incrível como uma equipa com uma das médias de altura mais baixas da europa raramente sofre golos de canto. O trabalho é mesmo o segredo do sucesso.

Posto isto, para mim o futebol do Barcelona de Guardiola é o melhor de sempre. Foi beneficiado em algumas vezes? Sem dúvida. Mas só os fanáticos poderão atirar areia para os olhos e não ver que o Barcelona, infelizmente para quem é fã de Mourinho como eu, é e dificilmente deixará de ser a melhor equipa.



publicado por Steve Grácio às 22:38
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Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011
Steve Field

Académica e Paços de Ferreira, as diferenças

 

Académica e Paços de Ferreira são, neste momento, duas das equipas que mais se falam no nosso campeonato, ainda que por motivos opostos.
Os homens de Coimbra, que lutam pela descida ano após ano apesar de ser um dos clubes históricos, são uma das sensações da liga, enquanto os homens da capital do móvel são a grande decepção, contrariamente ao que fizeram nos últimos anos.

 

Qual é, então, a grande diferença entre os dois conjuntos: Pedro Emanuel. O antigo capitão do Porto mostra, uma vez mais, que a maioria dos grandes patrões da defesa e do meio campo são grandes treinadores. Com o desejo de voltar ao seu clube do coração, desde vez para ser treinador, Pedro Emanuel montou um grupo forte, com um esquema (4-3-3) muito bem definido, moldado por um modelo de jogo da qual sou profundo adepto.

 

 

Já o Paços de Ferreira, apesar de privilegiar o mesmo esquema da equipa de Coimbra, apresenta resultados e exibições bem contrárias. O que tem conseguido Pedro Emanuel que a turma pacense não consegue?

 

Como já disse, a Académica tem vindo a apresentar um futebol que admiro, um futebol que o Paços vinha apresentando nas últimas épocas. Sem bola, a equipa baixa o bloco e Diogo Mela junta-se a Sow, uma das revelações desta liga, ficando Adrien com um pouco mais de liberdade. Com bola, Diogo Melo avança um pouco no terreno. Assim, a equipa sem o tal número dez, tem em Adrien o grande cérebro, o tal ‘oito e meio’.

 

Sem bola, tanto Marinho como Diogo Valente recuam até ao meio campo, para garantir a coesão defensiva. Com bola, os mesmos alargam o campo para dar profundidade ao jogo, com a subida de dois grandes laterais, Cédric e Hélder Cabral. Assim, a equipa sobe e desce em bloco, raramente saindo descompensada. Ou seja, faz campo pequeno a defender e campo grande a atacar, um regalo para os amantes da táctica.

 

Por sua vez, o Paços de Ferreira é uma equipa extremamente desequilibrada. Por ter maus jogadores? Não acho. Muitos deles vêm de outros anos. Daí considerar o pedido de reforços de Henrique Calisto um atirar areia para os adeptos, uma desculpa para os maus resultados. Calisto devia de trabalhar mais e queixar-se menos. A equipa desequilibra-se nos 4 momentos de jogo. Com um pouco mais de trabalho, as debilidades da equipa seriam disfarçadas, tal como são as da Académica. Sim porque Académica e Paços de Ferreira têm um factor comum: uma defesa fraca. A diferença é que a organização de Pedro Emanuel disfarça, a de Calisto afunda. O trabalho, na maioria das vezes, faz milagres.

 

Com isto, a turma de Coimbra vai no sexto lugar da prova e na meia-final da taça, memorável. Já o Paços, a continuar assim vai para a Orangina. Parabéns, Pedro Emanuel. Ganhaste um admirador.

 

 



publicado por Steve Grácio às 14:23
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Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011
Steve Field

Sem chama

Portugal venceu, mas não convenceu. A vitória por 1-0 sobre a Guatemala no mundial sub-20 é manifestamente pouco para a (suposta) diferença entre as selecções. Há quem lhe chame falta de humildade, mas para mim é falta de qualidade. Mas neste ponto é melhor não me alongar muito, para não me repetir. Basta dizer que é o efeito bola de neve: má organização, maus resultados nas camadas jovens.

No entanto, atingir os quartos-de-final de um mundial é muito bom. Ainda pode ser melhor, mas o próximo adversário é a toda-poderosa Argentina e com esta qualidade exibicional tudo se complica.

 

 



publicado por Steve Grácio às 01:16
editado por Minuto Zero em 11/11/2011 às 11:17
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Terça-feira, 26 de Julho de 2011
Steve Field

Pré-época

 

          Inicia-se a época e a grande preocupação é formar uma boa equipa. Para formar uma boa equipa, a pré-época, dizem alguns, é fundamental. É na pré-época que se adquirem as capacidades físicas que irão suportar a temporada. Puro disparate.

Por norma, são os treinadores mais antigos que defendem este ponto. Assim, na pré-época dão “tareias” aos seus jogadores para estes ganharem preparação. A bola surge só numa fase posterior.

Na nova vaga, esta ideia está posta de parte, mas em alguns casos continua a sair disparate. A bola é a única preocupação, mas não jogam. Os jogadores morrem com a bola.

          Para os melhores, como Mourinho e Villas Boas, o fundamental é a coesão do grupo. Por isso, segundo o que se consta, os seus treinos são sempre divertidos (com intensidade, claro) e os jogadores relacionam-se na perfeição, sem estar mortos. Ou seja, o essencial é poupar esforços. Estranho? Nem por isso.

          Se a época é longa e desgastante, para quê gastar energias em fase tão prematura? Assim, o principal é poupar os atletas para estes estarem totalmente aptos para mais uma época de máxima intensidade. Além disso, como não matam os jogadores, não perdem tempo a recuperá-los. São, de facto, treinadores especiais.

Bem, mas falar é fácil. Não me quero armar em expert, porque não sou, só quis expor de forma muito resumida a diferença entre os especiais e os bons. Custa-me entender, por exemplo, os problemas musculares que afectam constantemente o plantel do Benfica, quando a competição aperta. Má preparação, certamente.

 

by Steve Grácio



publicado por Steve Grácio às 14:31
editado por Jorge Sousa em 29/07/2011 às 11:03
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Terça-feira, 19 de Julho de 2011
Steve Field

Jogador é só um

 

          Argentina perde e a frase mais referida é “Messi sem Xavi e Iniesta é zero”. Todos dizem isso, todos os fanáticos pelo Ronaldo. Ora, não querendo discutir quem é melhor (não há discussão possível, e já sabem o que penso), poderá um jogador ser diferente em duas equipas diferentes?

          Não, claro que não. O Messi melhor do mundo no Barcelona é o mesmo que joga na Argentina. O Messi que parece que tem um comando da playstation nos pés joga igual em dois contextos diferentes. Quem viu o jogo com o Uruguai, facilmente poderá dar-me razão. Sendo assim, para além do fanatismo pelo Ronaldo, o que leva as pessoas a dizer tamanha asneira?

          Fácil, as derrotas. No futebol, qualquer interveniente é avaliado pelos resultados. No Barcelona, Messi brilha e o Barcelona ganha. Na selecção, Messi brilha e a selecção perde. Aqui está a diferença, pelo que Xavi e Iniesta fazem realmente falta. No entanto, sem Xavi e Iniesta o Messi é o Messi, só que sem vitórias. Quem diz que ele é um jogador banal sem eles, não quer ver mais por só ver a máquina madeirense.

          Um bom jogador é bom em qualquer lado, pode é ganhar num lado e noutro não. Ronaldo brilhou em Manchester e brilha em Madrid. Aquela história de um jogador ser bom apenas para clube pequeno é outra mentira. Bom jogador joga bem quer no Olhanense quer no Benfica. Se no Benfica não jogar bem, não é um grande jogador.

          Com isto, volto a afirmar que Messi é de outro mundo e é dos melhores de sempre, mesmo não ganhado nada pela sua selecção. Ao contrário do que muitos afirmam, Messi noutro clube que não o Barcelona brilharia também, não sabe fazer outra coisa que não encantar.

Quanto à competição, com a eliminação dos favoritos Argentina e Brasil e das boas selecções do Chile e da Colômbia, a minha aposta no Uruguai ganha força. E uma vez mais reafirmo a quão fraca é a competição e as equipas que a compõem, apesar de haver jogadores fantásticos.

No mundial feminino, venceu o Japão, a equipa que melhor futebol apresentou. Um regalo para quem gosta de futebol e um exemplo para muitos homens. Foi uma grande competição, cheia de boas equipas. O futebol feminino promete.

 

By Steve Grácio



publicado por Steve Grácio às 00:49
editado por Jorge Sousa em 29/07/2011 às 11:12
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Terça-feira, 12 de Julho de 2011
Steve Field

Notas, parte 5

 

1 – Com muita pena minha, não tenho acompanhado tão de perto a Copa América como gostaria. Posto isto, não poderei fazer uma análise pormenorizada como gostaria. Do que tenho visto, mais uma vez irei repetir-me ao dizer que as equipas sul americanas não me encantam, apesar do enorme talento dos seus jogadores. O Brasil é das piores selecções, uma selecção que vive da inspiração de jogadores medianos como Ganso e Neymar, jogadores que os media teimam em endeusar, incrivelmente. A argentina, a selecção com maior talento individual, teima em não resultar colectivamente, quem sabe por pensar que Messi de um momento para o outro resolve, e isso mesmo ao melhor do mundo nem sempre é possível. No entanto, pelo que vi no último encontro, já com uma dinâmica ofensiva mais forte, considere-os os favoritos à vitória final, apesar de continuar a dizer que o Uruguai ao melhor nível poderá fazer estragos.

Nas restantes equipas, a surpresa poderá vir por parte da Colômbia, provavelmente a equipa que melhor se apresentou até então. Chile e Uruguai têm uma palavra a dizer, e pelo que vi das duas grandes selecções, razões para sonhar não faltam. Uma competição que apesar do desinteresse que tem provocado, não é para perder de vista.

 

2 – Tal como na Copa América, nas duas outras competições também será difícil uma análise mais ao pormenor. No entanto, no mundial feminino tenho conseguido acompanhar e a surpresa tem sido grande pelo elevado nível apresentado. A grande favorita Brasil claudicou nos penaltys, deixando caminho aberto para os EUA e a Suécia que irão medir forças, respectivamente, com França e Japão, duas meias-finais que prometem, para acompanhar amanhã.

Nota final para a Brasileira Marta que é, de facto, uma jogadora de outro mundo. Pena que não poderá jogar mais na competição face à eliminação da sua selecção, mas a sua qualidade ficou bem patente nos jogos que disputou. Mais um caso a comprovar que o talento não se mede pelo género.

No mundial sub-17, vitória da equipa da casa, que se apresentou sempre muito madura para a idade dos seus atletas. Os jogos das meias-finais, o jogo de atribuição do terceiro e quarto lugar e a final foram verdadeiros hinos ao futebol. Venceu a equipa que melhor explorou os erros adversários, pois a qualidade era homogénea. Foi um torneio bastante atractivo, com grandes valores a despontar e que deu para verificar a evolução de um país a nível futebolístico. As melhores selecções na competição são das melhores selecções a nível sénior, prova que os sucessos começam a ser alcançados na base.

 

3 – Nota final para a desilusão vinda da luz. É certo que estamos na pré-época, altura ideal para errar. O que me preocupa não são as derrotas. Preocupa-me sim a má gestão do clube. Não há substituto para Coentrão, Maxi quer sair e não há substituto, os centrais são fracos para o nível pretendido, algo que pode ser remediado com a vinda de Garay, que fará uma boa dupla com Luisão, só que sem substitutos à altura. Não há substituto para Salvio. O Benfica contrata muito, mas contrata muito mal. Não contrata o que necessita, parece que o dinheiro abunda e que o que interessa é contratar avançados (por falar em avançados, que desperdício desaproveitar um jogador como Rodrigo). Enfim, mais um ano pintado de azul. Fraco Benfica, muito fraco.

 

By Steve Grácio



publicado por Steve Grácio às 23:10
editado por Jorge Sousa em 29/07/2011 às 11:04
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Terça-feira, 5 de Julho de 2011
Steve Field

A qualidade europeia

Este verão, como habitual, a bola continuou a rolar. Se não há europeu ou mundial, há europeus ou mundiais de outros escalões, ou campeonatos de outros continentes, e até mundiais femininos. Há futebol para todos os gostos.

Já aqui o disse algumas vezes, não aprecio o futebol extra-europa. Não estou a dizer que não vejo, porque vejo, mas não há nada como ver futebol europeu. Tenho acompanhado o início da Copa América e vejo um ou outro jogo do mundial sub-17 e mundial feminino. Já acompanhei o europeu sub-21 e alguns jogos da CONCAAF. De todos, o que mais gostei foi o europeu sub-21. O futebol é técnico-tacticamente mais evoluído.

Na copa América, por exemplo, da qual tinha algumas expectativas, tem sido uma desilusão. Há muita matéria-prima e pouca produtividade. Os melhores jogadores, como Messi, Neymar ou Ganso jogam apenas para si. Tenho um feeling que o Uruguai irá vencer a competição. Não que seja superior ao Brasil ou à Argentina, mas é tacticamente evoluído e tem um tio atacante temível. Prevejo uma luta a três, com Paraguai e Chile à espreita.

Na jornada inaugural, Argentina e Brasil empataram e desiludiram. Em teoria, jogaram com os adversários mais fracos do seu grupo. No Brasil, o jogo que prestei mais atenção, houve uma incrível falta de profundidade, característica comum a todo o futebol brasileiro, algo que não me encanta. A maioria dos jogadores tem muita qualidade, mas depois em vez de a traduzirem em prol da equipa, tornam o jogo demasiado individualista, cheio de tabelas denunciadas, com um futebol super afunilado. Falta talvez um grande líder capaz de “cozinhar” todos estes ingredientes.

A Argentina, com tanta qualidade ofensiva, depende única e exclusivamente de Messi. Uma equipa não pode depender de um jogador. O futebol fica denunciado e “fácil” de anular. Mais uma vez, nota-se uma falta de liderança. Quem perde é o futebol, pois com tanto jogador de qualidade acima da média, Brasil e Argentina poderiam encantar o mundo.

No mundial sub-17, a surpresa vai para a Alemanha, uma selecção muito adulta para a idade dos seus jogadores. Na meia-final, irá defrontar o México, a equipa da casa. Na outra meia-final, a grande potência Brasil defronta o rival Uruguai. Dois jogos interessantes para se seguir.

Na próxima semana, irei atentar com mais pormenor para a Copa América, tentando debruçar com mais exactidão o modo de jogar das principais equipas e das revelações, assim como fazer uma breve análise do mundial de sub-17 que já terá terminado. Quanto ao mundial feminino, irei tentar também expor, mesmo que de modo breve, um pouco da competição que tem sido interessante.

Não poderia terminar este texto sem fazer referência a Djokovic, o melhor desportista da actualidade. A sua exibição na final de Wimbledon foi implacável, não dando quaisquer hipóteses ao super Nadal. É a quinta vitória consecutiva do Sérvio frente ao Espanhol. A continuar assim, ninguém o parará. Nunca esperei ver um jogador defender tão bem como Nadal. Além disso, simultaneamente a esse jogo defensivo fenomenal, ataca como poucos. Djokovic é na actualidade o jogador mais completo do mundo. Parece um pouco de Federer e um pouco de Nadal. O seu ataque chapado parece ser o antídoto para Nadal, o antídoto que poucos conseguem encontrar.

 

by Steve Grácio



publicado por Steve Grácio às 11:54
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Terça-feira, 28 de Junho de 2011
Steve Field

         1 – E mais uma vez, um título para a Espanha em futebol. Já começa a ser habitual e os factos valem por si mesmo: a Espanha domina o futebol actual, quer a nível de selecções quer a nível de clubes. Ao ver a selecção sub-21 que venceu o europeu da categoria parece que temos um déjà vu tal é a semelhança com a selecção principal. Tal semelhança só revela o excelente trabalho que tem sido desenvolvido em Espanha, um exemplo a seguir por todos. Isto é, todas as selecções da Espanha (tal como no Barcelona) têm um modelo de jogo comum. Assim, existe uma identidade única que só traz vantagens: traz resultados a curto e longo prazo. A curto prazo porque face à qualidade do modelo surgem resultados. A longo prazo porque os jogadores mais novos chegam à selecção principal e já vão adaptados pois a maneira de jogar é a mesma. Portugal devia de seguir o exemplo da sua vizinha. Com a qualidade dos nossos atletas, os resultados apareceriam a longo prazo. Mais do que qualidades individuais, fazem-se campeões pela criação de uma identidade. A fidelidade a essa identidade irá trazer resultados.

Quanto aos valores desta selecção, o Tiago já os exprimiu, pelo que não o voltarei a fazer. O que é certo é que a selecção principal tem matéria-prima para muitos e bons anos, pelo que se prevê que a onda de bons resultados continue.

Destaque ainda para a selecção vice-campeã, a Suíça, que apresentou um excelente futebol e uma consistência defensiva exemplar com apenas golos sofridos na final. Na Suíça, com menos recursos técnicos que nós, trabalha-se muito e bem, pelo que os resultados, uma vez mais, aparecem. Esta selecção é a mesma que se sagrou campeã mundial de sub-17. Sucessos maiores na selecção principal em perspectiva.

 

         

         2 – No domingo fiquei até tarde acordado para assistir a uma grande partida de futebol. O México venceu a Gold Cup ao bater os EUA por 4-2, mesmo depois de estar a perder por 2-0. Esta selecção Mexicana tem uma excelente equipa. Em 2014 se mantiver esta organização brilhará no mundial do Brasil. Tem de trabalhar mais a organização defensiva, é certo, mas do meio campo para a frente são do melhor que há. Cada ataque, por norma, causa perigo. Uma selecção a seguir com jogadores muito bons, como Giovani dos Santos, que fez uma exibição perfeita na final, coroada com um golo monumental. 

 

 

         3 – Não podia terminar este texto sem referir, ainda que de modo breve, o torneio de Wimbledon. Infelizmente, tenho acompanhado pouco (é o que dá ser a Sporttv a transmitir). Vi hoje o grande jogo entre Nadal e Del Potro. Quanto a mim, sem ser Federer, na relva apenas Del Potro, actualmente, consegue travar o espanhol. Como Nadal venceu e como temo que Federer não esteja no seu melhor nível ou se estiver que irá claudicar mentalmente frente a Nadal, prevejo (mais) uma vitória do espanhol. Espero estar errado, espero ver Federer no auge do seu potencial para travar Nadal. Um torneio para seguir a par e passo daqui adiante.

 

by Steve Grácio



publicado por Steve Grácio às 00:25
editado por Jorge Sousa em 29/06/2011 às 16:06
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Quarta-feira, 22 de Junho de 2011
Steve Field

1 – É a notícia do dia: Villas Boas abandona a sua “cadeira de sonho” e ruma aos milhões de Londres, num trajecto que, quer queira quer não, se assemelha ao seu mestre Mourinho. Villas Boas bem tenta desmarcar-se dessa ideia, mas o seu caminho segue de modo idêntico.

Hoje em dia, não há “cadeiras de sonho”, não há nada. Há sim dinheiro que seduz qualquer um. Não duvido que seja portista, mas no mundo actual ninguém pode jurar fidelidade a um clube, pois o dinheiro fala mais alto. Quem pensou o contrário, como acredito que muitos portistas o fizeram, é bastante ingénuo.

Agora, fala-se que Falcão e Moutinho rumarão a Londres com o “Special Two”. Caso se confirme, serão duas armas muitos fortes para o ataque à Champions, principal objectivo do clube, falhado por Mourinho. No entanto, com ou sem Falcão e Moutinho, não duvido do sucesso que Villas Boas terá no Chelsea, já que, como já afirmei bastantes vezes, é um fenómeno e não me espantaria muito que superasse Mourinho.

Segue-se Vítor Pereira no caminho do Porto. Uma aposta que certamente se deu por este conhecer os cantos à casa, mais propriamente aos jogadores. Não duvido que a preferência recaía em Domingos ou Jorge Costa, mas estes já têm clube. Assim, o novo técnico portista terá o desafio de continuar a vencer, algo que naquele clube todos parecem conseguir. Vítor Pereira certamente irá vingar no Porto e irá ser mais um dos bons técnicos que o nosso futebol tem.

2 – Aconselho a quem gosta de futebol a acompanhar o campeonato europeu de sub-21. Amanhã irão realizar-se as meias-finais. A favorita Espanha medirá forças com a Bielorrússia, ao passo que Suíça e República Checa jogam a outra meia-final. Estas duas últimas são as sensações da prova pelo futebol apresentado. Os Checos são provavelmente o maior destaque por terem eliminado a Inglaterra, uma das favoritas à conquista final. Sábado haverá a final e o encontro que irá ditar o terceiro lugar e acesso aos jogos olímpicos (não era suposto haver atribuição de terceiro lugar, só irá haver por eliminação precoce da Inglaterra. Caso a Inglaterra tivesse sido apurada, como é anfitriã da competição, os 3 lugares estariam preenchidos. Assim, com a Inglaterra já apurada por ser anfitriã, terá de haver um encontro para decidir o outro apurado para além dos finalistas). Assim, irei tentar debruçar-se sobre esta competição na próxima semana.



publicado por Steve Grácio às 02:53
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Terça-feira, 14 de Junho de 2011
Steve Field

Baby Boom português

 

      2003 foi o ano da mudança de mentalidades no panorama português, ano em que Mourinho venceu a Taça Uefa ao serviço do Porto. A partir dessa data, o treinador português passou a ser visto de outro modo, passou a ter o respeito dos dirigentes portugueses, que começaram a apostar mais “na prata da casa”, e dos clubes estrangeiros que fomentaram a emigração dos mesmos, que se acentuou com os sucessos da selecção e, novamente, com o sucesso de Mourinho no estrangeiro.

      No entanto, nunca como hoje o treinador português esteve tão bem conceituado. Se Mourinho foi o impulsionador, diria que estes últimos dois anos confirmaram esta nova tendência de considerar os treinadores portugueses do melhor que há. A “máquina trituradora” do Benfica de Jesus da época passada, os milagres de Domingos Paciência no Braga e a época de ouro do Porto de Villas Boas cimentaram o nome de Portugal no panorama do futebol.

      Hoje, muito devido à sua inteligência como estratega, quase como um camaleão que se adapta a todas as circunstâncias com o seu apurado sentido táctico, o treinador português consolidou o seu nome e opera nos grandes palcos europeus. Além disso, ao contrário de outrora, nos últimos anos todos os clubes da primeira divisão têm treinadores portugueses, que mostra a crescente importância que lhes é dada.

      Porém, os denominados treinadores da velha vaga perderam o seu espaço. Nomes como Jaime Pacheco, Augusto Inácio, Neca ou Jesualdo Ferreira são colocados de parte. Desta época, apenas Manuel Machado e Jorge Jesus ainda trabalham em Portugal. Quanto a mim, os clubes estão a fazer o correcto. A nova vaga trabalha de modo mais adaptado ao futebol moderno. Longe vão os tempos em que para atingir um bom nível físico se punha os jogadores a correr, como se andassem no atletismo. Hoje, o treinador trabalha o aspecto físico sempre com bola, sempre a aperfeiçoar o seu modelo de jogo. Treinadores como Domingos, Villas Boas ou Leonardo Jardim, quanto a mim, dominam muito melhor o futebol actual do que os treinadores mais antigos.

      Esperemos que esta aposta no que é nacional seja para manter. O treinador português é, de facto, um dos melhores, senão mesmo o melhor. Que pena que o jogador não seja visto como os mesmos olhos, assim evitava-se a quantidade de estrangeiros fraquíssimos que chegam aos montes ao nosso futebol e não se desperdiçava tão bons valores.

 

by Steve Grácio



publicado por Steve Grácio às 23:50
editado por Jorge Sousa em 17/06/2011 às 14:48
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