Quarta-feira, 25 de Julho de 2012
Lado B

FC Porto invicto na pré-época

 

Quatro vitórias em quatro jogos. É este o registo do campeão nacional de futebol FC Porto até agora, nesta pré-época, com a particularidade de não ter sofrido qualquer golo nestes quatro jogos. Até ao momento, o FC Porto venceu o Valadares por 7-0, o Servette por 2-0, o Évian por 1-0 e o Celta de Vigo por 3-0.

Hoje, a equipa orientada por Vítor Pereira defronta nos Açores o Santa Clara, com o objetivo de prolongar esta série vitoriosa e de conquistar o Troféu Pauleta.

Na minha opinião, o FC Porto é neste momento o principal candidato ao título de campeão nacional na nova época que se avizinha, uma vez que manteve o núcleo duro da temporada passada e ainda se reforçou com o avançado colombiano Jackson Martínez.

Fazendo uma análise a todos os setores da equipa portista e comparando o plantel azul e branco com o dos seus rivais Benfica e Sporting, constata-se que o plantel de Vítor Pereira é muito mais equilibrado e tem mais soluções do que os dois rivais de Lisboa.

Na baliza, Helton, Rafael Bracalli e Fabiano Freitas são três guarda-redes que dão totais garantias a Vítor Pereira, não tendo até agora sofrido qualquer golo na pré-época.

Na defesa, Miguel Lopes e Danilo são duas opções válidas para o lado direito; Rolando, Maicon, Otamendi e Mangala são quatro defesas centrais de qualidade e no lado esquerdo, com a provável saída de Álvaro Pereira, Alex Sandro deverá agarrar a titularidade no clube portista.

No meio-campo, há Fernando, João Moutinho, Lucho González, Defour e Castro. Cinco médios para três posições. Parece-me um número razoável, mas não descarto a hipótese de o FC Porto ir ao mercado reforçar-se com mais um médio, nomeadamente um trinco, caso venda o uruguaio Álvaro Pereira.

Nas alas do ataque não faltam soluções: Hulk, James Rodríguez, Djalma, Iturbe, Christian Atsu e Silvestre Varela. Aqui e pelo contrário, parece-me um número excessivo de jogadores tendo em conta que apenas dois podem ser titulares.

Por fim e na posição de ponta-de-lança, Vítor Pereira conta com Jackson Martínez, Marc Janko e Kléber. Para uma equipa que joga em 4x3x3, como o FC Porto, e tendo em conta que a equipa azul e branca irá disputar quatro competições diferentes durante a temporada (Campeonato, Liga dos Campeões, Taça de Portugal e Taça da Liga), ter três pontas-de-lança no plantel é o ideal e os três que estão à disposição do técnico portista têm a curiosidade de terem todos caraterísticas diferentes. Martínez é um finalizador nato, Janko é um avançado forte no jogo aéreo e Kléber um avançado mais móvel do que os outros dois.    

Concluindo e no meu ponto de vista, o FC Porto é o principal candidato a ser campeão nacional em 2012/2013.


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publicado por Bruno Carvalho às 14:23
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Quarta-feira, 18 de Julho de 2012
Lado B

Sporting “promete” lutar pelo título

 

Esta é a semana que marca o estágio de pré-época da equipa de futebol do Sporting e o discurso dos jogadores tem sido muito ambicioso. Tal como o presidente Godinho Lopes, os jogadores do Sporting têm tido um discurso ambicioso, prometendo lutar pelo título de campeão nacional.

A verdade é que a equipa do Sporting manteve a base da equipa da época passada e reforçou-se com jogadores de créditos firmados, como Zakaria Labyad, Gelson Fernandes ou Danijel Pranjic. Para além destes três reforços já confirmados, tudo aponta para que Marcos Rojo e Khalid Boulahrouz se tornem também jogadores do Sporting, além da possibilidade de Liedson regressar a Alvalade.

Na minha opinião, o Sporting tem todas as condições para lutar pelo título de campeão, de igual para igual com FC Porto e Benfica. Ao apostar na continuidade e com um maior conhecimento entre os jogadores, os resultados deverão ser mais positivos do que foram na época passada.

Olhando para todos os setores da equipa, parece-me que o Sporting está bem apetrechado faltando, no entanto, um ponta-de-lança que possa lutar com Ricky van Wolfswinkel pela titularidade.

Enquanto o ataque precisa de um “matador”, o meio-campo está cheio de soluções contando com Rinaudo, Gelson Fernandes, Elias, Schaars, André Martins, Matías Fernández, Adrien Silva e Zakaria Labyad. Oito soluções para um meio-campo que deverá ter apenas três titulares, pelo que não sei se haverá lugar para todos estes jogadores no plantel do Sporting.

O facto de o Sporting manter o mesmo treinador é também, no meu ponto de vista, um sinal positivo na medida em que Ricardo Sá Pinto já mostrou na época passada que é capaz de pôr a equipa a jogar bom futebol e a ter resultados positivos.

Concluindo, prevejo um campeonato muito mais competitivo na próxima época com três equipas a lutar pelo título (FC Porto, Benfica e Sporting) ou quatro, no caso de o Sporting de Braga mostrar capacidade para ombrear com os “três grandes”.

 


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publicado por Bruno Carvalho às 14:42
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Quarta-feira, 11 de Julho de 2012
Lado B

A birra de Rui Alves

 

Sendo este um espaço de opinião, não posso deixar de manifestar a minha indignação para com as palavras proferidas ontem por Rui Alves, presidente do Nacional da Madeira.

No dia de ontem, Rui Alves ameaçou deixar o futebol e extinguir o Nacional da Madeira. Na minha opinião, Rui Alves deve deixar o futebol mas também deve deixar o Nacional da Madeira continuar o seu caminho. Passo a explicar porquê:

Rui Alves é um dirigente corrupto, que esteve envolvido no processo Apito Dourado como é do conhecimento público, e foi o mentor de uma medida que irá prejudicar grandemente o desenvolvimento do jovem jogador português: o fim dos empréstimos entre clubes do mesmo escalão.

Já o Nacional da Madeira não tem nada a ver com os dirigentes que tem e é uma entidade à parte, não sendo propriedade de Rui Alves pelo que este dirigente não tem moral para extinguir este clube de futebol.

Esta ameaça de Rui Alves, que pode ser entendida como uma birra, deve-se ao anúncio de novos cortes de financiamento aos clubes madeirenses, por parte do governo regional da Madeira, devido à grave crise financeira que se vive atualmente na região autónoma e no país. Parece que Rui Alves não sabe em que país vive.

No meu ponto de vista, dirigentes como Rui Alves e Pinto da Costa deviam ser irradiados definitivamente do futebol português devido às suas más práticas e também pela má imagem que deixam ao país. No entanto, quero deixar aqui bem claro que tanto o Nacional da Madeira como o Futebol Clube do Porto não têm nada a ver com os dirigentes que têm e devem continuar a existir enquanto clubes de futebol.

Rui Alves teve o desplante de dizer que o governo regional da Madeira não merece que ele continue no futebol, por tudo o que tem feito em benefício da região. Ora, eu acho que nós (adeptos de futebol) é que não merecemos que continuem a existir dirigentes que estragam a imagem do futebol português.

Resumindo e concluindo, penso que Rui Alves deve abandonar o futebol português mas não deve acabar com o Clube Desportivo Nacional da Madeira.

 



publicado por Bruno Carvalho às 14:25
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Quarta-feira, 4 de Julho de 2012
Lado B

Mais um português no Chipre

 

 

Depois de na última temporada Paulo Jorge, Nuno Morais e Hélio Pinto terem brilhado na Liga dos Campeões ao serviço do APOEL de Nicósia, do Chipre, agora é a vez de Nuno Assis ingressar no Omonia, clube do mesmo país.

O Omonia terminou em segundo lugar no campeonato cipriota da época passada, a apenas três pontos do campeão AEL de Limassol.

Mais uma vez, parece que o Chipre é um mercado apetecível para os jogadores portugueses que não se conseguem afirmar no futebol nacional. Na minha opinião, este fenómeno também se deve um pouco ao facto de os clubes apostarem mais no jogador estrangeiro do que no jogador português.

Por outro lado, a proibição de empréstimos a clubes do mesmo escalão poderá levar ainda mais jogadores portugueses a emigrarem para outros países.

A meu ver, parece que a brilhante prestação da seleção portuguesa no Euro 2012 não será suficiente para que os clubes portugueses apostem mais nos jogadores nacionais, o que é, no meu ponto de vista, de lamentar.

Também me parece que a emigração de jogadores portugueses para países como o Chipre poderá prejudicar a seleção portuguesa num futuro a longo prazo, na medida em que o campeonato cipriota é muito menos competitivo do que o campeonato português.

Como espectador de futebol, apenas consigo aceitar que um jogador português emigre para um campeonato menos competitivo do que o nosso, quando esse jogador está a chegar ao fim da carreira, como é o caso de Nuno Assis que neste momento já tem 34 anos. Ver jovens como Hélio Pinto e Vieirinha a emigrarem para campeonatos mais fracos do que o nosso não é, na minha opinião, aceitável.

Concluindo, parece que estamos “condenados” a assistir à emigração de muitos mais jogadores portugueses para campeonatos estrangeiros como o cipriota, caso venha a ser aprovada a lei da proibição de empréstimos a clubes do mesmo escalão.



publicado por Bruno Carvalho às 13:12
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Quarta-feira, 27 de Junho de 2012
Lado B

Mercado pouco agitado

 


A uma semana de os principais clubes do futebol português iniciarem os trabalhos de pré-época, o mercado de transferências encontra-se pouco agitado quer em termos de entradas quer em termos de saídas de jogadores, no que diz respeito a FC Porto, Benfica, Braga e Sporting.

 

No FC Porto não está garantido qualquer reforço, apesar de a imprensa portuguesa falar insistentemente na hipótese do avançado colombiano Jackson Martínez reforçar os “dragões”. No entanto e mesmo não tendo feito nenhuma contratação, espera-se que alguns jovens que estiveram emprestados a outros clubes na última época, como Kelvin, Christian Atsu e David Addy, integrem os trabalhos de pré-época do FC Porto. Já no que diz respeito a saídas, tem-se falado na hipótese de Hulk ingressar no Chelsea mas, na minha opinião, não me parece que Hulk saia do FC Porto uma vez que o presidente Pinto da Costa já veio garantir publicamente que Hulk não sai do FC Porto por um valor abaixo da sua cláusula da rescisão, e, não estou a ver que haja algum clube que pague 100 milhões de euros por Hulk.

 

No Benfica já estão garantidos alguns reforços, como Paulo Lopes, Luisinho, Hugo Vieira, Ola John e Michel, além dos prováveis regressos de Sidnei, Melgarejo e Alan Kardec após terem cumprido os seus empréstimos. Deste conjunto de jogadores, creio que Ola John será o único que irá pegar de estaca no onze inicial do Benfica, isto se for concretizada a saída de Gaitán para o futebol inglês. Quanto a saídas do clube encarnado e tal como no FC Porto, não está oficializada nenhuma saída apesar da possibilidade de jogadores como Javi García, Witsel ou Cardozo poderem partir para outras paragens.

 

No Braga estão asseguradas as contratações de Ismaily (defesa esquerdo, ex-Olhanense), Florent (defesa esquerdo, ex-Leixões), Maximilian Haas (defesa central, ex-Leiria), Éder (avançado, ex-Académica) e Manoel (avançado, ex-Penafiel), prevendo-se também o regresso dos “emprestados” Henrique, Rodrigo Galo, Zé Luís e Yazalde. Além destas novidades para os lados de Braga, creio que a grande contratação para a nova temporada da equipa bracarense é José Peseiro, o novo treinador. Penso que José Peseiro é um treinador que irá dar uma nova imagem à equipa do Braga, colocando-a a jogar um futebol mais ofensivo e atraente para os adeptos.

 

Por fim, o Sporting parece ser, dos “quatro grandes” do futebol português, aquele que se encontra menos ativo neste momento, ao contrário do que acontecia na época passada em que era o mais ativo. Para já, Zakaria Labyad é o único reforço garantido e João Pereira e Anderson Polga são as duas únicas saídas asseguradas.

 

Concluindo e no meu ponto de vista, este está a ser um mercado de transferências muito pouco agitado, talvez pelo facto de todas as atenções estarem viradas para o Euro 2012.  

 



publicado por Bruno Carvalho às 12:49
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Quarta-feira, 20 de Junho de 2012
Lado B

Balanço da fase de grupos do Euro 2012

 

 

No primeiro dia sem futebol jogado desde o seu início, é altura de fazer o balanço da fase de grupos do Euro 2012, destacando as grandes surpresas e as grandes deceções.

Começando pelas surpresas, a República Checa, a Grécia e porque não Portugal foram as seleções que se destacaram pela positiva na fase de grupos.

No grupo A, em que os grandes favoritos à passagem aos quartos-de-final eram a Rússia e a Polónia, República Checa e Grécia contrariaram todas as expetativas garantindo o apuramento na última jornada. A República Checa alcançou o apuramento à semelhança de Portugal (perdendo o primeiro jogo e ganhando os dois seguintes), sendo que conseguiu mesmo a liderança do seu grupo. Até agora, os jogadores que mais se destacaram na República Checa foram, na minha opinião, Rosicky, Pilar e Jiracek pelo que, no jogo de amanhã, Portugal terá de ter muito cuidado com estas três unidades de ataque de forma a não ser surpreendido. Já a Grécia continua a assentar o seu futebol, tal como em 2004, no cinismo, jogando à defesa e concretizando em golo as poucas oportunidades de que dispõe.

Portugal também acaba por ser, para mim, uma surpresa pela positiva, na medida em que a maioria dos adeptos de futebol (na qual eu me incluo) estava à espera do apuramento da Alemanha e da Holanda, pelo futebol que estas duas seleções apresentaram na fase de qualificação, tendo vencido todos os jogos. A partir do momento em que a nossa seleção chega aos quartos-de-final, acho que Portugal tem tudo para ir pelo menos até às meias-finais, já que na semi-final é muito provável que encontremos a campeã europeia e mundial Espanha, num jogo que a acontecer será muito difícil para a nossa seleção.

Quanto às grandes deceções da fase de grupos, destaco a Rússia e a Holanda. A Rússia pelo que fez na primeira jornada, quando goleou a República Checa por 4-1, parecia estar em condições de garantir um apuramento fácil para a fase a eliminar e até de lutar pela vitória final. No entanto, duas exibições menos conseguidas frente à Polónia e à Grécia atiraram a seleção de Dick Advocaat para fora deste campeonato da Europa.

A Holanda, pelo facto de ser a vice-campeã do Mundo em título, foi para mim uma grande deceção e ainda bem que o foi, porque assim Portugal garantiu o apuramento para a fase seguinte. No meu ponto de vista, o principal fator para este “descalabro” da Holanda foi a má gestão do selecionador Bert van Marwijk relativamente aos egos de alguns jogadores. Marwijk não soube gerir da melhor maneira o facto de ter o melhor marcador da liga inglesa (van Persie) e o melhor marcador da liga alemã (Huntelaar) na mesma equipa e não soube tirar o melhor proveito de van der Vaart, tendo-o deixado no banco de suplentes nos dois primeiros jogos, em detrimento do seu genro (Mark van Bommel).

Outro aspeto que marca pela negativa o fim da fase de grupos do Euro 2012 é as declarações de Michel Platini acerca das equipas que vão estar na final (Espanha e Alemanha). Sendo o presidente da UEFA, Platini devia ter estado calado de forma a garantir ao máximo a imparcialidade dos árbitros neste Europeu. Ainda ontem, no jogo entre Inglaterra e Ucrânia, já se sentiram as palavras de Platini quando o árbitro húngaro Viktor Kassai não validou um golo limpo à equipa da Ucrânia. Ou seja, os árbitros já começaram a beneficiar os mais fortes. Para além deste grave erro ocorrido ontem, acho curioso ter sido um árbitro alemão a apitar o Espanha-Croácia e um árbitro espanhol a apitar o Alemanha-Dinamarca.

Concluindo, espero que os árbitros não se sintam condicionados pelas palavras de Platini nos jogos decisivos que se avizinham e que Portugal vá, pelo menos, até às meias-finais. Venha de lá o mata-mata!

 

 



publicado por Bruno Carvalho às 16:45
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Quarta-feira, 13 de Junho de 2012
Lado B

Hooliganismo no Euro 2012

 


Além do futebol jogado dentro das quatro linhas, há outro fenómeno que ocorre fora do futebol jogado em campo e que, infelizmente tem marcado pela negativa o Euro 2012. Refiro-me ao hooliganismo, o lado B deste campeonato da Europa.

Ainda ontem, antes do jogo entre Polónia e Rússia, a polícia teve de recorrer a canhões de água e a gás lacrimogéneo para controlar os confrontos entre adeptos nacionalistas de extrema-direita polacos e russos.

Neste caso em particular, penso que a relação hostil entre adeptos polacos e russos se deve a um período da História (após a 2ª Guerra Mundial e até ao início da Guerra Fria) em que a Polónia esteve sob o domínio político da Rússia, de Estaline. Mas, de qualquer forma, é sempre de condenar a violência no desporto e no futebol, sobretudo quando se mistura política com desporto.

O desporto e, neste caso o futebol em particular, deve ser um momento de confraternização entre adeptos de países e de culturas diferentes, mas o hooliganismo teima em contrariar aquilo que deve ser regra.

Mais uma vez, foram hooligans de ambos os países os protagonistas desta cena de violência nas imediações do estádio e pouco antes do início do jogo. Na minha opinião, o hooliganismo é um fenómeno que deve ser erradicado de uma vez por todas do futebol, tal como outros fenómenos negativos como a corrupção.

No entanto e infelizmente, a violência entre adeptos no futebol continua a pairar, protagonizando o lado negativo do desporto-rei (o futebol).

Já no desafio a contar para os 16 avos-de-final da Liga Europa entre o Sporting e o Légia de Varsóvia, os adeptos hooligans do clube polaco provocaram distúrbios em Lisboa, acabando alguns por serem detidos pela PSP.

Concluindo e rematando, esta não foi a primeira vez e infelizmente não deverá ser a última que os adeptos hooligans minam a atmosfera, que se vive antes de um jogo de futebol, com violência.



publicado por Bruno Carvalho às 15:05
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Quarta-feira, 6 de Junho de 2012
Lado B

Euro 2012 à porta

 


A dois dias de começar o Euro 2012 de futebol, está na altura de fazer as previsões e as expetativas para este campeonato europeu.

Em primeiro lugar, aquelas que eu considero serem as grandes favoritas à vitória final são a Espanha, a Alemanha, a Holanda e a França. Penso que do lote destas quatro equipas sairá o novo campeão europeu de futebol, em termos de seleções. Em circunstâncias normais, poderia incluir neste grupo de favoritos Portugal, Itália e Inglaterra mas os factos ocorridos nos últimos tempos à volta destas três seleções fazem com que eu não as considere favoritas a arrecadar o troféu de campeão da Europa. Passo a explicar:

Os últimos três encontros particulares de Portugal (frente a Polónia, Macedónia e Turquia) não são um bom prenúncio para que a nossa seleção faça um grande Europeu. Claro que há sempre quem pense que os jogos amigáveis não contam para nada e que os jogos a sério é que são a valer, mas, as outras seleções do nosso grupo (Alemanha, Dinamarca e Holanda) têm dado provas, nos últimos particulares, de que estão em melhor forma do que Portugal. No entanto, uma seleção que tem na sua equipa um jogador chamado Cristiano Ronaldo “arrisca-se” a ser campeã da Europa. Estou-me a lembrar do Euro de 1984 em que Michel Platini levou claramente ao colo a seleção francesa à vitória final, pelo que tenho alguma esperança de que Cristiano Ronaldo possa “imitar” a antiga glória francesa e leve Portugal à vitória no Euro 2012.

Quanto à Itália, o novo caso de corrupção que envolveu um dos jogadores que estava em estágio com a seleção (Domenico Criscito) pode afetar psicologicamente, pela negativa, os jogadores da equipa italiana pelo que não incluo a Itália no lote de favoritos.

Por fim, a Inglaterra também não me parece que seja a nova campeã europeia, uma vez que durante o estágio perdeu três peças fundamentais na estrutura da equipa: Gareth Barry, Frank Lampard e Gary Cahill. E os jogadores que foram chamados para os seus lugares (Jagielka, Henderson e Martin Kelly) não dão as mesmas garantias aos ingleses.

Voltando às quatro seleções que considero serem as grandes favoritas, a Espanha é, no meu ponto de vista, aquela que é a mais candidata à vitória final, uma vez que a sua equipa-base é formada na maioria por jogadores do Barcelona e do Real Madrid, que são só as duas melhores equipas do mundo, na minha opinião.

A Alemanha é também uma equipa a ter em conta nesta fase final, visto que é constituída por jogadores que atuam no Bayern de Munique, Borussia de Dortmund e Real Madrid e que já têm uma larga experiência acumulada nestas andanças.

A Holanda apesar de, no meu ver, não ter um coletivo tão forte como a Alemanha tem um conjunto de jogadores como Robben, Van Persie, Sneijder e Huntelaar que podem decidir um jogo a seu favor a qualquer momento.

Por último, a França é também para mim uma das favoritas, apesar de estar num processo de renovação da sua equipa. Jogadores como Ribéry, Benzema e Ménez se estiverem num plano máximo podem levar a equipa gaulesa à vitória final.

Concluindo, Espanha, Alemanha, Holanda e França são os grandes favoritos à vitória final do Euro 2012, mas não coloco de parte que seja uma outra seleção a vencer o Europeu, uma vez que já vimos em outras edições (nomeadamente em 2004) que o rótulo de favorito, por vezes, não conta para nada.

 

 



publicado por Bruno Carvalho às 14:34
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Quarta-feira, 30 de Maio de 2012
Lado B

F1: Inédito

 


Pela primeira vez na história, a Fórmula 1 tem 6 vencedores diferentes nas 6 primeiras corridas do ano. Depois de Jenson Button na Austrália, de Fernando Alonso na Malásia, de Nico Rosberg na China, de Sebastian Vettel no Bahrein e de Pastor Maldonado na Espanha, agora foi a vez de Mark Webber triunfar no Mónaco.

Com a vitória de Mark Webber no Grande Prémio do Mónaco, fez-se história no desporto rei motorizado, numa corrida em que os 3 primeiros chegaram separados por menos de um segundo.

Para Webber, a maior pressão foi de Nico Rosberg que sempre se colou à traseira do monolugar do australiano. Mas a pressão ainda foi maior quando a pista ficou escorregadia, devido aos aguaceiros que caíram no Principado.

No Grande Prémio do Mónaco, os 6 primeiros ficaram colados por escassos segundos e o maior crédito que se pode dar a Mark Webber é o facto de ele não ter cometido erros ou excessos, aproveitando a principal regra no Mónaco que é ter vantagem na posição de pista e defendê-la.

A corrida começou por ter algum drama e espetáculo, com Romain Grosjean a saltar por cima da roda do Mercedes de Michael Schumacher. O Sauber de Kobayashi também voou literalmente na chegada à curva de Saint Devote, tendo as suspensões do monolugar ficado vulneráveis e o abandono acabou por ser inevitável.

Para além dos abandonos de Grosjean, de Schumacher e de Kobayashi, Maldonado e de la Rosa chocaram um com o outro e também tiveram de abandonar a prova.

Com o 3º lugar conquistado no Mónaco, Fernando Alonso voltou a mostrar o porquê de, na minha opinião, ser o melhor piloto da atualidade na Fórmula 1, assumindo a liderança do Mundial de pilotos e provando que é o piloto mais regular neste início de temporada.

Concluindo, este Grande Prémio do Mónaco foi mais uma prova de um campeonato muito competitivo e onde se promete sempre uma indecisão acerca do vencedor da corrida. Será que dentro de duas semanas, no Canadá, o recorde vai ser prolongado com mais uma vitória de um piloto diferente?

Talvez, e se assim for, aposto na vitória de Lewis Hamilton.

 



publicado por Bruno Carvalho às 14:51
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Quarta-feira, 23 de Maio de 2012
Lado B

Os vencedores improváveis

 

 

Este fim-de-semana futebolístico ficou marcado por quatro vencedores improváveis em quatro competições diferentes. Refiro-me ao Chelsea, à Académica, ao Nápoles e ao Montpellier.

No passado sábado, ficámos a saber que o Chelsea é o novo campeão europeu de futebol. Quem diria, no início da época, que o Chelsea ia ganhar a Liga dos Campeões? Provavelmente ninguém, e eu próprio confesso que no início da época estava à espera que tivesse sido o Barcelona ou o Real Madrid a erguer o troféu de campeão europeu. Este foi um momento inédito para a equipa de Londres, visto que foi a primeira vez em toda a sua história que o Chelsea foi campeão europeu. Este título tem também a particularidade de ter sido conquistado por um clube que foi orientado por dois treinadores diferentes durante a época: André Villas-Boas e Roberto di Matteo.

No domingo, foi a vez de a Académica provocar a segunda surpresa do fim-de-semana, ao conquistar, pela segunda vez em toda a sua história, a Taça de Portugal. Com a conquista deste troféu, a Académica assegurou também a entrada direta na fase de grupos da Liga Europa. Mais uma vez pergunto: no início da época, quem apostaria na vitória da Académica na Taça de Portugal? Aqui, penso que a opinião da maior parte dos adeptos de futebol apontava para uma vitória do FC Porto, do Benfica ou do Sporting na segunda prova mais importante do futebol português.

Em Itália, o Nápoles também protagonizou uma surpresa ao derrotar a Juventus na final da Taça Italiana. Com esta vitória, a equipa napolitana quebrou a invencibilidade da equipa orientada por Antonio Conte, impossibilitando que a Juventus terminasse a sua época desportiva sem qualquer derrota.

Já em França, o Montpellier foi o protagonista de uma das grandes surpresas do futebol europeu nesta temporada, ao vencer pela primeira vez em toda a sua história a Liga Francesa de futebol. No início da temporada, sempre pensei que o título ia ser discutido entre Lyon, Lille, Marselha e Paris SG mas pelos vistos enganei-me. O Paris SG, apesar do grande investimento que fez na sua equipa, não conseguiu conquistar o campeonato, enquanto o Marselha teve de se contentar com um modesto 10º lugar, tendo em conta as suas aspirações.

Concluindo, este fim-de-semana ficou marcado por quatro vencedores improváveis em quatro provas diferentes: Liga dos Campeões, Taça de Portugal, Taça Italiana e Liga Francesa.



publicado por Bruno Carvalho às 22:40
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