Domingo, 5 de Fevereiro de 2012
Área de Ensaio

Competições Internacionais

 

 

     Portugal perdeu na Roménia. Sabia-se que era dificil repetir o jogo de Fevereiro de 2011, quando conseguimos uma vitória histórica no Estádio Universitário.O resultado desta vez saldou-se numa derrota por 15-7.

    O jogo disputou-se sob condições climatérica extremamente desfavoráveis, o relvado coberto de neve foi a primeira dificuldade que Portugal enfrentou. Ao contrário de outros jogos que foram cancelados devido ao mau tempo, a FIRA decidiu avançar com este de forma inexplicável. Ainda se veiculou a hipótese de disputar o jogo num relvado sintético, mas os romenos fugiram ao máximo dessa ideia, pois isso iria favorecer o jogo português. No meio da neve que preenchia o relvado, os romenos estiveram sempre mais à vontade.

    Portugal apresentou-se com várias incertezas e algumas dúvidas, desde logo a forma como iria reagir a primeira linha frente aos poderesos avançados romenos, ainda para mais faltando o capitão João Correia, e estreando-se o talonador luso-francês Mike Barbosa. Outra questão era a forma como iria reagir o médio de abertura luso-francês Yannick Ricardo, que fazia também a sua estreia.

    Na primeira parte, o jogo foi bastante equilibrado, com a avançada portuguesa a conseguir equilibrar a contenda. Os romenos bem tentaram forçar o jogo nos avançados, sabendo que era dificil ter vantagem nos defesas. A Roménia chegou ao ensaio de forma muito consentido pela defesa portuguesa, pontapé alto e o jogador romeno a captar bem alto perante a passividade portuguesa.

    A reacção foi boa, e numa jogada onde ficou patente a má condição do terreno, António Aguilar (a meias com o defesa romeno) fez o 5-5, Pedro Leal converteu e deu vantagem a Portugal. Vantagem essa com que se chegou ao intervalo.

Na segunda parte, com a quebra fisica dos avançados portugueses, a Roménia chegou ao segundo ensaio, e mesmo ao cair do pano, uma penalidade romena, roubou a hipótese de Portugal conseguir o ponto bónus defensivo.

    De positivo vale a pena referir o comportamento positivo do pack avançado, especialmente enquanto houve "gás" para aguentar as constantes investidas romenas. De destacar a boa estreia de Mike Barbosa (a experiência do Top 14 traduz-se em grande capacidade de colocação nos alinhamentos), de Julien Bardy (grande capacidade de placagem) e de Gonçalo Uva (e os seus importantes cêntimetros nos alinhamentos).

Infelizmente os três quartos não poderam exibir-se ao seu nivel, pois o terreno não o proporcionou, o que favoreceu largamente a Roménia. Os defesas portugueses têm maior velocidade, mobilidade e capacidade de manusear a bola, o que em condições normais dificulta muito a tarefa dos Romenos, mais pesados e menos móveis.

    Yannick Ricardo foi uma decepção, mal no handling, no passe e no jogo ao pé, contudo as más condições atmosféricas podem desculpar em parte a exibição de um jogador técnico, e que poderá ser importante no futuro. Também Pedro Leal não esteve ao seu nivel, ainda para mais quando a expectativa era tão grande, depois de alguns meses a jogar nos franceses do Nice.

Resta agora preparar a recepção à Rússia no próximo sábado, esperando uma vitória, que parece possível.

 

    Arrancou também este fim de semana o Torneio das 6 Nações 2012.

    No primeiro jogo desta edição, a França recebeu a Itália, sendo o favoritismo todo para o lado francês. O resultado acabou em 30-12 favorável aos franceses, embora este resultado seja enganador. Na verdade, a Itália dominou territorialmente a partida, e em certos momentos a pressão que exerceu sobre a defesa francesa foi sufocante, mas essa pressão nunca resultou em ensaios. Os franceses aproveitaram as boas oportunidades que tiveram e alcançaram 4 ensaios (ponto bónus), fruto também da boa exibição dos avançados, sobretudo nas formações ordenadas.

    A Inglaterra foi até Murrayfield vencer a Escócia por 13-6. A Inglaterra, depois do péssimo Mundial que realizou na Nova Zelândia, e da troca de treinador, apresentou-se com uma equipa bastante remodelada, e onde primava a inexperiência de alguns elementos. De qualquer forma o ensaio solitário de Charlie Hodgson e os 8 pontos de Owen Farrel foram suficientes para vencer uma equipa escocesa que mostra mais uma vez estar num processo de remodelação e a preparar-se para atravessar um periodo de poucas vitórias. A Escócia necessita rapidamente de arranjar alternativas para posições chave como o par de médios, pois o que apresentou ontem estiveram francamente mal. De positivo destaca-se a exibição do "gigante" Richie Gray, um jovem de enorme valor que será o esteio da nova equipa escocesa.

    O melhor jogo da jornada veio de Gales, onde a equipa da casa e a Irlanda proporcionaram um jogo de altíssimo nível. Incerteza no resultado, boas jogadas, ensaios e penalidades, este jogo teve de tudo. No final o País de Gales venceu por 23-21, resultado alcançado mesmo em cima da hora.

Apesar do dominio permanente de Gales, a Irlanda foi aproveitando alguns espaços para construir boas jogadas, chegando ao ensaio quando o dominio do País de Gales era evidente. Os bons pontapés de Jonathan Sexton foram dilatando os pontos irlandeses, enquanto o País de Gales tinha dificuldade em transformar o dominio em pontos. Na segunda parte e quando a Irlanda jogava contra 14 (cartão amarelo mostrado a Bradley Davies) alcançou o segundo ensaio. Contudo a resposta galesa foi excelente e nos minuto finais chegou ao terceiro ensaio. Na última jogado do encontro, Leigh Halfpenny chutou literalmente para a vitória, dando os 4 pontos a Gales.

    O País de Gales poderia ter conseguido uma vitória mais dilatada, mas os maus pontapés de Rhys Priestland (alguns falhanços foram ridículos a este nível) impediram que tal sucedesse.

    Na próxima semana, a Inglaterra desloca-se ao Olimpico de Roma para defrontar a Itália, a França recebe a Irlanda e o País de Gales recebe a Escócia.

 

By Pedro Santos



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Domingo, 29 de Janeiro de 2012
Área de Ensaio

Curtas do Mundo do Rugby

 

 

    Numa altura em que os principais campeonatos nacionais estão parados, destacam-se alguns jogos da fase de grupos da Taça de Portugal. Se em alguns jogos o equilibrio entre equipas da Divisão de Honra e da 1ª Divisão tem sido notório, em outros percebe-se que ainda existe um fosso competitivo enorme entre estas duas divisões.

    Neste fim de semana os resultados mostraram isso mesmo. O CRAV (1º classificado da 1ª Divisão) foi até Coimbra perder com a Académica por 22-10. O resultado acaba por mostrar algum equilibrio, ainda para mais quando percebemos que a Académica está na final four da Divisão de Honra.

Também a Lousã demonstrou que não está longe do nível da Divisão de Honra, pelo menos dos lugares de baixo da classificação. A derrota por 2 pontos com o Técnico (20-18), bem que poderia ter tido um final diferente.

    Já o Santarém e Évora mostraram enormes dificuldades contra equipas do escalão maior. Os escalabitanos foram derrotados por 139-0 pelo Belenenses, o que em parte se justifica pela falta de experiência da equipa de Santarém, frente a uma equipa que quer vencer este troféu e assim salvar a época. Já o Évora foi também copiosamente derrotado pelo CDUL por 89-3, o que vem demonstrar ainda mais a quebra que o Évora apresenta em relação a anos anteriores.

 

    A selecção portuguesa jogou este sábado frente aos England Students (uma selecção não oficial da Inglaterra), e venceu por 31-28. Esta vitória representa um regresso aos triunfos depois da derrota com o Uruguai em Novembro, e vale sobretudo pelo valor anímico natural de uma vitória e pelo regresso à competição internacional de alguns jogadores.

    No próximo sábado regressa o Campeonato Europeu das Nações, e Portugal que ocupa o 3º lugar tem uma deslocação dificil à Roménia, uma equipa que fez um bom mundial e que ocupa neste momento o 2º lugar com mais 2 pontos que Portugal.

Na primeira volta (Fevereiro de 2011) Portugal arrancou uma brilhante vitória em Lisboa por 24-17.

 

    No próximo sábado começa também o Torneio das 6 Nações de 2012. Mais uma edição desta prova mítica, a maior entre selecções do Hemisfério Norte, e onde se espera muita emoção.

    Entre as 6 selecções, o favoritismo vai para Inglaterra e França embora não seja de menosprezar a hipótese de Pais de Gales e Irlanda chegarem ao título. A Escócia não parece capaz de disputar o troféu, estando neste momento num processo de renovação pós-mundial, enquanto que a Itália ficará feliz se conseguir alguma vitória (embora o rugby italiano esteja em evolução).

    Na primeira jornada a França recebe a Itália, a Inglaterra viaja até Murrayfield para defrontar a Escócia e Irlanda e País de Gales repetem o jogo dos quartos de final do RWC 2011.

 

    A África do Sul foi a última das grandes selecções a trocar de treinador a seguir ao Mundial. Peter de Villiers não resistiu à não revalidação do título mundial. Heineke Meyer é o senhor que se segue, um treinador com vasto curriculo no país e uma vasta experiência na Currie Cup.

    Também a Inglaterra efectou uma troca de treinadores saindo Martin Johnson e entrando Stuart Lancaster, na França Phillipe Saint-Andre substituiu Marc Lièvremont e na Nova Zelândia Steve Hansen é o sucessor de Graham Henry.

Apenas os resultados mostrarão se as trocas foram de facto proveitosas.

 

By Pedro Santos



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Domingo, 22 de Janeiro de 2012
Área de Ensaio

   Os Mitos do Rugby

 

 

 

    Com o campeonato nacional parado, e com pouco rugby internacional a merecer destaque, irei aproveitar para escrever sobre um tema que considero pertinente. Esse tema são os mitos e ideias feitas sobre o rugby.

Para o crescimento da modalidade há que erradicar algumas ideias pré-concebidas que ainda estão implementadas na mentalidade da maioria das pessoas. Estes mitos apenas têm contribuido para afastar jovens do desporto e impedir um maior desenvolvimento da modalidade do nosso país.

    A presença da selecção nacional no RWC 2007, veio dar uma visibilidade muito grande á modalidade, e, acredito que muitos aproveitaram esse destaque para se familiarizar com o rugby. Contudo ainda existem mitos, resultantes do desconhecimento que devem ser desfeitos.

    O primeiro grande mito que envolve este desporto é a ideia de que o rugby é um desporto violento. Completamente errado. O rugby é um desporto de contacto e por vezes viril, mas o respeito pelo adversário é enorme. Raramente existe a intenção de magoar, e as próprias regras existem para proteger a integridade fisica dos atletas.  O rugby nada tem de violento, pelo contrário é uma "escola" de valores como o companheirismo, a camaradagem e o respeito por adversários, treinadores e árbitros.

Se comparar-mos o número de lesões no rugby com o futebol, verificamos que os números são idênticos (e creio que se verificam mesmo mais lesões no futebol), e um jogador de rugby joga em média até aos 34/35 anos. O mesmo de um jogador de qualquer outra modalidade. Portanto, o rugby não é violento.

    Outro mito diz respeito às classes sociais. Tradicionalmente o rugby é conotado com uma classe social de maior poder económico, ou seja ainda persiste a ideia de que o rugby "é para gente rica". Esta ideia é bastante antiga é vem do facto de o rugby ter começado a ser jogado em universidades, onde só quem tinha um elevado poder económico podia estudar. Hoje em dia nada disto faz sentido, o rugby é para todos e apenas com o contributo de um maior número de pessoas pode desenvolver-se. A título de exemplo, vale a pena referir o trabalho que tem sido realizado pelo Rugby Clube de Belas ou pelas Escolinhas de Rugby da Galiza, trabalhado em zonas geralmente consideradas carênciadas, nos suburbios de Lisboa e levando o rugby a crianças que todos os extractos sociais.

    Por último existem ainda muito a ideia de que é necessário ser-se "grande" para jogar rugby. Muita gente acredita de que o rugby é para pessoas grandes e fortes, e de que os mais "pequenos" não têm lugar numa equipa.

Em relação a esta ideia o melhor é mesmo referir a frase de Jean Giraudoux, um jornalista e novelista francês do sec. XX, "Huit joueurs forts et actifs, deux légers et rusés, quatre grands et rapides et un dernier, modèle de flegme et de sang-froid. C’est la proportion idéale entre les hommes" ou seja "Oito jogadores fortes e activos, dois ligeiros e inteligentes, quatro rápidos e um último modelo de estilo e sangue frio. Uma equipa de rugby é a proporção ideal entre os homens".

 

 

By Pedro Santos



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Domingo, 15 de Janeiro de 2012
Área de Ensaio

A Realidade do Rugby Nacional

 

 

     A fase regular do nosso principal campeonato, a Divisão de Honra (ou Campeonato SuperBock), chegou este fim de semana ao fim, e apesar da alguns resultados já serem esperados, outros vieram apenas demonstrar as desigualdades que existem no principal escalão do rugby português.

    Um dos jogos mais esperados da jornada decorreu no sábado, na Tapada, a casa da Agronomia. O jogo já pouca importância teria na tabela classificativa, uma vez que a Agronomia já tinha garantido o primeiro lugar na fase regular, mas de qualquer forma este jogo é sempre um "derby" do nosso rugby. O CDUL, também já apurado para a próxima fase, tentava garantir o segundo lugar. O resultado cifrou-se numa vitória do CDUL por 24-14, vitória essa que não foi suficiente para aguentar o 2º lugar, uma vez que o CDUL não garantiu o ponto bónus ofensivo (apenas marcou 3 ensaios). A Agronomia por sua vez, enfrentou o jogo com a natural descontracção de quem sabe que nada tem a perder ou ganhar neste tipo de jogos, resguardando-se para os jogos que decidirão o titulo.

    Em Monsanto, o Direito recebeu o Benfica e levou o jogo de vencido por esclarecedores 57-3. O Direito com os 5 pontos desta vitória (4 da vitória, mais um ponto bónus ofensivo) ultrapassou o CDUL na tabela e acaba a fase regular em 2º lugar. Já o Benfica que ainda tinha esperança de ultrapassar o CDUP na tabela, viu essas expectativas goradas e acaba assim a fase regular em 7º lugar. Este resultado mostra a diferença de qualidade das duas metades da tabela, mas pior que isso, mostra como o rugby do Benfica passa por dificuldades, o que num clube histórica não indica nada de bom. Aliás ao longo de toda a época ficou patente as dificuldades que o Benfica ultrapassa, dificuldades essas que em grande medida vêm do facto do Benfica não ter escolas de formação nem condições condignas de um clube desta dimensão. Apesar desta ser uma secção autónoma, a direcção do clube deveria dar mais apoio, no mínimo para honrar o passado do rugby do Benfica que tantas conquistas deu ao clube, e para reforçar a ideia de ecletismo.

    Num outro jogo, a Académica deslocou-se até às Olaias para defrontar o Técnico e regressou a Coimbra com uma vitória por 73-24. Este resultado apenas demonstra que o Técnico não é mesmo equipa deste campeonato e que o nível competitivo da equipa lisboeta não é o adequado para esta divisão. O Técnico, sofreu 50 ou mais pontos em 8 dos 14 jogos disputados, sofrendo mais de 700 pontos em 14 jogos. Perante factos não há mesmo argumentos. A Académica demonstrou mais uma vez a boa época que vem fazendo, e apesar de ter poucas hipóteses de lutar pelo titulo, já garantiu o seu lugar nos 4 melhores deste ano.

    Outro resultado volumoso foi aquele com que o Belenenses "brindou" o CDUP (77-8). Num jogo entre duas equipas que irão disputar para não descer, fica mais uma vez expresso as discrepâncias que existem nesta divisão.

 

    Estes resultados apenas demonstram as desigualdades que existem. Temos 5 equipas de bom nível e 3 que estão num patamar abaixo, o que implica uma diminuição da competitividade do campeonato. Numa altura em que se discute o aumento da Divisão de Honra, não será altura de se discutir questões concretas para aumentar a competitividade? Será porventura benéfico para o nosso rugby existirem jogos com resultados de mais de 50 pontos de diferença? Poderemos ter uma selecção forte e a lutar com os melhores, quando o nosso campeonato apresenta tantas desigualdades? São estas questões que a Federação Portuguesa de Rugby terá de solucionar se queremos ter um campeonato de bom nível e uma selecção capaz de lutar pelo apuramento para o Mundial de 2015.

 

    Segue-se agora um período de 11 semanas sem jogos até ao regresso do campeonato, que será disputado em duas seríes, os que jogarão para definir o titulo e os que jogarão para definir qual a equipa que desce. Neste período jogar-se-ão alguns jogos da selecção nacional no Torneio Europeu das Nações, e o campeonato de sevens que englobará equipas da Divisão de Honra e equipas da 1ª Divisão.

 

By Pedro Santos



publicado por Pedro Santos às 19:34
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Domingo, 8 de Janeiro de 2012
Área de Ensaio

Jogador do Ano

 

 

1 - O ano de 2011 passou, e com o seu final veio a nomeação do melhor jogador do ano. Em ano de Mundial, era de esperar que muitos jogadores se superassem e apresentassem exibições que lhes permitisse vencer estar nomeação.

     O Jogador do Ano é um troféu que nos últimos foi erguido por jogadores como Richie McCaw, Jonny Wilkinson, Schalk Burguer, Dan Carter, Bryan Habana e Shane Williams, ou seja os melhores dos melhores.

     O troféu de 2011 foi entregue ao capitão francês Thierry Dusautoir, e de facto o 3ª linha francês foi efectivamente um dos melhores do ano.

Na verdade existiam outros fortes candidatos como por exemplo, Quade Cooper, que saiu prejudicado pela precoce eliminação da Austrália no RWC 2011. Dusautoir pelo contrário levou a sua selecção à final sempre com boas exibições, e na final foi mesmo um dos melhores em campo. A somar a isto as suas exibições ao serviço do Toulouse também ajudaram a esta vitória.

     Sem dúvida que a vitória do francês foi merecida, e apenas demonstra a boa forma do rugby francês, que neste momento parece o mais sério candidato à vitória no torneio das 6 Nações.

 

     A International Rugby Board considerou ainda Graham Henry (seleccionador neo-zelandês) o Treinador do Ano, premiando assim uma carreira recheada de êxitos.

     A selecção da Nova Zelândia foi considerada a Equipa do Ano, e dificilmente poderia ser de outra forma. Em ano de Mundial regra geral o vencedor do torneio é considerada a Equipa do Ano.

     O sul-africano Cecil Afrika foi considerado o melhor jogador de Sevens de 2011. Cecil foi de facto o melhor, demonstrando isso nos inúmeros ensaios que marcou no circuito mundial (foi também o melhor marcador de ensaios).

     Qualquer um destes vencedores mereceu o seu prémio, pois de facto no ano de 2011 foram quem mais se destacou, espera-se que 2012 nos traga rugby com a mesma qualidade, e que os grandes jogos do "Torneio das 6 Nações" ou do "The Rugby Championship" (o novo Tri-Nations com a presença da Argentina) continuem a mostrar grandes jogadores e treinadores.

 

2 - A nivel nacional, voltou este fim de semana o campeonato nacional. A Agronomia deslocou-se no sábado até à Sobreda para defrontar o Benfica, e correspondeu às expectativas vencendo os "encarnados" por 38-14, para além da vitória Agronomia juntou ainda um ponto bónus ofensivo, fruto dos 6 ensaios.

     Em Coimbra esperava-se um bom jogo opondo a Académica e Direito. Os "Advogados" derrotaram a Académica, por 27-7, e somaram também eles um ponto bónus (4 ensaios).

     Nas Olaias disputou-se um jogo entre equipas da segunda metade da classificação, e o Técnico logrou vencer pela primeira vez. Na recepção ao CDUP, um ponto chegou (24-23) para os da casa fazerem a festa. De qualquer forma o CDUP saiu de Lisboa com um ponto de bónus defensivo.

     O jogo da jornada disputou-se no Estádio Universitário, CDUL e Belenenses disputaram um duelo histórico no rugby português. Apesar de já saber que irá disputar a manutenção, o Belenenses vendeu cara a derrota, e apenas um ponto fez a diferença (20-19).

 

By Pedro Santos

 



publicado por Pedro Santos às 20:14
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Domingo, 1 de Janeiro de 2012
Área de Ensaio

O Adeus das Estrelas

 

 

 

 

     O ano que 2011 que ainda agora acabou, trouxe infelizmente o final de carreira de alguns dos mais marcantes jogadores da última década.

     Regularmente os jogadores aproveitam o final das grandes competições para se retirarem da vida internacional, e o Campeonato do Mundo de 2011 não foi excepção.

     O adeus mais sentido é sem dúvida o de Jonny Wilkinson. O médio de abertura inglês, que é neste momento o segundo melhor marcador de pontos a nivel internacional, decidiu deixar a "selecção da rosa" e dedicar-se exclusivamente ao seu clube.

Wilkinson, um dos maiores responsáveis pelo título mundial que a Inglaterra conquistou em 2003, graças a um fantástico pontapé na final contra a Austrália, não resistiu às inúmeras lesões. Na memória dos adeptos da modalidade ficarão para sempre os pontapés de Wilkinson, fosse na selecção, nos Newcastle Falcons ou no Toulon. Depois de 91 jogos pela sua selecção, um dos mais míticos jogadores de sempre decidiu abandonar.

     Outra lenda que decidiu por um ponto final à sua carreira internacional foi o ponta galês Shane Williams. Williams foi sem dúvida um dos maiores finalizadores de sempre, vindo na senda dos grandes defesas galeses, Williams distinguia-se mais pela apetência a atacar, onde as suas fintas de corpo desconcertavam os adversários, do que a defender. Na festa de despedida a Williams, a Austrália deslocou-se a Gales, e Shane Williams aproveitou para até no seu último jogo pela selecção deixar a sua marca com mais um ensaio.

     Ainda a nivel europeu merecem destaque a despedida dos palcos internacionais de homens como o defesa escocês Chris Paterson (109 internacionalizações e 809 pontos), o pilar irlandês John Hayes (que não foi convocado para o RWC).

     As selecções do Hemisfério Sul também ficaram "orfãs" de alguns jogadores emblemáticos.

     A África do Sul perdeu recentemente dois dos mais famosos jogadores do país, vencedores do Campeonato do Mundo de 2007. O talonador John Smit e o segunda-linha Victor Matfield. Smit já há algum tempo que vinha perdendo espaço para Bismarck du Plessis, e nos últimos tempos foi, por diversas vezes obrigado a jogar a pilar, face às exibições de du Plessis a talonador. De qualquer forma Smit acaba a sua carreira com 111 jogos pelos Springboks.

     O caso de Matfield é diferente, pois a titularidade nunca foi um problema. Durante o RWC 2011, Matfield foi um dos que mais jogou, mas os 34 anos já não permitem a Matfield apresentar a mesma forma de antigamente. Ficarão na memória as grandes exibições, onde juntamente com Bakkies Botha formou uma das melhores segundas-linhas do mundo.

     A Nova Zelândia também viu partir alguns dos seus jogadores. Mills Muliaina decidiu abandonar os campeões do mundo. Durante a competição, uma lesão no ombro, retirou-lhe espaço na equipa, e Mills optou o abandono definitivo. Para a história ficam as 100 internacionalizaões de Mills.

     Também Brad Thorn, aos 36 anos optou pela retirada, embora esta já estivesse anunciada desde o inicío do Campeonato do Mundo.

     Outros jogadores decidiram este ano que o melhor seria deixar as novas gerações tomar os lugares nas suas selecções. O facto de grandes jogadores optarem por se retirar não retira qualquer brilhantismo ao desporto, pois os seus lugares parecem estar assegurados a curto/médio prazo por jovens de imensa qualidade.

 


By Pedro Santos



publicado por Pedro Santos às 18:03
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Domingo, 11 de Setembro de 2011
Área de Ensaio

Resultados, Análise e Estatísticas

 

 

       Começou o espectáculo. Na passada sexta feira, começou o sétimo Campeonato do Mundo de Rugby, e até agora já assistimos a jogos bem interessantes.

      

       O RWC iniciou com um Nova Zelândia – Tonga, os All Blacks a jogar em casa venceram por 41-10, um resultado que apesar de esperado peca por escasso. A primeira parte foi muito boa, com os homens da casa a traduzirem a sua superioridade em 4 ensaios. Esperava-se que na segunda parte elevassem o marcador, mas passou-se exactamente o contrário, a reacção foi de Tonga que melhorou na defesa e conseguiu um ensaio merecido. A Nova Zelândia acusou um pouco a pressão de jogar perante o seu público, e perante os erros de Tonga, esperava-se um resultado mais dilatado, contudo é também necessário referir que alguns titulares não jogaram, portanto tudo indica que irão melhorar.

     

      



publicado por Pedro Santos às 16:01
editado por Minuto Zero em 11/11/2011 às 11:16
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Domingo, 4 de Setembro de 2011
Área de Ensaio

A Caminho do RWC 2011

 

       Está tudo pronto para o arranque do mundial. Na próxima sexta-feira assistiremos ao pontapé de saída entre os anfitriões e os vizinhos de Tonga, o problema é mesmo a hora do jogo, 09.30 da manhã em Portugal. Aliás os horários serão mesmo um problema. Devido à diferença horária iremos ter jogos às 02.00, 03.00 ou 04.00 da manhã, o que não é agradável, mas como só podemos assistir a este torneio de 4 em 4 anos, lá se faz o sacrifício de perder umas horas de sono.

      

 



publicado por Pedro Santos às 14:17
editado por Minuto Zero em 11/11/2011 às 11:05
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Domingo, 28 de Agosto de 2011
Área de Ensaio

Análise ao Mundial -  A Eliminar

 

 

       A fase de grupos do RWC 2011 acaba no dia 2 de Outubro, com o jogo entre a Irlanda e a Itália, do grupo C. Nessa altura, já tudo estará decidido e já se saberá quem irá passar aos oitavos de final, e quem irá fazer a viagem até casa.

      

 

      

 



publicado por Pedro Santos às 14:18
editado por Minuto Zero em 11/11/2011 às 11:09
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Domingo, 21 de Agosto de 2011
Área de Ensaio

Análise ao Mundial - Grupo D

 

 

       O Grupo D promete ser um dos mais disputados do mundial. As equipas que o compõem são todas elas bastante equilibradas, e prometem bastante espectáculo e equilíbrio na disputa pelos dois lugares que dão vagas nos oitavos de final.

       O grupo é composto pela África do Sul, País de Gales, Ilhas Fiji, Samoa e Namíbia. Todas elas são equipas que se conhecem bem, a titulo de curiosidade, África do Sul e Samoa, já haviam estado juntas no Mundial de 2007, bem como Fiji e País de Gales.

      

 



publicado por Pedro Santos às 18:37
editado por Minuto Zero em 11/11/2011 às 11:11
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