Domingo, 5 de Fevereiro de 2012
Área de Ensaio

Competições Internacionais

 

 

     Portugal perdeu na Roménia. Sabia-se que era dificil repetir o jogo de Fevereiro de 2011, quando conseguimos uma vitória histórica no Estádio Universitário.O resultado desta vez saldou-se numa derrota por 15-7.

    O jogo disputou-se sob condições climatérica extremamente desfavoráveis, o relvado coberto de neve foi a primeira dificuldade que Portugal enfrentou. Ao contrário de outros jogos que foram cancelados devido ao mau tempo, a FIRA decidiu avançar com este de forma inexplicável. Ainda se veiculou a hipótese de disputar o jogo num relvado sintético, mas os romenos fugiram ao máximo dessa ideia, pois isso iria favorecer o jogo português. No meio da neve que preenchia o relvado, os romenos estiveram sempre mais à vontade.

    Portugal apresentou-se com várias incertezas e algumas dúvidas, desde logo a forma como iria reagir a primeira linha frente aos poderesos avançados romenos, ainda para mais faltando o capitão João Correia, e estreando-se o talonador luso-francês Mike Barbosa. Outra questão era a forma como iria reagir o médio de abertura luso-francês Yannick Ricardo, que fazia também a sua estreia.

    Na primeira parte, o jogo foi bastante equilibrado, com a avançada portuguesa a conseguir equilibrar a contenda. Os romenos bem tentaram forçar o jogo nos avançados, sabendo que era dificil ter vantagem nos defesas. A Roménia chegou ao ensaio de forma muito consentido pela defesa portuguesa, pontapé alto e o jogador romeno a captar bem alto perante a passividade portuguesa.

    A reacção foi boa, e numa jogada onde ficou patente a má condição do terreno, António Aguilar (a meias com o defesa romeno) fez o 5-5, Pedro Leal converteu e deu vantagem a Portugal. Vantagem essa com que se chegou ao intervalo.

Na segunda parte, com a quebra fisica dos avançados portugueses, a Roménia chegou ao segundo ensaio, e mesmo ao cair do pano, uma penalidade romena, roubou a hipótese de Portugal conseguir o ponto bónus defensivo.

    De positivo vale a pena referir o comportamento positivo do pack avançado, especialmente enquanto houve "gás" para aguentar as constantes investidas romenas. De destacar a boa estreia de Mike Barbosa (a experiência do Top 14 traduz-se em grande capacidade de colocação nos alinhamentos), de Julien Bardy (grande capacidade de placagem) e de Gonçalo Uva (e os seus importantes cêntimetros nos alinhamentos).

Infelizmente os três quartos não poderam exibir-se ao seu nivel, pois o terreno não o proporcionou, o que favoreceu largamente a Roménia. Os defesas portugueses têm maior velocidade, mobilidade e capacidade de manusear a bola, o que em condições normais dificulta muito a tarefa dos Romenos, mais pesados e menos móveis.

    Yannick Ricardo foi uma decepção, mal no handling, no passe e no jogo ao pé, contudo as más condições atmosféricas podem desculpar em parte a exibição de um jogador técnico, e que poderá ser importante no futuro. Também Pedro Leal não esteve ao seu nivel, ainda para mais quando a expectativa era tão grande, depois de alguns meses a jogar nos franceses do Nice.

Resta agora preparar a recepção à Rússia no próximo sábado, esperando uma vitória, que parece possível.

 

    Arrancou também este fim de semana o Torneio das 6 Nações 2012.

    No primeiro jogo desta edição, a França recebeu a Itália, sendo o favoritismo todo para o lado francês. O resultado acabou em 30-12 favorável aos franceses, embora este resultado seja enganador. Na verdade, a Itália dominou territorialmente a partida, e em certos momentos a pressão que exerceu sobre a defesa francesa foi sufocante, mas essa pressão nunca resultou em ensaios. Os franceses aproveitaram as boas oportunidades que tiveram e alcançaram 4 ensaios (ponto bónus), fruto também da boa exibição dos avançados, sobretudo nas formações ordenadas.

    A Inglaterra foi até Murrayfield vencer a Escócia por 13-6. A Inglaterra, depois do péssimo Mundial que realizou na Nova Zelândia, e da troca de treinador, apresentou-se com uma equipa bastante remodelada, e onde primava a inexperiência de alguns elementos. De qualquer forma o ensaio solitário de Charlie Hodgson e os 8 pontos de Owen Farrel foram suficientes para vencer uma equipa escocesa que mostra mais uma vez estar num processo de remodelação e a preparar-se para atravessar um periodo de poucas vitórias. A Escócia necessita rapidamente de arranjar alternativas para posições chave como o par de médios, pois o que apresentou ontem estiveram francamente mal. De positivo destaca-se a exibição do "gigante" Richie Gray, um jovem de enorme valor que será o esteio da nova equipa escocesa.

    O melhor jogo da jornada veio de Gales, onde a equipa da casa e a Irlanda proporcionaram um jogo de altíssimo nível. Incerteza no resultado, boas jogadas, ensaios e penalidades, este jogo teve de tudo. No final o País de Gales venceu por 23-21, resultado alcançado mesmo em cima da hora.

Apesar do dominio permanente de Gales, a Irlanda foi aproveitando alguns espaços para construir boas jogadas, chegando ao ensaio quando o dominio do País de Gales era evidente. Os bons pontapés de Jonathan Sexton foram dilatando os pontos irlandeses, enquanto o País de Gales tinha dificuldade em transformar o dominio em pontos. Na segunda parte e quando a Irlanda jogava contra 14 (cartão amarelo mostrado a Bradley Davies) alcançou o segundo ensaio. Contudo a resposta galesa foi excelente e nos minuto finais chegou ao terceiro ensaio. Na última jogado do encontro, Leigh Halfpenny chutou literalmente para a vitória, dando os 4 pontos a Gales.

    O País de Gales poderia ter conseguido uma vitória mais dilatada, mas os maus pontapés de Rhys Priestland (alguns falhanços foram ridículos a este nível) impediram que tal sucedesse.

    Na próxima semana, a Inglaterra desloca-se ao Olimpico de Roma para defrontar a Itália, a França recebe a Irlanda e o País de Gales recebe a Escócia.

 

By Pedro Santos



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Domingo, 29 de Janeiro de 2012
Área de Ensaio

Curtas do Mundo do Rugby

 

 

    Numa altura em que os principais campeonatos nacionais estão parados, destacam-se alguns jogos da fase de grupos da Taça de Portugal. Se em alguns jogos o equilibrio entre equipas da Divisão de Honra e da 1ª Divisão tem sido notório, em outros percebe-se que ainda existe um fosso competitivo enorme entre estas duas divisões.

    Neste fim de semana os resultados mostraram isso mesmo. O CRAV (1º classificado da 1ª Divisão) foi até Coimbra perder com a Académica por 22-10. O resultado acaba por mostrar algum equilibrio, ainda para mais quando percebemos que a Académica está na final four da Divisão de Honra.

Também a Lousã demonstrou que não está longe do nível da Divisão de Honra, pelo menos dos lugares de baixo da classificação. A derrota por 2 pontos com o Técnico (20-18), bem que poderia ter tido um final diferente.

    Já o Santarém e Évora mostraram enormes dificuldades contra equipas do escalão maior. Os escalabitanos foram derrotados por 139-0 pelo Belenenses, o que em parte se justifica pela falta de experiência da equipa de Santarém, frente a uma equipa que quer vencer este troféu e assim salvar a época. Já o Évora foi também copiosamente derrotado pelo CDUL por 89-3, o que vem demonstrar ainda mais a quebra que o Évora apresenta em relação a anos anteriores.

 

    A selecção portuguesa jogou este sábado frente aos England Students (uma selecção não oficial da Inglaterra), e venceu por 31-28. Esta vitória representa um regresso aos triunfos depois da derrota com o Uruguai em Novembro, e vale sobretudo pelo valor anímico natural de uma vitória e pelo regresso à competição internacional de alguns jogadores.

    No próximo sábado regressa o Campeonato Europeu das Nações, e Portugal que ocupa o 3º lugar tem uma deslocação dificil à Roménia, uma equipa que fez um bom mundial e que ocupa neste momento o 2º lugar com mais 2 pontos que Portugal.

Na primeira volta (Fevereiro de 2011) Portugal arrancou uma brilhante vitória em Lisboa por 24-17.

 

    No próximo sábado começa também o Torneio das 6 Nações de 2012. Mais uma edição desta prova mítica, a maior entre selecções do Hemisfério Norte, e onde se espera muita emoção.

    Entre as 6 selecções, o favoritismo vai para Inglaterra e França embora não seja de menosprezar a hipótese de Pais de Gales e Irlanda chegarem ao título. A Escócia não parece capaz de disputar o troféu, estando neste momento num processo de renovação pós-mundial, enquanto que a Itália ficará feliz se conseguir alguma vitória (embora o rugby italiano esteja em evolução).

    Na primeira jornada a França recebe a Itália, a Inglaterra viaja até Murrayfield para defrontar a Escócia e Irlanda e País de Gales repetem o jogo dos quartos de final do RWC 2011.

 

    A África do Sul foi a última das grandes selecções a trocar de treinador a seguir ao Mundial. Peter de Villiers não resistiu à não revalidação do título mundial. Heineke Meyer é o senhor que se segue, um treinador com vasto curriculo no país e uma vasta experiência na Currie Cup.

    Também a Inglaterra efectou uma troca de treinadores saindo Martin Johnson e entrando Stuart Lancaster, na França Phillipe Saint-Andre substituiu Marc Lièvremont e na Nova Zelândia Steve Hansen é o sucessor de Graham Henry.

Apenas os resultados mostrarão se as trocas foram de facto proveitosas.

 

By Pedro Santos



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Domingo, 15 de Janeiro de 2012
Área de Ensaio

A Realidade do Rugby Nacional

 

 

     A fase regular do nosso principal campeonato, a Divisão de Honra (ou Campeonato SuperBock), chegou este fim de semana ao fim, e apesar da alguns resultados já serem esperados, outros vieram apenas demonstrar as desigualdades que existem no principal escalão do rugby português.

    Um dos jogos mais esperados da jornada decorreu no sábado, na Tapada, a casa da Agronomia. O jogo já pouca importância teria na tabela classificativa, uma vez que a Agronomia já tinha garantido o primeiro lugar na fase regular, mas de qualquer forma este jogo é sempre um "derby" do nosso rugby. O CDUL, também já apurado para a próxima fase, tentava garantir o segundo lugar. O resultado cifrou-se numa vitória do CDUL por 24-14, vitória essa que não foi suficiente para aguentar o 2º lugar, uma vez que o CDUL não garantiu o ponto bónus ofensivo (apenas marcou 3 ensaios). A Agronomia por sua vez, enfrentou o jogo com a natural descontracção de quem sabe que nada tem a perder ou ganhar neste tipo de jogos, resguardando-se para os jogos que decidirão o titulo.

    Em Monsanto, o Direito recebeu o Benfica e levou o jogo de vencido por esclarecedores 57-3. O Direito com os 5 pontos desta vitória (4 da vitória, mais um ponto bónus ofensivo) ultrapassou o CDUL na tabela e acaba a fase regular em 2º lugar. Já o Benfica que ainda tinha esperança de ultrapassar o CDUP na tabela, viu essas expectativas goradas e acaba assim a fase regular em 7º lugar. Este resultado mostra a diferença de qualidade das duas metades da tabela, mas pior que isso, mostra como o rugby do Benfica passa por dificuldades, o que num clube histórica não indica nada de bom. Aliás ao longo de toda a época ficou patente as dificuldades que o Benfica ultrapassa, dificuldades essas que em grande medida vêm do facto do Benfica não ter escolas de formação nem condições condignas de um clube desta dimensão. Apesar desta ser uma secção autónoma, a direcção do clube deveria dar mais apoio, no mínimo para honrar o passado do rugby do Benfica que tantas conquistas deu ao clube, e para reforçar a ideia de ecletismo.

    Num outro jogo, a Académica deslocou-se até às Olaias para defrontar o Técnico e regressou a Coimbra com uma vitória por 73-24. Este resultado apenas demonstra que o Técnico não é mesmo equipa deste campeonato e que o nível competitivo da equipa lisboeta não é o adequado para esta divisão. O Técnico, sofreu 50 ou mais pontos em 8 dos 14 jogos disputados, sofrendo mais de 700 pontos em 14 jogos. Perante factos não há mesmo argumentos. A Académica demonstrou mais uma vez a boa época que vem fazendo, e apesar de ter poucas hipóteses de lutar pelo titulo, já garantiu o seu lugar nos 4 melhores deste ano.

    Outro resultado volumoso foi aquele com que o Belenenses "brindou" o CDUP (77-8). Num jogo entre duas equipas que irão disputar para não descer, fica mais uma vez expresso as discrepâncias que existem nesta divisão.

 

    Estes resultados apenas demonstram as desigualdades que existem. Temos 5 equipas de bom nível e 3 que estão num patamar abaixo, o que implica uma diminuição da competitividade do campeonato. Numa altura em que se discute o aumento da Divisão de Honra, não será altura de se discutir questões concretas para aumentar a competitividade? Será porventura benéfico para o nosso rugby existirem jogos com resultados de mais de 50 pontos de diferença? Poderemos ter uma selecção forte e a lutar com os melhores, quando o nosso campeonato apresenta tantas desigualdades? São estas questões que a Federação Portuguesa de Rugby terá de solucionar se queremos ter um campeonato de bom nível e uma selecção capaz de lutar pelo apuramento para o Mundial de 2015.

 

    Segue-se agora um período de 11 semanas sem jogos até ao regresso do campeonato, que será disputado em duas seríes, os que jogarão para definir o titulo e os que jogarão para definir qual a equipa que desce. Neste período jogar-se-ão alguns jogos da selecção nacional no Torneio Europeu das Nações, e o campeonato de sevens que englobará equipas da Divisão de Honra e equipas da 1ª Divisão.

 

By Pedro Santos



publicado por Pedro Santos às 19:34
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Domingo, 8 de Janeiro de 2012
Área de Ensaio

Jogador do Ano

 

 

1 - O ano de 2011 passou, e com o seu final veio a nomeação do melhor jogador do ano. Em ano de Mundial, era de esperar que muitos jogadores se superassem e apresentassem exibições que lhes permitisse vencer estar nomeação.

     O Jogador do Ano é um troféu que nos últimos foi erguido por jogadores como Richie McCaw, Jonny Wilkinson, Schalk Burguer, Dan Carter, Bryan Habana e Shane Williams, ou seja os melhores dos melhores.

     O troféu de 2011 foi entregue ao capitão francês Thierry Dusautoir, e de facto o 3ª linha francês foi efectivamente um dos melhores do ano.

Na verdade existiam outros fortes candidatos como por exemplo, Quade Cooper, que saiu prejudicado pela precoce eliminação da Austrália no RWC 2011. Dusautoir pelo contrário levou a sua selecção à final sempre com boas exibições, e na final foi mesmo um dos melhores em campo. A somar a isto as suas exibições ao serviço do Toulouse também ajudaram a esta vitória.

     Sem dúvida que a vitória do francês foi merecida, e apenas demonstra a boa forma do rugby francês, que neste momento parece o mais sério candidato à vitória no torneio das 6 Nações.

 

     A International Rugby Board considerou ainda Graham Henry (seleccionador neo-zelandês) o Treinador do Ano, premiando assim uma carreira recheada de êxitos.

     A selecção da Nova Zelândia foi considerada a Equipa do Ano, e dificilmente poderia ser de outra forma. Em ano de Mundial regra geral o vencedor do torneio é considerada a Equipa do Ano.

     O sul-africano Cecil Afrika foi considerado o melhor jogador de Sevens de 2011. Cecil foi de facto o melhor, demonstrando isso nos inúmeros ensaios que marcou no circuito mundial (foi também o melhor marcador de ensaios).

     Qualquer um destes vencedores mereceu o seu prémio, pois de facto no ano de 2011 foram quem mais se destacou, espera-se que 2012 nos traga rugby com a mesma qualidade, e que os grandes jogos do "Torneio das 6 Nações" ou do "The Rugby Championship" (o novo Tri-Nations com a presença da Argentina) continuem a mostrar grandes jogadores e treinadores.

 

2 - A nivel nacional, voltou este fim de semana o campeonato nacional. A Agronomia deslocou-se no sábado até à Sobreda para defrontar o Benfica, e correspondeu às expectativas vencendo os "encarnados" por 38-14, para além da vitória Agronomia juntou ainda um ponto bónus ofensivo, fruto dos 6 ensaios.

     Em Coimbra esperava-se um bom jogo opondo a Académica e Direito. Os "Advogados" derrotaram a Académica, por 27-7, e somaram também eles um ponto bónus (4 ensaios).

     Nas Olaias disputou-se um jogo entre equipas da segunda metade da classificação, e o Técnico logrou vencer pela primeira vez. Na recepção ao CDUP, um ponto chegou (24-23) para os da casa fazerem a festa. De qualquer forma o CDUP saiu de Lisboa com um ponto de bónus defensivo.

     O jogo da jornada disputou-se no Estádio Universitário, CDUL e Belenenses disputaram um duelo histórico no rugby português. Apesar de já saber que irá disputar a manutenção, o Belenenses vendeu cara a derrota, e apenas um ponto fez a diferença (20-19).

 

By Pedro Santos

 



publicado por Pedro Santos às 20:14
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Domingo, 1 de Janeiro de 2012
Área de Ensaio

O Adeus das Estrelas

 

 

 

 

     O ano que 2011 que ainda agora acabou, trouxe infelizmente o final de carreira de alguns dos mais marcantes jogadores da última década.

     Regularmente os jogadores aproveitam o final das grandes competições para se retirarem da vida internacional, e o Campeonato do Mundo de 2011 não foi excepção.

     O adeus mais sentido é sem dúvida o de Jonny Wilkinson. O médio de abertura inglês, que é neste momento o segundo melhor marcador de pontos a nivel internacional, decidiu deixar a "selecção da rosa" e dedicar-se exclusivamente ao seu clube.

Wilkinson, um dos maiores responsáveis pelo título mundial que a Inglaterra conquistou em 2003, graças a um fantástico pontapé na final contra a Austrália, não resistiu às inúmeras lesões. Na memória dos adeptos da modalidade ficarão para sempre os pontapés de Wilkinson, fosse na selecção, nos Newcastle Falcons ou no Toulon. Depois de 91 jogos pela sua selecção, um dos mais míticos jogadores de sempre decidiu abandonar.

     Outra lenda que decidiu por um ponto final à sua carreira internacional foi o ponta galês Shane Williams. Williams foi sem dúvida um dos maiores finalizadores de sempre, vindo na senda dos grandes defesas galeses, Williams distinguia-se mais pela apetência a atacar, onde as suas fintas de corpo desconcertavam os adversários, do que a defender. Na festa de despedida a Williams, a Austrália deslocou-se a Gales, e Shane Williams aproveitou para até no seu último jogo pela selecção deixar a sua marca com mais um ensaio.

     Ainda a nivel europeu merecem destaque a despedida dos palcos internacionais de homens como o defesa escocês Chris Paterson (109 internacionalizações e 809 pontos), o pilar irlandês John Hayes (que não foi convocado para o RWC).

     As selecções do Hemisfério Sul também ficaram "orfãs" de alguns jogadores emblemáticos.

     A África do Sul perdeu recentemente dois dos mais famosos jogadores do país, vencedores do Campeonato do Mundo de 2007. O talonador John Smit e o segunda-linha Victor Matfield. Smit já há algum tempo que vinha perdendo espaço para Bismarck du Plessis, e nos últimos tempos foi, por diversas vezes obrigado a jogar a pilar, face às exibições de du Plessis a talonador. De qualquer forma Smit acaba a sua carreira com 111 jogos pelos Springboks.

     O caso de Matfield é diferente, pois a titularidade nunca foi um problema. Durante o RWC 2011, Matfield foi um dos que mais jogou, mas os 34 anos já não permitem a Matfield apresentar a mesma forma de antigamente. Ficarão na memória as grandes exibições, onde juntamente com Bakkies Botha formou uma das melhores segundas-linhas do mundo.

     A Nova Zelândia também viu partir alguns dos seus jogadores. Mills Muliaina decidiu abandonar os campeões do mundo. Durante a competição, uma lesão no ombro, retirou-lhe espaço na equipa, e Mills optou o abandono definitivo. Para a história ficam as 100 internacionalizaões de Mills.

     Também Brad Thorn, aos 36 anos optou pela retirada, embora esta já estivesse anunciada desde o inicío do Campeonato do Mundo.

     Outros jogadores decidiram este ano que o melhor seria deixar as novas gerações tomar os lugares nas suas selecções. O facto de grandes jogadores optarem por se retirar não retira qualquer brilhantismo ao desporto, pois os seus lugares parecem estar assegurados a curto/médio prazo por jovens de imensa qualidade.

 


By Pedro Santos



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Domingo, 18 de Setembro de 2011
Área de Ensaio

Resultados, Análise e Estatísticas II

 

 

       Entrámos na segunda semana do Mundial, e o que se pode dizer é que o campeonato tem correspondido às melhores expectativas. Grandes jogos, equipas mais pequenas a fazer frente aos candidatos e resultados mais ou menos inesperados, tem sido isto a imagem de uma semana de Rugby World Cup.

 

      

 



publicado por Pedro Santos às 18:11
editado por Minuto Zero em 11/11/2011 às 11:03
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Domingo, 11 de Setembro de 2011
Área de Ensaio

Resultados, Análise e Estatísticas

 

 

       Começou o espectáculo. Na passada sexta feira, começou o sétimo Campeonato do Mundo de Rugby, e até agora já assistimos a jogos bem interessantes.

      

       O RWC iniciou com um Nova Zelândia – Tonga, os All Blacks a jogar em casa venceram por 41-10, um resultado que apesar de esperado peca por escasso. A primeira parte foi muito boa, com os homens da casa a traduzirem a sua superioridade em 4 ensaios. Esperava-se que na segunda parte elevassem o marcador, mas passou-se exactamente o contrário, a reacção foi de Tonga que melhorou na defesa e conseguiu um ensaio merecido. A Nova Zelândia acusou um pouco a pressão de jogar perante o seu público, e perante os erros de Tonga, esperava-se um resultado mais dilatado, contudo é também necessário referir que alguns titulares não jogaram, portanto tudo indica que irão melhorar.

     

      



publicado por Pedro Santos às 16:01
editado por Minuto Zero em 11/11/2011 às 11:16
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Domingo, 28 de Agosto de 2011
Área de Ensaio

Análise ao Mundial -  A Eliminar

 

 

       A fase de grupos do RWC 2011 acaba no dia 2 de Outubro, com o jogo entre a Irlanda e a Itália, do grupo C. Nessa altura, já tudo estará decidido e já se saberá quem irá passar aos oitavos de final, e quem irá fazer a viagem até casa.

      

 

      

 



publicado por Pedro Santos às 14:18
editado por Minuto Zero em 11/11/2011 às 11:09
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Domingo, 21 de Agosto de 2011
Área de Ensaio

Análise ao Mundial - Grupo D

 

 

       O Grupo D promete ser um dos mais disputados do mundial. As equipas que o compõem são todas elas bastante equilibradas, e prometem bastante espectáculo e equilíbrio na disputa pelos dois lugares que dão vagas nos oitavos de final.

       O grupo é composto pela África do Sul, País de Gales, Ilhas Fiji, Samoa e Namíbia. Todas elas são equipas que se conhecem bem, a titulo de curiosidade, África do Sul e Samoa, já haviam estado juntas no Mundial de 2007, bem como Fiji e País de Gales.

      

 



publicado por Pedro Santos às 18:37
editado por Minuto Zero em 11/11/2011 às 11:11
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Domingo, 7 de Agosto de 2011
Área de Ensaio

Análise ao Mundial - Grupo C

 

 

       O inicío do mundial aproxima-se rapidamente. Por esta altura já os jogadores de cada selecção se preparam com afinco para estarem perfeitamente preparados. Por entre treinos, ginásios e jogos treino, poucos serão os que ainda conseguem não pensar nesta grande competição.

       Com o tempo em contagem decrescente, é tambem tempo de continuarmos a fazer a nossa análise, e hoje é dia de analisar o grupo C, ou seja o penúltimo grupo.

       Antes de mais as equipas que compõem o grupo são, a Australia, a Irlanda, a Itália, a Rússia e os Estados Unidos da América.

Rapidamente nos apercebemos quem será primeiro, a Australia. Pela forma que têm mostrado recentemente, os Wallabies são candidatos à final, e portanto neste grupo, se imperar a lógica serão primeiros sem grandes dificuldades. A Irlanda parece destinada a um lugar secundário, uma vez que muito dificilmente se conseguirão impor à Australia e ficar em primeiro. O terceiro lugar será, à partida, da Itália. o rugby italianos evoluiu imenso na última década, ao nponto da equipa italiana ter sido convidada a fazer parte do histórico Torneio das 5 Nações (agora 6), mas neste mundial não deverão ir além do terceiro lugar. Os dois últimos lugares deverão ser de Rússia e EUA. Os russos são neste momento,a par da Geórgia e da Roménia as melhores selecções da "segunda divisão europeia", e os americanos há muito que passaram o seu periodo aúreo, que na decada de 20 lhes deu medalhas nos Jogos Olimpicos. Tanto Rússia como EUA, estarão sobetudo interessandos no jogo de dia 15 de Setembro onde se irão defrontar, uma vez que parece ser o único jogo onde uma deas terá hipoteses de vencer. Os outros jogos serão para tentar fazer boa figura.

       Parece-me um grupo animado, onde poderão existir bons jogos, como o Austrália - Irlanda de dia 17, mas será um grupo que se decidirá cedo, e onde não haverá grandes surpresas, pelos menos na classificação.

      A ordem final deverá ser Australia, Irlanda, Itália, Rússia e EUA.

 

       Continua o Torneio das 3 Nações, e a Nova Zelândia continua a espalhar magia e superioridade. Desta vez a "vitima" foi a Australia, que depois de vencer a Àfrica do Sul, perdeu por uns esclarecedores 30-14 com o vizinho da Oceânia. Os All Blacks em apenas dois jogos marcaram 70 pontos e sofreram apenas 21. Há terceira jornada já lideram com 9 pontos mais 4 que a Australia. A vitória nesta competição está praticamente garantida. Em relação ao mundial, poucos se atrevem a apostar noutro resultado que não a vitória neo zelandesa.

       Começaram também os test-matches de Agosto, e logo com excelentes jogos, a Inglaterra recebeu o País de Gales, em Twicknenham Park, a casa do rugby inglês. A vitória por 23-19 era esperada e peca apenas por escassa, mas há que dar mérito aos galeses que se bareram muito bem. O destaque vai para Jonny Wilkinson, o veterano médio de abertura mostrou que sem lesões ainda é um dos melhores da sua posição, e a sua forma actual garante um mundial de alto nivel. Pessoalmente aprecio mais o estilo de Toby Flood, mas reconheço que nos pontapés "Wilko" é imparável, e em termos de drop's é provavelmente o melhor.

       A Escócia e a Irlanda tambem se defrontaram, e os escoceses levaram a melhor. Um ensaio tardio de Joe Ansbro permitiu aos escoceses uma vitória por 10-6, que certamente irá levantar o moral. Contudo foi um jogo pobre (o resultado espelha isso mesmo) e ambos os treinadores terão muito. a fazer para estas equipas estarem em melhor forma no mundial.

 

By Pedro Santos



publicado por Pedro Santos às 15:10
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