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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

Minuto Zero

31
Mai11

Buzzer - Beater

Óscar Morgado

Corrida pelo Larry…

 

            …O’Brien Trophy. Eu sei, pensavam que era o Bird dos Celtics. Mas não. Calhou bem ter previsto a semana passada as equipas que se vão defrontar logo à noite. Miami Heat no Este. Dallas Mavericks no Oeste. Não foram as duas melhores ao longo da época, mas foram as duas melhores ao longo dos playoffs. Têm em Nowitzki (Dallas) e James (Miami) os dois melhores jogadores nos playoffs até então.

            A maioria dos analistas prevê uma vitória para Miami. Folgada até. Dos 7 jogos, dizem que Miami ganha em 5 ou 6. Acho muito sinceramente que não se está a levar Dallas a sério. Que não o fizessem no início dos playoffs era compreensível, dados os desaires da equipa nas últimas épocas nesta altura da competição. Que o façam depois de destronar os campeões Lakers, os renovados Trailblazers e os explosivos e jovens Thunder é de uma grande ingenuidade. Sim, Miami vai ter ao longo da série 4 jogos em casa (os últimos dois são também os dois da série inteira, portanto para despachar a ronda em 5 ou 6 jogos teriam que ganhar pelo menos um fora de casa), sim têm o MVP dos últimos dois anos, e sim, o Big Three mostrou já que será talvez a força mais dominante nos próximos 5 ou 6 anos.
            Mas Dallas tem um dos melhores (não digo o melhor por existir um senhor chamado Steve Nash) jogadores não americanos de todos os tempos, a atravessar o melhor momento da carreira (embora tenha sido MVP em 2006). Tem muito mais banco que Miami, e uma equipa mais equilibrada e completa, com a sua âncora em Nowitzki. Acredito que, se Miami ganha os dois primeiros jogos em casa, a sua motivação irá diparar para níveis muito difíceis de Dallas controlar. Mas há um dado interessante: nas últimas 12 vezes que as duas equipas se defrontaram, Dallas ganhou… 12 jogos. É claro que a equipa de Miami deste ano é diferente, mas também nos dois jogos deste ano, Dallas saiu por cima. Eles saberão como os parar ofensivamente e quebrá-los defensivamente. Miami tem a melhor defesa, mas acredito que Dallas tem o maior ataque.

               Mesmo que não aconteça, acredito que é apenas justo avaliar esta série como chegando aos 7 jogos. Pode-se argumentar que Miami está na melhor fase da época, mas Dallas também. E temos o factor vingança de Dallas. E o factor redenção de James e Bosh. Espero que seja um confronto épico. Hoje, às 02h00m, hora de Lisboa.

24
Mai11

Buzzer - Beater

Óscar Morgado

Vingança em curso

 

         Payton defende a tentativa de lançamento de Jason Terry. Terry lança, Payton desarma, a bola vai parar ao lado esquerdo do campo perto do canto dos 3 pontos onde Wade recebe a bola. Esgotam-se os últimos 3 segundos no marcador, e Wade atira a bola ao ar em êxtase. E Miami ganha o seu primeiro campeonato da NBA da história.

        Estávamos então em 2006, e o duo de Dwayne Wade e Shaquille O’neal fazia sucesso nos Miami Heat, pela segunda época que estavam juntos, após a mediática saída de ‘Shaq’ dos Galácticos do basquetebol, os Los Angeles Lakers.

        Do lado dos Mavericks, Nowitzki, Terry, Josh Howard e Jerry Stackhouse eram algumas das estrelas. Os dois primeiros obviamente eram os motores da equipa. Fizeram uma campanha espantosa, e estiveram a ganhar nas finais por 2-0 contra Miami, mas no final a equipa de South Beach levou a melhor, ganhando os 4 jogos seguintes de seguida.

        Pelo andar das coisas, é possível que se veja uma vingança ao fim do túnel. Miami ganha 2-1 a Chicago na final da Conferência de Este, e Dallas ganha 3-1 a Oklahoma City na final de Oeste. Embora não seja certo que qualquer uma das duas avance à próxima fase, está-me a parecer que será o jogo mais interessante que pode aparecer nas Finais: dum lado a mesma equipa de base dos Mavericks de 2006, com Nowitzki ainda melhor (o que não parece muito possível) e Jason Terry ao mais alto nível, mas com um grupo secundário mais sólido que na última ida às finais: Tyson Chandler como autêntico polícia das tabelas, Jason Kidd como um general no final de carreira mas um dos melhores bases de sempre, e um Shawn Marion algo que resuscitado dos seus tempos de All-Star dos Phoenix Suns, que se revelou um substituto competente ao lesionado Caron Butler (que na altura da sua lesão levou a imprensa a retirar os Mavericks da luta pelo título).

        Do outro lado, uma equipa totalmente diferente, apenas com Dwayne Wade e Udonis Haslem restantes da equipa que ganhou o título em 2006. Já não têm O’neal, mas James e  Bosh mais do que compensam essa falta. A receita para o sucesso que fez juntar o ‘Big Three’ este Verão está finalmente a dar os frutos desejados, bem como começou a afastar a crítica de que esta equipa nunca funcionaria.

        Além disso há o tal factor de vingança que deve motivar os Mavericks, caso cheguem à final, de provar de uma vez por todas que são uma equipa capaz de ganhar campeonatos e não apenas de espantosas épocas regulares. E, já agora, de mostrar que foi apenas por acaso que perderam 4 jogos seguidos contra um endiabrado Wade e os restantes Heat.

 

Nota: em virtude deste cronista ter apostado com outro cronista um almoço em como seria Boston a ganhar o título e não Chicago, o meu desejo que Miami vença esta série torna-se mais forte.

 

by Óscar Morgado

03
Mai11

Buzzer - Beater

Óscar Morgado

Big Three: alunos vs. mestres

 

      É uma fórmula cientificamente comprovada. É o Fairy de lavar a loiça à mão e o Calgonite para quem prefere à máquina: toda a gente fica satisfeita com o resultado.

      E a técnica é quase milenar. Os ‘Trios’ na NBA são coisa que na maioria das vezes ganhou campeonatos. Dúvidas? O algodão não engana (também utilizo metáforas com outros produtos de limpeza): Larry Bird, Robert Parish e Kevin McHale foi sem grande discussão a melhor combinação 3, 4, 5 da história da NBA, dominando nos Celtics dos anos 80 (ganharam 3 campeonatos e 2 outras presenças nas finais). Ou então alguns se lembrarão dos “Bad Boys” dos finais da mesma década em Detroit: Isiah Thomas, Joe Dumars e Bill Lambier (2 campeonatos vencidos). Ainda seria digno referir Magic Johnson, Kareem Abdul-Jabbar e James Worthy nos Lakers – perdão – nos ‘Showtime’ Lakers de 80, o ainda existente trio de Duncan, Ginobli e Parker nos Spurs, e, como não poderia deixar de ser, Bill Russell, Bob Cousy e John Havlicek, que venceram 6 campeonatos juntos nos anos 50 e 60, sendo provavelmente o trio mais mortífero de sempre.

      Portanto, trios dão campeonatos. Umas vezes aos pares, outras à unidade, por vezes a granel. E claro, também em trios. Recentemente voltou-se a essa estratégia: os Boston Celtics adquiriram Kevin Garnett e Ray Allen para flanquear Paul Pierce em 2007, juntando 3 futuras lendas da modalidade. Ainda mais recentemente, ou seja, esta época, este modelo de sucesso, que deu um campeonato aos Celtics logo na época 2007-2008 e uma presença nas Finais dois anos depois, foi aplicada. Com um pouco mais de mediatismo: Lebron James e Chris Bosh, dois All-Stars estabelecidos na NBA, rumaram a Miami para se juntarem a Dwayne Wade, tendo já estabelecido esta época uma potência da NBA ao ficarem em segundo lugar da Conferência de Este. Estes dois trios estão neste momento a defrontar-se nas semi-finais dos playoffs, com a vantagem da primeira partida a favor de Miami.

      Ainda assim, mais que as semelhanças, notam-se as diferenças. O ‘Big Three’ de Boston apareceu como um produto “pronto a cozinhar”, recrutando veteranos estabelecidos (todos os 3 tinham pelo menos 30 anos)  que nunca tinham ganho títulos, tendo essa motivação comum e sabendo que era necessário sacrificar estatísticas individuais. E conseguiram. Já o trio de Miami teve alguma dificuldade em impor-se, não só porque se trata de jogadores menos experientes que tiveram mais dificuldade em se adaptarem aos seus lugares na equipa, mas porque o evolucionismo de Darwin ainda não se manifestou em pleno.

 

 

 

 

 

      Darwin, perguntam vocês? Claro que sim. Em Boston, o ‘Big Three’ evoluiu para ‘Big Four’, pois Rajon Rondo, base titular da equipa desde a chegada das estrelas, tornou-se no geral melhor jogador que os restantes três. Esta melhoria foi em grande parte fruto da experiência dos veteranos sobre o jovem base, cujos grandes problemas de mentalidade e consistência foram ultrapassados para o tornar um dos grandes da liga na posição. E isto aconteceu ao resto da equipa: Glen Davis e Kendrick Perkins (que foi trocado há uns meses) foram apenas alguns dos jogadores que beneficiaram com a presença das estrelas, melhorando o seu jogo. Boston tornou-se uma equipa completa (embora as trocas de jogadores tenham estragado alguma química existente).

      Em Miami há, porém, mais talento. Calcula-se que no futuro esse trio produza mais dividendos que o de Boston. Mas neste momento a evolução não está completa: toda a responsabilidade do jogo passa por James, Wade e Bosh, sendo o resto da equipa de um nível muito inferior, pois falta um poste dominante nas tabelas e um base capaz de ser um general em campo. Talvez as três estrelas façam crescer algum jovem atleta da actual ou futura equipa?

      No resto, também financeiramente a evolução é inferior. Garnett recebe quase 19 milhões de dólares anuais no seu penúltimo ano de contracto, Ray Allen recebe 10 milhões e Pierce quase 14. Tanto James como Wade ou Bosh não recebem sequer 15 milhões (embora no último ano obrigatório de contracto recebam quase 20 cada). No actual confronto, penso que a maturidade de Boston ganha vantagem, mas o talento e o maior número de partidas em casa pode pender a favor de Miami. Veremos.

 

by Óscar Morgado

26
Abr11

Buzzer - Beater

Minuto Zero

O 'Upset'

 

         A primeira ronda dos playoffs da NBA tem-se revelado bastante interessante. Equipas das quais se esperava mais têm feito menos, e equipas das quais se esperava menos têm feito mais.

         Neste momento, as séries à melhor de sete estão assim: os Boston Celtics limparam o confronto contra os New York Knicks, ganhando os quatro primeiros jogos. Embora fosse esperada a passagem de Boston, os 4-0 foram algo que não se previa, devido às dúvidas do final da época em Boston. Miami vence neste momento Philadelphia por 3-1, um resultado esperado. Oklahoma City Thunder tem a mesma vantagem contra os Denver Nuggets, mostrando um basquetebol de uma qualidade surpreendente. Na mesma posição estão os Memphis Grizzlies, oitavos classificados de oeste que estão a enfrentar os grandes favoritos: os San Antonio Spurs, primeiros classificados. São neste momento a grande surpresa (a última vez que um oitavo destronou um primeiro foi em 2007, em que os Golden State Warriores surpreenderam os Dallas Mavericks, num dos maiores 'upsets' de sempre) do playoff. Chris Paul está também a dar grande trabalho a Kobe Bryant e companhia, com a série empatada a 2-2 entre os Hornets e os Lakers. Dallas e Portland têm lutado corajosamente, com os primeiros a terem a vantagem de 3-2 na série. Chicago está sem grandes dificuldades no caminho para vencer os Pacers, tendo a vantagem de 3-1, e Atlanta está na mesma posição com Orlando, embora seja possível uma reviravolta liderada pelo melhor poste da actualidade, Dwight Howard.

         O interessante aqui é analisar os números. Comecemos pelos mais surpreendentes. Zach Randolph tem sido a grande figura em Memphis, que, na ausência de Rudy Gay, tem liderado uma equipa motivada a causar estragos nos playoffs. Das 3 vitórias da equipa, Randolph teve mais de 40 minutos em campo e mais de 20 pontos em duas delas , tendo sido decisivo. Decisiva também é a sua defesa no ‘clutch’ (ou seja, os momentos quentes do final do jogo, especificamente os últimos 5 minutos em que a diferença pontual não excede os 6 pontos), ao contrário do seu ataque, que perde alguma consistência nestes momentos. Mas para isso está lá o resto da equipa.

 

 

 

         Já Chris Paul parece estar a voltar à sua forma antiga, onde era visto como o melhor base da NBA. Nas duas vitorias dos Hornets nesta série contra os Lakers, Paul marcou mais de 25 pontos. E parece também que o pequeno base subiu duas ou três mudanças deste o final da época regular: está a averbar 25 pontos por jogo, 11 assistências e meio e 7 ressaltos. Na fase regular os seus números eram, respectivamente, 12, 9.5 e 4. Ele é também o jogador que mais toca na bola no ‘clutch’: metade dos ataques passam por ele.

         Noutras séries menos equilibradas, o impacto das estrelas também se tem verificado: em Chicago, Derrick Rose faz com que os Indiana Pacers marquem menos 1.6 triplos quando está em campo. É também tremendo o seu impacto no saldo pontual de Indiana (relação entre pontos marcados e sofridos):em relação à sua média pontual, os Pacers marcam mais 23.28 pontos por jogo com Rose no banco, e -7.15 quando este joga. Em Miami, Lebron James tem intimidado os atiradores de longa distância dos Sixers: quando está em campo, fazem uma média de 17 tentativas de 3 pontos por jogo, e quando está no banco, fazem-no 25 vezes.

         Entre Dallas e Portland, a vantagem dos primeiros deve-se naturalmente a Dirk Nowitkzki (do qual falei a semana passada). O número que mais me tem impressionado é o impacto que ele tem nos ressaltos adversários (por ser uma capacidade pela qual não é muito conhecido), pelo que ele faz com que Portland ganhe menos ressaltos quando está em campo. E já que falamos dos grandes, Dwight Howard tem feito o que pode: em campo impede Atlanta de marcar mais 30 pontos por 100 posses de bola, o que justifica em larga medida ser o Melhor Defesa do Ano na NBA, pelo terceiro ano consecutivo.

         No meio de tanta matemática, que estou afinal a reiterar? Havendo bastantes surpresas nos confrontos (nomeadamente Memphis e New Orleans), as grandes figuras são aquelas que têm realizado essas surpresas, algo que todos os anos acontece nos playoffs. E noutros casos, mesmo elas não são suficientes, devido à falta de qualidade do resto da equipa, que é o que acontece entre Dwight Howard e os Orlando Magic. Noutros casos ainda, por exemplo o de Chicago, a vantagem é clara, mas muito frágil: Derrick Rose é a grande âncora que faz a equipa jogar como joga, e se este se lesiona gravemente (como podia ter acontecido no último jogo, pois caiu de muito alto e realizou uma ressonância magnética que felizmente para Chicago não revelou impedimento competitivo) as chances dos Bulls caem vertiginosamente. Os outros jogadores são bons, mas são-no muito mais com Rose em campo.

         Tudo isto me leva a crer que as surpresas têm sido justificadas por basquetebol de qualidade por parte dos vencedores, especialmente das suas grandes figuras em campo. E se quiserem ter uma boa perspectiva analítica de todas estas coisas, brinquem também um pouco com o StatsCube do NBA.com (isto não tem qualquer propósito publicitário), e comparem medidas.

 

by Óscar Morgado

06
Abr11

Buzzer - Beater

Minuto Zero

Era uma vez um MVP

 

         Tudo começou num Outubro cheio de esperanças. Os Lakers tinham ganho o segundo título consecutivo, Kevin Durant era a grande sensação para 2010-2011 e Lebron James mudou-se para o pé da praia.

         Tudo foi andando devagarinho, mas algo a adivinhar o final: 5 estrelas destacavam-se do conjunto. Durant confirmava expectativas, James mostrava-se o mau da fita, Bryant afirmava-se como o melhor, Howard dava umas achegas e Nowitzki ia puxando o resto da equipa para o seu nível.

         Mas eis que as coisas mudavam um pouco! New Orleans ganhara 10 seguidos e o pequeno Chris Paul saltava para o meio dos grandes; Monta Ellis fazia múltiplos jogos de 40 pontos; Rondo oferecia cestos aos colegas muito antes do Natal.

         A corrida estava, então, muito pouco usual. Deron Williams levantava a voz e Pau Gasol fazia as médias da sua vida. Os analistas davam em malucos, já não sabiam o que pensar: seria este o ano em que toda a gente se punha a jogar bem?

 


 

 

         E é então que chega alguém para salvar a questão. Ou, melhor dizendo, complicá-la, pelo menos de início. Mas já lá iremos.

         Um felizardo Amare Stoudemire em Nova Iorque fazia furor, empurrando Monta Ellis, cuja equipa deixara de jogar à defesa, lá para baixo. Os Lakers andavam às turras e os Spurs brincavam com o resto (e gozando com esta novela pois não tinham MVP). E no meio disto, Dwight Howard e Kobe Bryant voltavam para fazer as delícias dos analistas.

         Pois bem, continuava difuso, mas a posição quatro reinava no topo: ora Nowitzki (que entretanto perdera Caron Butler e sentia-se sozinho no mundo), ora Stoudemire (que fazia ‘n’ jogos de 30 pontos e descobrira que o seu staff tinha arranjado um base e um base-extremo para ajudar: Felton e Fields).

         Nesta altura, já o alguém de há pouco ia capturando o lugar cimeiro. Mas tinha de se haver com Lebron James que já tinha levantado os Miami Heat, seguido do Dwayne Wade. “Que chatice!”, pensavam os analistas. Como se tal não bastasse, Kobe Bryant voltava a fazer lembrar os tempos em que apenas ele jogava em Los Angeles, excepção feita à sensação dos afundanços Blake Griffin, que na outra equipa mal vista de Los Angeles também ia jogando no seu “top”.

         Joga-se o All Star para acalmar os ânimos, e parece que a poeira assentara. As 5 estrelas de Outubro tinham-se tornado 6, mas eram basicamente as mesmas: Lebron James, Dwight Howard, Kobe Bryant, Dirk Nowitzki, Kevin Durant, e, claro, o alguém de há pouco que a meio da época mal saiu da “pole-position” da corrida: Derrick Rose.

         Sim, o rapaz que ia no terceiro ano como atleta profissional conseguira elevar Chicago ao primeiro lugar da sua conferência, fazendo lembrar aos adeptos os tempos em que basquetebol e Michael Jordan pareciam escrever-se com as mesmas letras.

         No entanto, os analistas pareciam não se decidir. Seria pelos números que se chegaria ao vencedor? Lebron James era o melhor, mas Dwayne Wade estava perto e então não lhe ligavam muito. Mas então seria Dwight Howard, esse sim, sozinho em Orlando? Não conseguiam dizer. E porque seria que Kobe Bryant, discutivelmente um dos 10 melhores de sempre, não parecia ir ganhar mais que um MVP na sua vida? Também não chegavam lá.

         No entanto surgia outro critério, aparentemente mais completo. Derrick Rose tinha um pouco menos de números que os restantes concorrentes, mas os seus amigos tinham-se lesionado numa ou noutra altura e ele tinha prevalecido com a sua equipa. E davam muito valor a isso, especialmente por essa equipa estar acima das outras…

         Mas afinal, quem iria ganhar? Eram os media que decidiam, e parecia que ninguém se ia entender…

           

         E por isso, não percam o próximo episódio, porque nós, também não!

 

by Óscar Morgado