Terça-feira, 19 de Julho de 2011
Buzzer - Beater

Quando a Europa pisca o olho…

 

                Afinal dá para haver notícias na NBA. O assunto que me proponho a comentar hoje é a razia de conversações que tem havido nas últimas semanas entre clubes europeus e jogadores da NBA, para potenciais prestações no Velho Continente.

                Quem anda a ser falado? Vamos começar pelos confirmados. Deron Williams é o grande nome até ao momento, já confirmado para jogar no Besiktas da Turquia na próxima época, na eventualidade de um lockout que chegue a cancelar alguns jogos nos Estados Unidos, com um contrato de quase 4 milhões de euros ao ano. Esta estrela, como muitas outras procuram, tem uma cláusula que lhe permitirá voltar imediatamente aos New Jersey Nets assim que a liga recomeçar. Com outros o caso não é semelhante. Falo de Sonny Weems dos Toronto Raptors, que assinou com uma equipa europeia durante um ano garantido, sem cláusula para voltar à NBA e Sasha Vujacic, que assinou com o Anadolu Efes, também da Turquia e sem cláusula de rescisão por lockout.

                Mas há mais, ainda em fase de especulação. Dwight Howard, actualmente o melhor poste do planeta, já afirmou várias vezes perante os media que está a ponderar seriamente jogar fora dos Estados Unidos, ponderando o continente europeu e até a China, onde é extremamente popular. Também Avery Bradley, base suplente rookie dos Boston Celtics, após um ano de lesões em que perdeu toda a pré-época e boa parte da época regular, faltando-lhe minutos de jogo, também está na corda bamba.

                Mas um rumor, que já é um pouco mais que isso, na ordem das negociações, é o que envolve Kobe Bryant. É o Besiktas que anda(va) atrás da maior estrela de Hollywood fora do grande ecrã. O clube turco chegou a oferecer 500 mil dólares mensais ao norte-americano, uma proposta algo fantástica para os padrões europeus. Contudo, Kobe pede 700 mil euros, de acordo com a Bola. Grau de exorbitância? Theodorus Papaloukas é o jogador mais bem pago a actuar na Europa, averbando 3,5 milhões de euros anuais no Olympiakos, o que dá cerca de 300 mil euros mensais. O colega de Bryant nos Lakers, o espanhol Pau Gasol, também já manifestou vontade de voltar a jogar no Barcelona, caso a época continue parada durante mais tempo.

                Este êxodo desportivo, a confirmar-se nestas proporções, será algo muito positivo para o basquetebol europeu. Estrelas como só no Europe Live se vêm no Verão aqui pelo nosso continente iriam trazer muito dinheiro de publicidade e merchandising aos clubes europeus, que lhes permitiriam arrecadar muitos milhões para desenvolverem ainda mais o desporto do lado de cá do Atlântico. Além do mais, a maioria dos jogos que consigam disputar, enquanto a

NBA estiver parada, com jogadores deste calibre, desde que não enfrentem outras equipas armadas com armas semelhantes, têm muitas hipóteses de roubar vitórias importantes. O Besiktas teria o melhor duo de longe do cesto não só da Europa, mas de todo o mundo, pelo que o conjunto Deron Williams – Kobe Bryant nem na NBA se compara a outro dessas posições.

                E o que acho eu disto tudo? Venham eles, e quantos mais para Espanha melhor, para os poder ver jogar mais perto. Já que o lockout é algo triste que parece ter vindo para ficar, que se aproveite o que houver de positivo nele, e trazer estrelas do basquetebol para a Europa parece-me a melhor solução. É claro que muitos, tal como diz Charles Barkley, não deveriam vir por questões de lesões, e, sendo estrelas, tendo dinheiro garantido nos Estados Unidos poderiam deixar de o ter se contraíssem uma lesão fora do país. Mas para muitos a paragem desportiva pode ser pior, os atletas precisam de minutos.

 

by Óscar Morgado



publicado por Óscar Morgado às 15:10
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Domingo, 1 de Maio de 2011
Fogo sem Fumo

Um conselho – Saia daí!

 

 

 

Gosto muito de José Mourinho. Nunca vi nele os clássicos defeitos que muitos portugueses sempre viram. A partir do momento em que Mourinho abandonou Portugal - no Verão de 2004 para rumar ao Chelsea – passei a apoiar a desejar o maior sucesso às equipas orientadas pelo treinador português. Foi assim em Inglaterra e posteriormente, em Itália, quando assumiu o cargo de treinador do Inter de Milão. Fiquei muito contente quando conquistou o primeiro campeonato em terras de Sua Majestade e mais tarde, quando venceu a Liga dos Campeões com o seu Super-Inter.

 

A partir daqui, já não consigo apoiar Mourinho. Continuo a gostar dele, mas quero que o Barcelona vença o campeonato (é garantido) e a Liga dos Campeões. Não por gostar mais do Barcelona do que gosto do Real Madrid, mas por detestar o estilo de jogo da equipa merengue. Em Itália, Mourinho utilizava uma defesa coesa e jogava à retranca, é certo, mas depois tinha um jogo ofensivo que apaixonava qualquer adepto de futebol. Em Madrid, e apesar das vedetas, o futebol do Real Madrid é sempre apressado, parece que os jogadores não querem ter a bola nos pés, vive do pontapé para o ar e da fé que depositam em Cristiano Ronaldo. É um estilo de futebol que não me agrada. Quando comparado com o Barcelona, então a equipa do grande treinador português é reduzida a uma nulidade e o jogo assemelha-se a um Porto- Desportivo das Aves. O Real não tem iniciativa de jogo, só consegue parar o Barça com o recurso à falta, pouco ataca e suspira de alívio quando a equipa catalã não acerta na baliza.

 

A Final da Taça do Rei foi injusta e Pepe Guardiola e a sua equipa é que mereciam o troféu, veja-se a segunda parte do encontro. No campeonato, o domínio é óbvio e na Liga dos Campeões, as aspirações de Ronaldo, Mourinho e companhia vão morrer em Camp Nou. Agora só se fala da expulsão do Pepe e das consequências que trouxe ao jogo e à equipa da casa, mas é útil compreender que o Barcelona merecia, independentemente da expulsão, vencer o jogo. Mais uma vez, Messi brilhou. O segundo golo parecia um treino, os jogadores do Real Madrid foram reduzidos a pinos perante a magia do argentino. Este Real não consegue superiorizar-se ao Barcelona de Guardiola, digam o que disseram. Nem com mais reforços (e daqueles habituais no Barnabéu) a equipa conseguirá terminar a hegemonia “azulgrana”. Por isso, deixo um conselho a Mourinho: saia do Real Madrid no fim da época e vá fazer o que sabe – ganhar   – para o outro lado. Você consegue, você sabe que consegue. Mas não em Madrid, esse clube não é para si. Quem o avisa, seu amigo é.

 

by Alexandre Poço

 

 



publicado por Alexandre Poço às 23:28
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