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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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Minuto Zero

07
Set11

Buzzer - Beater

Óscar Morgado

No país do basquetebol


            Após ausência por motivos profissionais, eis que o buzzer-beater volta à acção. E nesta semana em que ainda nada se sabe de NBA para a próxima época e o fim da WNBA aproxima-se, há algo de muito mais importante a acontecer.

            Eurobasket 2011. A Lituânia tem sido palco do europeu estes últimos dias. Agora que a segunda fase vai começar, os confrontos tornam-se mais interessantes e as grandes equipas seguem em frente. Portugal, infelizmente, não conseguiu uma única vitória na fase de grupos, ficando abaixo das expectativas. É certo que estávamos no grupo mais difícil, com a super-poderosa Espanha, que, na minha opinião sem grande discussão, tem o melhor trio de grandes de todo o mundo (incluindo a NBA), a fortíssima Turquia de Turkoglu, Ilyasova, Asik, e daqui a uns anos de Kanter, e a sempre coesa equipa da Lituânia, que fora das individualidades sempre alcança os seus resultados.


           

Posto isto era difícil ganhar a passagem à próxima fase, pelo que das seis equipas de cada grupo (estiveram também presentes neste grupo A a Polónia e a Grã-Bretanha) apenas três conseguem o acesso, e a Espanha, Turquia e Lituânia estavam em clara vantagem sobre as restantes. Mas do que vi na selecção portuguesa, a falta de experiência em grandes campeonatos é um dos factores a considerar para os próximos anos de formação de jogadores lusos. Quando se tem quase todos os jogadores a jogar no campeonato português (apenas o base Filipe da Silva joga no Evreux, em França) a falta de experiência no estrangeiro vai sempre pesar nestas competições.

            Outra das minhas constatações foi a idade desta equipa. Dos 12, 9 jogadores têm 30 anos ou mais. Apenas Miguel Minhava, Marco Gonçalves e Cláudio Fonseca estão nos seus 20s. Compreendo que sejam os mais capazes no momento de defender as cores nacionais, mas um pouco de experiência internacional a outras jovens promessas não seria mal pensado, dado que estas competições são muito espaçadas, e falta sempre experiência internacional aos atletas portugueses.

            De resto o campeonato europeu some e segue, e vamos tendo esperança para as próximas edições. Pelo menos agora conseguimos qualificar-nos para dois seguidos! Sobram as grandes potências europeias – a França, como que com o plantel revivido do último mundial (tem agora o poste dos Chicago Bulls Joakhim Noah, regressou o eterno base Tony Parker, juntando Boris Diaw, Nicolas Batum e Kévin Seraphin como outros jogadores na NBA) e a Rússia, liderada por Kirilenko, Kryhapa e Mozgov, são as únicas que se mantém invictas neste campeonato. Há ainda a Alemanha, ancorada no campeão da NBA Dirk Nowitzki, a Espanha dos irmãos Gasol, da (ainda) sensação Ricky Rubio e recentemente do congolês naturalizado espanhol Serge Ibaka, Turquia, Lituânia, Sérvia, Geórgia, Macedónia, Finlândia, Grécia e Eslovénia. Todos prontos para o segundo assalto.

 

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