1 a zero:
De João Perfeito a 18 de Agosto de 2011 às 14:47
Por falta de disponibilidade não tenho acompanhado o Mundial de sub 20 como gostaria. Mas depois de ver a selecção lusa derrotar a campeã da europa França de forma inequívoca- tenho a dizer que não poderia estar mais orgulhoso. No fundo este é o resultado do trabalho de formação, que por muito que o queiramos apagar continua a dar os seus frutos. Não posso estar mais contente com esta equipa. No fundo o facto de ter 0 golos sofridos é absolutamente extraordinário. Ver a forma como estes miúdos defendem perante as maiores feras do futebol jovem europeu é realmente um regalo. Parece que a nossa selecção é composta por trintões. A defender e a ocupar o espaço- a sair par ao ataque em triangulações e tabelas. Sem uma estrela, sem chama, sem magia. Mas guardando a bola, esperando, entregando, percebendo o espaço, gerindo o tempo e tendo uma sicronização perfeita. O futebol é mais que a soma das partes. E ver que esta selecção não depende de um único jogador e ver a forma como tem um entrosamento fantástico e como não se desiquibra nas transicções defensivas é extraordinário. O problema do futebol português sempre foi a abundãncia de talento e falta de consistência defensiva. O jogador português tem o centro de gravidade baixo, é bom tecnicamnete, ágil e rápido. Faltava-nos compreender o espaço, guardar a bola e soltá-la com inteligência. Hoje esta geração coragem é o triunfo da nossa evolução. A repercução da mudança do paradigma futebolístico. Onde ganha quem é mais racional, inteligente e frio. Onde com muito orgulho copiamos a Grécia de 2004. Onde construimos um modelo demasiado maduro para jovens de 20 anos. Os resultados estão à vista e Mika é já o guarda-redes que passou mais minutos sem sofrer golos na história da competição. Na forma como idealizo o futebol é sempre melhor ter 3-0 em golos do que 10-3. Mas por falta de talento transcendente esta geração é apenas apelidada de coragem e não ouro ou latina. Se com a geração de ouro o máximo que conseguimos foi uma final dum europeu. Talvez com a geração coragem consigamos finalmente levantar um ceptro internacional. Sem chama, sem individualidades, com organização, com maturidade. Assim espero...


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