Domingo, 3 de Julho de 2011
Área de Ensaio

Os Números do Mundial

 

       Continua a contagem decrescente rumo ao Campeonato do Mundo de Rugby. Aquele que é considerado o 3º maior evento desportivo do mundo, será este ano a grande atracção do mundo do desporto.

       Para se perceber a dimensão desta competição, importa conhecer alguns números.

       91 Equipas disputaram a qualificação para o Mundial um pouco por todo o mundo, dessas, apenas 8 conseguiram juntar-se às 12 que haviam conseguido o apuramento na França em 2007. No total mais de 600 jogadores estarão na Nova Zelândia a disputar o título, se juntarmos o número de treinadores e restante staff, rapidamente percebemos o número de pessoas envolvidas.

      Em termos financeiros, a expectativa é que, da parte da organização se gastem cerca de 310 milhões de dólares Neozelandeses. Em termos de receitas, apenas a venda de bilhetes deve gerar um total 280 milhões de dólares. Se se juntar a este valor o restante das receitas vindas do turismo, da venda de produtos relacionados com o Mundial, entre outros, rapidamente se compreende que as receitas irão superar os gastos.

       Este será também o maior evento desportivo alguma vez realizado na Nova Zelândia. A juntar aos milhares de entusiastas Neozelandeses, espera-se ainda que mais de 80.000 pessoas de todo o mundo se dirijam à Nova Zelândia para assistir ao torneio (o número não impressiona, mas há que compreender que a Nova Zelândia fica longe da Europa, continente onde há mais adeptos da modalidade).

       No total haverá 13 estádios a receber os jogos, de onde se destaca o estádio de Auckland, o Eden Park, onde se jogará a final, que tem uma capacidade para 60.000 pessoas. Os restantes estádios apresentam capacidades entre os 40.000 lugares (Wellington Regional Stadium) e os 15.000 lugares (McLean Park e Arena Manawatu).

       No que se refere às transmissões televisivas, há já confirmados pelo menos três dezenas de canais de todo o mundo que irão transmitir os jogos. Desde a Alemanha a Hong Kong, passando pelo Brasil ou a Colômbia, todos terão a oportunidade de ver os jogos.

       Para garantir que tudo corre como previsto, mais de 5000 voluntários já se inscreveram para ajudar.

       Numa altura em que faltam apenas 67 dias para o início do Mundial, tudo parece estar pronto e agora falta mesmo é ver a bola rodar.

 

       Em termos de actualidade, a Nova Zelândia venceu o Mundial de sub-20, derrotando na final a Inglaterra. Os jovens Neozelandeses não deram hipóteses e mais uma vez levaram o troféu.

       Numa semana em que não há etapas do Circuito Europeu de Sevens, houve sim as meias-finais do Super Rugby, e já há finalistas. Na primeira meia-final os Reds (Austrália) mostraram o porquê de terem sido primeiros na fase regular e derrotaram os Blues (África do Sul) por 30 – 13, num jogo onde a inexperiência de alguns jovens sul-africanos ficou bem evidente. No lado dos Reds, destacaram-se Rod Davies (3 ensaios) e Quade Cooper.

       Na outra meia-final, esperava-se um grande jogo entre duas excelentes equipas. De um lado os Canterbury Crusaders de Dan Carter e do regressado Richie McCaw, do outro os Stormer de Schalk Burguer e Brian Habana, sem falar dos restantes internacionais neozelandeses e sul-africanos que pontificavam em ambos os XV’s. A vitória acabou por sorrir aos Crusaders por 29-10. Depois de uma época complicada com muitas lesões e sempre sem sítio certo para jogar poucos apostariam que esta equipa iria chegar à final. Mas a qualidade dos seus jogadores chegou e bastou para o atingirem. A final é dia 9 de Julho (próximo sábado) e aconselho desde já todos a assistirem, pois de certo será uma grande partida de rugby.

       Esta semana começou também o Pacific Nations Cup. Na primeira jornada, Tonga venceu as Fiji (continuam a não conseguir passar os sucessos de sevens para XV) por 45-21, e Samoa também não teve dificuldades em vencer os japoneses por 34-15. No próximo fim-de-semana há mais.

Gostaria de acabar com uma notícia triste para o rugby português. Depois de 5 anos a jogar numa das melhores equipas francesas, Gonçalo Uva abandonou o Montpellier e irá regressar ao seu GD Direito. È difícil ver como um jogador deste calibre passa do Top 14 para o nosso campeonato. Perdemos assim o nosso representante nos grandes campeonatos europeus de rugby.

 

By Pedro Santos



publicado por Pedro Santos às 15:45
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1 a zero:
De Sarah Saint-Maxent a 8 de Julho de 2011 às 21:31
apesar de já não ter nenhum atleta num «grande» europeu, não ganha o rugby português com este regresso?

a não ser que seja o perpetuar da liderança do GDDireito...


De Pedro Santos a 8 de Julho de 2011 às 21:55
se fosse para outro clube ainda puderia aumentar a competitividade. assim é simplesmente o que dizes, perpetuar a liderança do direito.

pessoalmente prefeira continuar a ve lo "la fora". era uma especie de embaixador do rugby portugues,e tal como já disse varias vezes so se pode evoluir se os nossos jogadores passarem para campeonatos mais competitivos. isto é um retrocesso


De Sarah Saint-Maxent a 9 de Julho de 2011 às 11:07
got it. também achei que fosse um bocado por aí...


De Pedro Santos a 9 de Julho de 2011 às 13:20
aquilo que o Direito faz, para mim é perverso. têm a maioria dos jogadores da selecção nacional, o que apenas perpetua um dominio que raramente é batido.

isto nao faz bem à competição. criaram um monopólio, que abafa completamente as outras equipas. se fosse possivel "descentralizar" os jogadores internacionais e reparti-los pelas várias equipas, a competitividade seria muito maior


De Sarah Saint-Maxent a 10 de Julho de 2011 às 02:55
hum, percebo o que queres dizer, mas parece-me que tb é «falha» das outras equipas. a competitividade surge do investimento dos clubes e, de facto, o GDD tem oferecido melhores condições aos melhores jogadores... non?

não é por acaso que continuam a jogar num campo em que tiveram que ser os próprios jogadores a juntar fundos para refazer os balneários. alguma coisa há no GDD que os atrai para lá, ao invés de para outras equipas do campeonato nacional


De Pedro Santos a 10 de Julho de 2011 às 18:14
claro que ha falha das outras equipas. se não investem não podem querer ter bons jogadores. mas se não têm bons jogadores nao ganham jogos e nao atraem investimento. é um ciclo vicioso.
o GDD é neste momento indiscutivelmente o dominador em Portugal. basta dizer que têm jogadores como Joao Correira, Vasco Uva, Eduardo Acosta, Pedro Leal, Aderito Esteves, António Aguilar, etc, etc, etc.

O que se passa é o seguinte, estes jogadores (que são a base da selecção) apenas fazem 7/8 jogos competitivos, quando encontram o Belenenses, o CDUL e a Agronomia, quando jogam com o Tecnico, o Benfica, a Academica, o CDUP ou o CRAV, o resultado atinge facilmente os 3 digitos.

Ora se fosse possivel distribuir os jogadores por equipas, por exemplo colocar 3/4 internacionais por equipa, todos os jogos seriam muito mais competitivos, e os nossos internacionais em vez de 7/8 jogos competitivos, fariam 15/16 por epoca. Eu sei que é utopico, mas no meu entender aumentaria a competitividade.

O que atrai os jogadores para o Direito, não vou dizer que é o dinheiro, pois nem este abunda no nosso rugby, nem os jogadores em Portugal se movem por ele. tambem nao sao as condiçoes logisticas, por estas em Monsanto são francamente más. O Direito tem tradiçao e neste momento é a unica equipas portuguesa que poderia eventualmente participar numa competição europeia. E claro, se ganham é mais facil atrair jogadores. um jogador quer sempre jogar onde se ganha. No caso do Uva, é por ser a equipa onde se formou e onde joga o irmão.


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