Sexta-feira, 1 de Julho de 2011
Voleibol à Sexta

Quando a cabeça não tem juízo

 

               A seleção de seniores perdeu ontem, em Tampere, o primeiro jogo da última jornada da fase de grupos da Liga Mundial, pelo que não ultrapassará - mesmo em caso de vitória esta tarde - a Finlândia na classificação do grupo, ficando-se pelo quarto e último lugar.

http://www.fivb.org/Vis2009/Images/GetImage.asmx?No=201110827&maxsize=500

               Naquele que é o grupo mais equilibrado dos quatro, não se pode dizer que seja um resultado bom, sobretudo se pensarmos que a vitória por 3 pontos esteve ao alcance da turma das quinas (que entrou no terceiro set a vencer 22-25 e 16-25), e muita culpa terá «a cabeça» dos jogadores.

               Uma equipa que tem nomes experientes - apesar de não estarem presentes João José e André Lopes - não pode dar-se ao luxo de se ir abaixo e permitir uma vitória na negra, quando tem qualidade e - supostamente - vontade para conquistar a partida em 3 sets. Dir-me-ão que este jogo era a feijões. É certo que nunca teria como resultado uma passagem à fase final da Liga Mundial, mas não deixava de ser importante: os pontos somados no fim desta fase ditam a passagem automática, ou não, à Liga Mundial 2012 - que fica um bocadinho mais difícil.

               A Finlândia, não deixemos de lhe dar crédito, aproveitou de forma inteligente a quebra de rendimento dos portugueses: entrou no 3º set «a matar» e assim se manteve, fazendo com que os adversários acusassem a pressão e, em última análise, conquistando o seu objectivo, a manutenção na próxima Liga.

               Não me parece que, como já por aí li, a falta de João José ou André Lopes tenha feito uma diferença significativa - pelo que vi, os jogadores presentes poderiam ter tratado do assunto e nem para «dar força» estes dois atletas seriam, digo eu, fulcrais (vejam-se os primeiros jogos desta Liga e note-se que, muitas vezes, foi a entrada e incentivo de Hugo Gaspar que permitiu um elevar da confiança de jogadores). Não, em última análise, esta derrota foi culpa da cabeça de cada um dos jogadores: não acreditaram o suficiente e começaram a falhar - mas de forma idiota. Assim não vamos lá.

 

by Sarah Saint-Maxent

Esta crónica foi escrita ao abrigo do novo Acordo Ortográfico



publicado por Sarah Saint-Maxent às 10:00
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1 a zero:
De João Perfeito a 1 de Julho de 2011 às 23:24
Concordo por completo. Assisti ao jogo e fiquei perplexo. Mas no fundo no primeiro e segundo set praticamente estavamos dependentes de Valdir. Quando o experiente técnico da Finlância acertou o bloco Valdir revelou grandes dificuldades.Acho que Valdir joga demasiado na diagonal e Gaspar este longe do habitual. . Melhor no serviço que no ataque. Por outro concordo que a ausência se João José não tenha sido determinantes. Malveiro penso que está a crescer tacticamente e Ruca tem um remate rapidíssimo. Achei o Flávio demaisado ansioso e com pouca capacidade de rematar de zona defensiva. O Carlos Teixeira acho que deveia ter defendido mais atrás para ter mais tempo de reacção.

Estive a reparar nos pormenores tácticos e reparei que apenas dois jogadores finlandeses defendiam o serviço de Malveiro, quando este com o seu serviço flutuante provoca dificuldades na recepção. Não percebi.

Depois tenho outra dúvida, existem formações em que os jogadores parece que estão em curva e todos na linha defensiva isso é para que? Será para o Valdir vir de trás embalado?


De Sarah Saint-Maxent a 2 de Julho de 2011 às 08:54
essa organização na receção, em que tu reparaste, não tem nada a ver com o preparar do ataque: de facto, na maioria das vezes (nas seleções, sempre) são os dois pontas e o libero que recebem, independentemente da posição em que estejam (mesmo que estejam em zona de ataque) e, devido a essas mesmas posições, é necessário que os jogadores que estão atrás (o jogador de 1 tem que estar atrás do de 2, o de 6 atrás do de 3 e o de 5 atrás do de 4) se mantenham meeesmo atrás, para não haver falta de formação.
normalmente são estes três jogadores que recebem pelo simples facto de, à partida, serem melhores nessa acção.
assim, imediatamente a seguir à bola ser recebida, ocupam todos as posições habituais: valdir, se está atrás, em 1, flávio cruz ou manuel silva em 6 e carlos teixeira em 5 (normalmente é esta a organização). o ponta que não está atrás toma rapidamente o lugar na posição 4, normalmente, para atacar a bola na entrada... (ainda que haja uma rotação em que ataca na saída para não atravessar todo campo de jogo)


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