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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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10
Jun11

Voleibol à Sexta

Sarah Saint-Maxent

O (terrível) fenómeno Gilda Harris

 

               O mundo do voleibol português anda num alvoroço. A razão é simples, e tem um nome: Gilda Harris Sarria. A selecionadora portuguesa tem feito, diga-se desde já, disparates atrás de disparates desde que chegou ao comando da seleção portuguesa de… seniores, lembremo-nos disto.

               Desta vez, e a situação parece ser a gota de água para muitos adeptos, técnicos e treinadores, bem como atletas – como não podia deixar de ser –, o problema é a convocatória para a disputa de três jogos amigáveis com a seleção da Grã-Bretanha.

               Na referida convocatória – divulgada pela Federação Portuguesa de Voleibol (FPV), e que pode ser consultada no seu site – temos quatro atletas seniores. Sim, quatro atletas seniores numa convocatória de doze atletas. Nada de muito surpreendente dadas as últimas convocatórias da selecionadora, que nos tem presenteado constantemente com a chamada de atletas juniores. A questão é o resto do «plantel»: duas juniores, três juvenis de primeiro ano (nascidas em 1995), uma iniciada (96) e duas… infantis (97).

               Sim, a seleção portuguesa de voleibol feminino tem um terço das suas atletas com idade «decente» e o resto… bem, podiam ter idade para ser filhas das primeiras.

               A questão aqui é a valorização do trabalho das atletas nacionais – e também, claro, não brincar com a «cara» das outras seleções: a aposta, anterior, em atletas seniores muito jovens, podia entender-se como aposta no futuro. Esta não se entende de todo. Sobretudo tendo em conta a existência de uma seleção de cadetes, bem como de júniores - onde algumas destas atletas estiveram presentes.

               O insólito facto parece ainda mais reprovável dadas as constantes queixas de dirigentes e técnicos: aparentemente, a selecionadora nacional não «se digna» a ver jogos de voleibol dos campeonatos nacionais, e restringe a sua observação às atletas que estudam no Colégio dos Carvalhos (onde são colocadas atletas das seleções de formação, para um treino de alto rendimento).

               Aparentemente, também o facto de muitas das anteriormente convocadas estarem em Centros de Treino para o Alto Rendimento em Voleibol de Praia terá condicionado a escolha de Gilda Harris, o que aparentemente quer dizer que a sua única hipótese é chamar «criancinhas» (sem qualquer desprimor para as atletas convocadas, que terão, certamente, imenso valor) para representarem o país.

               Enfim, em última análise trata-se de uma grandessíssima asneira – mais uma. Não se admite tamanha falta de respeito perante o trabalho de todos os envolvidos, e sobretudo perante as atletas seniores que demonstram regularmente o seu trabalho e o seu valor. Não se admite, também, tamanha falta de respeito perante outras seleções, que levam a sua representação a sério e dão de caras com meninas a brincar ao voleibol. Finalmente, não se admite tal falta de respeito perante os adeptos, ansiosos por ver uma seleção competente e capaz de proporcionar espetáculo e alegrias (como, por exemplo, a seleção masculina fez no jogo de sábado passado, frente à Argentina – e que jogão!, apesar da derrota).

               Esta situação – na sequência de outras que se arrastam há algum tempo – motivou várias críticas e demonstrações de indignação. Segundo noticia o site Sovolei.com, a Lusófona Voleibol encabeça as críticas e solicitou já à FPV uma reunião com os responsáveis «para esclarecimento e avaliação da situação».

 

by Sarah Saint-Maxent

Esta crónica foi escrita ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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