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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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Minuto Zero

04
Jun11

A Guerra das Rosas

Pedro Salvador

E já há fumo branco

 

 

 

            Contra todas as expectativas (inclusive as minhas), o pálido Benfica de 2010/2011 conseguiu forçar o Porto a um sétimo jogo. Para mim, isso é um factor mais passível de discussão do que propriamente mais um título para o Porto nesta temporada.

            Sim, é verdade que o Benfica era, até à passada quinta-feira o bicampeão nacional em título, e que nas últimas finais cilindrou sempre tudo e todos, e que contava com o Ben Reed, e com o Sérgio Ramos, e com o Elvis, e com o Diogo Carreira, e tudo mais. Mas, esta época, a formação da Luz foi apenas uma ténue sombra do que foi em temporadas anteriores, e do potencial que poderia ter atingido com a equipa que Henrique Vieira montou no inicio da época. E essa sombra só se transformou em luz, a meu ver, a partir do terceiro ou talvez até do quarto jogo das finais, frente ao Porto.

            Tudo bem que o Benfica ganhou a maior parte dos jogos na fase regular, tudo bem que chegou às finais, mas para uma equipa com um orçamento daqueles isso era o mínimo dos mínimos. O que impressiona, e que mudou em relação ao ano passado, foi de facto a química dos encarnados dentro de campo. O ataque destrutivo do ano passado não se viu nesta época que agora findou. Cada um jogava por si, parecia que a equipa não estava unida. Na maioria dos jogos o Benfica não ligava como equipa, e isso sentiu-se na derrota contra o Illiabum e no jogo ganho apenas por 4 pontos frente ao Ginásio, equipa provavelmente com o orçamento mais baixo da Liga, sendo que o Benfica ocupa a posição contrária em termos de orçamentos (talvez ultrapassada em pouco, precisamente pelo Porto). E só para não falar na lista de dispensados/não utilizados do plantel encarnado. Rodrigo Mascarenhas e Diogo Carreira, dois completos indispensáveis em qualquer formação nacional, tinham uma média que rondava os 5 minutos por jogo. António Monteiro e Tomás Barroso, as duas grandes revelações da liga 2010/2011, foram ambos cedidos pelos encarnados.

            Esse tipo de mentalidade criou um Benfica mentalmente enfraquecido, que mais enfraquecido ficou depois dos dois (humilhantes) jogos no Dragão.

            Mas algo mudou. De repente, o Benfica começou a ganhar e a fazer frente ao Porto. Deixou de ser uma equipa apática como tinha sido na maior parte dos jogos até então e viu-se a garra e a vontade de vencer dos benfiquistas. Fez lembrar o Benfica dos últimos dois anos, ou talvez até de outros tempos, mais recuados, lá para o início dos anos 90.

            O campeão acabou por ser o Porto, e fê-lo justamente. A equipa jogou mais, melhor, mais unida, fruto óbvio de uma grande coesão da equipa e de um orçamento mais avultado. Mas pela atitude demonstrada nos últimos cinco jogos, o Benfica mostrou que também merecia a faixa ao peito.

            Teremos agora uma interrupção que se avizinha cheia de trocas e alterações que são capazes de dar água na boca a muita gente. As equipas irão reforçar-se o melhor que podem para um único objectivo, o de campeão. Veremos para o ano quem vence...

 

 

            PS: Por motivos pessoais não me foi possível colocar a crónica no passado sábado, dia 28 de Maio. Peço por isso as mais sinceras desculpas a todos os leitores e a toda a equipa do blog Minuto Zero.

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