Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
Voleibol à Sexta

Liga Mundial, finalmente

 

                Estamos quase lá: amanhã joga-se o primeiro encontro da fase de grupos da Liga Mundial de Voleibol, a que Portugal teve acesso depois da desistência do Egito. Confesso que é um jogo (tal como o de domingo) que me deixa curiosa, já que a seleção vai defrontar a congénere finlandesa que, das três equipas do grupo C, me parece a mais acessível.

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                Além disso, os jogos de preparação contra a Espanha, no fim-de-semana passado, mostraram que os bons resultados estão ao alcance de quem os quiser. Não é todos os dias, nem toda a gente, que consegue vencer por duas vezes uma grande seleção como é a espanhola (mesmo - ou sobretudo - depois de perdido o primeiro jogo, realizado na sexta-feira passada).

                Os convocados de Juan Diaz (catorze, dos quais serão escolhidos doze para cada um dos jogos) não são propriamente de espantar: para a ponta, temos os óbvios Flávio Cruz, André Lopes e Manuel Silva, o não tão óbvio João Simões – atleta do Castêlo da Maia – e o ainda júnior Alexandre Ferreira, uma clara aposta para o futuro da seleção. Um elenco bastante forte, que se mantém quando falamos de opostos: Hugo Gaspar e Valdir Sequeira. Quem mais poderia ocupar estes lugares, certo? Valdir, a atuar no campeonato de Itália, tem sido titular frequentemente – e, para se deixar Hugo Gaspar no banco, sabemos que é preciso ter uma opção muito forte.

                No meio não há surpresas: Ruca, João José e João Malveiro encarregar-se-ão do centro da rede, ficando a distribuição a cargo do jovem Tiago Violas e de Carlos Fidalgo – o ex-jogador do Benfica que atua agora no campeonato holandês. Os liberos poderão ser João Fidalgo e o veteraníssimo Carlos Teixeira.

                Deixei os liberos para último por uma razão específica: já aqui referi a minha paixão pela posição, é certo. Mas nunca disse que foi ao ver Carlos Teixeira que comecei a pensar na defesa como «lugar» das mais bonitas jogadas do voleibol. Bem sei que provavelmente será João Fidalgo, o libero do Vitória SC, a marcar presença em campo. Ainda assim, mantém-se a esperança de voltar a vê-lo a jogar, coisa que não tenho oportunidade de fazer há demasiado tempo.

                Resta-me dizer que, com uma equipa forte e sólida e, sobretudo, com um banco que não fica nada atrás dos titulares, Portugal tem tudo para conseguir um resultado favorável frente à Finlândia, este fim-de-semana, no Pavilhão Desportivo Municipal da Póvoa do Varzim. A única dúvida, diria eu, está na forma de Flávio Cruz – no último jogo do campeonato, estávamos perante um jogador exausto que não teve, nem de perto nem de longe, a eficácia que se pedia – e na distribuição: os eleitos são talentosos, sem dúvida, mas continuam a ser dos mais inexperientes da seleção (apenas Alexandre Ferreira, João Fidalgo e João Simões têm um menor número de internacionalizações).

 

by Sarah Pires Saint-Maxent

Esta crónica foi escrita ao abrigo do novo Acordo Ortográfico



publicado por Sarah Saint-Maxent às 05:00
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1 a zero:
De João Perfeito a 27 de Maio de 2011 às 17:21
Eu não vejo jogar o Carlos Teixeira à uns bons anos. Tenho alguma nostalgia dos tempos auréus da selecção na liga Mundial mas sobretudo do Mundial de 2002. Não quero ser demasaido optimista mas penso que o que faltou sempre a Portugal foi crença de vitória. Não esqueçerei a vitória categórica sobre o Brasil 3-0 em Almada aqui á uns anos. O brasil com Giba, André Heller, Rodrigão, Sérgio eoutros grandes jogadores que não em lembro fruto de já não acompanhar voleibiol internacional desde 2008.

Recordo-me também de exibições fantásticas de Nuno Pinheiro e da qualidade de João José. Que salvo erro já venceu a liga dos campeões de voleibol ao serviço dum clube alemão. O hugo gaspar era sinónimo de pontos e o Carlos Teixeira em dia sim era intrasnponível.

Os jogos contra a Itália penso que reflectem a falta de crença da selecção. Estar empatado 17-17 ou a ganhar 18-17 e depois vinha-se completamente abaixo. Os jogadores não acreditavam que podiam ser melhores.

A Polónia lutava de igual para igual com Porto hoje subiu ao topo Mundial.

Penso que o caso do voleibol é diferente do basquetebol ou andebol. A qualidade está lá, falta é estimular... Acho que não somos assim tão diferentes das grandes potências. Porque o que perdemos em altura ganhamos em velocidade.


De Anónimo a 27 de Maio de 2011 às 17:23
Rectificação:

Portugal e não Porto

O hábito de comentar futebol.

Lol


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