Terça-feira, 24 de Maio de 2011
Steve Field

A ilusão dos números

Já aqui o referi uma vez, mas vou insistir no assunto: os golos não são tudo. Melhor exemplo disto: final da taça de Portugal, jogo pelo qual volto a referir esta minha ideia.

Ora, vejamos então o que aconteceu na final. O Guimarães entrou sem o respeito devido pelo campeão nacional. Muitos dizem que foi pelo bem do espectáculo e que fizeram melhor que o Braga na final da Liga Europa, eu não sou dessa opinião. É certo que sofreram um golo na fase inicial do jogo que é um duro revés, mas nada justifica a preparação ineficaz que Manuel Machado incutiu à equipa.

No outro lado estava o “papa títulos” Porto, razão pela qual o respeito devia de ter sido melhor. Mas não, a organização defensiva da equipa foi péssima, a equipa só tinha um objectivo: atacar, atacar. Isso é bom? Não, nada. Nem mesmo os melhores ataques sobrevivem a uma fraca organização defensiva, sobretudo quando do outro lado há avançados mortíferos como os do Porto.

Pode ter sido ansiedade pela presença na final do Jamor, (pode ter sido também uma das razões para o péssimo jogo de Nilson, responsável pelo menos por dois golos. Não gosto nada de ver guarda-redes e quererem brilhar a todo custo, a ir a todas as bolas para a “fotografia”, só para a exibição. Na maior parte das vezes, surgem erros. O golo de canto directo é ridículo. Um bom guarda-redes, é eficaz e não exibicionista) algo raro em clubes de menos dimensão. Porém, o Guimarães, que se intitula de quarto grande, devia de ter tido melhor preparação. O mais estranho é que a equipa estagiou durante uma pessoa enquanto o Porto jogava a Liga Europa, tempo mais do que suficiente para uma preparação mais eficaz.

Quanto ao Porto, também esteve mal a nível defensivo, dando a ideia que a equipa estava contagiada pela equipa Vimaranense. Só após a entrada de Guarin ao intervalo a equipa sobe “congelar” o jogo e jogar “à Porto”.

Contudo, não quero retirar o mérito pela boa equipa da equipa do Guimarães, apenas critico o modo como abordaram o jogo. Jogo que teve 8 golos. Foi bom? Quanto a mim não, não gostei nada. Dava a ideia de ser um jogo de futsal em grandes dimensões. Houve emoção? Sem dúvida? Houve um bom jogo? Não, de todo. Um bom jogo não tem necessariamente de ter golos. Um bom jogo tem de ter inteligência, organização, “guerras tácticas”, o que pelo menos na primeira parte não aconteceu.

Certamente, terei uma opinião diferente da maioria das pessoas. Pouco me interessa. Também todos julgam que houve uma final “chata” na Liga Europa e eu gostei. Podia ter sido melhor, podia, mas foi melhor jogo que este, por incrível que possa parecer. Estou aqui para dar a minha opinião e discuti-la com os leitores. Esta é a minha óptica. Há jogos que terminam sem golos que são grandes jogos, e não é por um ter 8 golos que vai ser bom jogo. Muitos golos, mais do que uma grande dinâmica ofensiva, revela debilidades defensivas e, portanto, falta de preparação.



publicado por Steve Grácio às 22:20
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1 a zero:
De João Perfeito a 25 de Maio de 2011 às 13:22
Acho que não percebeste o meu comentário. O meu comentário era para dizer que concordava integralmente com o que dizeste. Por isso os 8 golos foram uma ilusão e o Porto-Braga com um golo foi a realidade.


De Steve Grácio a 25 de Maio de 2011 às 13:46
ahah TIR dá-me a volta a cabeça, sorry. Bem, adeus futebol, voltarei sexta!


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