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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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Minuto Zero

16
Mai11

Bloco Triplo

Ricardo Norton

Final Eight Juvenis Masculinos

 

               Segunda final eight, segunda vitória. É este o saldo do Leixões Sport Club nas competições de formação nesta época. Depois da vitória das juniores que, na sua terra natal, se sobrepuseram ao Gueifães na final, o passado fim-de-semana testemunhou a vitória dos rapazes do Mar, fora de portas, sobre outra formação maiata: o Castêlo.

                O pavilhão do Castêlo da Maia vestiu-se de gala para acolher a final que se antecipava escaldante. A bancada esteve acutilante. Considero-me alguém que já viu bastante neste nosso mundo do voleibol, mas digo sinceramente que poucas bancadas batem a do passado domingo. E, sim, considero o episódio do confronto entre os dois adeptos como parte da acutilância do público. Apenas mostra a intensidade de emoções que por lá se viveu.

               No campo, uma constelação de artistas defrontava-se. De um lado, o Castêlo da Maia. Tinham sido primeiros na fase regular, contando com uma equipa de excelentes executantes muito bem dirigida pelo Professor Sérgio Soares. Jogavam perante o seu público, na esperança de deixar o título em casa. Tinham tido uma final eight tranquila e “dentro da normalidade”. Na sexta-feira, derrotaram a frágil formação do Fonte do Bastardo, tendo repetido a vitória frente ao Benfica, no sábado. Num jogo mais renhido, a vitória sorriu aos maiatos, desta vez por 3-1. Conforme todas as previsões, chegavam à tão aguardada final.

               Restava apenas conhecer o oponente, que sairia da outra série, disputada em Matosinhos. E o vencedor foi a equipa da casa, o Leixões. Na sexta, derrotaram o CN Ginástica. Um jogo morno em que nenhuma das equipas esteve no topo da forma, mas que os pupilos do Prof. Bruno Costa souberam vencer, sem convencer, no entanto. Chegavam a sábado para, numa complicada meia-final, defrontar os rivais da Ala de Gondomar. Perante um ambiente frenético, “à moda do Leixões”, a Nave Ilídio Ramos encheu para apoiar os locais. Com uns esclarecedores 3-1, os matosinhenses carimbavam, assim, o passaporte para a ambicionada final.

               Castêlo e Leixões chegavam, assim, a domingo, invictos, moralizados e confiantes de que o trabalho da época se iria reflectir no derradeiro jogo. Era de conhecimento geral que o Leixões já não ganhava ao Castêlo desde o longínquo escalão dos minis. No entanto, a concentração da turma de Leixões, apoiada numa forte moldura humana de apoio permitiu atenuar esse facto. Desde o primeiro ponto, notou-se que poderia estar ali a excepção à regra.

               O Castêlo entrou desconcentrado. Sofreu uma desvantagem inicial de 4-0, que o Leixões foi mantendo ao longo do set, mostrando que nem tudo eram favas contadas. Esboçaram uma reacção tardia, que de nada lhes serviu. Uma falta na rede dava o 25-19 aos de Matosinhos, e consequente vitória no 1º set. Os maiatos teriam de trabalhar mais e melhor para voltar ao jogo. E assim o fizeram. Num 2º set muito bem jogado e disputado, o Castelo com 25-22 iguala a partida e traz de volta a esperança do título.

               A mostrar que não estava pronto para abdicar da sua ambição, a turma do prof. Bruno Costa entrou confiante no 3º set. Pela primeira vez, tínhamos as duas equipas taco a taco. No final, o set pendeu para o Leixões. Mais consistentes e concentrados do que os seus rivais, conseguiram a vitória, fruto do bom entendimento entre o distribuidor e os seus atacantes.

               O 4º set, vencido novamente pelo Leixões, teve um episódio que em nada coincidiu com a qualidade que se viu no campo e nas bancadas. Uma pequena rixa marcou negativamente este excelente jogo, quebrando o alto ritmo da partida e desconcentrando as duas equipas. Independentemente disso, o Leixões não abandonou a liderança.  No final, 25-20 colocava um ponto final no jogo e no Campeonato Nacional, com o 9º título para o Leixões SC passando agora a ser o clube com o maior número de vitórias neste escalão.

                Em resumo, foi um excelente jogo e muito bem disputado. A concentração e consistência leixonense sobrepôs-se à qualidade e mestria maiata. Parabéns às duas equipas, boas representantes da qualidade da formação portuguesa.

 

Resta agora disfrutar o verão com o Voleibol de Praia e, na próxima época, tentar “acertar as contas”

 

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