Terça-feira, 3 de Maio de 2011
Steve Field

Notas

 

1 – A 22ª Edição do Estoril Open terminou com a vitória de um dos melhores tenistas do mundo, Del Potro. Um jogador que, quanto a mim, pertence aos melhores 5 do mundo. Vindo de uma lesão duradoura, nota-se que está a recuperar de jogo para jogo, prometendo ameaçar os tenistas de top dentro de pouco tempo. Para além de derrotar categoricamente Verdasco na final (duplo 6-2, que espelha o desequilíbrio), um dos melhores tenistas do mundo, Del Potro venceu o primeiro cabeça-de-série do torneio e favorito à vitória final, Soderling. Deste modo, a vitória foi mais que justa do tenista que apresentou melhor ténis no torneio.

Quanto à prestação portuguesa, no geral foi positiva. João Sousa e Pedro Sousa brilharam nos cortes do Estoril. O primeiro, depois de vencer o compatriota Gastão Elias, claudicou naturalmente frente ao canadiano revelação Raonic. O segundo terá sido, certamente, uma das sensações do torneio. Depois de bater o Espanhol Albert Ramos, perdeu frente ao campeão Del Potro, chegando mesmo a assustar ao vencer um set. Mesmo ocupando o 488º do ranking, Pedro Sousa mostrou que não existem vencedores antecipados e que o factor psicológico (apoio do público, jogar em “casa”) tem extrema importância.

Porém, apesar de positiva no geral, a prestação portuguesa teve alguns fracassos. Os dois melhores tenistas portugueses desiludiram. Rui Machado perdeu logo no primeiro encontro frente ao Romeno Victor Hanescu, não mostrando ser um adversário à altura. Frederico Gil, o prodígio português, depois de vencer o seu primeiro encontro, claudicou perante Verdasco. É certo que Verdasco, como já referi, é dos melhores tenistas do mundo. No entanto, além de este não estar no seu melhor há algum tempo, Gil atravessava o seu melhor momento de sempre, depois de ser o português a chegar mais longe no Masters e de vencer pela primeira vez um atleta do top 10 (Monfils). Tal fase reflectiu-se numa subida do ranking, alcançando o 64º lugar. Por tudo isto, aliado à final alcançada na edição anterior, esperava-se um pouco mais de Gil. De referir ainda que Michelle Brito, a menina-prodígio do ténis português, não participou na prova, que complicou de imediato as hipóteses portuguesas no torneio.

Apesar disso, a ascensão do ténis nacional é notória e deixa antever grandes feitos. Quanto ao torneio, espero que se mantenha com a qualidade deste ano, pela presença de grandes nomes que só o enriquecem e reforçam a consideração de pertencer aos dez melhores torneios do mundo, com excepção dos 4 Grand Slam.

 

 

 

2 - Chegou a haver sonho, mas infelizmente não se concretizou. O empate em Camp Nou eliminou o Real Madrid de José Mourinho da final de Wembley. No entanto, cai de pé pelo excelente jogo que fez. Abdicou de jogar em função do Barcelona e arriscou. Um clube como o Real, com a sua grandeza, tem obrigação disso. É pior que o Barcelona? Sim, é. E por isso tem de jogar em função deste? Não necessariamente. Mourinho sabe bem disso, mas o pesadelo dos 5-0 ainda está na sua cabeça. No entanto, face à desvantagem de 2-0, subiu as suas linhas, pressionou alto a zona de construção Catalã (o que causa incómodo ao Barcelona) e lutou até ao fim. Destaque para as grandes exibições de Diarra e Arbeloa e para Kaká que mostra sinais evidentes de recuperação. No pólo oposto, na minha óptica Marcelo é vulgar para um clube como o Real, assim como Albiol e Adebayor. Ronaldo (não, não é perseguição da minha parte) quando não joga em contra-ataque, quando não tem espaço, é quase um a menos, perdoem-me o exagero. É pena, a equipa precisa do seu talento e dos seus desequilíbrios. O pior é que só consegue desequilibrar com espaços.

Mais uma vez, reforço o poderio do Barcelona. Porém, o jogo de hoje fez-me ver que o Real Madrid pode ser uma série ameaça à hegemonia Catalã. Não ter medo deles pode ser o princípio. É certo que jogar como fez hoje desgasta (o Barcelona é mesmo incrível na sua troca de bola, o Real em certos períodos já nem conseguia pressionar), é certo que jogar como fez hoje provoca imensas faltas (daí as expulsões constantes das equipas contrárias, na maioria dos casos), mas penso que, a continuar assim e com os progressos evidentes de uma equipa como o Real e de uma equipa de Mourinho, o Barcelona perderá o domínio.

 

 

3 – Por fim, deixar uma palavra para a Uefa Futsal Cup. Infelizmente, nenhuma equipa portuguesa saiu vencedora. Infelizmente, nenhuma portuguesa (ainda) é a melhor da Europa. Podemos ter duas excelentes equipas, que efectivamente temos. Mas a equipa Italiana do Montesilvano provou que ainda não somos os melhores. Foi uma vitória da perfeição, uma vitória da disciplina táctica. Fez-se lembrar a excelente equipa do Interviú Movistar, pelo estilo de jogo. Acredito que com o progresso que tem havido, um dia chegaremos definitivamente ao topo, só que ainda não lá estamos. Parabéns ao Montesilvano, que foi um justo vencedor. Venceu o campeão europeu (e, na minha opinião, a melhor equipa portuguesa) e o campeão nacional, duas excelentes equipas. No futsal, tal como o futebol, vencem os mais inteligentes, os melhores tacticamente.

 

 

by Steve Grácio

 

 



publicado por Steve Grácio às 23:38
editado por Jorge Sousa em 04/05/2011 às 23:34
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