Quarta-feira, 27 de Abril de 2011
Em Frente

Primeiro mês

 

                De dia 26 de Março até hoje, parece que só passou um dia. Mas, o que parecia ter sido iniciado então já condenado, tem vindo a sobreviver e a ganhar espaço. Godinho Lopes foi eleito sob um clima contraditório, por uma minoria de associados do clube, entre cenas lamentáveis na Praça do Centenário em Alvalade. Não houve direito a consagração do vencedor, nem tão pouco ao menor tipo de festejos frente aos associados que madrugada dentro esperaram pelos resultados.A eleição do novo presidente leonino ocorreu rodeada de enorme suspeita, com direito a providência cautelar (rejeitada), com acusações de ameaças, constituindo assim o argumento ideal para um bom policial norte-americano. As pessoas queriam – algumas ainda querem – sangue; queriam uma enorme revolução, queriam aquilo que a seu ver consideravam melhor para o clube…

 

 

                Eu, não tendo votado nem no vencedor, nem no segundo candidato mais votado, assumi desde muito cedo uma posição de neutralidade. Não queria que Godinho Lopes fosse o presidente do Sporting, no entanto, com o avançar das eleições, também passei a considerar que Bruno de Carvalho talvez não fosse a escolha acertada. Enfim, se fosse eu a escolher uma Pinto da Costa é que era, mas bem sabemos que personagens dessas não existem ao virar da esquina.

                A partir do momento que a Lista A foi eleita para a presidência do meu clube, passou a ser a minha lista. Godinho Lopes foi nesse dia eleito o meu presidente e até hoje continua a sê-lo. Todavia, por associá-lo a um passado directivo recente que condeno, assumo que terá uma fraca margem de manobra para mim. A pré-época ganha nesse aspecto uma força essencial para a actual direcção. O Sporting não é um daqueles clubes que se encontra totalmente focalizado no futebol, no entanto, obviamente que é este o desporto nuclear da instituição.

                O presidente apoiou-se muito no termo credibilidade. Prometeu ter os meios para alcançar uma equipa forte, capaz de lutar pelo título nacional desde o primeiro momento. A si foram sendo associados o nome de jogadores que aumentariam a competitividade do plantel, tal como um treinador com provas dadas no futebol nacional. Agora está a chegar a altura de provar que isso não foram falsos rumores criados somente para alcançar a vitória eleitoral.

                Até hoje, tem vindo a ser pacificado o ambiente entre os associados do clube, com medidas menores, mas igualmente saudáveis. Mas isso foi algo que Bettencourt também foi promovendo no início do seu mandato. A primeira prova de fogo segue-se nestes dois próximos meses e, sem resultados práticos, o trabalho desenvolvido nesta fase embrionária da presidência de Godinho Lopes terá valido praticamente nada para o difícil Tribunal de Alvalade.

 

Saudações Leoninas,

by Jorge Sousa



publicado por Jorge Sousa às 05:15
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1 a zero:
De Pedro Salvador a 30 de Abril de 2011 às 20:32
Francamente, se ele trouxer mudança e bons resultados, acho que é a pessoa certa.
Mas mal eleito e ex-dirigente da polémica presidência deposta... não sei.


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