Terça-feira, 26 de Abril de 2011
Steve Field

O peso da força

 

          João Tomás tem sido tema de análise nos últimos tempos por, injustamente, não ser opção não selecção. Muitos dizem que se encontra fora das opções por ter 35 anos. Outros dizem que é por ser do Rio Ave. Cá para mim é mesmo pelo BI. No futebol dos nossos dias, com excepção do campeonato Italiano, o BI conta muitos para os clubes, como se a qualidade se medisse pela idade de um jogador…

No entanto, do que poucos falam é dos que têm a infelicidade (será mesmo infelicidade?) de não ter uma estatura elevada e que por isso têm mais dificuldade em singrar. Quantos futebolistas não são excluídos por serem pequenos?

          Bem, esta resposta tem inúmeros exemplos que a comprovem. Tal como há muitos exemplos de jogadores que superam o seu físico e se tornam grandes jogadores. O melhor do mundo, Messi, até problemas de crescimento teve e tornou-se no mega jogador que é…Moutinho é actualmente o motor da grande equipa portista e é baixo...Ricardo Carvalho, não sendo propriamente um jogador baixo (1,83m) é considerado baixo para um central e no entanto é dos melhores centrais do mundo.

          A minha pergunta é: porquê considerar o físico um atributo para um futebolista?

          Vejamos o caso dos três artilheiros que iniciaram a época nos principais clubes portugueses: Cardozo – 1,93m, Falcão – 1,75m, Liedson – 1,75m.  Qual é o pior cabeceador dos três? O mais alto. Qual é o pior jogador dos três? O mais alto. Qual o que consegue menos segurar os centrais jogando de costas fazendo uso do corpo-a-corpo? Cardozo, o mais alto e mais forte. Curioso? Talvez não.

          Ainda no último Porto – Sporting, Falcão bem mais baixo que Torsigleri, chegou mais alto que este. Pelo físico seria impossível, mas consegui-o mais que uma vez. O timing de salto não se mede pelo físico. A impulsão não se mede pelo físico.

          Ou seja, aparentemente Torsigleri e Cardozo são os mais altos. No relvado, são mais baixos que Falcão ou Liedson. O futebol joga-se no relvado, não em centímetros. O poder da força não é superior ao poder do talento. Mudem as mentalidades, para bem do futebol.

 



publicado por Steve Grácio às 01:08
editado por Jorge Sousa às 14:24
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1 a zero:
De Steve Grácio a 26 de Abril de 2011 às 13:09
concordo com a parte do cardozo ter 'anulado' pique e puyol. De facto, esse é um ponto forte dele.
agora com o resto que disseste, como já te disse, nao concordo nem um pouco...a quantidade de golos que falha é bem superior aos que marca e um ponta-de-lança tem de ter eficácia, coisa que nao falta ao falcão.


De João Perfeito a 26 de Abril de 2011 às 14:03
Pessoalmente não concordo com essa perspectiva porque acho que neste caso os falhanços diferem comparando com os guarda-redes. Num guarda-redes uma falha resulta dum erro. Num avançado uma falha resulta sempre dum duelo ganho com um defesa. Não se consegue rematar sem ganhar duelos. Falcão fez dois falhanços escandalosos contra Benfica e Sporting este ano e não deixaram de ser grandes movimentos. Depois se falha mais do que marca. Então se marcasse quase sempre- o ano passado marcaria 65/70 golos? Como é que um avançado consegue criar 65/70 oportunidades para marcar num ano. Se isso efectivamente fosse verdade e tivesse essas 65/70 oportunidades certamente que não continuaria no Benfica.


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