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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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03
Dez10

Voleibol à Sexta

Minuto Zero
O libero
«A pedido de muitas famílias» – na verdade, a pedido do Steve –, o post de hoje tem um carácter mais informativo. Este tema é relevante porque já foram várias as vezes em que ouvi exactamente aquilo que aqui me foi perguntado: qual é o papel do jogador de camisola diferente, numa equipa de voleibol?
Fonte: desporto.maiadigital.pt
            A posição desse jogador é a do libero e é o único jogador com regras específicas e distintas dos outros; quando falo aqui em distribuidor, central ou oposto, por exemplo, apenas refiro a posição que ocupam na organização da equipa – o libero, no entanto, é um jogador «especial», consagrado formalmente.
           O que faz o libero? A função deste jogador é simplesmente receber e defender – por isso, e como o Steve também referiu na sua pergunta, costuma ser o jogador mais baixo da equipa; tem uma camisola de cor diferente para ser facilmente reconhecido, já que as regras específicas assim o exigem. Estas regras prendem-se com as posições que pode ocupar, as substituições, o passe e o ataque: em primeiro lugar – o fundamental –, este jogador só pode ocupar posições de defesa, logo, só ocupa as zonas 1, 6 e 5. Normalmente, isto significa que o libero ocupa a posição do central quando este chega à zona defensiva, mas apenas depois de servir (o libero não pode servir, pelo que entra apenas quando o jogador que substitui está em zona 1 e o serviço é do adversário). 
                 O que acabei de dizer não é uma regra, claro, é apenas costume: o libero pode substituir qualquer jogador que esteja na zona defensiva, as vezes que quiser, desde que haja uma jogada de intervalo desde que sai até voltar a entrar em jogo. Esta substituição faz-se sem paragem do jogo (não é necessária a indicação do árbitro), pela linha lateral atrás dos 3 metros.
                Duas outras regras fundamentais têm que ver com o passe e o ataque: por um lado, o libero não pode distribuir a bola em passe à frente da linha dos 3 metros. Porquê? Qualquer observador atento reparará que uma equipa é mais forte quando tem o distribuidor numa posição defensiva e, consequentemente, três atacantes à frente: ponta, central e oposto. Assim, se fosse possível o libero distribuir em passe, as equipas teriam sempre o distribuidor atrás e sempre três opções de ataque, o que tornaria o jogo muitíssimo menos rico do que é. Por outro lado, o libero não pode atacar a bola acima da tela, nem à frente nem atrás da linha de 3 metros (os jogadores «normais» que estão em posição defensiva podem atacar de 2ª linha, isto é, atacar a bola acima da tela, como habitualmente, desde que na chamada não toquem ou ultrapassem a linha dos 3 metros). Porquê? Bem, porque é um jogador defensivo e não um atacante – tem algumas regalias e, claro, também tem que ter algumas restrições.
Fonte: bancadadirecta.blogspot.com

            
Vou voltar ao tema numa crónica próxima, para referir as restrições que a FPV faz em relação ao libero nos escalões de formação, mas fico-me por aqui hoje. Para rematar, fica aqui uma mini-opinião: o Carlos Teixeira, actualmente a jogar no Poitiers, em França, é provavelmente o melhor libero português a jogar hoje em dia, e é uma pena que não se mantenha na selecção.

By Sarah Saint-Maxent



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