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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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08
Out10

Voleibol à Sexta

Minuto Zero
Era uma vez quatro…

Já são conhecidos os quatro semifinalistas do Campeonato do Mundo de Voleibol: Brasil, Cuba, Itália e Sérvia venceram todos os encontros dos respectivos grupos e estão ainda na luta pelo título. Cabe-nos agora, mais do que relatar o percurso de cada uma destas selecções, focar alguns pontos de cada equipa e analisar as potenciais vencedoras.
Brasil: o eterno candidato, a selecção detentora do título e que, apesar um percurso atribulado e marcado por polémicas – não podemos esquecer o jogo em que o Brasil perdeu frente à Bulgária, por 3-0, e que Giba considerou “uma mancha negra na carreira” – chega a esta fase final com enormes hipóteses de revalidar o título. Apesar destas hipóteses, o Brasil já não é a equipa todo-poderosa que foi em tempos: actualmente os grandes responsáveis pelo sucesso desta formação são o central Rodrigão (segundo melhor blocador do campeonato), o ponta Murilo (no top dos receptores, atacantes e pontuadores), o distribuidor Bruno, que continua em grande forma e o libero, J. Bravo. Se é verdade que quatro jogadores excelentes com o resto de uma equipa forte podem ganhar um campeonato, não o é menos que se todas as opções de Bernardinho estivessem ao mais alto nível, o Brasil teria o mundial “no papo”.
Cuba: a jovem equipa sensação apostou forte neste Campeonato do Mundo. Apesar de chegar aqui com esforço, é uma selecção que tem um lugar merecido na luta pelos lugares cimeiros da classificação mundial. Numa equipa em que o melhor pontuador, Leon, tem apenas 17 anos e cuja média de idades não ultrapassa em muito os 20 anos, é o capitão Simon a personificação da experiência que tem levado Cuba por bons caminhos numa rota em que alcançou vitórias importantes – como não referir a surpreendente vitória por 3-2 sobre o Brasil? As mais-valias desta formação são sem dúvida a juventude aliada à experiência e, ao mesmo tempo, a força de vontade, a paixão pelo voleibol e a vontade de aprender e fazer história. No fim de contas, não seria para mim surpreendente que estes jovens conseguissem conquistar o título.
Itália: uma selecção experiente que não surpreende ao chegar a esta fase final. Desde os anos 70 que se tem mantido no topo dentro da modalidade – e, atrevo-me a dizer, em quase todas as modalidades desportivas – tendo, nos últimos 20 anos, alcançado um palmarés invejável. A formação italiana deu várias provas da sua qualidade, entre elas a vitória esmagadora por 3-1 sobre a França, na quarta-feira passada. Consistência é a chave dos “azurros”, que têm em Fei e Savani os melhores pontuadores; Mastrangelo, um dos centrais, é o terceiro melhor blocador do campeonato, Vermiglio é considerado o segundo melhor passador e Marra está também no top, na secção de liberos.
Sérvia: esta equipa tem vindo a demonstrar o seu valor ao longo do tempo e, desde 2000 (na altura, Sérvia e Montenegro), tem-se mantido numa confortável posição de topo – muitas vezes caindo apenas perante o gigante Brasil. É uma equipa que aposta forte no side-out, privilegiando o ataque forte e sem hipótese para o adversário; conta, para isso, com N. Grbic, distribuidor de grande qualidade e que permite uma potência ao ataque que é sem dúvida uma das mais-valias que permitiu à selecção sérvia chegar a este ponto da competição. Miljkovic continua a ser uma referência máxima do voleibol sérvio – é dos sobreviventes da equipa sensação de que faziam parte, por exemplo, Vujevic, Geric e Mešter e continua a ser o melhor pontuador da selecção (sexto melhor do campeonato). Apesar de, à partida, o voleibol espectáculo que pratica não ser garantia de um bom resultado final, não se pode descartar a hipótese daquilo que eu consideraria ser uma surpresa: a vitória da Sérvia neste Campeonato do Mundo de Voleibol.
As meias-finais serão disputadas no sábado, dia 9 de Outubro, com o seguinte programa: Cuba vs. Sérvia e Brasil vs. Itália.

by Sarah Pires Saint-Maxent