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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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Minuto Zero

11
Nov10

Steve Field

Minuto Zero
Hulk e Cristiano Ronaldo – as Individualidades em prol do colectivo

Hulk e Cristiano Ronaldo, apesar de incomparáveis em termos de talento, são dois jogadores fundamentais em cada uma das suas equipas. Além disso, os seus princípios de futebol são semelhantes na medida em que ambos fazem das jogadas individuais o seu prato forte. No entanto, o ano passado, apesar de preponderantes, não deslumbraram como se esperaria e não venceram qualquer competição das mais importantes. Será que não eram tão bons jogadores?
Para ser sincero, tanto um como outro, apesar das suas imensas qualidades, não me fascinam. Isto porque prefiro outro tipo de jogadores, jogadores que encham o campo em prol da sua equipa, jogadores que não falhem um passe, jogadores por vezes discretos mas essenciais em qualquer equipa. Refiro-me, a título de exemplo, a Xavi, Iniesta, Lampard, Gerard, Xavi Alonso, Sneijder, entre muito outros. Mas tenho de reconhecer que, tanto Hulk como Ronaldo, este ano têm superado as minhas expectativas.

Quanto a mim, os motivos dessa ascensão devem-se a André Vilas Boas e ao Special One José Mourinho. Este ano, tanto o Porto como o Real Madrid estão inseridos em intenções colectivas, em princípios de jogo bem assentes pelos novos técnicos, que facilitam a acção dos que mais têm de desequilibrar. Olhando para o Porto de Vilas Boas, vemos o jogo assente em posse e circulação de bola, onde a bola chega sempre em perfeitas condições para Hulk ‘explodir’, devido à mecanização de processos. O mesmo se passa com Cristiano Ronaldo, que tem sempre uma elevada variedade de opções com os princípios desenvolvidos com os colegas de equipa, o que o torna ‘mais jogador’, além de ter sempre a cobertura adequada nas (muitas) vezes que perde a bola.

Portanto, por mais que se pense que estes fenómenos não precisam de colegas pois resolvem tudo sozinhos, é puro engano. Prova disso são as suas prestações esta época; com os colegas sincronizados com eles, com os princípios de jogo da equipa moldados, a pressão que tinham em resolver tudo por si próprios, desapareceu. Não são melhores jogadores do que eram, apenas estão inseridos em contextos mais favoráveis que os fazem potenciar as suas características, tornando o seu jogo muito mais fácil de entender. É a prova que primeiro deve-se pensar em construir uma equipa para depois ter bons jogadores. 

by Steve Grácio