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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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Minuto Zero

12
Out10

Em Frente

Minuto Zero

Ovos, para que te quero?
Semana de selecções e… elogios ao novo seleccionador nacional, Paulo Bento. Fala-se sobre as suas qualidades, enquanto treinador, enquanto gestor de um plantel, enquanto excelente elemento de formação. Fala-se como foi capaz de trazer de volta o entusiasmo aos portugueses em redor da equipa. Enfim, parece que a Federação arranjou o homem perfeito para o cargo…
Agora, depois dos elogios, deixem-me falar do que esta semana de selecções me tem deixado a pensar. Novamente, Paulo Bento: O treinador que, durante quatro anos, tive de ver sentado no banco de Alvalade. O homem que dizia aos adeptos leoninos que se quisessem ver espectáculo, fossem ao cinema (consequência do futebol feio que se veio a praticar durante esses quatro anos). Ganhou taças, certo, mas falhou durante o seu período no Sporting, ao não conseguir alcançar o título nacional (muito por causa do seu sistema de rotatividade no início do campeonato, onde se perdiam pontos de formas impensáveis e de certas posições que tomava). Mas, não é isso que me tem incomodado. O que deixa inquieto é recordar uma certa expressão utilizada no passado referente a ovos e omeletes, aos recursos que tinha no Sporting.

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retirado de:
ricardoquaresma27.blogspot.com
“Não posso fazer omeletes sem ovos”, se bem me recordo. Mas, pode repetir senhor seleccionador? É que me parece que ao olhar para a sua formação, vejo uma grande quantidade de atletas que passaram pelas suas mãos e, em certos casos, jogadores que, veja só, dispensou. Não eram bons? Agora já são? Não chegavam para o que era pretendido? É que eu agora olho para a selecção, recheada de actuais e antigos jogadores do Sporting e sinto que não está ali nenhum símbolo do clube, nem tão pouco alguém que no clube tenha levantado a taça de campeão nacional e, começo a achar realmente estranho como se fala em falta de recursos aquando da sua passagem em Alvalade. Pelas suas mãos passou o Nani (figura actual do Manchester United), Miguel Veloso (actualmente titular num dos campeonatos mais competitivos da Europa, com quem manteve sempre uma relação estranha), Carlos Martins (que se afigura como um dos principais jogadores do rival directo), Silvestre Varela (que de ano para ano, foi tendo reduzidas hipóteses), João Moutinho (o capitão leonino que sempre foi defendido a todo o custo, fugindo a castigos idênticos a outros colegas, quando proferia a sua vontade de sair do Sporting a todo o custo), Rui Patrício (futuro titular da selecção que da maneira que foi lançado, foi saltando e deixando para trás algumas etapas importantes do seu crescimento enquanto jogador), enfim… E depois, ainda há o Liedson e o Postiga, ou seja, do actual plantel nacional, Paulo Bento teve à sua disposição 8 (!) atletas enquanto treinador do Sporting. Resultados? Taças e mais taças e uma frustração enorme dos adeptos de serem vice-campeões durante quatro anos consecutivos.
 Mas, como falo de Paulo Bento e mais precisamente da expressão que no passado proferiu, é necessário dizer que este sabor amargo de ver atletas formados no clube, ou que num certo momento actuaram no clube, onde nada de relevante conquistaram, actuando e impressionando na actual selecção não se fica pelo actual seleccionador. Ainda há o Danny, o Beto, o Quaresma (pré-convocado, mas lesionado entretanto) – único campeão pelo emblema de Alvalade - e, claro, o Cristiano Ronaldo. E dá que pensar: que serve ter uma formação apelidada de “melhor do mundo” se depois não há frutos internos? É um orgulho ter formado dois jogadores que receberam o galardão de melhor do mundo. Mas que ganharam eles no clube? De um modo geral, os treinadores leoninos não sabem aproveitar o que têm e, consequentemente, acabamos por formar para os nossos rivais alimentar (o maior símbolo do Benfica desta última década, o Simão, é um claro exemplo).
E, nota-se vontade de mudar isso? Não, ainda agora, olhando para o plantel à disposição de Paulo Sérgio verificamos que existe um sem-número de atletas que, ou já pertenceram, ou que no futuro próximo irão certamente usar o símbolo de Portugal. João Pereira começa a dar os primeiros passos; Daniel Carriço, não deve faltar muito para o fazer; Djaló ainda agora era um dos pré-convocados; Pedro Mendes e Maniche, opções do passado, podem sempre dar experiência a qualquer meio-campo; Nuno André Coelho já por lá andou. E eu frustrado penso: E o Sporting? A dez pontos do líder, com o campeonato a fugir novamente. É que mesmo com meios financeiros mais limitados, ovos vão aparecendo. E o resto?

Saudações Leoninas
by Jorge Sousa

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