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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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Minuto Zero

26
Fev11

Voleibol à Sexta

Minuto Zero
Um caso de sucesso

Já disse, repeti e voltei a repetir que são raros os casos de sucesso no voleibol em clubes a sul do Tejo. É tema recorrente, por estas bandas, porque me é muito caro. Ainda assim, há excepções – e que bela excepção que vos trago hoje.
Na semana passada, tinha pensado escrever sobre o Lusófona VC. É um caso de sucesso que merece o meu destaque. Trata-se do único clube que conseguiu colocar os vários escalões de formação no campeonato nacional – a que só acedem as equipas classificadas no topo do regional. Iniciadas, Juvenis e Juniores juntam-se, assim, às Seniores em deslocações por todo o país para se baterem pelas cores da camisola.
Podia discursar sobre isto durante horas, mas não o vou fazer. Tudo porque no domingo se fez, mais uma vez, história na Lusófona: depois de uma vitória por 3-0, em casa, sobre o Boavista FC, a equipa passou pela primeira vez na sua história às meias-finais da Taça de Portugal. Mesmo quando consideramos equipas de Lisboa, é preciso recuar largos anos para encontrar uma que se possa gabar do mesmo.
fonte: voleibol.ulusofona.ot
Umas palavras sobre esta equipa da Lusófona: são miúdas. Não há volta a dar, são mesmo miúdas. Produto da formação do clube – onde estão, na sua maioria, desde os escalões mais baixos –, são a prova que construir de raiz uma equipa pode dar óptimos resultados. São, em geral, seniores de primeiro ou segundo ano – nascidas depois de 1990, portanto. Ainda assim, lutam pela subida à divisão principal do voleibol português e, no dia 19 de Março, discutirão a passagem à final da Taça de Portugal com a equipa detentora do título, CA Trofa. E são de Lisboa.



O que mais posso dizer? Uma equipa que, com uma história não tão longa assim – e que só criou uma equipa de seniores na época passada – consegue resultados destes merece o nosso louvor. Seja de Lisboa, da Covilhã ou do Porto. É um trabalho a ser estudado e um modelo a ser aplicado nos clubes que querem manter-se em jogo. E é, também, um investimento no voleibol português feminino: imaginemos o que poderão fazer estas atletas daqui a 8 anos, no seu pico de forma, e com anos e anos de voleibol ao mais alto nível nas pernas.
Tenho inveja. Mas resta-me dizer: parabéns, Lusófona VC.

by Sarah Saint-Maxent