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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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Minuto Zero

09
Nov10

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Minuto Zero

Automático

Foi um desastroso início de semana que ontem o Sporting me decidiu dar. Com Paulo Sérgio, cada vez mais, na corda bamba, já deu para ver que a falta de competência reina em Alvalade desde quem faz as escolhas (um treinador sem provas dadas, com adjuntos como Nuno Valente, que ninguém sabe o que faz no clube) até aos jogadores (sem garra, sem valor, que tanto poderiam estar no Sporting, como na Naval que a diferença seria pouca).
Mas, como nem tudo no mundo são tristezas, o tema de hoje está relacionado com o clássico de domingo…
No passado dia cinco, dei por mim a folhear o jornal Record quando me deparei com um artigo da autoria de Daniel Oliveira, intitulado os “Três Sportinguistas”. Neste, relativamente ao jogo realizado no Porto, analisava-se o comportamento dos adeptos leoninos, sendo repartidos estes em três grupos diferentes: os tácticos (“…fazem contas (…) estão contra o que estiver melhor na tabela ou mais ameaçar uma determinada posição do seu clube…”), os automáticos (“…estão sempre contra o Benfica…”) e os pragmáticos (“…a não ser que razões pragmáticas ditem o contrário, estão contra o Porto…”). 
Dei então por mim a pensar em qual grupo me inseriria. Pragmático, certamente não, porque jamais desejaria ver o Benfica a sair vitorioso de qualquer encontro (princípios históricos assim o determinam). Talvez numa primeira instância até fosse táctico, desejando o empate entre ambos os emblemas para assim sonhar um pouco mais. Mas, um Sporting que perde pontos com o Paços de Ferreira, com o Olhanense, com o Beira-Mar, não pode fazer sonhar ninguém. E, sendo assim, só me resta um grupo onde me inserir.
Uma derrota do clube encarnado está para mim, em termos de felicidade, próxima de uma vitória do Sporting actual. E, por muito que isto possa chocar, ao recordar certos Benfiquistas como Leonor Pinhão (que sempre que possível nas suas crónicas no jornal “Abola” faz questão de tentar humilhar os Sportinguistas), esse sentimento intensifica-se ainda mais. Daniel Oliveira define bem a nossa visão de encarnado na sua crónica: “Fanfarrão por natureza. Vivendo à sombra das glórias passadas, sem que o presente pouco brilhante perturbe a sua injustificada autoconfiança. E estão, para os Sportinguistas de Lisboa, demasiado próximos. São vizinhos, amigos, familiares. São eles que nos dizem, contra todas as evidências, que apoiam o maior clube do Mundo”.
A nossa rivalidade perdura no tempo, a nossa origem tem pontos comuns. Foram seguidos rumos diferentes e durante um centenário as divergências culturais entre ambos os clubes foram aumentando. Nenhum é a maior potência nacional futebolística, que esse título deverá justamente ser entregue a quem mais no futebol moderno venceu, o Futebol Clube do Porto (então em títulos internacionais, não há comparação possível). É uma rivalidade que já gerou mortes (recordando o caso do very light, no Jamor, em 1996, onde uma criança perdeu o pai devido a actos de covardia), é uma rivalidade que gera ódios.
Fonte: Blog Canal Sporting
 E assim, recordando que em 1910, a jogar em casa, o Sporting Clube de Portugal não permitiu que se realizasse o encontro contra os seus eternos rivais, alegando que estes não eram dignos de pisar as instalações leoninas, jamais iria eu contrariar os princípios de quem criou o meu clube. O Sport Lisboa e Benfica perdeu e, enquanto Sportinguista, só posso ficar contente, do mesmo modo que se fosse ao contrário, o mesmo se passaria.

by Jorge Sousa

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