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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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Minuto Zero

13
Dez10

Segunda é o dia

Minuto Zero
Foi no Brasil, mas podia ser cá

Esta semana assistimos, através da televisão brasileira ou de vídeos no Youtube, ao espancamento até à morte de um adepto brasileiro. Não interessa qual o clube do adepto, nem qual o clube dos agressores, já que são meros detalhes numa história que se conta em poucas palavras. O jovem, de 19 anos, foi agredido em plena via pública com tábuas das obras e sinais de trânsito até jazer inanimado no meio da rua. Depois de tamanha tareia, chegou ao hospital já sem vida.
Este episódio, que ocorreu no Brasil, é sintomático do pior que o futebol tem. E o mais caricato é que ambas as claques nem se encontravam num contexto um jogo de futebol. Simplesmente, a vítima envergava uma camisola diferente da que os homicidas defendiam. E apesar de se ter verificado com adeptos de futebol, este tipo de violência não é seu exclusivo nem, tão pouco, do Brasil. Seja como for, estes actos são inqualificáveis e, por isso mesmo, não só enquanto adeptos mas, sobretudo enquanto cidadãos, não os podemos deixar passar em claro.
O que aconteceu esta semana no Brasil tem acontecido em muitos outros lugares do mundo, mas nem sempre com um final tão trágico. Até em Portugal assistimos a cenas de violência incríveis em determinados jogos. É frequente naqueles opõem Porto a Benfica ou Braga e Guimarães, mas até em jogos dos campeonatos distritais de juniores são prática comum. E quem fala em futebol pode, também, falar de muitos outros desportos. Mas tudo isso são detalhes, meros acessórios, para um problema objectivo e generalizado. E não podemos permitir que em pleno século XXI, em países que se dizem desenvolvidos, estas cenas de violência continuem. E não podemos, sobretudo, continuar a gastar dinheiro em efectivos policiais para dar cobertura a estas cenas de violência sem que depois os culpados não sejam severamente punidos.
Vivemos actualmente num Estado de Direito e em liberdade e considera-se, por isso, que a) se pode fazer tudo o que se quer sem qualquer coacção e b) não se pode ser punido de modos que atentem contra a integridade física. Porém, como já está mais que comprovado, este pacifismo (ou deverei dizer, “passivismo”?) não é a solução. Enquanto se continuar apenas a “identificar” os adeptos violentos mas não se aplicar o correctivo adequado, na hora e sem contemplações, não serve de nada vivermos num Estado de Direito. Porque, no fundo, de que serve uma eventual indemnização que os familiares deste jovem são receber? Se a educação cívica e o respeito pela ordem fossem incutidos desde o início da formação enquanto pessoa a cada um de nós, não seria sequer necessária a existência de polícia. Mas, já que assim não acontece, usemos de facto a força que a polícia tem para castigar os infractores, ao invés de continuarmos a gastar milhares de euros em policiamentos em que a polícia não é mais que meros fantoches gozados pela multidão. Um pouco à laia dos primórdios do Direito, devíamos começar a aplica a velha máxima do “olho por olho, dente por dente”. Estou certo que, assim, assistiríamos a cada vez menos cenas de violência. De que serve estar num Estado do Direito se esse “Direito” protege mais os criminosos que as vítimas?



by João Vargas

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