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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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Minuto Zero

01
Out10

Pelos caminhos de Portugal...

Minuto Zero
Como joga a Académica de Jorge Costa

Olhando para o panorama deste início de Liga, surge claramente destacada uma equipa que, afastada há algum tempo dos lugares cimeiros, vive de uma estrutura bem organizada internamente, sob a égide de uma das instituições historicamente mais bem sucedidas dos nosso futebol.
A chegada de Jorge Costa no início de época mudou a cara da equipa, dando-lhe um novo folgo na tentativa de colocar a Académica nos lugares de acesso ás competições europeias.
A estrutura da equipa em comparação com a temporada passada não mudou radicalmente; Jorge Costa aproveitou aquilo de melhor tinha a Académica de Vilas Boas, não prescindindo, no entanto, de um cunho pessoal, potenciado pela chegada de alguns jogadores.

Mantém-se o sistema de jogo, 4x3x3 (meio campo 1x2) ; em termos dinâmicos é uma equipa agressiva, gosta de pressionar médio/alto, sobretudo nos jogos em casa (do seu campeonato, não tomemos como exemplo os jogos com os "grandes"), meio-campo muito agressivo, com intensidade, a trocar bem a bola, forte nas transições - sobretudo na defensiva. A defesa, sólida e consolidada, numa lógica de continuidade: Pedro Costa (lateral-direito), Berger e Orlando vêm da época passada, Addy, emprestado pelo Porto, é o lateral mais ofensivo, talentoso, mas com alguns problemas em conter as emoções (vê demasiados cartões, usa e abusa de entradas duras). No meio campo um cubo de gelo chamado Nuno Coelho (também pertencente aos quadros do Porto) funciona como pêndulo defensivo da equipa. À frente deste, num meio campo de triângulo invertido, Diogo Melo (ex-Portimonense) é uma das figuras da equipa. Viveu escondido na época passada na liga de Honra mas é claramente um jogador de primeira divisão: o seu jogo é intensidade, ocupação de espaços, transição defensiva-ofensiva sempre em altas rotações 90'. Se continuar a evoluir, tem potencial para jogar num nível superior. Depois outro interior, mais vocacionado para o momento ofensivo, mas com igual intensidade na procura da bola e na velocidade de transição: Diogo Gomes, ou até Hugo Morais (ex-Leixões).
No ataque, a grande questão da equipa: Sougou, Diogo Valente e Miguel Fidalgo, são jogadores muito rápidos, dão repelões no jogo - o que é ideal para os jogos com os "grandes", na busca de tentar no contra-golpe um golo; a questão é que no "seu" campeonato, a Académica procura dominar os adversários, sobretudo nos jogos em sua casa, pelo que numa equipa que tem um meio-campo que vive da posse de bola e que "mastiga" o jogo, estes 3 fogem a essa lógica e colocam em cheque a forma de actuar da equipa.

Fonte: www.maisfutebol.iol.com
Não obstante da qualidade dos seus avançados, sobretudo Sougou, parece que a equipa precisa de jogadores um pouco diferentes, que permitam a equipa rumar toda na mesma maré. Isto é, um jogo mais apoiado, em profundidade, e não apenas de rasgos individuais em velocidade nos últimos 30 metros.
Esta é a grande questão de uma Académica com um projecto arrojado, levado a cabo por um dos treinadores mais promissores desta nova geração: Jorge Costa.


By Tiago Santos