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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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Minuto Zero

06
Dez10

Segunda é o dia

Minuto Zero
Felizmente perdemos!
Ao contrário do que alguns idealistas previam, mas ao encontro do que mais se esperava, Portugal ficou fora da organização do Mundial de 2018. A candidatura portuguesa e espanhola foi afastada da corrida e, para mim, isso são boas notícias.
Numa perspectiva mais geral, são boas notícias que Portugal e Espanha não organizem o Mundial, como são boas notícias o facto de a escolha não ter recaído em países como a Bélgica, Holanda ou, sobretudo, a Inglaterra ou os Estados Unidos. Pessoalmente, não tenho nada contra estes países, mas parece positivo que a organização possa caber a países que ainda não tenham tido esse privilégio. Quer a Rússia, para 2018, quer o Qatar, para 2022, são duas estreias no que respeita à organização de fases finais de grandes eventos futebolísticos.
Olhando para a “derrota” numa perspectiva mais micro, fico contente que Portugal fique liberto deste compromisso. Ainda que um estudo do ISEG, divulgado esta semana, tenha garantido que Portugal não gastaria mais que os 2 milhões de euros já dispendidos com a candidatura, eu não acredito. Respeito muito os estudiosos que chegaram a estas conclusões, mas sabemos bem como são feitas estas contas em Portugal. No final, gasta-se muito mais do que era previsto. Além de que ainda não está provado que, para mim, o Euro 2004 tenha tido efeitos positivos para o turismo. Se o Mundial não teria nenhum estádio no Algarve, ainda mais dúvidas me levanta a sua viabilidade.
Além da análise da derrota portuguesa, parece-me também digna de nota a vitória da Rússia e do Qatar. E o comentário para um caso serve para o outro. Ambos os países, “derrotaram” grandes potências mundiais extra-futebol (EUA e Inglaterra); ambos os países vão organizar o Mundial com recurso ao dinheiro do petróleo (mais o Qatar que a Rússia); ambos os países são equipas modestas no mundo do futebol; mas ambos os países têm investido muito em clubes europeus, nomeadamente em Inglaterra (Manchester City, Chelsea, Liverpool, Málaga, etc.).
Em suma, para o futebol parece-me saudável que tenha sido este o desfecho das votações. Para Portugal, parece-me que foi o melhor que podia ter acontecido. Até porque agora Gilberto Madaíl já não tem desculpa nenhuma para continuar na Federação mais oito anos.
Para finalizar, apenas duas notas ainda sobre futebol. Em primeiro lugar, impõe-se reconhecer mérito ao Porto. A três jogos do fim do ano ainda não perdeu e caminha a passos largos para a conquista do campeonato. E este ano, mais que nunca, não me parece que se possa acusar a arbitragem de ter ajudado o Dragão. Em segundo lugar, uma menção a Cristiano Ronaldo. Por mais que alguns insistam em criticá-lo e colocá-lo um patamar abaixo de Messi, apesar dos 5-0 da semana passada, penso que Ronaldo está mais que ao nível do argentino, senão mesmo acima. É que enquanto Messi tem um Barcelona que joga ao seu nível, Ronaldo tem que, muitas vezes, levar a equipa às costas. 

by João Vargas

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