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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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Minuto Zero

02
Nov10

Em Frente

Minuto Zero
Não há necessidade
                
Este ano tenho tido a sorte de ter vindo a acompanhar o meu clube nas deslocações aos terrenos de outros clubes da primeira divisão. Entre outros, estive no Estádio Municipal de Aveiro e no Estádio Dr. Magalhães Pessoa (estádio municipal de Leiria). E, se tudo correr bem, dentro de duas semanas estarei em Coimbra, no Estádio Municipal local. São três estádios novos, nos quais estive (estarei), juntando assim ao Estádio José Alvalade, Estádio do Dragão e Estádio da Luz, o grupo de estádios da “geração euro’04” onde já marquei presença. E, como certamente todos sabemos, destes seis, três não têm razão de existir. Leiria, Coimbra e Aveiro, são três das câmaras que chegada a possibilidade de receberem dois (!) jogos de uma grande competição europeia tiveram mais olhos que outra coisa, partindo para projectos inviáveis para o futuro dos clubes locais (que vêm assim dívidas aprofundadas) e da própria câmara, sendo que nesta última, os orçamentos têm sempre uma parcela superior a 5% somente destinada à manutenção destes elefantes brancos.
                E, da mesma forma que refiro estes três, ainda poderia referir o monstruoso e inútil Estádio do Algarve, que, por acaso, agora está em utilidade (enquanto o seu estádio se encontra em obras, o Sporting Clube Portimonense tem utilizado este recinto desportivo), mas que, posteriormente ao Europeu, tem passado grande parte do tempo abandonado, mais uma vez, dando prejuízo aos municípios de Faro e Loulé. Impressionante e chocante…
                Impressionante se tivermos em conta a grandeza do evento que levou à construção destes estádios, ainda mais notório se tivermos em conta o tamanho de Portugal. Chocante se tivermos em conta que o erro cometido no passado, com o gasto de milhões numa competição que nem um mês teve de duração, possa vir a ser cometido brevemente, com a candidatura Ibérica ao Mundial de 2018. Desta feita, somente três estádios entrarão em cena, é certo, no entanto, a remodelação de determinadas infra-estruturas (relembro que, por exemplo, o Estádio do Restelo apesar de não ter sido um dos estádios do Europeu de Portugal, foi remodelado somente para receber o estágio da selecção italiana) mais uma vez irá trazer um prejuízo que poderia perfeitamente ser evitável. E, como bem sabemos, depois quem terá de pagar por isso serão os nossos bolsos.
Fonte: gilvicente.pt 
              A existência dos estádios dos três grandes não é aqui colocada em causa. São estádios correspondentes à dimensão dos clubes (apesar, de terem, no caso do Sporting Clube de Portugal criado um buraco financeiro enorme, que por falta de dados, não sei se nos outros dois grandes se verifica igualmente). Creio igualmente que o Estádio Axa (em Braga) e o Estádio D. Afonso Henriques (Guimarães), tão proporcionais ao crescimento notório dos seus clubes locais. De resto, nota negativa para os denominados Elefantes Brancos, que mais cedo ou mais tarde, terão de ser demolidos a fim de colocar um fim ao prejuízo crescente que estes têm vindo a concretizar. Espero assim, que sejam no futuro seguidos os exemplos dos estádios da Madeira (do Nacional local), dos Barreiros (onde actua o Club Sport Marítimo) e do Cidade de Barcelos (casa do Gil Vicente Futebol Clube), os quais não sendo grandes, são modernos e proporcionais ao tamanho dos clubes.
                Assim, de uma vez por todas, os portugueses têm de saber ver que o futebol praticado no nosso país é de segunda divisão europeia e que entrar em gigantismos provoca quedas desnecessárias.

By Jorge Sousa