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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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30
Jan11

Fogo sem Fumo

Minuto Zero
Os valores e o desporto – Um plano de acção

Ninguém duvida que o espírito desportivo é um elemento indispensável à prática desportiva, tão essencial como a existência de material desportivo e equipas para competirem. Também não é menos verdade, que um Desporto vazio de valores educativos é seguramente um desporto mais pobre e menos justo.

Espírito desportivo é, em primeiro lugar e acima de tudo, observar estritamente todas as regras. É procurar nunca cometer deliberadamente uma falta. Ter espírito desportivo é respeitar o árbitro. Este merece inteiramente o respeito de todos, aceitar todas as decisões do árbitro sem pôr em causa a sua integridade, reconhecer com dignidade a superioridade do adversário na derrota, aceitar a vitória com modéstia, saber reconhecer a boa actuação e os bons desempenhos do adversário, querer competir em igualdade com um oponente. É contar apenas com o seu talento e habilidade para tentar obter a vitória, recusar ganhar através de meios violentos. Ter desportivismo é manter a dignidade em todas as circunstâncias. É demonstrar que temos domínio sobre nós mesmos. É recusar que qualquer tipo de violência tome conta de nós.

A velha regra segundo a qual o conhecimento proporciona o controlo só é válida até um certo ponto. Portanto, alguma coisa tem de ser feita a respeito da política de base. Se o que se pretende é salvaguardar no futuro os valores éticos no desporto, deve dar-se consideravelmente atenção à educação em desportivismo. Todos aqueles que estão envolvidos de uma maneira ou de outra no acontecimento desportivo devem estar conscientes que a pessoa deve ser respeitada em todas as circunstâncias. Uma área importante, se não a mais importante, para o ensino do desportivismo, é a Escola.

A escola, em geral, e os professores de educação física, em particular, devem transmitir claramente os valores e as normas que estão estipulados no desporto. Se o jovem atleta aprende desde o início que certas formas de comportamento e certas atitudes não são toleradas, que não são desportivas, não fará delas um hábito. Exprimindo isto positivamente, pode daqui resultar uma geração de jovens que farão do fair-play um valor básico do seu comportamento no desporto. As autoridades internacionais, nacionais, regionais e locais devem contribuir para a promoção do fair-play e a supressão da violência.

A contribuição das autoridades deverá ser limitada a este nível: enquanto as federações puderem canalizar o acontecimento desportivo dentro das normas sociais aplicáveis, as autoridades não deverão intervir. Os desportos que, devido à sua própria natureza e conteúdo, promovem a violência, devem ser reestruturados profundamente ou devem ser rejeitados por todos aqueles que desejam um desporto são. Para os desportos nos quais as regras proíbem o comportamento agressivo, mas cuja própria natureza proporciona facilmente ocasiões para tal, deve-se tentar determinar se as mudanças estruturais não poderiam diminuir tais comportamentos. Por exemplo, a federação francesa de basquetebol revê as suas regras de 4 em 4 anos para promover o fair-play.

Apesar de complexa, a tarefa de ter um desporto onde o fair-play seja a regra e a violência a excepção, é sempre possível, principalmente se a aposta efectuada for em medidas pedagógicas, estruturais e de carácter sensibilizador que levem a que a violência seja erradicada do Desporto.

 by Alexandre Poço

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