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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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Minuto Zero

15
Dez10

Buzzer - Beater

Minuto Zero
       Streak
         Peço desculpa se esta semana o tema parecer algo forçado, mas condicionamentos académicos privam-me de mais tempo para investigar e de laivos de originalidade mais frequentes. Esta semana decidi abordar outro termo americano na modalidade: streak. Traduzido à letra não faz muito sentido e significa faixa, mas aplicado à modalidade denota uma série de vitórias consecutivas de uma dada equipa.
         E esta semana tem-se verificado de uma forma luxuosamente abusada diria eu: Boston Celtics neste momento (até às 11h de ontem, altura em que isto foi escrito pelo menos) com dez, Miami Heat que reacendeu a expectativa criada no verão com 9, New York Knicks que finalmente vêm Stoudemire e o seu gigante contracto gerar 8 consecutivas, e claro, os espantosos Dallas Mavericks que apenas na segunda-feira quebraram a sua marca de 12 vitórias seguidas.
Fonte: thealrocksalotexperiment.blogspot.com
         Foi uma semana, portanto, de encher o olho, e o cesto já agora. O record de “streak” para alguma equipa a jogar na NBA é de 33 vitórias, e foi conseguido pela equipa dos Los Angeles Lakers na época 1971-1972, no final da carreira dos ilustres Wilt Chamberlain e Jerry West. O primeiro já não fazia nesta altura aqueles monstruosos 40 pontos e 20 ressaltos por jogo, mas ainda era uma força dominante nas tabelas, enquanto que o segundo, embora também já no fim da sua carreira, averbou 9.7 assistências (melhor da carreira) e uns sólidos 25.8 pontos por jogo.
         Portanto, cabe à equipa campeã por 17 vezes (melhor de sempre) o record de vitórias consecutivas actual na NBA. Boston que este ano se reforçou, literalmente, em peso. Como se já não bastasse a ascensão meteórica de Rajon Rondo para o top  3, 4, ou 5 da liga em bases e um Paul Pierce que mantém o seu rendimento apesar da idade, a equipa foi buscar a Cleveland Delonte West, para dar solidez ao banco atrás dos 3 pontos, Jermaine O’neal e o homem das mil alcunhas, Shaquille O’neal. Claro que os últimos dois já estão longe do seu prime atlético. Ray Allen e Kevin Garnett já não são os jogadores de há duas ou três épocas atrás. Mas a verdade é que em Boston reside aquela que é, na minha opinião, a equipa com melhor estrutura em termos de plantel para desafiar toda a liga. Não se trata de uma equipa com uma ou duas estrelas, nem com um 5 forte, nem sequer com alguma profundidade de banco, mas sim de uma equipa com pelo menos 10 jogadores fortes em diferentes sentidos.
         Para o interior melhor combinação certamente não existe na liga: dois O’neals, Glen Davis, Perkins (lesionado ainda por cima, imagine-se quando voltar), Garnett; Pierce garante talvez a posição com menos profundidade, no extremo; Allen e West preenchem as fileiras ao lado dos bases, Rondo e Robinson. Há então todo um conjunto de possibilidades de rotação numa equipa que já tem muitos anos em cima dos seus jogadores, e cuja maior dúvida reside precisamente nesta possibilidade de ao fim de uma época extenuante a equipa estar à altura dos desafios do playoff.
         Como destaque positivo desta semana quero de facto salientar todas estas vitórias consecutivas das equipas que já referi, mas destacar a de Dallas, que, a par dos Knicks, foi provavelmente a equipa que fez mais com menos, não tendo um plantel à altura do de Boston por exemplo. Negativamente nunca esperei reconhecer isto, vindo da minha equipa de eleição, mas a nota má vai para os Detroit Pistons, que no passado sábado, jogando com uma equipa em lençóis tão maus como os seus, conseguiu não gerir uma folgadíssima vantagem ao intervalo para ir perder por 4 pontos no final contra os Toronto Raptors. E mais triste do que esta desgraça para mim é ver o meu jogador favorito, Ben Wallace (quem souber os seus feitos no último período áureo dos Pistons entenderá a minha predilecção) fazer um record de carreira de 23 pontos nesta partida.
Enfim, mal por mal espero que consigam o pior record da liga de forma a terem mais chances de ter uma boa posição de draft e ir buscar algum Lebron James ou Michael Jordan.

by Óscar Morgado

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