Domingo, 24 de Outubro de 2010
Fogo sem Fumo
Outras Crises

A palavra “crise” corre o sério risco de se tornar a palavra mais familiar na vida dos portugueses. Ora vejamos, a comunicação social faz questão de nos recordar todos os dias que estamos em crise social, crise económica, crise política, enfim, uma panóplia de crises. Há para todos os gostos, cabe ao freguês escolher. Diria mais, aquilo a que os teóricos chamam de período de transição para reformulação do panorama vigente, tornou-se num estilo de vida.
No mundo onde os portugueses afogam (mas por vezes, também aumentam) as suas tristezas, no mundo onde se alienam da realidade e entram de pés e cabeça, também estamos assistir ao dito cujo fenómeno - a crise financeira do mundo do Futebol. Salvo alguns afortunados que tiveram a sorte de preencher as medidas de um qualquer magnata do petróleo ou de um sheik árabe, os clubes de futebol vivem permanentemente com a corda na garganta. Estes têm de conciliar a consolidação financeira com a boa performance desportiva. Tarefa difícil nos dias que correm. As receitas de bilheteira, as vendas de produtos oficiais, os patrocínios e as transmissões televisivas não chegam, em muitos casos, para cobrir as elevadas despesas dos clubes em matéria de transferências, salários e prémios.
Em Portugal, a situação não é nova e já se arrasta sem que se veja a tão deseja luz ao fim do túnel. A escolha implica a diminuição da competitividade, veja-se o caso tão paradigmático do Sporting. Com um passivo gigantesco e após a alienação de todo o património não desportivo, a solução foi cortar nos investimentos em jogadores. Resultado: equipas fracas sem hipótese de lutar pelo título com os dois eternos rivais. É frustrante para os adeptos que exigem títulos, compreendo plenamente, mas como diz o povo “não se pode fazer omeletas sem ovos”.

Não havendo União Europeia nem FMI que nos valham nesta situação e como a malta quer continuar a ter bola aos fins-de-semana, chegou o tempo de começar a clamar por investimento privado estrangeiro (visto que os Belmiros e os Amorims desta terra não estão para aí virados). Tal situação implica uma ruptura com o actual conceito de “clube dos sócios”, o que não deixaria de levantar muita discussão. É meu entender que a contestação dos referidos “sócios” terminaria mal chegasse o primeiro título. E depois, o efeito de dominó. Os outros clubes não demorariam muito a querer igual sorte.
Restam duas questões (porventura, as mais importantes): Quem se oferece para servir de experiência-piloto? Que milionário estaria disposto em investir o seu dinheiro em clubes, que apesar de grandes cá dentro, lá fora ainda pertencem à 2ª ou 3ª elite futebolística? 

by Alexandre Poço


publicado por Minuto Zero às 21:08
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1 a zero:
De Anónimo a 11 de Dezembro de 2010 às 19:30
Venham os privados, não é?! Enfim, que texto execrável, só se pensa em lucro e lucro.. Viva à essencia do futebol, o JOGO!


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