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Minuto Zero

A Semana Desportiva, minuto a minuto!

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Minuto Zero

16
Nov10

Em Frente

Minuto Zero
              E quem paga é...
             Dizia Paulo Bento que o futebol era com os pés e que o basquetebol e o andebol eram com as mãos. Mas pelos vistos estava enganado. Actualmente futebol comporta todo um universo de objectos que vão além das mãos. Quer dizer, estas têm a sua importância bem vincada, pois sem elas o arremesso de bolas de pingue-pongue, de telemóveis e o apertar de pescoço a árbitros auxiliares seria inexistente. E o espantoso é que, ano após ano, os casos vão-se multiplicando e estádios interditos vê-los, que além do de Guimarães já faz algum tempo, nenhum foi alvo de tal.
                E isto dá que pensar: Não deveriam ser tomadas medidas exemplares em determinados clubes grandes do futebol português, ou serão estes diferentes? É que se bem me recordo, por exemplo o mesmo adepto que invadiu o relvado do Estádio da Luz (o tão famoso “diabo”), colocando a integridade física de um membro da equipa de arbitragem, já hoje passeia normalmente pelas bancadas do mesmo estádio com se nada tivesse ocorrido. E, no norte, apesar de ainda não se ter queimado nenhum autocarro, nem tentado agredir um dirigente rival (como já ocorreu em Lisboa), também vão sendo cometidas monstruosidades que só vistas poderia uma pessoa acreditar. São galinhas no Dragão, são telemóveis a acertarem em técnicos-adjuntos no Afonso Henriques e a parada vai continuando a passar. Força de intervenção? Não se utiliza?
                É que, no meio de todo este carnaval, estava eu muito bem sentado em Coimbra a assistir a uma vitória suada contra a Académica – o que não foi alcançado por todos este ano – quando após provocações da claque local, a Mancha Negra, começou a haver carga policial sobre os adeptos apoiantes do Sporting Clube Portugal. Mas atenção, carga policial com gosto por parte da força de intervenção aí presente, que, enquanto se preparava para iniciar o seu próprio espectáculo até (o cumulo) cantarolava de alegria.
                Ridícula a tomada de posição forçada, ridículo o tratamento que eu enquanto espectador pagante fui alvo (com preços proibitivos para grande parte da massa adepta – vinte euros). Paguei para ver adeptos do meu clube serem agredidos enquanto o futebol ia passando para segundo plano, paguei como pagou o “diabo da luz”, o adepto que soltou a galinha, o que lançou o telemóvel… E no meio disto, casos totalmente distintos, leva troco quem nada de mal fez. 
Fonte: Blog Ponta de Lança
                Isto é choradinho? Aos olhos de alguns talvez seja. Mas ao deparar-me com comentários de que estes ou aqueles é que são os maiores adeptos do mundo, eu apenas posso responder que esse título deverá sempre ser atribuído ao adepto normal que através de sacrifícios financeiros, de longas deslocações, dentro do que é normal de gente civilizada, acompanha o seu clube, seja portista, benfiquista ou sportinguista. Não afastem quem não tem de ser afastado do futebol, punam quem tem de ser punido e deixem que o desporto rei seja novamente jogado somente com os pés.

Saudações Leoninas,
by Jorge Sousa