Sexta-feira, 25 de Março de 2011
Voleibol à Sexta
O desporto faz mal à saúde

Numa semana em que os vários campeonatos trouxeram pouca ou nenhuma surpresa, encontrei por acaso um estudo da FIVB (Fédération Internationale de Volleyball), elaborado com base em dados de 2010, sobre as lesões mais comuns em jogadores de voleibol. Qualquer um de vós que esteja mais atento já percebeu que é um tema caro, e não pude deixar de aproveitar a oportunidade para falar um pouco disso, apoiando-me neste estudo recente.
Os resultados divulgados pela FIVB anunciam que as lesões no tornozelo são as mais comuns no voleibol, seguidas pelos (quem mais?) joelhos, costas e dedos. Os problemas mais comuns são provocados pelo excesso de esforço – lesões sérias e agudas são muito raras – e os dados demonstram que 49% dos atletas de voleibol de praia inquiridos, por exemplo, responderam afirmativamente à questão: «sofre neste momento de dor nalguma destas regiões – lombar, joelho ou ombro?».

fonte: deportes.info
É verdade que o risco de contrair lesões graves que impliquem uma longa paragem para recuperação é substancialmente menor que noutros desportos de equipa – veja-se o exemplo do futebol, onde uma equipa tem em média um jogador lesionado por jogo, ao passo que no voleibol a perspectiva é a de um atleta por cada 20 jogos – mas não deixa de ser incrível que cerca de metade dos jogadores se queixe de dores persistentes nas costas, joelhos e ombros. Ainda que, como conclui o estudo, os sintomas das lesões nestes locais sejam normalmente moderados e que os jogadores continuem, na sua maioria, a jogar como habitual.
Vejamos as repercussões disto: ao nível mais elevado do voleibol, quase metade dos atletas joga abaixo das suas potencialidades porque sofre de dores por excesso de uso. E fá-lo continuamente, sem normalmente pararem – 2% dos jogadores afirmaram ter parado por pelo menos uma semana por dores nas costas, 3-4% por lesões no ombro e 7% por problemas com o joelho.
Isto significa que muitos dos jogadores que vemos e apreciamos, os grandes do voleibol mundial, estão continuamente a lutar contra si próprios. Actuam, muitas vezes, num esforço superior ao que se esperaria quando apenas se pratica um exercício deste nível, sem qualquer tipo de condicionamento físico.
Enfim, e oiço isto desde que nasci: «o desporto faz mal à saúde». O desporto de alto rendimento faz, sem dúvida, mal à saúde. E por isso mesmo devemos dar ainda mais crédito a quem a isso se sujeita.

by Sarah Saint-Maxent


publicado por Minuto Zero às 09:40
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1 a zero:
De Óscar Morgado a 25 de Março de 2011 às 12:59
Mesmo assim acho que o trade-off lesões/condição física justifica o esforço. E há que submeter-nos ao bom senso. Quanto ao caso do futebol, duas razões penso que explicam a incidência de lesões por jogo: uma meramente matemática, por mais jogadores jogarem em simultâneo, e durante mais tempo sem pausas, e a segunda pela leviandade das regras quanto às faltas duras, cargas, etc.


De joaoperfeito a 25 de Março de 2011 às 15:54
Tudo o que é demais faz mal. Trabalhar demais desgasta o corpo, stress demais trás problemas cerebrais, estudar demais trás problemas psicológicos. Porque razão fazer desporto demais não traz nenhum problema? Em tudo o que fazemos na nossa vida e empenhamo-nos a sério temos sempre uma consequência negativa. Até na alimentação devemos ser equilibrados como quando nos ensinam quando somos pequenos. Todo o sucesso tem uma parte de sacrifício. Eu que corro todos os dias e nem de perto nem de longe faço alta competição também tenho dores 2/3 vezes por semana. Dantes quando fazia só manutenção, não doia nada, porque não forçava o músculo. Portanto se até os mero praticantes como eu tem dores os atletas profissionais nem quero imaginar. E como alguém diz "É preciso ter muita saúde para dar cabo dela". São opções de vida, mas sem sacrifício não há vitórias.


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